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quinta-feira, outubro 19, 2017

Governos devem criar um ecossistemas de inovação para competir globalmente

Ecossistema de empresas promove mais crescimento e competitividade, ou seja, inovação. Este artigo da The Economist mostra que quando em lugares mais pobres têm clusters de empresas próximas, toda região ganha mais força podendo competir com igualdade com mercados desenvolvidos. Inclusive nessas regiões, mesmo economicamente mais pobre, entregam mais produtividade e igualdade salarial do que nas regiões menos desenvolvidas dos países mais desenvolvidos.

"...à medida que as diferenças geográficas diminuíam dentro e entre as economias industrializadas, a diferença entre essas economias e o resto do mundo aumentava.Quando países com muitos trabalhadores com baixos salários começam a negociar com economias mais ricas, pagam salário semelhantes aos trabalhadores qualificados. Aqueles nas economias pobres se tornam mais ricos, enquanto nos países ricos os trabalhadores ficam mais pobres. Os efeitos são sentidos mais em alguns lugares do que outros, e não só porque o tipo de pessoas que perdem o comércio tendem a viver em lugares semelhantes. A globalização causou danos diretos a muitas economias locais e regionais devido à forma como essas regiões funcionam.

As empresas - particularmente os fabricantes - costumam trabalhar melhor quando estão próximas. Um fabricante de máquinas industriais economiza custos quando está perto das empresas que fornecem matérias-primas ou componentes, bem como aos seus clientes. Um grupo de fabricantes atrai trabalhadores. Onde há muitas empresas e trabalhadores, novas idéias são geradas e espalhadas.

Dinâmicas semelhantes aplicam-se em outras indústrias. Uma economia nacional aberta para o comércio mundial a escala muda. As empresas podem vender para clientes em outros países, bem como em seus próprios, e aqueles nos clusters mais produtivos vêem suas vantagens existentes pagar. Empresas financeiras mais sofisticadas em Londres ultrapassam as de Frankfurt; As empresas de internet da Califórnia dominam os concorrentes em Paris. Os produtores em regiões menos afortunadas precisam fazer o seu jogo, se especializar, se mover ou ir para baixo.

Um mercado maior e mais integrado permite a produção com uma escala mais eficiente e o aumento da produção global. Os consumidores obtêm acesso a bens e serviços mais baratos e melhores (incluindo novas variedades estrangeiras). No entanto, eles implicam que a produção se concentrará mais geograficamente. Cidades com tradições industriais de longa data que poderiam passar por uma economia menor encontram-se sangrando talentos e empregos."

https://www.economist.com/news/briefing/21730406-what-can-be-done-help-them-globalisation-has-marginalised-many-regions-rich-world

terça-feira, abril 19, 2016

Sobre produtividade, progresso e medição do PIB

Lendo este post muito interessante Here's Why You Should Support A Universal Basic Income do livro do  Utopia for Realists, do jornalista holandês Rutger Bregman, separei algumas partes muito interessantes sobre como ele construiu o pensamento de que deveríamos trabalhar menos para termos mais tempo para nós mesmos, de como deveríamos mudar a forma de medição das riquezas de um país, e de como novos tipos de trabalhos surgem (imagino) como 'respostas' sem sentido a outros problemas que se acumulam na sociedade, porque talvez, imagino não tenhamos tempo, ou não somos eficientes ou não somos colaborativos. 
-Nós temos andado para trás quando pensamos longas horas de trabalho nos torna pessoas interessantes, ao ter tempo para nós mesmos significaria que somos indulgentes e preguiçosos...precisamos nos livrar de noções antiquadas do progresso econômico e, em vez medir nosso sucesso por diferentes métricas, como se estamos felizes ou saudáveis.
-Em um mundo que está ficando cada vez mais rico, onde as vacas produzem mais leite e robôs produzir mais coisas, não há mais espaço para amigos, família, serviços à comunidade, ciência, arte, esportes, e todas as outras coisas que fazem a vida valer a pena. Mas também há mais espaço para bobagem.
-Cada vez mais, por causa da automação, nós não precisamos de trabalhar muito para produzir as coisas que precisamos. Um monte de postos de trabalho não agregam valor social; eles mudam de valor ao redor, de um grupo para outro. Bregman compara trabalhadores do saneamento para os operadores de ações. Se o primeiro grupo não funcionar, estamos com problemas: as ruas estão cheias de sujeira. Se o último grupo vai em uma greve, nada de ruim acontece. Estes dias, um monte de trabalho se enquadra na segunda categoria, mesmo que seja altamente compensados, dando-lhe a aparência de valor. É um trabalho projetado para pagar as pessoas um salário, não para realmente conseguir uma função social. Pesquisas mostram como os trabalhadores sentem que os seus postos de trabalho não têm sentido ou significado...
-O problema é que PIB mede todas as coisas ruins (guerras, desastres naturais), bem como o bem (vendas de sorvete e livros), e que não consegue medir muitas coisas importantes, como o trabalho não remunerado de mulheres que cuidam de crianças ou pais idosos...

