sexta-feira, janeiro 30, 2009

Isso é evolução mesmo?

Agências de publicidade cada dia que passa ganham mais concorrentes. É impressionante o número de novos entrantes que vem aparecendo no mercado para competir por pedacinhos da pizza. Novos concorrentes no mesmo segmento que crescem oferecendo serviços cada vez melhores, se degladiando entre conseguir melhores resultados e melhores profissionais. É um cenário que até o fim do século passado agências de publicidade tinham em agenda: "Ver sempre a a grama do vizinho se está mais verde ou não."

Hoje com o advento da internet, aliada a um fenômeno de integração cada vez maior entre consumidor, mídias e resultados, além do nascimento de novos formatos de mídia. Acabou criando novos segmentos de atuação para empresas e consequentemente novos serviços. Empresas especializadas em e-mail marketing, em mídias sociais, em criação de websites, gerenciamento de conteúdo e etc. que indiretamente cooptam um pedaço da verba do anunciante anualmente. Sem falar os famosos micreiros e os famosíssimos "corretores". Somos todos carnívoros!

Contudo hoje empresas de outros segmentos vem adotando por uma questão estratégica (?) o nome "Comunicação" na fachada de suas empresas para ampliar assim de forma 'evolutiva' sua gama de serviços. Tudo isso ao meu ver é apenas uma forma de aglutinar serviços para não se esvair dos dedos da agência. Assim o mercado de quem é publicitário se abre e se amplia, mostrando que a comunicação em si vem crescendo oferecendo mais possibilidade de atuação.

O mercado para empresas como as que se especializaram em Marketing Direto, Below The line, Design, Internet, Promocional e Eventos, por exemplo, enxerga novos filões agora em direção a publicidade, que é onde gera maior receita. Agora me pergunto é um bom caminho? Esta "briga" por verbas só tenderá a piorar cada vez mais e o trabalho pode ficar sustentado puramente pelo dinheiro e não por sua especialidade. É fato.

(Por isso que acredito tanto na especialização multifacetada, onde o profissional precisará ser especiliazado em algum área, - no meu caso trabalho para ser em Branding, pois acredito muito nele, para oferecer o melhores serviços, mas com conhecimento em outras áreas de atuação.)

A publicidade hoje está crescendo tanto que a palavra Comunicação ganha maior força e significado. E o que mais me espanta (por ser real, admitível e sem volta) é o que o Dalton Pastore - Presidente da Associação Brasileira das Agências de Publicidade (ABAP), diz: “É algo normal. Vemos também agência de publicidade e de design entrando no ramo do Marketing. A comunicação evolui e não se apóia mais só em publicidade, hoje há vários novos formatos de mídia. E, em tempos de crise econômica, é o momento ideal para explorar e criar novos espaços na comunicação”.

E então você já pegou sua fatia de mercado hoje?
Para ler mais sobre o que falei, leia aqui.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

O posicionamento de marca - Troiano Consultoria

Apesar de antiga (2005) é um bom podcast para ilustrar a metodolia da Troiano Consultoria em Marca, mediada pelo grande Walter Longo (sou fã deste cara!). É um pequeno podcasting mas que tem um contéudo atual e forte. Lembrando que a Troiano é uma das maiores e mais conhecidas consultorias de marca no mercado, presidida pelo grande Jaime Troiano.

Responsáveis pela unidade de Desenvolvimento Mercadológico de Marcas da Troiano Consultoria de Marca, Fernando Jucá e Renata Lima falam sobre as atribuições dessa divisão, que envolvem a análise de marcas e como maximizar o potencial da marca no futuro.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Branding do El Banco Deuno




Belo trabalho de Branding desenvolvido pela famoso escritório de Branding Wolff Ollins, para o Banco Deuno. Aqui. O trabalho em si ficou bem interessante, deu um ar mais cultural ao banco, vsto pela linguagem e pela tipografia desenvolvida. A Imagem do banco ganhou muito com essa aproximação visual pela linguagem, cores e disposição dos elementos. Um banco com ar de Despojado é uma boa forma de conseguir atração dos jovens. Lembra-me estratégicamente a Oi (também desenvolvida pelo mesmo escritório). Algo curioso para um mercado de envolve bens de valores.

