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terça-feira, janeiro 05, 2016

Marcas serão holísticos sistemas da vida das pessoas?

Estava lendo este texto 2016; capitalizing on the platforms que comenta sobre como a tecnologia têm evoluído para se tornar plataformas sistêmicas domésticas, sobre big data e como as empresas de tecnologia estão criando maneiras de interligar, integrar e conversas entre sistemas
"The new platforms for our smart homes as silent revolution is also something that happened with a couple of players. Samsung got into the market with the acquisition of SmartThings, the new Apple TV as platform can be seen as a move into the home, Amazon Echo products, and of course NEST platform from Google. That one is the most interesting to watch. It is clear that Google is trying to enter the home to collect user data there. Nothing secret there anymore. The big question is what they will do with the data. Expect more products and services connected to the platform to generate data. Leveraging the platform as service..."
Que se somou a este aqui Why do we need every object and device around us connected? :
"In the not so distant future, devices and objects will become intelligent and will be connected to the internet exchanging thousands of gigabytes of data every day and maybe every minute; making our lives, supposedly, more efficient....Your smartphone alarm wakes you up in the morning, which triggers your music player, which then tells your TV to the news and display the day’s top headlines. A world where you use your smartwatch to call your car to you from your parking spot. A world where your fitness tracker can talk to your thermostat. A world where sensors can detect certain odors in your home."
Isto tudo me fez refletir sobre diversas coisas que tenho lido que estão fazendo sentido cada vez mais, porque estão se conectando muito.
  • Sistemas operacionais estão se tornando marcas ainda mais fortes; 
  • Internet das Coisas têm sido a grande aposta das grandes empresas de diversos segmentos, como automóveis, aviões, home, wearables, esportes. 
  • Healthcare tem sido uma tendência irreversível no mundo das empresas, planos de saúde, tecnologia e moda. 
  • Empresas de serviços - e produtos (como a Apple e Samsung) têm cada vez mais se tornado empresas de dados. 
  • UX é uma disciplina que tem ganho muito espaço dentro de grandes empresas e mercados, como bancos, e-commerce. 
  • Novos modelos de negócios estão sendo criados ou estão sendo servitizados, se integrando a sistemas de relacionamento com cliente e TI. 
  • Digital Marketing está evoluindo para Digital Experiential Marketing. 
  • Segurança de dados dos consumidores têm ganhado importância grande no cenário jurídico e da tecnologia da informação. 
  • Apps serão plataformas visíveis de integração de sistemas internos e externos (coopetição).
O meu insight nisto tudo é que em todas estas novas tendências, os dados estão inseridos de forma clara ou subentendidas. E os modelos de negócios estão ficando mais complexos e fragmentados, mas ao mesmo tempo parece haver um foco maior ainda no core business, lapidando-o ainda mais para integrar contextualmente nas vidas das pessoas. Por isso me diz a pergunta:
Marcas serão plataformas, ou as plataformas serão as marcas? 
Diante de um crescente aumento na busca do desenho de melhores serviços, e da cultura "Don't make me think." vinda da universo de interação. Estamos nos tornando seres co-criadores de dados (de forma consentida) em real-time para as empresas. O que elas estão fazendo com isso?

Essas plataformas que estão surgindo estão alimentando novos bancos de dados em empresas como Google, Apple, Samsung, Amazon, Facebook, criando plataformas de vida gigantescas que deterão nossos dados personalizados de forma única e exclusiva (?). Mas estamos percebendo essas melhorias? Elas estão nos ajudando em nossas vidas? As marcas nos ajudarão através dos nossos próprios dados?

Curiosamente, me deparei com este artigo What The Best Brands Will Do in 2016 que separei esta parte inicial:
"I believe that in 2016 we will move more than ever from a “Mad Men creativity-driven marketing era“ to an age of "Predictive analytics and holistic software platforms.“ This will enable to create compelling new content being engineered by data and focusing on building huge distribution in a scalable manner. With many opportunities coming from big data, VR, AI, video streaming, etc..."
...Simplicity are the Basis - People have more choice than ever and are overwhelmed by information and data (same is true for any marketer). In parallel, they want to spend as little time as possible on having to choose what´s right for them. Instead, they want to receive personalized and smart recommendations which suit their needs and wants at any given moment in time."
Marketing preditivo. Inteligência Artificial. Serviços conectados. Big Data com Real-Time Marketing. Big Data a serviço da Interação e da Usabilidade. Simplicidade para simplificar e automonitorar a vida das pessoas. Será que:
As marcas serão holísticos sistemas da vida das pessoas?
Se as marcas serão Holísticos Sistemas co-criados em tempo real pelas pessoas, me parece que nisso surgem algumas implicações:


1 - Servir o usuário e modelo de negócio
"Ultimately all of this innovation is about one thing: servicing the customer." 
Esta frase é muito forte para mim. Porque começamos a entender uma coisa mais clara, as pessoas estão buscando melhorar suas vidas de alguma maneira, elas não necessariamente precisam de dados, nem de produtos, apenas resolver os problemas certos no momento certo, da maneira mais eficiente e envolvido numa boa experiência.

Além disso, a percepção de que modelos de negócios precisam evoluir e nem sempre estão prontos após um canvas feito colaborativamente, é tão nítido quanto necessário. 

