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quarta-feira, junho 26, 2013

Um negócio bem sucedido precisa de branding?













quarta-feira, junho 05, 2013

"O fim da vantagem competitiva"

"...companies are learning to leverage more ephemeral things such as deep customer relationships and the ability to design irreplaceable experiences across multiple arenas." 
Ler este post Its Oficial-the End of Competitive Advantage pode causar calafrios para alguns gerentes, mas é importantíssimo lê-lo. Para entender como a incapacidade de proteger seu negócio e ser sustentr uma vantagem tem sido difícil para as empresas.

Porém, Rita, a autora do livro não indica que o termo vantagem competitiva hoje em dia está defasado, mas propõe pensar em novas maneiras para sustentar seu negócio através da inovação contínua e pensar menos em atributos físicos, features e funcionalidades (valores funcionais). Mas mais em intangíveis como experiência e valor (ou valores não-funcionais). Você não defenderá sua vantagem porque ela não será/é mais (tão) sustentável, na maioria das vezes, por isso, focar em aspectos únicos e intrínsecos como experiência (através da inovação) e valores (poderia ser via branding) pode ser um caminho de frear a insustentabilidade. Leia mais neste pos que escrevi Michael Porter ou Seth Godin: quem seguir para criar a sua estratégia?.

Assim, se mudarmos a ótica e dermos um zoom-out, perceberemos que a Reputação, como a Marca em si, se torna o principal ativo de uma empresa. uma vez que a reputação de uma corporação, ou como ela é percebida pelo mercado, está diretamente ligada a três fatores, como li em Os desafios para gerenciar a reputação corporativa:

  1. a experiência pessoal como usuário dos produtos ou serviços, como investidor ou como funcionário
  2. as atitudes da empresa, traduzidas em ações, comportamentos, responsabilidade social, governança corporativa e comunicação
  3. a opinião de terceiros, que exerce influência nas pessoas (mídia tradicional e social, líderes e especialistas, sua rede de contatos/network)
Ou seja, competir hoje em dia está se tornando mais difícil e um olhar mais focado no consumidor e no ser humano, desenhando negócios que foquem no ser humano, não apenas no aspecto de produtos e serviços, mas de estruturas organizacionais que favorecem um aprendizado, e um respeito podem ser respostas sustentáveis à empresas que ainda lidam com a incapacidade de competir e vivem pulando de tendências para tendências.

Foi como eu li estes dias este outro artigo Meet The New Boss And His Take On Your Strategy que dizia: "Customer experience often begins as a way to drive more revenue and results with a transformed business strategy that is purpose-driven and actively includes the customer." onde o Tom Feeney, CEO da Safelite Glass, acredita:
“being customer-driven is all about thinking about your business through your customers’ eyes versus through your internal operational eyes.”

Algumas partes do artigo do Steven Denning

Empresas que se movem baseado no externo e sem direção certa e não se importam tanto com o Core Business: “it’s almost impossible for a company to call it correctly every time. What matters, though, when you have been taken by surprise or something negative occurs, is what you do next. The best firms look candidly at what happened, figure out how to do it better the next time, and move on. It’s a bit like surfing a wave— you might fall off and find yourself embarrassedly paddling back to shore, but great surfers get back on that board. So too with great companies. They move from wave to wave of competitive advantages, trying not to stay with one too long because it will become exhausted, and always looking for the next one."

Este comportamento das empresas gera: "The fundamental problem is that deeply ingrained structures and systems designed to extract maximum value from a competitive advantage become a liability when the environment requires instead the capacity to surf through waves of short-lived opportunities. To compete in these more volatile and uncertain environments, you need to do things differently.”

“There are indeed examples of advantages that can be sustained, even today. Capitalizing on deep customer relationships, making highly complicated machines such as airplanes, running a mine, and selling daily necessities such as food are all situations in which some companies have been able to exploit an advantage for some time. But in more and more sectors, and for more and more businesses, this is not what the world looks like any more. Music, high technology, travel, communication, consumer electronics, the automobile business, and even education are facing situations in which advantages are copied quickly, technology changes, or customers seek other alternatives and things move on. “

“to stop thinking of within-industry competition as the most significant competitive threat… This is a rather dangerous way to think about competition. In more and more markets, we are seeing industries competing with other industries, business models competing with business models even in the same industry, and entirely new categories emerging out of whole cloth.”