Nade ou afunde-por que os gestores de hoje não formam líderes para amanhã

Posto aqui um grande texto do Clemente Nóbrega que fala sobre um comportamento muito comum nas empresas e que diariamente vemos por aí. É inspirador e vale para refletir quando estamos em posições maiores.

À medida que uma empresa cresce, vai ficando impossível gerenciar o desenvolvimento de todos os colaboradores dela. O que se faz habitualmente, então?
Normalmente, escolhemos alguns “príncipes coroados” e damos especial atenção a eles.
O mais comum é que esses “príncipes” sejam escolhidos com base em atributos right-stuff. São agradáveis,relacionam-se bem,demonstram alguma competência,em suma,parecem serem caras legais.
Filtramos do meio de dezenas de potenciais candidatos aqueles poucos que têm, em estado nascente,as qualidades que achamos seren importantes, mas a “teoria da escola da experiência” diz que o potencial de uma pessoa não pode ser medido pela demonstração de atributos que ela tenha, mas sim pela habilidade de adquirir os que serão necessários em situações futuras.
É a habilidade de aprender e não o estoque do que a pessoa aprendeu que garante que ela continuará a fazer bem coisas novas.
Geralmente, os gestores atuais não colaboram com a formação de novos líderes porque não tempo nem motivação para isso.
O amanhã é abstrato e longínquo,o bônus do gestor é pelo resultado de hoje.
O máximo que um gestor típico faz quando é instado a se preocupar mais com desenvolvimento de pessoas é usar o método : ”lance-o-ao-mar-e-veja-se-o-cara-nada-ou-se–afoga. Vamos ver se ele é bom mesmo”.
Ele dá atribuições desafiadoras a algum subordinado que queira desenvolver, e fica olhando. Se o cara for bom,vai sobreviver.
Esse método é muito usado porque requer pouca atenção e porque a maioria dos líderes acha que,como eles se provaram assim, os outros também “têm que passar por isso”. (Viés: eu sou o máximo;a referência do que é certo sou eu).

Mas as experiências que ensinaram aos gestores sobreviventes a se darem bem, podem não ter trazido aprendizado ou competências que levem a empresa para o futuro. Se o aprendizado de liderança é uma jornada de vida, (com as lições sendo ensinadas pela jornada) o enfoque “nade ou afunde” não pode ser a resposta aos desafios do desenvolvimento de líderes.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

domingo, janeiro 25, 2009

50 posters de Filmes de Terror

Vale conferir um showcase com 50 posters dos filmes de terror que marcaram época, aqui, na décadas de 40,50,60. Tem uns ótimos, e super macabros. Vale a pena ver a evolução e como eram bem em trabalhados em: perspectiva, sombra, cores, tipografia, que mesmo com recursos limitados, provocavam um mistério bem interessante e passavam o enredo do filme. Uma boa referência para os ilustradores e tipógrafos de hoje.



sexta-feira, janeiro 23, 2009

Compra Racional X Venda Emocional

Por que os anúncios de serviços de concessionárias não podem ser engraçados ou no mínimo diferentes como este?
É um "produto" racional que precisa vender o único atributo - a credibilidade que a marca pode oferecer (inclue-se credibilidade a qualidade nos serviços). Ou seja é uma compra racional.

Poucas montadoras aqui no Brasil fazem campanhas para vender seus serviços de concessionárias de forma bem humorada. De relance lembro-me apenas de Ford com suas marionetes e a Fiat com um ursinho (quase extinto. coitado), que por sinal deviam explorá-lo mais.

Usar humor em compras tão racionais e que sobretudo são feitas a partir das grupos de referência do consumidor, ou seja, aqueles indivíduos que vivem e convivem com o cliente. Estes serão um dos bons aplacadores da dissonância cognitiva na escolha por algum serviço, pois eles vão perguntar aos conhecidos, familiares: "Você conhece aquela marca?", "O que acha dela?", "Você já usou os serviços daquela loja?" ou "É boa esta marca né?", "Ei, bacana o meu novo carro da Fiat, né?"