sábado, agosto 24, 2013

Marcas devem procurar significância e não relevância.

Venho lendo muitos livros e artigos, como citei aqui em Existem mais agulhas no palheiroE o que me chama a atenção é o fato de que a relevância pode estar tendo uma importância maior do que o esperado, diante das estratégias agressivas de crescimento que existem nas empresas hoje. 
Dando continuação ao post anterior, Kapferer (aparentemente refletindo) começou a encarar o branding como uma disciplina mais próxima ao "social" e muito como uma "cruzada social" (coisa que me lembra Inovação Social). Ele fala "Branding deveria ser concebido e gerenciado como uma cruzada social". Ou seja, colocando o modelo de gerenciamento, de criação de valor, de criação de uma cultura de marca baseada em uma cruzada por alguma coisa. Como navegadores em um mar de barcos iguais, mas com propósito. 

Curiosamente olhando pelos modelos tradicionais de branding, a essência da marca pode estar sendo encarada como um elemento estático e suscetível de interpretações diferentes do que reason why para uma empresa. Daí a necessidade das empresas explorarem de forma mais clara suas razão de ser dentro das empresas para criar processos e métodos melhores de gestão. Tema do mais novo livro do Joey Reiman.

Levando-se em conta que a razão de ser se torna um componente-guia para a formação de uma estratégia, como bem diz a consultoria em design de serviços Livework"An organisations’ strategy should not live in the boardroom but on across the business. A clear and clearly communicated strategy guides an organisation at all levels." E para passar para todos os níveis é necessário três aspectos, ao meu ver: clareza da estratégia (englobando assim a razão de ser dela), autonomia de decisões e empatia com consumidor em relação as decisões e serviço.
"The only way to really align your business is to get all functions working towards the same strategic purpose, and the same customer experience. Once the overall business purpose and customer experience are defined, roles of each department or channel – in delivering that ultimate experience – can be identified." Livework
O engajamento ocorre quando encontramos o caminho a seguir mais claro. Porém, nesta ceara de definições e percebo que ao invés de encararmos que uma empresa precise promover mais a significância, ou seja, o processo de criar significados através de experiências e estímulos positivas que estas criarão associações positivas, temos também que gerar engajamento. Contudo, a relevância que Aaker comenta em seu último livro, vejo-a como importante sim hoje em dia, como forma de blindagem mercadológica necessária.


Curiosiamente li hoje esta matéria, sobre o Grupo da JBS, o maior grupo frigorífico do mundo, onde percebe-se claramente que baseado numa estratégia de expansão comercial e fortalecimento nos mercados emergentes, o grupo tem investido forte nas marcas (mesmo que aparentemente seja apenas propaganda e processos) nos países-alvo México, EUA e Brasil. Investir na marca está sendo uma solução não apenas para aumento no lucro, como também valorização do valor das ações na bolsa, mas de "se proteger de variações cambiais" quando você tem uma marca capaz de manter preços quando outros aumentam. 