Servir, servitizar a promessa, fornecer com empatia, redesenhar a proposição de valor. O senso de estar mais próximo do cliente, resolvendo um problema dele através de um product-as-service ou service-as-software engloba a maneira como as empresas estão modelando sua maneira de competir, porém isso não é/será mais suficiente diante da quase inexistência de uma vantagem competitiva tecnológica. A briga é/será sempre por valor. E quem define o que é valor é o usuário, o preço, a concorrência.

Manter a competitividade quando sua cadeia produtiva e sua força de vendas não estão alinhados na forma como você precifica, "entrega valor", fornece customer experience e resolve a vida das pessoas fará parte da cultura da empresa cada vez mais forte. Culturas baseadas em Outcomes.

2 - Marcas serão repositórios de nossas vidas
Compartilhar e conhecer tem sido nossos maiores benefícios neste mundo conectado em que vivemos. Termos mais referências sobre assuntos e temas nos dá mais poder de escolher mais e melhor nossos destinos porque aumentamos a barra dos nossos sonhos. O conhecimento modificou a maneira como sonhamos nosso presente e nosso passado. Isto nos fez mais exigentes com nós mesmos e com os outros, e impulsionou a velocidade no mundo. Em todas as áreas, de tecnologia, de construção, de saúde, de dados, etc. 

Compartilhamos o que gostamos e o que queremos reconhecimento. Mas neste mundo de dados, nossas emoções são classificadas e categorizadas por máquinas e inteligências artificiais que guardam nossas vidas e calculam ofertas e nos oferecem coisas que são mais semelhantes aos nossos gostos e procuras. É um mundo de inteligência preditiva.

O que queremos buscar será mais difícil de alcançar, mas talvez mais fácil de se descobrir, e as marcas ganham um papel de serem guias porque nos capacitarão ainda mais para buscar. Criando o ciclo de vitórias-dados-compartilhamento-dados-socialização-dados-informação-dados-desafios-dados-vitórias etc...

A simplicidade do funcionamento dos produtos/serviços (que nos estimulará e crescerá via ranking) nos ajudará a sermos mais como qualquer um, mas também, mais conscientes do que queremos ou gostaríamos de ter.

E a criação de valor (value creation) será visto pelas empresa por uma ótica muito mais próxima ao que o ser-humano busca resolver, do que numa oportunidade de mercado breve. Sendo conectado a todos devices e inter-sistemas que ele utiliza, criando um tracking compartilhável e armazenável e pagável para acessá-lo nas nuvens. A Internet das Coisas criará a oportunidade de pagarmos para lembrarmos de nossas memórias, coletados e armazenados em nossos devices em nossos contextos.

3 - O mercado se torna um ecossistema complexo de interação entre atores diversos e ágeis
"Processos competitivos levam a um handicap do sistema que esses processos fazem parte. Isso ocorre porque a seleção competitiva leva à exclusão: algo ou alguém, os perdedores, são deixados de fora. Deixando algo fora de um ecossistema sempre significa uma redução da diversidade. O sistema resultante é menos diversificado e sendo eficiente a curto prazo, a concorrência parece funcionar, mas sempre em detrimento da viabilidade a longo prazo. Sustentabilidade, agilidade e resolução de problemas complexos exigem mais diversidade, não menos. O que impede a aprendizagem dos perdedores em relação aos vencedores é o nosso desatualizado pensamento de soma zero e a filosofia winner-take-all. Jogos de soma zero eram filhos de economia de escassez. Na era pós-industrial da criatividade abundante e contextualidade, são necessárias novas abordagens human-centric. Quem ganha e quem perde é de menor importância em comparação com a deterioração do meio ambiente (jogo), como resultado das ações dos jogadores." - Esko Kilpi
Marcas sendo vistas como sistemas vivos de formação orgânica fica mais evidente a cada dia. Sistemas biológicos evoluem quando o ambiente lhe dá dificuldades, no entanto, num ambiente com muitos outros sistemas biológicos convivendo simultaneamente e interdependentes, a relação, a agilidade na evolução e a convivência se torna uma necessidade. 

A partir disso conceitos como Inovação Aberta, Coopetição, Cooperação, Co-criação, Human-Centric, Citizen-centric, Systems Thinking, Service Dominant Logic, Alianças Estratégicas, faz mais sentido ainda como bases de coexistência. 


Dúvidas
- Quando tudo vira serviço, como ficam as indústrias e as cadeias que fazem produtos? Digo em relação as matérias-primas, a relação da mão-de-obra operacional com a produção do produto e sua relação comercial, ainda mais depois da frase do Marc Benioff "Todas as empresas no futuro serão empresas-software." 

-Haverá dois mundos, um que mantém o modelo industrial (que produz) e o outro de Economia da Experiência (que pensa o valor) ?

- As marcas serão capazes de administrar bem seu ecossistema de relacionamento de negócios? Como ocorrerá as parcerias futuras? As alianças estratégicas se tornarão as principais maneiras de se manter competitivo? Quando a ponta da cadeia se preocupa com "entregar valor" e a outra cadeia que vem sendo (e será ainda mais) terceirizada como ela se comportará? Como as marcas manterão a qualidade de vida destas 'outras' pessoas? 

Mas sobretudo, o maior benefício da obtenção destes dados neste cenário todo de plataformas é a previsibilidade de nossas vidas que nós daremos às marcas, e, a talvez a diminuição do poder de barganha por aquelas empresas que não se tornarem marcas e plataformas.

domingo, janeiro 29, 2012

Exigir sem pensar e sentir.