“The arena concept also suggests that conventional ideas about what creates a long-lived advantage will change. Product features, new technologies, and the ‘better mousetrap’ sorts of sources of advantage are proving to be less durable than we once thought. Instead, companies are learning to leverage more ephemeral things such as deep customer relationships and the ability to design irreplaceable experiences across multiple arenas. They will be focused on creating capabilities and skills that will be relevant to whatever arenas they happen to find themselves operating in. And they may even be more relaxed about traditional protections and barriers to entry, because competition will devolve around highly intangible and emotional factors.”


fonte: metasdevendas.com.br

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Qual a pergunta principal que a marca deve fazer?


Marcas bem sucedidas são marcas inovadoras
Terminei de ler Who do you want do your customer become? de Michael Schrage. É um livro promissor e extremamente instigante. Feito para estrategistas e profissionais de usabilidade (ux), inovação, branding e marketing e vendas.

Logo no início já o autor provoca você à pensar "Que tipo de consumidores a sua empresa, marca, produto está tentando criar?" Acho que esta é uma das perguntas mais importantes que devemos fazer ao analisar uma empresa concorrente ou para olhar a atuação da sua própria empresa. O grande "mal" desta pergunta é que poucos querem pensar, poucos querem refletir sobre o seu negócio e os efeitos dele. Justamente por vivermos em um mundo imediatista, o curto-prazismo de pensamento, embaça nossa capacidade de reflexão e abstração da realidade.

"Em que negócio nossa empresa está?", esta é a pergunta que Theodore Lewitt fez há muitos anos no artigo Miopia de Marketing, e que ainda provoca confusão até hoje, por que o que achamos que é (as vezes o negócio é visto apenas no aspecto racional) na verdade é o WHAT - o que fazemos e não o WHY - o porquê fazemos. Lewitt instiga que:
[To succeed... “The entire corporation must be viewed as a customer-creating and customer-satisfying organism. Management must think of itself not as producing products but as providing customer-creating value satisfactions . . . In short, the organization must learn to think of itself not as producing goods or services but as buying customers, as doing the things that will make people want to do business with it.”]
A partir do momento que vemos a empresa como orientada a criar valor ela fica intimamente ligada a olhar o ser humano e seus valores empaticamente, em sua totalidade. Afinal, para criar valor (ou "propor valor") você deve "vestir os sapatos do consumidor" e isso é você procurar olhar o que é valor (e necessidade) na visão do consumidor. Assim, fazer pesquisas menos racionais e mais qualitativas se torna mais importante como argumento de criação e melhoria de um produto, serviço e/ou inovação. 

Podemos fazer uma ligação da atuação da empresa na entrega de um propósito pelos seus produtos. "hoje em dia, não basta mais, ser diferente, é preciso ser diferente por um motivo ou propósito que interesse a todos os públicos estratégicos, gerando fidelização e recomendação de forma a ampliar as relações e vínculo." como o Marcelo Trevisani comentou. 

Seguindo o raciocínio, entendemos que quando a empresa/marca é construída pelas vistas do ser humano, ela se torna orientado para o ser humano devendo se tornar a essência de toda empresa. Despertando desejo e propondo valores. 


Se pegarmos esta frase "Successful innovators don’t just ask customers and clients to do something different; they ask them to become someone different." e trocarmos para "Brands", podemos perceber que ela faz todo sentido nos dias de hoje. Porque ela sai de uma marca que fala, para uma marca que faz, que propõe um comportamento. E a inovação neste aspecto vem para antecipar e transformar consumidores. 
"Successful innovators ask users to embrace—or at least tolerate—new values, new skills, new behaviors, new vocabularies, new ideas, new expectations, and new aspirations. They transform their customers. Successful innovators reinvent their customers as well as their businesses. Their innovations make customers better and make better customers." Michael Schrage
Portanto, o branding se posiciona como evangelista de um mundo em que os consumidores poderiam viver e, a inovação entrega este mundo

imagem dianhasan.wordpress.com | http://blogs-images.forbes.com/fabiennefredrickson 

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Marcas e as pessoas: cada um pode criar um movimento


Em um post chamado "
If only I wanted to own a Juice shop, I would have started a Movement" da @hklefevre - figura carimbada no cenário de planejamento mundial, expôs algo interessante (que me fez lembrar um post anterior Precisamos mudar a perspectiva de como construímos as marcas?), sobre a força e o poder que cada um tem e pode ter independente do setor.