Ou seja, se manter relevante é ainda uma estratégia importante de se conseguir lucro, contudo, não apenas como estratégia de fortalecimento e proteção comercial (visão vista talvez como do branding tradicional), mas sobretudo, quando uma estratégia tem como guia gerar valor e propor algum valor para o cliente/usuário e por conseguinte a sociedade. Diferentemente desta declaração do Claudio Galeazzi. Exímio reestruturador de empresas que assumiu recentemente a presidência do Grupo BRF e sua declaração foi: "Nós encontramos uma empresa espetacular. Mas há momentos da história em que todas as empresas evoluem, que, embora sejam excelentes, sempre podem melhorar mais, entregar mais resultados aos acionistas."


De certo a empresa deve estar passando por algum arrocho para haver este tipo de mudança, de "dar um passo para trás" nos custos, para dar dois para frente, como foi quando o Claudio assumiu o Pão de Açúcar. Porém o que me chama a atenção, é o transformar a empresa numa máquina, de produção e crescimento para ambientes emergentes. Coisa que vi claramente no último livro do Ram Charam "Global Tilt", cujo prepara o executivo 'do Norte' para lidar com ambientes 'do Sul. 


Só é preciso ter cuidado para não lembrarmos de uma frase do Clayton Christensen "volume is vanity profit is sanity." 


Pois bem, pode ser um julgamento leviano, mas desenvolver marcas em um cenário de crescimentos agressivos destas grandes empresas, me faz pensar: Será que não acabaríamos deixando aspectos mais humanos de lado em prol de um crescimento desmedido e defesa de um flanco? Será que num cenário de crescimento até que ponto conseguimos incutir significado nas vidas das pessoas, como hoje em dia tem acontecido no mundo com os setores financeiros (quem imaginaria que banco falaria em fazer o bem anos atrás? Valor das idéias? Sim, foi uma evolução do discurso do setor - talvez não muito da prática). Será que não correríamos o risco de resumir nossas ações a basicamente a geração de awareness e reputação comercial e indicadores na bolsa? Apesar de acreditar que o melhor equity de uma empresa é sua reputação. Me pergunto o quanto de propósito existe naquelas empresas bem cotadas na bolsa.


São reflexões que me faço, que percebo claramente correntes que se fortalecem utilizando métodos avançados de gestão, como da Ambev, e estratégias de crescimento e Spin-in´s com uma força impressionante principalmente em mercados de tecnologia. Assim creio eu, podemos correr o risco de transformar métodos "lado direito do cérebro" em apenas planilhas de kpis governadas por CFO (Chief Financial Officer) das empresas e não CXO (Chief Experience Officer) ou CDO (Chief Design Officer).

No fundo, temos que fazer os dois continuamente.


Imagens:
http://www.crescent-solutions.com

www.gensleron.com
http://www.ag.ndsu.edu

sexta-feira, agosto 31, 2012

Marilena Chauí e a classe média: “Como se o mundo tivesse posto em risco todos os seus valores”

"Na terça-feira 28, o Coletivo dos Estudantes em Defesa da Educação Pública realizou, na Faculdade de Ciências Sociais da USP, o debate A ascensão conservadora em São Paulo."

via

terça-feira, agosto 14, 2012

Augusto de Franco | Aprendizagem e Criação em Redes



Palestra excelente do grande Augusto de Franco. Reserve 30 min do seu dia para assistir.

Algumas frases que me chamaram a atenção:

"Por que as empresas não dão certo?... As pessoas dizem: ah, ela não inova...Porque a melhor pessoa para fazer alguma coisa é aquela que quer fazer."

"Não são as pessoas que fazem diferença, mas sim a maneira como elas estão conectadas que faz a diferença."  

"Idéias não mudam [o mundo, nem] comportamentos. Só comportamentos mudam os comportamentos."  

"A consciência não é um conteúdo."

"A mudança sempre é social. Não é a tecnologia que muda a sociedade. A tecnologia que feita de acordo com as possibilidades sociais...Há uma possibilidade social as pessoas pensam e criam uma tecnologia."