Muitas empresas exigem muito do funcionário, muito mais do que o normal. (Tudo bem, é a vida capitalista.) Colocam ele fora da 'zona de conforto'. Forçam ele a encarar e saber lidar com os seus próprios medos. Esmagam-o com a força da pressão. Isso é bom? De certo modo sim. O que quero levantar aqui é o: Para onde estamos indo? Você fica sabendo sobre as informações e perspectivas da empresa?
Muitas vezes corremos feitos loucos e não sabemos onde estamos indo, não sabemos nem a estratégia da empresa, nem a importância direito do seu setor. Temos uma dúzia de indicadores para monitorar dia-dia - nos BSC da vida, e as vezes nem sabemos se estamos destinando energia daqueles 20 indicadores se vão fazer diferença ou é apenas "norma da empresa". Alinhamento não é apenas mandar um guideline para o gerente e diz: lê aí.
Faça um exercício. Imagine que sua empresa está quase falindo, todo mundo indo embora. Você no prejuízo...etc. Você tem que reverter o jogo, pense em: "Quais são os REAIS indicadores que fazem diferença no seu negócio (ou setor/unidade)?". O que faz girar e ter estabilidade. Cite 3 indispensáveis. Dizem que o ideal gira em torno de 7. Este é o pensamento reverso que Warren Buffet faz quando investe em empresas e exige retorno delas. Daí você percebe o que realmente é importante e o que é 'norma'.
Voltando. As empresas exigem do empregado, trazem a pressão do mercado para dentro da empresa (isso é bom), colocam quadro de performance na parede (também pode ser bom até certo ponto), gritam, berram (...) etc. (se identificou?) Pois bem, ao mesmo tempo ouvimos que "cada um tem que ser auto-motivado", que "o funcionário tem que ter metas para dentro da empresa", que "temos que inovar, liderar...". Este é o cenário que encontramos e percebemos em livros e blogs e no mercado nas grandes empresas.
Tudo é favorável. Todas essas medidas são importantes porque crescemos melhor quando bem estimulados, mesmo que na pressão. Nisso, é importante entender que sem um destino 'comprado' pelos funcionários, isto pode gerar apenas ansiedade, medo e tentativa de cortar custos. Fora conflitos de interesses etc. Ao invés de riqueza, tensão. Ao invés de senso de urgência, sendo de terror.
Contudo quero levantar a questão aqui: Sua empresa (que você trabalha) que está em um mercado altamente competitivo - se não está logo estará, exige de você RAPIDEZ e CRIATIVIDADE SEMPRE, ponto comum. Porém primeiro ponto: VOCÊ SABE PELO QUE VOCÊ ESTÁ SUANDO? Quais são OS VALORES DA EMPRESA (CORE VALUES)? QUAL A MISSÃO DA EMPRESA? QUAL O MOTIVO ESSENCIAL DELA EXISTIR? Existe isso forte e claro para todos? Você foi perguntado quais valores você entende e aplica?

Segundo ponto
: Você sabe até onde pode ir? A empresa quer que você inove, mas você conhece as limitações? O que pode acontecer se você não inovar? Você é despedido? O que a empresa sofre se você não conseguir fazer o seu trabalho? Quais são os guias estratégicos do que não fazer? Aquilo que existem para que você não faça o que ninguém quer que você faça?

No Google os executivos devem gastar pelo menos 20% do tempo em projetos paralelos fora de sua área de responsabilidade. Porém, o projeto tem premissas, antes de ser apresentado, senão é logo matado:

*O projeto deve ser popular com os consumidores? 
*É capaz de atrair outros funcionários a trabalhar nele?
*Resolve algum grande problema?
*Alinha-se com metas internas? 
Terceiro ponto: o mundo te exige, mas a empresa te fornece AMBIENTE ONDE TODOS ESTÃO COMPROMETIDOS COM O SUCESSO - OU MELHOR, COM A CAUSA? A empresa te força, mas ela te dá ambiente para isso? Ela te pergunta onde pode melhorar? 

Faço essas perguntas provocativas (e não são desabafos), puramente para levantar a questão que
em um mercado onde a pressão impera, a busca por uma causa, por uma verdade interna de cada um, por entregar realmente o que funcionário quer, olhando pela ótica dele é tão importante quanto ter lucro ao final do mês. Por que é possível termos um produto commoditizado, mas você pode pagar o ônus de ter um funcionário commoditizando sua motivação.

Estímulos

*Estimular a inovação é importante, mas temos que dar subsídios estruturais. 

*Provocar com que as pessoas saiam da zona de conforto é importante até para o crescimento pessoal, mas forneça-lhes, encante, mostre, pergunte, troque-bola com elas, sobre sua causa e melhorias. Ele tem que acreditar! 

*Todos nós somos criativos! Tem uma frase do Jim Collins (ou Peter Drucker) que eu gosto muito: "A função da empresa é não desestimular o funcionário." Contudo, acredito que todo mundo deveria ter um coach ou um setor de rh envolvido à disposição na empresa para os funcionários se consultarem e alinharem-se. Foco em melhores funcionários ou melhores funcionários focados? Mostre o foco para eles, mas conheça qual os deles. (Recomendo a leitura do post Pensamento Alinhado

Lembro de uma frase que li numa passagem em Seven Strategy Questions  que poderia concluir este post
"If your core values are providing guidance, you won´t have any difficulty telling stories of situations where they have determined people´s decisions. If you can´t easily find such stories, then your values are not doing their job." /"Se seus valores fundamentais estão fornecendo orientação, você não terá qualquer dificuldade de contar histórias de situações em que eles determinaram as decisões das pessoas. Se você não consegue encontrar facilmente tais histórias, então seus valores não estão fazendo seu trabalho."

terça-feira, outubro 04, 2011

Bons argumentos para você investir nesses 3 canais

Esse Infografico ajuda a demonstrar para os homens de negócios que se deve sim investir nestes tripé: mobile, social media, e-mail.