Tendo em vista que o uso dos serviços de reparo nas concessionárias, para aqueles clientes que optam por paga mais caro pela credibilidade da marca, o uso repetitivo deste ato pode causar ao longo do tempo um desgaste ou um possível decréscimo da percepção de qualidade por parte do consumidor, ou seja, ele pode não se sentir satisfeito (dentro da Teoria da Racionalidade Econômica) e diminuir a compra dos produtos/serviço, uma vez que você realmente precisa pagar mais, mesmo com toda "segurança" que se esconde abaixo da marca. Para isso, serve a comunicação, a publicidade. Para sempre "trazer" o cliente para dentro da loja. Então, oferecer campanhas sempre diferentes e pouco comuns pode ser um caminho para dar uma renovada tanto na comunicação quanto na forma do consumidor pensar sobre aquele produto/serviço. É o que faz com excelência a Coca-cola, sempre nos surpreendendo.
Uma boa leitura para conhecer mais sobre o Comportamento do consumidor é o livro Comportamento do Consumidor, de Elaine Karsaklian. Uma breve resenha, aqui.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Starbucks - I´m in

Levar algo relevante para o consumidor atualmente tem sido uma forma importante de lealdade e consistência na construção de marcas. Quando isso está aliado a ações que difundem um conceito que une, compartilha e constróe algo para a sociedade torna a marca mais importante do que ela parece ser. A Starbucks vem fazendo ações cada vez mais relevantes (não sei dizer outra palavra para isso) e esta última onde lança uma campanha que envolve o trabalho comunitário, chamada “I’m in” (”tou dentro”).

As pessoas "doariam" seu tempo para fazerem coisas boas, como ler para cegos, cozinhar para comunidades carentes etc. para isso o cliente passaria numa loja da Starbucks e para ganhar adesivo da campanha para sinalizar publicamente este seu compromisso que destinaria 5 horas de trabalho comunitário. Entre 21 e 25 de janeiro é o tempo da campanha. que tem o objetivo de conseguir 1 milhão de horas doadas.

A Starbucks pega carona na sensação de esperança que os EUA é afetado com a eleição de Barack OBAMA, um sentimento único que afeta todos os americanos. Foi um grande insight que a empresa de Howard Schultz teve e a segunda - que eu tenho conhecimento, que mostra o seu lado preocupado com a comunidade. Além de ter criado um blog para ouvir reclamações, sugestões e idéias para as lojas e possíveis campanhas.

Na segunda etapa da campanha ela ganha força com a adesão de uma figura pública extremamente forte, Oprah Winfrey que já disse que destinará um tempo para a ação. Com isso a campanha ganha uma força impressionante a campanha, afinal a Oprah é uma das mulheres mais influentes dos EUA.

Eu gosto deste tipo de campanha porque todos ganham, a marca que ganha uma adesão maior e uma fidelidade maior, além de construi ruma personalidade mais íntima com o povo americano, quanto a sociedade que contribui para a coletividade.

Para mais no Aqui

terça-feira, janeiro 20, 2009

Metas para 2009 - Seth Godin

Lendo o UoD, li um post bem interessante sobre a necessidade em se pôr metas para evolução a longo prazo de cada um. A necessidade de um combustível constante para melhorar suas habilidade e destinar melhor o tempo para atividades realmente importantes para a sua vida.

Seth Godin postou em seu blog um texto interessante sobre metas:

Ter metas é auto-cobrança.

Se você não tem uma meta (corporativa, vendas, carreira, atlética, etc) então você pode fazer o seu melhor. Você terá o que vier. Você priorizará constantemente. Se você não tem uma meta, você nunca vai se preocupar em perdê-la (ou alcançá-la). Se você não tem uma meta você não precisa dar desculpas também.

Não ter uma meta leva você a agitação, ou a ter mais diversão, ou gastar seu tempo fazendo o que importa agora, que é apesar de tudo, o momento que você está vivendo!

As coisas sobre metas é que viver sem elas é mais divertido, a curto prazo.

Isso parece para mim, entretanto, que as pessoas que fazem as coisas acontecerem, que lideram, que crescem e que fazem impacto, que essas pessoas tem metas!

Para ajudar melhor suas metas atuais vai dois links interessantes:

Promessas para 2009

COMO PLANEJAR 2009

É uma boa hora para fazer campanha institucional?