"Participação x Interação"

O exemplo da Declaração de Independência dos EUA é um exemplo fascinante de uso de rede!

sexta-feira, julho 06, 2012

Ressignificar o consumo

"O consumidor deve dar um significado maior àquilo cujo benefício se compara ao malefício de não ter o produto, e não às desvantagens deste com relação a um modelo mais atual. Ou seja, se seguimos comparando um produto com sua melhor e mais atualizada versão, deixaremos de ver as vantagens que teríamos pelo simples fato de ter o produto pelos benefícios que ele nos traz.Na outra extremidade do ciclo de vida do produto e dentro da era do "feitos para descartar", temos o desafio de pensar soluções que nos permitam mitigar os sentimentos de insatisfação e atraso tecnológico que impulsionam as pessoas a desfazerem-se de seus bens antes do completo desgaste por uso. O conceito de ressignificação do consumo prevê, também, a capacidade de transferência de significados, onde, o produto que já não apresenta um valor satisfatório para um consumidor, pode representar uma novidade e ser tratado como tesouro por outro. Junto com o produto transfere-se uma história, um significado, um valor abstrato que não pode ser aplicado em forma de moeda. Seu valor se torna ainda maior quando o indivíduo pratica o desapego, doando, trocando ou vendendo aquilo que já lhe foi importante, dando ao próximo, a oportunidade de ter também sua história com o novo objeto adquirido."

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Falando sobre Crowd Economy




Um bate-papo, com Reinaldo Pamponet, da Itsnoon no programa Empreendedores Criativos. Ele fala de um termo relativamente novo - a Economia Criativa. É a junção de várias pessoas para interagindo para encontrar valor de troca pelo crowd em uma tentativa sustentável de gerar conhecimento, entregando valor para sociedade, mas ganhando dinheiro.


Meio confuso? Recomendo ver o video. O Reinaldo solta várias questões interessantes de reflexão e novos paradigmas que a sociedade está enfrentando em produzir (arte ou não) e ganhar dinheiro. Porque o modelo de negócio está migrando muito influenciado pelo crescimento de plataformas digitais, porém poucos estão ganhando dinheiro em escala, transformando em ganhos cíclicos e atingindo muitas pessoas. 


Além disso, vivemos uma crise estética, onde não estamos conseguindo progredir idéias, artes, processos culturais de identidade e que cada vez mais provoca uma crise de percepção sobre a ética dos produtos/serviços do mercado. Por assim, a idéia é através do crowd economy, debater/pensar sobre novas formas de ganhar dinheiro de forma mais rica e musculosa obtendo a opinião e execução pela multidão. Calcando-se na ética, na experiência e no financeiro. 

sexta-feira, junho 17, 2011

O Brasil depois do Brasil

Ouvi uma história curiosa (e verídica) esses dias: um empresário estava a caminho de uma entrevista e passou na frente de uma casa onde havia uma festa para a qual fora convidado. Virou-se para o diretor que o acompanhava e disse:

– Veja a quantidade de manobristas de carros na festa! Não vou mais falar com a jornalista, é muito mais importante eu estar nessa festa.
- Mas a jornalista está esperando, você pode se queimar, esse é um veículo muito importante .
- Veja a quantidade de manobristas de carros que há na festa. (Ele insistiu. Eram muitos mesmo.) Eu já aprendi que o indicador mais relevante da importância das pessoas que estão em um local é o número de manobristas.

Frisando que a jornalista preterida e trocada pelos manobristas não fui eu (se não, de duas uma: ou ele não desistiria da entrevista ou a história não chegava até mim rsrs), acho o caso exemplar de um Brasil que está passando, mas demorando a passar. Porque esse empresário não é velho –no máximo, de meia-idade– e faz um sucesso fenomenal. O talento para negócios lhe veio em doses cavalares. Mesmo com alguns dizendo que o carro será o cigarro de amanhã, o “DataManobristas”, de verdade, ainda importa DEMAIS.
A questão que quero lançar neste post, no entanto, é a seguinte: que Brasil virá depois do Brasil está passando? Qual o próximo Brasil após o Brasil-dos-manobristas?