Clique na imagem para ampliar

terça-feira, julho 26, 2011

Como manter um bom relacionamento entre agência e cliente

Saiu há alguns dias atrás algumas dicas interessantes na AdAge (Advertising Age - a mais respeitada publicação de publicidade americana), dicas de como manter um bom relacionamento com sua agência ou cliente


Vão as dicas da sessão Chief Marketing Office, da AdAge: 
1. Profissionais de Marketing (e cliente) e Agências compartilham da Responsabilidade Mútua de manter o 'bom' Relacionamento. Não tome nada por garantido.

2. Confiança, respeito e compreensão levar a um melhor trabalho. Se a agência está sempre no limite, o trabalho será prejudicado. 

3. O cliente (e o profissional de marketing) e a agência têm de mudar, crescer e se adaptar para o relacionamento durar - e para cada um continuar a ser relevante. 

4. A agência que já atende o cliente há muito tempo e conhece e é apaixonada pela marca talvez seja melhor para a longo-prazo do que uma nova agência apenas "leal" - apenas ao novo profissional de marketing. O profissional de marketing (ou você que seleciona) pode não estar mais na empresa nos próximos anos/meses. Grandes marcas devem viver para sempre. Talvez grandes relacionamentos também pode. (É uma questão a se avaliar. É polêmica, mas vale a reflexão.)

5. Keep it fresh. Mantenham-se sempre atentos e ligados. A mistura do novo profissional com o velho. A mistura de veteranos que conhecem o passado e de novos talentos que desafiam o futuro.Deve ser válida. Caso não opte por mudar, não a agência, mas quem está por trás dela. Puro Mindset!

São dicas que me fazem pensar, muito no mercado local, onde encontramos empresas/marcas, que mudam, pingam de agências e agências e prejudicam e muito a qualidade e a continuidade da comunicação.
Linguagem é muito importante. Somos cada vez pessoas mais visuais. Nos lembramos muito por imagens. Por isso cuidar dela e da linguagem é importante. E neste troca-troca, o cliente se queima no mercado, com fama de ruim. E sua empresa/marca, se dilue em tentativas de manter uma coerência. Acho que no mínimo, 1 a 2 anos seria a ideal para um cliente manter-se numa agência.

O que você acha?

quinta-feira, julho 07, 2011

Bom atendimento já existia antes das Mídias Sociais

Relendo especificamente o capítulo 5 - Satisfação, Valor e Fidelidade do Cliente, do livro dourado do Marketing, Administração de Marketing, do famoso Philip Kotler, me deparei com dicas chamadas "Como lidar com reclamações".

Foram escritas por ele em 1999, sobre táticas para evitar saída de clientes da sua empresa e melhorar o atendimento aos cliente, utilizando canais daquela época.

São elas:
1 - Implementar uma linha direta, gratuita e 24hs (e-mail, tel, fax) para receber e resolver problemas;
2 - Contatar o cliente insatisfeito o mais rápido possível;
3 - Assumir a responsabilidade pela insatisfação do cliente;
4 - Escolher pessoas sociáveis para o atendimento - contratação;
5 - Proporcionar uma solução rápida e satisfatória para a reclamação.

Fico pensando que ela continuam totalmente atuais, (aliás precisam), mas adicionam que são dicas totalmente aplicáveis ao Twitter principalmente.

Relato
Digo pois sábado - acho que um dos dias da semana que mais se vai ao cinema, tive a ideia de assistir (eu e a turma do Flamengo inteira) Transformers 3. Lançamento. Sensação do momento. Pois bem, queria ir numa sessão mais tarde, mas como sei que estaria também lotada, pensei: vou comprar o ingresso pela internet.  Pago R$ 2,55 pela taxa de conveniência, mas asseguro minha poltrona. 

Qual foi minha surpresa? Tive muita dificuldade.

Tentei comprar pelo cel, não deu certo. Fui para o Site da Cinemark que me direcionou ao do Ingresso.com.br.

O problema é que o Ingresso.com.br não mostra claramente informações para, clientes com ClaroClube, como podem comprar antecipadamente o ingresso. Já que no processo de compra precisa-se de um código de identificação da Carteira de Estudante e não há distinção nem campo para clientes ClaroClube. Desisti. Com medo de não dar certo e perder o meu dinheiro e o sábado caso desse erro no guichê. Fui enfrentar a fila.

Resumo. Arrisquei, entrei numa mega-fila, mas assisti o filme


Ilustrei o caso para exemplificar que até hoje espero a resposta da Ingresso.com.br sobre como devo comprar on line. Não obtive resposta e infelizmente a Ingresso.com perdeu alguns pontos comigo. (perdoem-me o erro de digitação. foi a pressa de comprar o ingresso)



Acredito que existam pessoas que tenham dúvidas no final de semana. Não seria bom se tivesse ao menos, uma pessoa para responder? Ou se tivessem me respondido (isso aconteceu dia 2 de Julho) seria ótimo. Enquanto isso...aguardo uma resposta. Ah, detalhe eu enviei e-mail e liguei. Mas não obtive resposta.

quinta-feira, outubro 29, 2009

Se o plástico pode você também pode. Renove-se!