No post Heather relata o apreço por uma loja de sucos (Frood) que ela gostava muito, que ficava perto da sua casa, mas que infelizmente num belo dia passando pela frente percebeu que a loja tinha sido colocada à venda. Acreditando tanto que aquele tipo de loja (que propunha venda de sucos naturais feitos na hora) e toda o seu benefício alimentar e de saudabilidade estava fornecendo à comunidade e ainda por gostar muito de sucos. Ela pensou em possibilidades que com a expertise dela, poderia tomar para ajudar aquele negócio, fazendo-o se reerguer. 


Parte do post (traduzido): 
Imaginei-me substituindo as meninas desinteressada atrás do balcão e fazendo de cada cliente um fã de sucos, espalhando a boa palavra em torno da cidade.Eu pensei em como eu iria mercado da loja. Além de toda a presença do social que falta, eu imaginei colocar 50 ou 100 cópias do documentário em caixas de correio no bairro. Devolver o DVD para a loja para um suco livre. Em seguida, repita. Estou convencido de que eu teria salvado esse negócio. Se apenas eu quisesse possuir uma loja de sucos. Mas isso é o que inicia um movimento. Verdade, crença apaixonada de que outras pessoas possam comprar.
Hoje temos a possibilidade de criar movimentos, instantâneos ou não, perenes ou não, comunicados ou não, mas o digital nos fornece hoje um leque. Movimentos sociais a favor, positivos ou negativos. Irônicos ou engajados.


Ter a vontade de sair da hierarquia de empresa e cliente e se prestar a fornecer sua expertise para ajudar uma empresa é uma atitude altruísta tremenda, que as marcas podem se valer disso com iniciativas visando o coletivo e não o individual. 


Será que uma empresa que percebe que uma loja de outro segmento é um ponto ícone local para aquela comunidade. Revitalizando/ajudando através de uma sensibilização pelo crowdsoursing, poderia ser um caminho de aproximar o "eu" ao "eles", tornando a empresa um membro da sociedade junto a outros em prol de uma causa? 


Isso me fez lembrar o poder importante que cada pessoa, como cada profissional tem de mudar algo que gosta, algo que acredita, o cliente que atende e/ou até um comportamento social. Iniciativas como a excelente Nova S/B fez para o Largo Batata (bairro de São Paulo) montando uma agência pop-up para atender uma região degradada de São Paulo, são inspiradores e relevantes para perceber nossa atuação social. (alguns trabalhos feitos aqui)


Diante da percepção de que "as marcas ajudam as pessoas a definirem elas mesmas", podemos perceber que ela pode ser um gatilho de atuação localmente na comunidade, sendo uma campanha publicitária "apenas" o reflexo e o reforço destes conceitos humanos (e verdadeiros e vividos) que as marcas devem evangelizar pelas suas promessas.

Utopicamente ou não, achar que alinhar consumer insights, com brand promise e oportunidades locais, pode ser um caminho vitaminado para entregar melhores relações
com o consumidor/pessoa e à sociedade.

E concluo parafraseando palavras do Jura Craveiro: "as marcas serão definidas por sistemas circundantes", que terão que criar ecossistemas de relações sustentáveis.

quinta-feira, setembro 04, 2008

O que aprendi com o Presidente do Google

Estive semana passada no Fórum Internacional de Branding da ABA, em São Paulo. Cases de construção de marca da Unilever, do Burguer King, da Rede Globo, da Vale, do Bradesco e principalmente do Google foram expostos. E tenho que ressaltar a palestra ímpar de Alexandre Hohagen, com o tema - Google: Há regras para construir marcas de negócios baseados na internet?

Deixo aqui uma parte de um artigo (leia aqui) que sintetiza o que cada empresário precisa fazer para construir uma marca. As lições de marketing de Alexandre Hohagen:

1 - Deixe os outros falarem por você;

2 - Lembre-se que o usuário ( cliente) está no controle;

3 - Baseie suas decisões em dados (o que dá retorno ou não);

4 - O tempo das pessoas é precioso;

5 - Pense grande.

quinta-feira, agosto 07, 2008

Reputação On Line

Falando em gerenciamento de crise, algo que comentei rapidamente em um post anterior. Recentemente saiu um estudo na Revista Exame (julho), apontando o crescimento de empresas digitais que encontraram um nicho de mercado, especilizadas em defender a reputação das empresas na internet, um problema que atinge várias empresas em todo o planeta.