Futuro se constrói no presente, todos sabemos, e foi só porque não temos há décadas (será que já tivemos?) um projeto de país que nosso presente virou um mero resultado “randômico” do passado. Primeiro, havia a desculpa da instabilidade para não tê-lo; depois, a da globalização galopante dos mercados financeiros. Sempre presente, a da não qualificação dos gestores públicos para elaborar esse “design”. Justa causa ou não, fato é que a estratégia de país ficou toda vida à deriva e agora, com economias emergentes em alta e cenário amplamente favorável apesar dos pesares, parece ter-se aberto a grande janela de oportunidade para uma estratégia nacional, algo que o Michael Porter diz ser fundamental a qualquer nação que almeje dignidade para seu povo.

Então, faço a pergunta à comunidade do Update or Die: como deve ser o próximo Brasil, na opinião de vocês? Vou copiar aqui, de modo superficial, um Brasil que eu particularmente adorei, desenhado pela agência Box 1824, a partir da pesquisa “O Sonho Brasileiro” (quantitativa e qualitativa) que eles fizeram com jovens de 18 a 24 anos, bancada por conta e risco e que acaba de sair do forno.

Há mais informações sobre a pesquisa aqui e aqui (selecionei, de propósito, dois dos vários vieses, um tico antagônicos, que ela pode proporcionar), porém, no meu viés updater, enfatizo que descobriram que, embora o maior sonho do jovem seja ter um emprego e casa própria, existe um número significativo do que denominaram “jovens-ponte” (8% da população, o que dá 2 milhões de indivíduos, 1 em cada grupo de 12). São jovens que participam de diferentes realidades e as conectam, fazendo com que umas influenciem outras, do gênero MV Bill.

Esse futuro adulto agregador, potencialmente o influenciador hegemônico em breve, veio ao encontro do que o pessoal da Box 1824 processou, como vocação do Brasil, em estudos semióticos da imagem do Brasil na mídia ao longo dos anos e em rodas de conversas com pensadores. Juntando tudo, surgiu o desenho deles do próximo Brasil, uma proposta de posicionamento de país como Michael Porter tanto cobra dos brasileiros quando conversa conosco na HSM:



BRASIL, O PAÍS-PONTE


Isso. O próximo Brasil em questão, aquele que combinaria com os jovens-ponte na visão da Box 1824, seria um país mediador e agregador no mundo – em quatro frentes, pelo menos:

• Superpotência da felicidade, baseada na “economia da festa” (a expressão foi utilizada pelo antropólogo Hermano Vianna), do tipo “o mundo trabalha na Ásia, pensa na Europa, ganha dinheiro nos Estados Unidos e se diverte no Brasil” – isso passa por transformar a diversidade, algo hoje passivo, em ativo, ou seja, em economia.

• Superpotência criativa, promovendo fusões entre a periferia e o centro, artesanal e o industrial, transformando nossa pobreza em riqueza e humanizando a tecnologia – o que passa por ressignificar positivamente o “jeitinho brasileiro” de improvisar, inclusive.

• Superpotência natural, um país tradutor da natureza para o mundo, o que dispensa maiores explicações diante da riqueza de recursos naturais do Brasil e do clamor global por sustentabilidade.

• Superpotência diplomática, virando um vetor de diálogo entre os povos (a partir do nosso mito fundador da miscigenação etc.), ativando um poder humano e relacional.

Não sei vocês, mas eu gostei de me ver nesse espelho. Talvez atenda a uma necessidade que vai bem além da pirâmide de Maslow para ficar perto de explicar o fenômeno Anonymous. E parece BEEEM melhor que o Brasil dos manobristas, que também são intermediários, entre o ser humano e o carro, mas sem a tal da ressignificação estratégica (bem, ao menos aquilo era uma economia da festa…rs).

E eu sei que o último manobrista que pegou meu carro em um restaurante (num almoço de updaters!) o devolveu amassado; só percebi quando cheguei em casa.

Este post foi copy/paste do updateordie

terça-feira, abril 19, 2011

As duas faces do valor na publicidade

Lendo um artigo da competentissma Regina Augusto, editora da Meio e Mensagem, sobre o papel da publicidade hoje, muitas vezes criteriosamente levada mais pelo lado financeiro, leia-se contábil, do que pelo lado da criatividade. Ou seja, a crise de percepção.