Por um processo cíclico de benchmarketing as empresas estão cada vez mais parecidas, como também seus produtos. Natural, em um ambiente de grande competitividade torna-se um desafio ser inovador e ter atitudes ousadas. No entanto a comunicação pós 2006 - ano em que a classe C e D, mas principalmente a C começou a ter um expressividade no consumo. Graças ao modelo económico do Lula. Porém foi a partir deste ano e seguido da crise financeira americana que a publicidade brasileira ficou mais racional, flertando com uma comunicação plástica e superficial mas embasada. Informar apenas era o objetivo e hoje é também entreter e relacionar.

Passada a crise percebo trabalhos voltarem a ser ousados, como poucos anunciantes. Acredito que precisou deste tempo para conhecer a base da pirâmide - não que conheçamos tudo, mas para direcionar uma melhor maneira em comunicar à este publico. Exemplo disso são os prêmios em Cannes e Young Lions, APG awards, entre outros tiveram anunciantes que tem seu grande publico como o C.

Ser plástico hoje é visto com descrédito e falta de transparencia. Ser plástico é não optar pela criatividade. Locais como Rio Grande do Sul, Recife, Minas Gerais e aqui no Rio grande do Norte têm crescido em abordagens e na linguagem pra este publico. Muito pelo fato de serem locais que mantém uma cultura local arraigada forte.

Isso me faz pensar na máxima: "tudo tem o seu tempo". Hoje acho que vendemos melhor que ontem, mas ainda ruim pra o amanha. Uma coisa é certa: os brasileiros estão mais iguais financeiramente, mas nossa publicidade está mais transparente? Acho que sim. Mas e as empresas com os seus "benchmarketings" estão seguindo essas evolução da
Comunicação ? Quando a publicidade vai parar de ser sempre a Consultora para as empresas em mercados menores
ou a culpada por erros de marketing ?

Afinal até o plástico se renovou.

- Posted using BlogPress from my iPhone

quarta-feira, outubro 28, 2009

Utilizar o tempo perdido

A comunicação hoje tem tido cada vez mais impacto na vida das pessoas. A essência da publicidade é comunicar, é informar aquela necessidade de consumo que existe, porém hoje a publicidade (coloco como termo correto a propaganda), se tornou interruptiva ao extremo e invadindo todos os objetos que temos e compramos. Ou seja, o que se move, o que se acende, o que se manipula por trás disso já tem, já teve ou terá algum publicitário - ou até mesmo marketeiro, pensando que pode ser mídia.

Fato é que tempo é luxo. Tempo é escasso e tempo perdido é desperdício. Porém, uma mídia que vem crescendo muito no Brasil, tem se aproveitado deste "tempo perdido" que nós seres capitalistas temos cada vez mais escasso, que é a Midia-out-of-home ou Tevês Corporativas ou Outhernet, como Walter Longo Diretor de Inovação da Y&R, profissional que admiro muito, cita.

Midia-out-of-home é nada mais nada menos que aproveitar espaço onde pessoas estão destinando tempo para realizar alguma atividade para inserir algum conteúdo relevante e que esteja alinhado (ideal que esteja) ao ambiente. Sabe aquelas tevezinhas na fila do Supermercado? Sabe aquelas tevezinhas no Banheiro ou no hall de restaurantes ou nas praças de alimentação dos shoppings? Ou até mesmo dentro de empresas. Pois bem, isto é chamado de MOOH ou Digital Out Of Home


Os consumidores de mídias Out Of Home vem mostrando eficiência delas e, por isso, hoje o OOH é parte das estratégias de Marketing de muitas empresas no país. Porém é necessário que se haja conexão com a marca e a criação e o marketing e a estratégia de mídia. “É preciso que a estratégia de mídia tenha aderência com o Marketing”, aponta Otto Pajunk (foto), Diretor de Mídia da Artplan.


O que eu acho de interessante nisso? É que a propaganda está saindo do que se caracteriza mídia de massa e procurando novas maneiras de impactar. Nada de novo. Porém poderia pensar: o quão gostaríamos de almoçar vendo um anúncio de um empreendimento imobiliário sendo vendido nessas tevezinhas, mas opto em pensar que SOMOS TODOS CURIOSOS. Estamos cada vez mais VINGATIVOS e cada vez mais COLABORATIVOS. Curiosos porque queremos saber das coisas por isso olharemos para as tvs, vingativos porque devolvemos o troco para aquela empresa/marca que não nos apetece e somos colaborativos com o que realmente gostamos.


Então, quando vimos algo relevante compartilhamos, quando não vimos também compartilhamos só que negativamente ou pior ignoramos. Porém todos nós somos curiosos.

Essa mídia é segmentada? Dá até para ser, dependendo do estabelecimento. Segmentar one-to-one? Ainda não, quem sabe quando tivermos leitores ópticos nos banheiros ou quando tivermos leitores biométricos nas pias de restaurantes e shoppings.

Wal-Mart TV nos Estados Unidos

O que vamos fazer até lá? Procurar meios deste consumidor não digerir a informação e sair sem nenhuma mensagem. Como? Sendo relevante e adequando mensagem à mídia e sendo discreto. Afinal ninguém gosta de termos sempre na nossa frente aquele retângulo pretinho pipocando comercial de hambúrguer suculento em um elevador de hospital.

