quarta-feira, agosto 31, 2011

segunda-feira, agosto 29, 2011

Inovar e ser criativo começa pela sua atitude



Um video que reúne algumas sugestões de ações que podem ser feitas para melhorar a criatividade no ambiente de trabalho (e na vida).

Isso me lembra um pouco um livro que estou começando a ler (ainda no início): Disciplined Dreaming do Josh Linkner (ePrize). Uma agência promoções digitais e foi listada como uma das 500 empresas mais inovadoras dos EUA. Ele foi um cara que pensou:
 "Todo profissional de marketing ou todo homem de negócios cria métodos para tudo que faz. Por que não criar um método para a criatividade?"
Ainda estou no início, mas vem me chamando a atenção. A idéia que ele quer mostrar é que podemos criar métodos no dia-dia para nos mantermos: rápidos, fluídos e criativos

Ao longo do livro ele vai passando diversas dicas que podem ser úteis para o dia-dia:
  1. Qual a porcentagem de tempo que eu gasto criando algo novo, em oposição ao trabalho operacional que você desenvolve? Será que você nao está apenas protegendo o passado?
  2. Liste 5 maneiras que você pode acabar com os competidores. Como você faria? Liste!
  3. Se você fosse entrar em no seu mecado como uma startup, quais barreiras você romperia?
  4. Quais elementos (ou estratégias) do passado você se agarra? Será que não é hora de revê-las?
  5. Liste 5 meio de sua empresa estagnar. Para cada uma dê duas idéias para sair a estagnação.
Deixo uma última frase dele: 
A única vantagem competitiva sustentável, para indivíduos e companhias, é a criatividade.
    Bem, conforme for avançando no livro, vou postando coisas interessantes que achei.

    Branding: a marca no contexto digital

    Dias atrás tive o prazer de dar uma palestra na turma de Pós-Graduação em Planejamento Estratégico, na UnP (Universidade Potiguar), sobre Branding: Marca no Contexto digital. Foi desafiador e gostoso.

    Recepção boa. Turma atenta e acredito que pude levar um pouco do que penso sobre Branding, no contexto digital.

    Tivemos também a participação do José Junior do Diretor de Criação da Rits Comunicação e Tecnologia (agência digital), para comentar sua percepção do digital no mercado local.

    Espero que gostem.
    Qualquer dúvida ou comentário ou objeção é só me escrever (paulocomunica@gmail.com) ou comentar aí embaixo.

    segunda-feira, agosto 22, 2011

    Experiência é um presente





    Sua empresa tem lembranças de bons atendimentos? Têm histórias para contar sobre quem você é, ou sobre alguma atitude que ajudou ou emocionou pessoas? Sua empresa têm histórias de como um funcionário tomou uma iniciativa 'fora do padrão' que mudou, mesmo que apenas uma pessoa, apenas em um dia só?

    Se não, avalie e pergunte a quem está na linha de frente, como eles fariam diferente. Mas antes disso, mostre que ele é importante para o processo de entrega. Dê uma causa!

    Experiência por si só já é importante e quando você fornece uma experiência com valor, você é (ainda mais) lembrado. Você é recomendado pelo coração, não pela cabeça.

    Os videos acima, são um exemplo de como fornecer um atendimento ou uma obra de arte, resulta em você propor uma experiência única. Assim, como um artista, você produz uma emoção momentânea. Um 'quase artista.' Artista não no sentido de 'produzir arte', mas de produzir algo que tem o intuito de mudar (seja produto, atendimento, serviço, pdv); sair do padrão. Independente de sua profissão.