A Regina cita o caso do Pão de Açúcar, que há 6 anos deixou de ser atendida pela F/Nazca e Africa para seus trabalhos serem realizados por uma house, a PA Publicidade. Decisão tomada pelo então Claudio Galeazzi, presidente do Pão de Açúcar. E assim a regina levantou a reflexão: Será que esta falta de percepção de valor da publicidade é fruto apenas da baixa visão estratégica de quem está no comando das empresas ou de um problema do trabalho feito pelas agências?

Acredito que seja uma questão que mistura do "aculturamento" e aspectos econômicos. Em alguns setores como o industrial que talvez não tenha tanto "tato" no trato com fornecedores, agências de publicidade, de design, promoção etc., para este segmento, talvez o "custo da publicidade" na percepção deles é dispendioso. Por não enxergarem o real valor da construção na comunicação tão claramente. Já no varejo este fator é visto (ou pode ser) pelo lado contábil, como no caso do Pão de Açúcar. Uma vez que a imagem você vê instantaneamente na rua, nas vendas e na opinião do cliente. Porém me pergunto: É possível entregar criatividade para o varejo? Sim, é possível. As agências estão entregando? Algumas sim, outras não. Mas, aí é uma outra história.

Acredito que o varejo seja uma dinâmica que acaba instituindo uma cara meio tradicional e conservadora na comunicação, muito pelo medo dos varejistas em arriscar seu share. Acredito que quando realizamos relacionamento na entrega, criatividade na comunicação e posicionamento relevante de marca, contribui para redução deste risco. Não é equação fácil. É ácil falar. Preço é importante, sempre será, mas a balança de uns tempos para cá parece pender mais para o lado excessivo da tangibilidade. Leia-se aqui, custos.

Então, para este dilema a resposta é: medo. Parte de arriscar e aumentar investimentos de comunicação. Parte do medo da agência em achar que conhece o cliente e dizer: "Ele não vai aprovar isso." Provocandouma bola de neve que não cresce nem diminui.

Para fechar esta conta, a economia no Brasil e seu desempenho deveria ser um impulsionador da qualidade criativa no varejo, mas isso não parece amolecer o coração de empresários e diretores de marketing em investir mais em produção e ideias ousadas, que muitas vezes são reduzidas para não se mexer na verba de veiculação.


O que vocês acham? Como fecha a conta?

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Marcas de bancos brasileiros avançam em ranking






Pesquisa divulgada pela Brand Finance colocou Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Unibanco entre as 100 marcas de instituições bancárias mais valiosas do mundo

As marcas Bradesco, Banco do Brasil, Unibanco e Itaú estão entre as 100 mais valiosas entre as instituições bancárias de todo o planeta. Esse foi o resultado da pesquisa anual realizada pela Brand Finance, em parceria com a revista inglesa The Banker, que visa classificar as 500 instituições bancárias com maior valor de marca no mundo.

Divulgado na última quarta-feira, 4, a lista de 2009 mostrou que as corporações financeiras do Brasil obtiveram uma melhoria em sua classificação em relação ao ranking do ano passado. O Bradesco foi a instituição nacional mais bem colocada na lista, ocupando a 12ª posição. Em 2008, a o banco ocupou o 42º lugar.

Em segundo lugar - entre os bancos nacionais - aparece o Itaú, na 21ª posição (contra o 54º alcançado no ano anterior). Em seguida, na 35ª posição aparece o Banco do Brasil (que, em 2008, foi colocado na 45ª colocação pelo instituto de pesquisas) e, logo após, o Unibanco, que neste ano obteve a 67º posição no ranking enquanto, em 2008, nem figurava na lista das 500 marcas mais valiosas do mundo.

O campeão da lista é o HSBC, que também liderava o ranking no ano passado. Na sequência, aparecem as instituições Bak of America, Wells Fargo, Santander, ICBC, American Express, Citi, BNP Farpas, China Construction Bank e Chase.

De acordo com a avaliação do Brand Finance, o valor da marca do Bradesco, atualmente, alcança o montante de US$ 7,7 bilhões; a marca Itaú foi avaliada em US$ 5,6 bilhões; o Banco do Brasil em US$ 2,9 bilhões e, o Unibanco, em US$ 1,52 bilhão.