Mais: aqui aqui aqui

segunda-feira, março 02, 2009

Hyunday, lição contra a crise - Perdeu o emprego? A gente recebe o carro devolta

A Hyunday ao meu ver de alguns anos para cá vem conseguindo algo impressionante. Crescer vendas independente do cenário. Sua linha de comunicação está crescendo e expandindo para grande parte dos meios de comunicação do país e do mundo. Marketing agressivo. Estar em evidência e sempre na mente do consumidor. Realmente eles vêm fazendo um grande trabalho pelo mundo, fato é que é uma das montadoras que obteve melhores resultados em vendas de carros SUV (principal categoria ao meu ver), com o Tucson e o Santa Fé, líderes de vendas em suas categorias.

Porém não é apenas o marketing que ganha espaço, o investimento em design vem colhendo seus frutos atráves de tests de revista em diversos países. Realmente é uma empresa que aparentemente era desconhecida e hoje conseguiu colocar concessionárias em quase todos estados em menos de 3 anos. Espero que não seja como a Suzuki, que teve o seu boom e desapareceu e agora ensaia uma volta.

Enfim, mas o que quero falar é de uma notícia muito interessante que li aqui, sobre uma estratégia que fiquei de queixo caído.
Através do seu programa "Assurance" a Hyunday americana desenvolveu uma estratégia simples: Se você comprar o carro e perder o emprego ou não conseguir pagar no espaço de 12 meses, a Hyunday recebe o carro de volta.

Resultado, vendas em ascensão aumentando 14% desde o início do ano, diferente para outras marcas. Pessoas, caros colegas, esta jogada é genial e ao mesmo tempo arriscada, porém eu me sentiria como consumidor: "Queria comprar um carro....Nossa, essa empresa está me ouvindo. Sabe do que estou passando."
Agora como alguém de fora olharia como uma oportunidade. Você cresce em confiança com o consumidor, aumenta o volume de vendas, aqueles que não conseguirem pagar ou perder o emprego recebo o carro de volta (deve ter alguma cláusula para carros avariados...), ainda poderei vender como semi-novo; não perco o cliente e de quebra faço girar dinheiro no meu fluxo de caixa.
Devem conter mais visões positivas, mas sobretudo posso citar o fator - proximidade com o consumidor. Pois fico vendo comerciais da Ford dizendo: "Ipi reduzido, compre logo o seu carro que vai acabar já já." Funciona? Funciona e bem. Porém me penso que podemos adicionar um pouco de responsabilidade de venda ao comprador. De qualquer maneira é um bom exemplo para ilustrar aquela máxima chinesa de que crise é sinônimo de oportunidade.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

O Comportamento Maçã Podre

Dentro da empresa que você trabalha existem pessoas negativas, chatas ou aquelas que sempre encontram um argumento negativo (ou estupidamente realista) para impedir novos projetos ou idéias surgirem? Pois é, este é um grande problema que pode ocorrer em qualquer ambiente de trabalho, seja na família, no colégio, com o parceiro(a), enfim, sempre vimos alguém assim em alguma categoria de nossas vidas.

Dr. Will Felps, da Rotterdam Business School pesquisou os tipos de pessoas crônicas que não contribuem para o ambiente e o sucesso. Publicando o estudo chamado: How, When, and Why Bad Apples Spoil the Barrel. [disponível aqui].

No estudo essas pessoas afetam mais de 30-40% da vida e do ambiente onde elas estão inseridas. Este estudo identificou três personalidades:

1.
O IDIOTA

Essa personalidade será rude e insultará comentário dirigidos aos outros. Criticarár as idéias dos outros sem oferecer uma alternativa para o problema.

2. O FROUXO
A atitude indiferente persiste dentro desta personalidade. Verbalmente ou não-verbal. Expressões como : "tanto faz" ou "quem se importa" são comuns.

3. O DEPRESSIVO PESSIMISTA
Esta pessoa irá queixar sobre como o projeto é descontente. E que não dará certo.

O mais importante em descobrir essas três personalidades é entender como elas reagem e procurar mudar este tipo de comportamento. Recomendo um trabalho junto a esta pessoa, procurando os motivos reais deste descontentamento. Um diálogo sempre é importante. Sempre será. Caso não, leia estas dicas de Bob Sutton um expert em motivação que já lançou diversos livros. Para conhecer mais sobre Bob Sutton Aqui. Parte deste texto traduzi daqui.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Starbucks - I´m in

Levar algo relevante para o consumidor atualmente tem sido uma forma importante de lealdade e consistência na construção de marcas. Quando isso está aliado a ações que difundem um conceito que une, compartilha e constróe algo para a sociedade torna a marca mais importante do que ela parece ser. A Starbucks vem fazendo ações cada vez mais relevantes (não sei dizer outra palavra para isso) e esta última onde lança uma campanha que envolve o trabalho comunitário, chamada “I’m in” (”tou dentro”).

As pessoas "doariam" seu tempo para fazerem coisas boas, como ler para cegos, cozinhar para comunidades carentes etc. para isso o cliente passaria numa loja da Starbucks e para ganhar adesivo da campanha para sinalizar publicamente este seu compromisso que destinaria 5 horas de trabalho comunitário. Entre 21 e 25 de janeiro é o tempo da campanha. que tem o objetivo de conseguir 1 milhão de horas doadas.