Acabo de postar um artigo novo no Webinsider, comentando sobre a situação atual em que vivemos, relacionando-se com a publicidade e a necessidade de uma renovação nas empresas. Segue abaixo o texto.
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Com a entrada na crise agimos pragmáticos e obsessivos por gerenciamento de custos e despesas. Institucional vale sim, desde que a empresa tenha um posicionamento claro e inconfundível para o consumidor e para o segmento.

Esta é uma pergunta curiosa a ser feita tendo em vista um cenário que acabamos de entrar com esta crise que nos faz pensar mais racionalmente nos investimentos feito em comunicação.

Fato é que comunicar é importante e pode ser uma boa chance de se destacar diante de um medo generalizado dos concorrentes, porém o que comunicar? Investir na marca ou em uma comunicação com foco institucional e/ou que trabalhe a marca da empresa é uma solução para esta sobressair neste ambiente atual?

Vivíamos um contexto onde o marketing tinha uma fartura de clientes, verbas altas e economia saudável - e agora uma espécie de “marketing enxugado”, voltado à criatividade, busca novos posicionamentos e fazer mais com menos (literalmente).

Segundo alguns estudos, com a entrada na crise começamos a agir novamente pragmáticos e mais obsessivos por gerenciamento de custos e despesas. Há um contexto com menos ideologia e mais ação. Aspectos como hipervalorização da experiência, transparência e um sentimento consciente de que temos que agir (racionalmente) até a poeira baixar ganha forma com uma exposição constante na mídia dos efeitos que a crise vem causando na economia.

Contudo, este sentimento por ser relacionado à racionalidade vem causando um fenômeno no uso da comunicação para justamente, mais do que nunca, reter e atrair consumidores independente dos meios utilizados, porém pondo em segundo plano aspectos institucionais de marca da empresa, segundo pesquisa da Marketing Executives Networking Group (MENG), conduzida pela Anderson Analytics.

Será que são tempos difíceis para os profissionais em branding ou publicitários? No Brasil, aparentemente não vem havendo uma queda significativa nos investimentos em comunicação, graça a forte convicção do nosso Presidente, no entanto, lá fora houve quedas significativas em comunicação e migração instantânea para mídias que favoreçam maior grau experiência sensorial e entreguem de forma concisa a comunicação, como mídias alternativas, marketing de guerrilha, SEO e principalmente internet.

Mas na minha opinião ainda vale a pena fazer campanha institucional desde que esta empresa tenha um posicionamento claro e inconfundível para o consumidor e para o segmento.

O Autor Marty Neumeier adota a “diferenciação radical” como forma primordial na busca de uma imagem única de você naquilo que sua empresa faz. Acredito que este seja o caminho caso você queira se anunciar para o público.

Invista sim em comunicação. Não pare! Sempre será necessário, porém use sua criatividade para procurar uma vantagem competitiva ou novos mercados, para assim destacar seu negócio ou seus produtos inserindo sua marca lá. Procure ser relevante, pois hoje o cliente está mais inteligente e quer ter prazer em ver e comprar.

Para mais textos publicados no Webinsider: Paulo Peres

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Mini-aviso

Amigos, Colegas e leitores do Abrandando,

Atualmente estou meio ausente (resposta aos comentários) por motivos de viagem e falta de internet. Por isso, assim que der para solucionar a queima do meu modem, voltarei aos blogs dos leitores e amigos e, entrarei em contato. Acredito que daqui para quinta estarei solucionando.

Obrigado e abraços brandos
Paulo Peres

domingo, janeiro 18, 2009

Objectified, novo documentário de Gary Hustwit

Aleluia!!! Depois de ter assistido o documentário da Helvetica, de Gary Hustwit, fiquei contando os dias para o lançamento de Objectified, o novo filme do cara. Acaba de estreiar um trailer (o que me deixou mais instigado ainda) do novo documentário desse diretor e produtor, que é de tirar o chapéu.