No restante da lista das 500 instituições ainda aparecem a Nossa Caixa (na 264ª posição), o Banrisul (305º lugar),o BNB (453º) e o Panamericano (498º). A pesquisa é realizada com clientes bancários de mais de cem países.
Fonte: Meio e Mensagem

quinta-feira, outubro 30, 2008

Wallmart investe em sacolas retornáveis

A rede multinacional Wallmart acaba de disponibilizar a venda de sacolas ecológicas, para uso durante as compras, a um preço de R$2,00. A iniciativa começa a aparecer nos supermercados de Porto Alegre. Feitas de algodão cru.
É uma boa alternativa, ainda módica, mas espero que o consumidor seja educado para o uso dela, pra não se tornar apenas um artefato de decoração para uso puramente visual.
Acredito que falta de uma exposiação consciente e de campanhas de esclarecimento dando informações ao consumidor sobre a prática da sustentabilidade, certamente são grandes provocadores de um aumento do abismo entre o que é feito e o que é praticado. E neste caso é necessário ensinar o consumidor a utilizar a bolsa, para quando ele voltar usá-la, para assim ao longo do tempo minimizar o uso dos sacos plásticos.
Esta iniciativa acredito que foi tomada a partir do novo posicionamento que o Wallmart (ou Wall-Mart) tomou, com o seu Save money. Live better.

terça-feira, outubro 21, 2008

Warren Buffet: “Seja medroso quando todos são gananciosos e ganancioso quando todos são medrosos”

Com quase 80 anos de idade e uma lucidez e um bom senso de fazer inveja a muia gente, o sr. Buffett ainda dá aulas de como agir no mercado de ações. O maior investidor da história, e uma bolada que deve ter passado dos 50 bilhões de dólares mesmo com toda esta crise financeira tomando conta! É um alento e um sopro de prosperidade ler sábias palavras.

Alguém seria contra na sua análise desta crise toda? Leia reportagem na íntegra da Agência Estado:

O investidor Warren Buffett afirmou que está comprando ações no mercado norte-americano, mesmo com os recentes declínios nos índices da Bolsa de Nova York.

“Uma regra simples orienta as minhas compras: seja medroso quando todos são gananciosos e ganancioso quando todos são medrosos”, explicou, em um artigo publicado na página de Opinião do jornal The New York Times (NYT).

Buffett decidiu incluir ações em sua carteira pessoal de investimentos, que anteriormente era composta apenas por títulos do governo norte-americano, porque:

“no longo prazo, as notícias sobre os mercados de ações serão boas”. “Os investidores têm razão em ser cautelosos com instituições altamente alavancadas ou com empresas em posições competitivas ruins. Mas os temores em relação à prosperidade de muitas companhias sadias do país (EUA) no longo prazo não faz sentido“, acrescentou.

Buffett argumentou que durante o século 20 os EUA enfrentaram duas guerras mundiais, entre outros conflitos militares, a Grande Depressão, algumas recessões e pânicos financeiros e a crise do petróleo e, mesmo assim, o índice Dow Jones subiu de 66 para 11.497 pontos.

“Resumindo, as notícias ruins são as melhores amigas do investidor. Elas permitem que você compre uma fatia do futuro da América por um preço reduzido”, concluiu.

copy and paste: Estrategia Empresarial

segunda-feira, setembro 15, 2008

"Economist" diz que Brasil já é país de classe média

Na edição que chega às bancas nesta sexta-feira (dia 12), a revista britânica "The Economist" destaca o crescimento da classe média no Brasil, que hoje ultrapassa metade da população. [Na matéria, a classe C é considerada "classe média"]

"O Brasil, antes notório por seus extremos, é agora um país de classe média", diz a reportagem, que cita dados da Fundação Getulio Vargas.

"Esta escalada social é vista, principalmente, nos centros urbanos do país, revertendo duas décadas de estagnação econômica iniciada nos anos 80.".

Citando Marcelo Neri, da FGV, a revista aponta duas principais razões para o crescimento da classe média: a melhora no nível de educação, com os alunos permanecendo nas escolas por mais tempo do que no início dos anos 90, e a migração de empregos do mercado informal para a economia formal.

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