A Starbucks pega carona na sensação de esperança que os EUA é afetado com a eleição de Barack OBAMA, um sentimento único que afeta todos os americanos. Foi um grande insight que a empresa de Howard Schultz teve e a segunda - que eu tenho conhecimento, que mostra o seu lado preocupado com a comunidade. Além de ter criado um blog para ouvir reclamações, sugestões e idéias para as lojas e possíveis campanhas.

Na segunda etapa da campanha ela ganha força com a adesão de uma figura pública extremamente forte, Oprah Winfrey que já disse que destinará um tempo para a ação. Com isso a campanha ganha uma força impressionante a campanha, afinal a Oprah é uma das mulheres mais influentes dos EUA.

Eu gosto deste tipo de campanha porque todos ganham, a marca que ganha uma adesão maior e uma fidelidade maior, além de construi ruma personalidade mais íntima com o povo americano, quanto a sociedade que contribui para a coletividade.

Para mais no Aqui

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Sociedade das Idéias


Um ótimo video desenvolvido pelo Ken Fujioka e pelo Daniel Tomazo, planejamentos que falaram um pouco sobre o conceito de Sociedade das Idéias. Explicarando como uma forma de pensar pode modificar a produção de "idéias que estão mudando o relacionamento entre as marcas e as pessoas", que vem sendo um desafio nas mãos dos grandes criativos (leia-se planejadores) em desenvolver ações e um pensamento que leve e eleve uma coisa tão bacana para as pessoas (leia-se consumidores também), onde naturalmente todos ganham: o cliente/marca, a agência, a sociedade - que vai disseminar naturalmente, afinal gostamos de falar o que nos envolvem).

domingo, janeiro 11, 2009

Story Planning - Uma boa historia fará muita diferença



Contar boas histórias faz toda a diferença no trabalho de um planejador. O StoryPlanning é uma experiência de um bando de planejadores procurando fazer isso de um jeito mais legal. Essa é a versão para o SlideShare da apresentação que rolou na #GP08. Mais em www.grupodeplanejamento.com.br
SlideShare Link

terça-feira, outubro 14, 2008

Manutenção dos Stakeholders

Procurando coisas sobre a Claro, me deparei com este fórum, onde existe um moderador intitulado "Claro" com o Logotipo como avatar e tudo. Achei interessante e parei para analisar e realmente parecia ser alguém da Claro, algum técnico contratado para monitorar, tirar dúvidas e fazer esclarecimentos sobre a tecnologia 3G. Sendo verdade ou não, aplaudo aquelas empresas que têm esta atitude em além de ensinar sobre a tecnologia, aproximam do consumidor, indo direto onde o público está, em blogs, fóruns, orkut etc.

Essa transparência na comunicação e na relação com os stakeholders, é algo que precisa ser um atitude que ultrapassa a estratégia e precisa estar no cerne da organização, independente da sua missão.

Adrian Slywotzky, considerado um expoente maior na nova geração de gurus do management. Figurando como um dos pensadores mais influentes do mundo, tem sido colocado ao lado de Peter Drucker, Michael Porter e Jack Welch, indica que a transparência é um dos grandes desafios das marcas para o século XXI. Essa relação com os stakeholders e todos os pontos que contribuem para o crescimento e a melhoria continua dos serviços, precisa sempre estar calcada em informações críveis que estão confinadas com os consumidores. Além do mais, o consumidor gosta do conforto daquela empresa que se preocupa com você ou com suas atitudes, ainda mais quando ela toma partido e disponibiliza serviços ou informações e não esconde o jogo em entre linhas ou em minúsculas letras tamanho 2.

Diante de uma incapacidade de enxergar no consumidor e na relação com ele, uma forma as vezes até custosa inicialmente, de se ampliar na mente dele e assegurar mais facilmente o seu espaço na prateleira mental - eu compraria novamente, muitas empresas escapam e impedem o avanço da inovação em seus departamentos por incapacidade ou miopia.

Voltando a transparência. Adrian, enfoca que uma postura transparente é um dos grandes pontos para o aumento da Lucratividade, pois a partir do momento que a empresa adota uma postura mais aberta perante seus clientes, baixando a guarda, eles tendem a aceitar melhor suas ações. Sem pensar em "segundas-intenções".

E aí, sua empresa é transparente? Aliás, o que é transparente?
Para ouvir um podcast do
Adrian Slywotzky, no Fórum da Lucratividade 2008, clique aqui.

Consumidor brasileiro se mostra fiel às marcas

Pesquisa do Ibope Mídia também revela que mulheres são as que mais consomem

O brasileiro é um consumidor fiel às marcas, segundo a pesquisa Consumidor do Século XXI, realizada pelo Ibope Mídia. Dos entrevistados, 72% afirmaram que não trocam as marcas que confiam por outras. A personalidade forte é outra característica do brasileiro: apenas 15% é [declara ser] influenciado pela presença de celebridades em campanhas publicitárias. “A experiência individual do consumo e qualidade são fundamentais. Ele conhece e exige seus direitos. O que realmente diferencia este consumidor é a sua atitude”, afirma Juliana Sawaia, gerente de marketing do Ibope Mídia e uma das responsáveis pelo estudo.

O consumidor é impactado pelo circulo de influências composto por: mídia, ponto-de-venda e relacionamento. Dentre as principais fontes de informação na decisão de compra, as mais citadas pelos consumidores brasileiros são: experiência anterior e opinião da família.