Objectified é um documentário independente sobre o impacto do design industrial na sociedade e cultura de massa. Um olhar crítico sobre a reinvenção de todos os objetos do nosso dia-a-dia, investigando nossa relação com eles e, por extensão, com os designers que os projetam. É sobre a expressão, a identidade, o consumo e, agora mais do que nunca, sobre a sustentabilidade. O filme documenta os processos criativos de alguns dos designers mais influentes do mundo. Segundo Gary, a idéia do filme surgiu para existir uma possibilidade de aprendermos quem somos e quem nós queremos ser, através dos objetos que nos cercam.

Resumindo, fodástico!


Brand Experience - Cadilac CTS-V

A Agencia Modernista!, desenvolveu uma boa maneira de mostrar para seus consumidores a potência do novo Cadilac CTS-V com um site. Nele foram convidados várias pessoas para fazerem o teste do veículo na mais pura velocidade, a fim de tentar bater o tempo de Andy Pilgrim, um famoso piloto de corridas que testou, aprovou e recomendou o carro. Nada melhor que convidar especialistas para serem importantes endossadores no lançamento do produto. O site foi desenvolvido com base no circuito de Monticello Motor Club, em NY. Uma pista seleta voltada para amantes ricos com carros luxuosos e potentes.

No site você pode acompanhar as filmagens em 3 câmeras, divididas na tela, dos test-drives. Acompanhar quem foi o melhor e como foi. É uma ação que enfoca diretamente o atributo do carro que é o motor potente que geram incríveis 556 cavalos de força.


Para os amantes dos carros de corrida provoca um efeito sensorial bem bacana, diante das performances de cada piloto. Vende bem a força do carro, o design e seu status para carros
de alto luxo.


Certamente gerou um bom buzz para aqueles entusiatas de carros desta categoria.
Poderia ser mais um site bonito para lançamento de um carro, mas acredito que é uma boa alternativa para mostrar o produto avaliando-o numa pista de testes.
É interessante olhar este site para ver ações que ajudam a promover o produto extremamente segmentado e que exige status e performance.
Além disso, vale também visitar o site de apresentação do Cadillac que é belíssimo.

O que faz um Planner?

Cada literatura, cada região e país tem as peculiaridades da disciplina, talvez por isso a dificuldade de uma definição exata inclusive por parte dos profissionais.

O conceito clássico de planejamento é “o processo de guiar ou facilitar o processo de comunicação pela aplicação de conhecimento sobre o consumidor e o mercado”.

Na prática, porém, o papel de um profissional de planejamento vai muito além disso. Ele incorpora muitas funções, que podem variar do tipo de empresa, do perfil da agência, ou de outros fatores, o que o torna um profissional verdadeiramente multidisciplinar. Entre os papéis mais conhecidos, podemos citar:

* Pesquisador de mercado – Origem de muitos planejadores, é a também a espinha dorsal do trabalho. É preciso saber desenhar, conduzir, analisar e relatar pesquisas de forma objetiva.
* Analista de dados - O planejador assegura que todo dado relevante tenha sido analisado apropriadamente antes das decisões de marca. Isto abrange não apenas pré-testes, mas dados de vendas, tendências, demografia, etc. Significa enxergar a história por trás dos números, com senso comum, intuição e clareza de pensamento.
* Moderador de Grupos de Discussão Qualitativo – É onde o planejador se aproxima mais do target, vendo o mundo sob a sua ótica. Nesse papel, ele é ao mesmo tempo psicólogo e intérprete.
* Central de Informações – Conhecimento é pedra fundamental do planejamento. E saber onde procurar para descobrir coisas é chave. É uma das pontas mais visíveis do trabalho de planejamento, tangibilizando um trabalho tão subjetivo, e que agrega muito valor ao clientes.
* Antropólogo Social – Com o mundo mudando o tempo todo, é cada vez mais importante para pessoas criativas estarem em contato com a evolução das tendências culturais e sociais, para garantir relevância no que se faz e aplicar com velocidade o novo conhecimento.
* Voz do Consumidor – Uma definição clássica, mas ainda atual. Implica em garantir que a compreensão sobre o comportamento do consumidor seja trazida a todos os estágios do desenvolvimento da comunicação, pois nem sempre as pessoas que trabalham nos processos são do target envolvido.
* Pensador/Desenvolvedor de Estratégias - Quem enxerga o todo é quem tem condições de formatar as linhas estratégicas. Assim, o planejamento pode criar estratégias para amarrar com as intenções gerais do cliente e orientar todo o esforço de marca, deixando todos conscientes das questões-chave e determinando o papel da comunicação para aquela situação em análise.
* Planejador de Mídia e de Comunicação - A integração das mídias tem sido a estratégia de crescimento de muitas agências, e é cada vez mais importante o planejador entender o papel estratégico e a eficácia das diferentes mídias, por target e categoria, para utilizá-las no atingimento dos objetivos de marca.
* Consultor no Desenvolvimento de Novos Produtos - Estar presente ao nascimento de um novo produto ou serviço, participando do posicionamento, da criação de nome, da testagem e do lançamento, é uma das experiências mais interessantes e agregadoras para um planejador.