Na matéria a grande problemática é o monitoramento de comentários, sites, palavras-chaves negativas que usuários "despejam" diariamente na internet denegrindo a imagem de alguma marca. Aqui no Brasil empresas como a MidiaClick, desenvolveram metodologias para minimizar o estrago em sites de busca, utilizando os recursos do SEO (Saiba o que é num post anterior), desenvolvido pelo Google. Sobretudo um dos grandes casos enfatizados na matéria é a reviravolta que um problema de atendimento ou não solução de um problema por parte da Dell, pode acarretar para a reputação da empresa.

Transcrevo parte da matéria aqui:
Apesar de uma sólida carreira como colunista do diário inglês The Guardian, o jornalista americano Jeff Jarvis não figurava, até o ano passado, na constelação de estrelas da internet. Criador de um blog chamado Buzz Machine, Jarvis usava o espaço para escrever sobre mídia online e comentar sobre o futuro do jornalismo. Era mais um em meio a tantos outros. A situação começou a mudar quando ele comprou um laptop da Dell, uma das mais respeitadas fabricantes de computadores do mundo. Como a máquina veio com defeito e a companhia não resolvia o tal problema, Jarvis resolveu partilhar seu infortúnio na internet. Irônico, apelidou o caso de “Dell Hell” (Dell Inferno) e, a partir daí, o alcance de seu blog e a reputação da empresa sofreram drásticas transformações. Até o segundo semestre do ano passado, quando alguém digitava o nome da Dell no Google, apareciam mais de 5 milhões de resultados relacionados à expressão “Dell Hell” — quase todos escritos por consumidores irados com a empresa. Para Jarvis, o que começou como uma tremenda dor de cabeça se transformou em uma janela para o estrelato. Para a Dell, foi uma lição tão dolorosa que, num recente encontro da Word of Mouth Marketing Association, nos Estados Unidos, o vice-presidente da companhia, Bob Pearson, disparou: “O Google hoje é a nossa mais importante home page”.

Para continuar lendo a matéria da EXAME Julho/08. Clique aqui

Falando em Reputação e Imagem de marca, nos Estados Unidos o cliente gravou a conversa com o telemarketing e disseminou na internet. O que aconteceu depois? Um emissora pegou esta informação e pos no ar. No video o cliente tenta cancelar um serviço da AOL. O Atendimento da empresa ficou completamente exposto em rede nacional e certamente a AOL, teve sua imagem afetada (e muito).




Mais sobre o tema em posts anteriores: Aqui.

quinta-feira, maio 01, 2008

Monitorar marca na web é lição de casa nº1

O Marketing de Busca, foi um evento organizado pela INFO, que tinha o propósito de reunir e esclarecer e melhorar a otimização de mecanismos de busca e de marketing de busca, trazendo grandes profissionais gabaritados da área digital, para ajudar aqueles que trabalham ou tem dúvidas em trabalhar com SEO e SEM. (Veja links ao final do post para acesso)

E na era digital a Marca faz parte importante na exposição de marcas, seja em links patrocinados ou em outra forma de exposição. E monitorar ela como, onde e quem está falando sobre sua marca foi um dos pontos que Pedro Cabral da AgênciaClick tocou em sua palestra.

Transcrevo aqui o que saiu na INFO On Line, sobre o que estou dizendo:

O monitoramento constante de sua marca na internet é uma obrigação para qualquer empresa.

A afirmação é de Walter Longo, vice-presidente de estratégia e planejamento da Y&R, e Pedro Cabral, presidente da AgênciaClick.

Em palestras sobre o tema Marketing de Busca e Branding no Seminário INFO Marketing de Busca Para Quem Busca Resultados, ambos reforçaram a importância dos links patrocinados nas ações de marketing das empresas e de identificação do consumidor.

Segundo Longo, até mesmo em situações de gerenciamento de crise de marca os links patrocinados vem sendo utilizados.

Para Cabral, os links patrocinados ganham força extra quando, simultaneamente, empresas também colocam uma campanha na TV. Enquanto a propaganda na TV e o boca a boca cumprem o papel de propagar a marca e/ou o produto, os links patrocinados terão a função de facilitar a tarefa do consumidor para encontrá-la na internet.

Recomendo visitar o site da INFO, para ouvir os podcasts. É uma aula de marketing.

Além de conferir explicações sobre SEO e SEM, aqui e aqui. E principalmente aqui.

sábado, abril 12, 2008

Os gregos e os troianos e o Gerenciamento da Imagem Corporativa

Bem, hoje vou comentar algo que tive acesso à uns 2 anos em um Congresso que fui, falando sobre Comunicação Corporativa (CONNCEP - Congresso Norte-Nordeste de Comunicação Empresarial e Pública), onde foi apresentado pela IC (Imagem Corporativa - empresa especializada em gerenciamento da imagem de marca), um case que aconteceu nos EUA com uma empresa de cadeados chamada Kriptonite.