As ações posicionadas no PDV também aparecem como um fator importante e muitas vezes decisivo na hora da compra, principalmente no que se refere a roupas (38%), alimentos (36%) e celulares (35%). Mas o ‘boca-a-boca’ ainda é o meio mais procurado pelos consumidores no momento de adquirir um produto: 34% dizem que conversam bastante com muitas pessoas diferentes sobre produtos de interesse antes de efetuarem a compra e 34% concordaram que é bastante provável que consigam convencer outras pessoas a respeito de determinados produtos com suas opiniões.

O hábito de ir às compras cresceu 12% nos últimos quatro anos no País. Em 2002, os brasileiros que iam às compras com freqüência mínima de 30 dias somavam 60% da população. Atualmente, este montante chega a 67%, ou seja, 35 milhões de brasileiros saem às compras periodicamente. E os maiores compradores são mulheres (71%) entre 25 e 34 anos da classe AB (77%). A importância das classes C e DE é de 65% e 55%, respectivamente. E Belo Horizonte (MG) é a cidade onde as pessoas mais fazem compras (71%) e Fortaleza aparece como a cidade brasileira com a menor incidência de compras no período dos últimos 30 dias (63%).

Comportamento “verde” e consciente

Há uma tendência favorável aos assuntos relacionados ao meio ambiente e o Brasil destaca-se quando comparado com os demais países da América Latina. Quando perguntados sobre a importância da reciclagem, 89% dos consumidores brasileiros responderam que consideram reciclar um dever de todos e 71% afirmaram estarem dispostos a pagarem mais por um produto que seja saudável para o meio ambiente – 63% ainda disseram estarem dispostos a mudarem seu estilo de vida para beneficiarem o meio ambiente. Ainda assim, na contramão deste traço marcante do consumidor brasileiro do século XXI, 36% dos indivíduos disseram achar que atualmente a preocupação com o meio ambiente é excessiva.

Fontes: Propmark e Portal da Propaganda - 08/10/2008
via: aqui

quarta-feira, setembro 17, 2008

O ícone - Obama

Todos nós sabemos que Obama é um político antenado e que vem conseguindo muitos adeptos não apenas por suas atitudes e propostas de governo, mas sobretudo pela capacidade ímpar de falar com várias camadas sociais, (em especial os jovens) de forma multinível. A possibilidade de propagação livre e desempedida foi vista até na participação dele na internet. Tendo sua participação (já anunciada que verdadeira') até no Facebook, com mais fãs que McCain.

Além dessa capacidade, ele é um candidato fanático pela internet, e já afirmou isso durante sua campanha, até explorando isso em seu último video, uma vez que McCain já confessou não saber sequer, mecher no computador direito.

Sobretudo, um dos pontos fortes e importantes da sua campanha é o diálogo e suas ramificações em seu site que saiu de uma mídia de apoio e tomou corpo forte durante sua campanha, convergindo muito do que é dito para lá. No site há possibildade de baixar materiais do mais diversos em resoluções prontas para impressão, material para msn, logotipos etc. E essa capacidade de amplificação transforma seu logo num aspecto icônico, com projeções maiores que muitas empresas e muitas identidade de companias.

Sua personalidade de marca, foi aos poucos tomando uma forma tão importante que não me assustaria se alguma consultoria se arriscasse a mensurar o valor da marca Barack Obama. Pelo visual branding essa sensação look and feel, de você olhar e sentir (ou perceber) o que o candidato pensa, pelo material produzido para a campanha, é impressionante.

Como li no gemssty, baseado no Visual Branding - More than a Mark:
They are often just as strong and iconic (if not more), but they have an added dimensionality and freeplay that allows for creative interpretations of the symbol, rather than just a static stoic symbol.
(...)
As a nod to the web culture, these logos are even available for download on his website, and at 96×96 pixels they seemed to be precisely targeted at web-uses such as online avatars for forums and instant messaging services.
Certamente é um grande exemplo da transformação de um logotipo em um ícone.

Sabe, essas eleições, em especial Obama faz-me lembrar de uma frase que me disseram há alguns dias dO Pequeno Príncipe, de Antoine Exupery: "És responsável pelo que cultivas". Será que esta marca hoje tão forte conseguirá se sustentar ao longo de seu mandato (levando em conta sua história)? E como ele continuará essa abordagem tão próxima junto a eleitores após sua vitória?

sexta-feira, julho 11, 2008

Microonderia

Uma ótima sacada e totalmente alinhada com o posicionamento de liberdade que a Brastemp tá utilizando em suas campanhas, foi o lançamento do Microonderia. Na primeira vista, você acha que entrou errado no site da Camiseteria (site destinado a venda de camisetas personalizadas, onde o internauta pode enviar para ser votada a sua propria estampa), porém percebendo melhor você observa que se trata de um site e uma campanha publicitária.

O site funciona nos mesmos moldes do site da Camiseteria, um internauta se cadastra no site, envia uma 'estampa', e aquele mais votado, ganhará R$1000 reais, além de um microondas e uma coleção de adesivos para colar no seu microondas.


É uma sacada super interessante e que me faz ressaltar a idéia de que os diretores de marca e marketing, e incluo também a agência, precisam estar bem atentos e integrados com a idéia central da campanha, para sempre propor surgirem idéias bacanas como essa. Cria um vínculo emocional e interativo com o cliente fazendo ele participar de algo maior.

Porém, existe uma questão, todos podem enviar imagens para a votação, porém os mais bonitos, leia-se, com mais talento, provavelmente ganharão os prêmios. Ou seja, é bom saber mexer mais do que o paintbrush.

A ação foi criada pela Espalhe.