Mas há muito mais. Os planejadores também precisam ser adivinhos, ver o que ainda ninguém viu. Precisam ser polemistas, pois do pensamento original nascem grandes idéias. Precisam escrever briefings criativos, facilitar brainstorms, coordenar endomarketing nos clientes, organizar processos, desenvolver projetos...

E durante a execução de todos os papéis acima, ele sempre vai estar garimpando insights. Insights que vêm do consumidor, do mercado, da cultura do cliente, da concorrência, dos valores da marca, em fim, de qualquer lugar. E que podem mudar o negócio do cliente.
Copy and paste
daqui.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Sociedade das Idéias


Um ótimo video desenvolvido pelo Ken Fujioka e pelo Daniel Tomazo, planejamentos que falaram um pouco sobre o conceito de Sociedade das Idéias. Explicarando como uma forma de pensar pode modificar a produção de "idéias que estão mudando o relacionamento entre as marcas e as pessoas", que vem sendo um desafio nas mãos dos grandes criativos (leia-se planejadores) em desenvolver ações e um pensamento que leve e eleve uma coisa tão bacana para as pessoas (leia-se consumidores também), onde naturalmente todos ganham: o cliente/marca, a agência, a sociedade - que vai disseminar naturalmente, afinal gostamos de falar o que nos envolvem).

Um curta sobre a história do marketing

Michael Reissinger, da Deli Pictures, acaba de dirigir um curta muito bacana sobre a história do marketing, o “A Short History of Marketing”. O objetivo é ilustrar de forma resumida, através de um pequeno personagem, todas as etapas no processo de marketing e branding das marcas, em uma animação que vai desde os primórdios onde haviam poucas marcas, até os dias de hoje, onde somos bombardeados com diversas delas, com inúmeras propagandas e competições de mercado. Vale muito a pena assistir. Confiram:

quarta-feira, janeiro 14, 2009

O que você prefere, construir uma marca ou negócio?

Curiosamente Al Ries, um guru do posicionamento, em seu mais recente artigo na Ad Age, enfoca a diferença que muitas empresa têm, entre "Construir uma Marca" ou "Construir um Negócio". Ao longo do artigo ele demonstra de forma prática e concisa caminhos que empresas perseguiram que levaram ao fracasso por optarem "construir um negócio".

Dois dados relevantes são que, dentro das marcas de automóves mais bem sucedidas no mundo a Ford é a que detém melhores resultados de marca (49ª colocada) segundo relatório da Interbrand´08, isto devido ao modelo de negócio (que percebemos com esta crise econômica) onde favorecia mais a empresa, criando, criando, criando carros, e mais carros que são despejados nas ruas sem o menor senso de entendimento sobre O que é um carro e seu significado simbólico. Pulverizados em várias categorias. Hoje, quem detém as melhores colocações, são as empresas européias e asiáticas no segmento de carros que conseguem ser líderes em seus próprios mercados e categorias, antes de atuar em outros, como no relatório abaixo:

Toyota (No. 6): Reliable
Mercedes-Benz (No. 11): Prestígio
BMW (No. 13): Dirigir
Honda (No. 20): Confiança (segundo após Toyota)
Volkswagen (No. 53): Prática
Audi (No. 67): Tecnologias Avançadas
Hyundai (No. 72): Barata
Porsche (No. 75): Carros esportivos
Lexus (No. 90): Luxo
Ferrari (No. 93): Carros esportivos caros
Já as gigantes Chevrolet, Jeep, Hummer, Chrysler, Dodge, não constam no ranking por adotarem o modelo de "ganhar dinheiro, depois vemos como é este negócio de marca". Al Ries ainda diz que este modelo é algo comum em médias e algumas empresas grandes nos Estados Unidos, como em:
Este é o caminho da empresa America hoje. Todo mundo está procurando caminhos para construir seus negócios expandindo dentro de outras categorias. Suas estratégias devem ser reais para construir suas marcas dominando suas categorias. Marcas poderosas dominam seus mercados.