Essa empresa desenvolveu um cadeado que seria um sucesso de vendas e tinha proposta inovadora para a categoria, porém caiu na Web um video de um garoto que conseguiu abrir o cadeado com uma caneta. Ele enviou para um amigo que esse enviou para esse, aquele, disseminando de forma viral, indo parar em revistas e na mídia. (Video - link)

A Reputação das marcas hoje é algo extremamente importante no cenário corporativo, ele tem o poder de criar uma relação subjetiva com o consumidor, criando espaços mentais ganhos com uma comunicação concisa e que muitas vezes é formada pela disseminação de um posicionamento, que por sua vez cria uma Imagem percebida. E mesmo sendo cliché, ainda vale aquela máxima: Imagem é tudo. Ou quase tudo.


A imagem corporativa não deixa de ser um bem que precisa ser monitorado e gerenciado para evitar qualquer ruído com os famosos stakeholders, e com todos envolvidos com/na empresa.
E hoje na era digital, onde o consumidor é produtor (e disseminador) de sua própria mensagem: Prosumer (produtor and consumer), em blogs, orkut, facebook, youtube entre tantas outras formas de divulgação de informações, é de suma importância ter uma ferramenta de monitoramento dessas informações, pois muitas vezes são pequenas falhas seja do SAC, seja de algum produto que pode desencadear inúmeros problemas.

Hoje vivemos na era da informação, da relação. Hoje, pequenas ações geram grande modificações (como dizia meu professor Fabio Pando, da ESPM), pois o buzz na internet é algo extremamente forte. Sem falar que pesquisas indicam que quem começa a gostar de uma marca, é porque foi indicado por um amigo, e não mais um professor, ou um especialista como décadas atrás era. Mudou a ordem daqueles que detém a importância da informação.
Enfim, é sempre importante monitorar os gregos e os troianos, para construir melhor e fortalecer a reputação das marcas na sociedade.



Entrevista

No final do mês passado publiquei um post que tratava sobre o monitoramento de comunidades e redes sociais na internet. Critiquei o fato de poucas empresas se atentarem para isso. E fiquei sabendo de duas que já realizam trabalhos nessa linha. A Imagem Corporativa é uma delas. A agência sempre atuou bem em gerenciamento de crise, prevenção e assessoria de imprensa. Há um ano, seu fundador Ciro Dias Reis, criou o IC Digital, que tem como objetivo atuar de forma transversal com viés de web em todas as soluções já oferecidas pela empresa.

Gabriela Kirschner Kotscho, responsável por essa divisão, diz que além dela, hoje são três profissionais que passam o dia analisando e pesquisando informações na internet. Dois deles são publicitários e um relações públicas. Confira a conversa que tive com ela exclusivamente para o Pérolas das Assessorias de Imprensa. Eles ofereceram, ainda, uma pequena apresentação com alguns cases de repercussão em relação ao tema. O download do pdf pode ser feito aqui:

Como encontrar profissionais que saibam lidar com esse modelo de comunicação?
Precisam ser pessoas muito dinâmicas, que gostam de internet, jovens, novos, que são apaixonados por web, que tenham visão critica, lêem muito, e conseguem construir uma crítica do universo da comunicação. Precisam entender tudo o que a agência faz enxergar oportunidades e prevenir situações que podem gerar crises para os clientes. Várias vezes identificamos cenários e dissemos aos clientes que havia espaço tanto para ele agir de forma positiva como se mexer para não deixar uma crise estourar.

De que forma agir ou o que fazer, por exemplo, com comunidades “amo” e “odeio” no Orkut. Existe alguma ação padrão?
Não, é caso a caso mesmo. Já fizemos um trabalho bastante aprofundado para a Ambev no ano passado. Por um mês avaliamos de forma concisa as leitura de cervejas e refrigerantes deles e da concorrência, além da imagem institucional, na internet. Passamos por blogs, YouTube, Wikipedia, Fóruns de discussão, Orkut, hotsites, entre outros. A partir daí identificamos quais os possíveis desdobramentos, o que representava crise potencial e oportunidades de comunicação. Foi uma espécie de auditoria de imagem na web, já com diagnósticos e soluções. Na verdade, procuramos entender muito bem como está a empresa na vida real e o noticiário sobre ela e seus concorrentes. Em seguida, pesquisamos na web e traçamos um paralelo com o cenário da vida real. Mostramos para o cliente a possibilidade de crescimento nesse ambiente. Identificamos personagens-chave, quebramos o código genético do internauta que fala de cerveja e refrigerante.