Quando a empresa é boa e se consolida na mente dos consumidores. Quando a marca domina um segmento de mercado, naturalmente sua marca cresce e seus lucros serão visíveis, mas precisam sempre estarem afinados com a valorização da marca. Assim, o seu negócio crescerá naturalmente. Para exemplificar Al Ries, ainda destaca a relação que a primeira colocada na categoria tem para segunda colocada, grifando a necessidade de você ser primeiro bom na sua categoria :
Coca-Cola tem um valor que equivale a $66.7 billion. Pepsi-Cola, $13.2 billion.
Nokia tem um valor que equivale a $35.9 billion. Motorola, $3.7 billion.
Nike tem um valor que equivale a $12.7 billion. Adidas, $5.1 billion.
Pra finalizar deixo uma palavras de Al Ries: "You can't dominate a category if you expand your brand into many other categories." e "You can only dominate a category by keeping your brand focused."

segunda-feira, janeiro 12, 2009

É melhor Transformar ou Inovar?

Em um polêmico artigo na Business Week, leia aqui, escrito por Bruce Nussbaum afirma que a Era da Inovação deve acabar e que o nascimento de uma Transformação deve ser prioritário nas empresas. Devido ao uso exacerbado pelos CEOs, consultores, marketeiros, anunciantes e empresas jornalistas que degradaram e desvalorizam o teor da palavra. Bem, é uma opinião forte, não descarto-a, porém o artigo em si não me acrescentou em nada, porém levantar a idéia de por si só apenas trocar a "palavrinha" pode modificar toda uma postura, é no mínimo ingênuo. Ainda mais com a atual situação econômica mundial. 
Acredito que mesmo que a palavra caia na vala comum de outras palavras como 'marketing', design ela continuará sendo indispensável numa argumentação e numa mudança de foco nas empresas. Falar é fácil, mas praticar sempre foi mais difícil, ainda mais quando o mercado lida com a situação de insegurança. Transformação? Todos precisamos. 
Mas o que seria transformação? 
Pra mim é mais uma nova palavra que "nasce" para entender o mesmo. Transformar por si só já é uma prática de inovar. No entanto, cito uma pequena frase do texto de Bruce onde ele cita: "Cada vez mais, o valor econômico é gerada através de interações." tocando no cerne de que é hoje a dinâmica de relações de consumo empresas-cliente.

Contudo, acho que nos próximos 3 anos, é que realmente teremos que inovar, inovar, inovar seja nos prcessos, nos conceitos e na forma de olhar o mundo. É o preço alto que o capitalismo nos enfia guela abaixo. Capitalismo e competição sempre 'existiram' e existirão.

Confissões de um Publicitário - David Ogilvy

Estou lendo o livro Confissões de um Publicitário, de David Ogilvy que tenho na minha prateleira (antes murchinha, hoje com uns 35) há mais de 5 anos que nunca havia lido-o. A cada página percebo o poder de um excelente publicitário e sua visão diante de algo que continua atual e sempre estará, digo SEMPRE, que é a Publicidade.

É um livro fascinante, ainda não terminei-o, mas em poucas páginas já percebo o quanto o fator da esperteza aliada a um bom jogo de cintura foram preponderantes para um publicitário que já havia trabalhado como vendedor de fugões, fazendeiro, cozinheiro até chegar no ramo da publicidade, chegando a construir o terceiro maior grupo de publicidade no mundo.

É possível citar várias passagens de David:

" O relacionamento entre um empresário e sua agência de publicidade é quase sempre tão íntimo quanto o relacionamento entrar um paciente e seu médico."

"Nunca aceito uma conta a menos que acredite que podemos fazer um trabalho melhor que o da agência anterior."

"Um advogado pode ser capaz de defender um assassino que sabe se culpado; um cirurgião pode sentir-se capaz de oporar um homem de que não gosta, mas...na publicidade, há um certo grau de comprometimento pessoal para o redator vender o produto."

"Se o cliente gemer e implorar,
O logotipo você deve duplicar(aumentar).
Se mesmo assim não houver apovação,
Ponha a fábrica na ilustração.
E se sentir que a derrota é iminente,
Apele: ponha a foto do cliente."

"Evite superlativos, generalizações e lugares-comuns. Seja específico e factual. Seja entusiástico, amistoso e inesquecível. Não seja chato. Diga a verdade, mas torne a verdade fascinante."

"Cinco vezes mais pessoas lêem o títullo do que o corpo do texto. Por isso você deveria incluir sempre o nome da marca em seus títulos."


Um seção bem útil e sempre atual na elaboração dos anúncios está na "Como ilustrar anúncios e Cartazes" e "Como Criar Anúncios Poderosos", onde ele descreve na visão de criativo, maneiras de melhorar o desempenho do seu anúncio. (Ou não criar caso com o cliente).


O livro em si é um convite a olhar a publicidade e a renovar os conhecimentos sobre ela. Claro que algumas coisas você adapta, porém em sua essência Ogilvy confessa suas impressões sobre o mundo da publicidade com uma pitada bem boa de degustar.

Abaixo separei alguns videos sobre ele. E uma breve entrevista do atual Presidente do grupo Ogilvy Brasil, Sérgio Amado.




Brand Experience do M&M´s

Aqui colocarei um post Copiado descaradamente do blog do Haendal, Comunicadores, mas que se justifica pelo fato de um dos principais temas deste blog envolver Branding e a afeição dos consumidores sobre marcas. Por isso achei que seria uma boa oportunidade de mostrar um bom exemplo de Brand Experience que a M&M´s desenvolveu, ao criar um universo único para os amantes do confeito. Para ver mais exemplos neste blog aqui. E fora, aqui.
São bons exemplos como esse que ajudarão as marcas a manterem suas marcas ativas nas mentes do consumidor. Mas o mais legal neste caso é a localização que isso influe progressvamente na exposição.

A esquina da Times Square em Nova Iorque, ganhou um perfeito exemplo de “brand experience“, a M&M’s World.

São três andares (ou 25.000 m²) repletos de produtos - 4.000 ao todo - relacionados aos famosos confeitos de chocolate, como camisetas, canecas, mochilas, bonecos de pelúcia, chaveiros e claro, chocolate MUITO chocolate… proporcionando uma imersão total no mundo dos M&M’s.

Esse vídeo mostra mais detalhes da M&M’s Store:

Ponto para a M&M’s, que mostra como envolver efetivamente o consumidor com a sua marca.

domingo, janeiro 11, 2009

Story Planning - Uma boa historia fará muita diferença



Contar boas histórias faz toda a diferença no trabalho de um planejador. O StoryPlanning é uma experiência de um bando de planejadores procurando fazer isso de um jeito mais legal. Essa é a versão para o SlideShare da apresentação que rolou na #GP08. Mais em www.grupodeplanejamento.com.br
SlideShare Link

sábado, janeiro 10, 2009

Tendências do Marketing para 2009

Segundo uma pesquisa da Anderson Analytics conduzida pela Marketing Executives Networking Group (MENG), Leia mais, as cinco principais tendências do marketing em 2009 são:
  • Insight e inovação – Criatividade para sair da crise
  • Consumidores em primeiro lugar – Reter e atrair consumidores é a prioridade. A marca vem depois
  • Marketing Verde e Aquecimento Global perdem importância – Pena, mas primeiro o bolso
  • Cansaço em relação a “Web 2.0” e “Social Media” - Mesmo reconhecendo que ainda não sabem muito sobre como usá-las
  • China em destaque e ainda os “boomers” – O maior mercado atrai atenção e o target mais conhecido gera segurança

Via

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Mídia Exterior - Trens Japoneses

Um grande trabalho de artistas na adesivação de trens japoneses. Com motivos dos mangás cults e dos gibis ocidentais, além de algumas campanhas publicitárias, preparamos a galeria a seguir para vocês.

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Via: La Fora