É difícil convencer os clientes sobre a importância desse monitoramento de imagem na web, enfim, desse trabalho?
Hoje em dia cada usuário de web é gerador de conteúdo. No final de 2007 o Brasil deve ter 37 milhões de internautas. Esse publico gasta 25% do tempo visitando blogs, ortkut, etc. É muito dinamismo, as empresas não conseguem acompanhar isso se não tiverem um serviço estruturado e focado. Precisam ter essa consciência. Temos um banco de cases de empresas que tiveram crises iniciadas na web. As pessoas alimentam, se a empresa não tem cultura de prestar atenção na web, vai ter crise que vai se multiplicar com velocidade muito rápida. É vital que tenham acompanhamento detalhado e dinâmico do que acontece na web. Quando vamos contar para uma empresa o que fazemos, mostramos o banco de cases. Não é discurso, temos várias que enfrentaram crises por conta de criticas que nasceram na internet. Tem um caso famoso de uma empresa americana de cadeados para bicicleta. Um garoto conseguiu abrir o cadeado com uma caneta Bic e colocou o vídeo na web. A empresa precisou fazer um recall gigante e isso quase quebrou a empresa. Ou seja, são ações que podem causar impacto não só na imagem da empresa, mas nos negócios e causar sérios danos financeiros.

Mas qual reação tomar em casos desse gênero?
Acreditamos que toda e qualquer ação de uma empresa na web tem que estar alinhada com a política de comunicação dessa empresa. Não adianta ter uma postura rígida e de repente resolver interagir com um determinado internauta. É preciso ter embasamento números e análises para chegar a conclusão do que pode ser feito, se a reação cola ou não com política de comunicação do cliente. Antes de fazer alguma coisa, há uma grande discussão com o cliente até que se determine qual será a ação. Se vai ser interagir com a comunidade, ou colocar algumas informações no site da empresa, fazer uma campanha de mensagens curtas de texto (SMS). Tudo é decidido em conjunto com a área de comunicação. Não se pode dar uma decisão solta. Se for o caso e houver necessidade de interagir, a empresa vai entrar em contato, mas de forma estruturada para que não corra nenhum risco. E o que defendemos muito é que o cliente precisa ter transparência em qualquer ação que ele pode fazer. O que não pode é soar falso, estranho, porque o blogueiro e internauta percebe rapidamente quando a ação não é real.

No caso do trabalho que realizaram para a Ambev houve alguma ação específica?
Decidimos não tomar nenhuma ação direta porque não havia necessidade nem um cenário que justificasse isso. A Unilever tem uma história interessante nos Estados Unidos mas que teve repercussão até no Brasil. Descobriram um consumidor que durante anos comprava uma marca de desodorantes que foi descontinuada pela companhia. Ele escreveu um post sobre o tema criticando a iniciativa da empresa de encerrar a distribuição daquele produto na região em que ele morava. A Unilever encontrou esse post, entrou em contato, pegou o endereço do consumidor e mandou uma caixa do produto para ele.

E qual a expectativa com essa área dentro da Imagem Corporativa?
Que cresça muito, é uma das principais apostas da agência. Temos alguns clientes, como a própria Unilever, do que chamamos de IC Digital Index, que é uma análise aos moldes do que citei, porém, setorial, vertical. Cruzamos a quantidade de vezes que uma empresa ou produto aparece na internet com a qualidade dessa presença e atribuímos pesos para os meios. Blog tem um peso, comunidades virtuais outro e assim por diante. Hoje analisamos o setor automotivo, de telefonias celular e fixa, fabricantes de telefones móveis, cosméticos, bancos, correntoras, entre diversos outros. Traçamos uma fotografia de curto, médio e longo prazos. Essa análise setorial de imagem de um setor na internet pode ser comprada.

E já há percepção das empresas para esse tipo de serviço?
Todo mundo sabe que a web cresce e é importante, que o internauta ganha espaço e corpo. Mas a maioria das empresas não tem uma maneira estruturada de fazer isso. Conhecem a internet, sabem que precisam se preocupar e entrar de cabeça nela, mas não sabem como fazer isso.



Fonte da Entrevista: Perolas das AIs