    Deixo aqui um trecho de uma passagem do livro "A Estratégia Starbucks" que conta como uma atitude (leia-se autonomia) pode mudar, mesmo que apenas, um dia a vida de um cliente:

    Era sábado quando chegou uma mulher que estava emocionalmente em ruínas. Era sua primeira visita e o nosso menu pode ser um pouco intimidante, então ela pediu café simples. Perguntamos se ela tinha certeza, se não preferia experimentar mais nada, ela explicou que estava confusa e arrasada, e parecia que ia chorar. Nesse meio-tempo, mandamos alguém preparar um Toffee Nut Latte (Expresso com leite vaporizado, calda de nozes e caramelo com chantili), por que quem não gosta de um? Nós dissemos: esqueça o café simples, fizemos este Toffee Nut Latte pra você experimentar, hoje é por conta da casa. Ela ficou emocionada, foi embora e não pensamos muito no assunto, a não ser pela nossa felicidade em tê-la ajudado.

    Alguns dias depois, recebemos flores em agradecimento por “ter salvado a vida dela”. A carta explicava que ela estava num dia péssimo. Depois de ter passado em nossa loja, ela se sentiu reconfortada, conseguiu administrar seus problemas e até ajudar outra pessoa a se sentir melhor. Hoje ela é uma das nossas clientes habituais.

    Moral da história: A barista Angela e seus colegas tomaram a iniciativa de criar uma experiência muito além do que o cliente esperava. Ser autêntico e agir como se a empresa fosse sua. Mas, claro, a empresa tem que dar essa liberdade aos funcionários. E sabemos que isso é tão raro de ver quanto Papai Poel sem barba.

    ***Extraído do livro A Estratégia Starbucks***

    Fonte: Blog do meu amigo - www.pequenoguru.com.br - aqui

    terça-feira, agosto 16, 2011

    A vida e o poder aprender com nossos clientes


    A busca pela essência de uma empresa - e até de uma pessoa, é uma busca extremamente complicada e ate mesmo dolorosa. Em alguns casos demora-se anos ou gerações para se descobrir "Quem realmente você é e qual o seu propósito de vida (da sua empresa existir)."

    Perceber quem você é no mundo de hoje está cada vez mais difícil e como digo as vezes, embaçado. Porque o dia-dia nos retira a auto-reflexao. É trabalho que você leva para casa, é o tempo que você não tem com sua namorada/esposa/família. É aquele tempo que você gostaria de ter para um lazer ou uma atividade física ou ate mesmo aquele tempo que você gostaria para um projeto paralelo. O trabalho nos consome a reflexão dos detalhes e são os momentos de exílio ou de estar fora destes ambientes que ajuda a gente pensar no sentido da vida, nas ferias, no que fará o final de semana, enfim, em pequenas (ou grandes) metas da sua vida.


    O importante dizer é que quando você tem um bom ambiente de trabalho, saudável, com pessoas prestativas, e um ambiente que a informação compartilhada. Esses pensamentos fluem de forma mais natural e espontânea, desafogando um pouco o stress. Sem dúvida que o contexto influencia a velocidade da sua mente, e o conteúdo processado ganha conexões de acordo com o local.

    Venho lendo cada vez mais sobre empresas que procuram "entregar felicidade", entregar resultados sustentados por uma  trabalho a 8 mãos: da empresa, do empregado, do consumidor e da comunidade. Não é fácil porque existe sempre cobrança por resultados que unam o share of market, mas também o share of heart.

    Tony Hsieh, CEO da Zappos (autor de Satisfação Garantida - altamente recomendável) empresa que se tornou conhecida por criar métodos internos de valorizar, reconhecimento e geração de resultado via uma melhor relação empresa-funcionário,  disponibilizando até o seu Book Culture - que recomendo muito a leitura. É um bom exemplo de como a preocupação primeira com a "casa" para depois com o cliente é importante. Que inserem uma cultura 'humana' e no ambiente toma outros ares.

    Existem outros exemplos como do Santander, pelas mãos do Fabio Barbosa, da Osklen, pelo Oskar. A Jonhson & Jonhson. A cadeia de hotéis Marriot. Enfim, diversos casos de empresas que tem culturas que nos fazem perceber como membros maiores de uma causa.

    Agência (ou em alguma empresa)
    Quando se trabalha em uma agencia de publicidade você lida com todo tipo de pessoa (de verdade), desde daquele que faz questão de te prejudicar, até o cara que não bate bem dos pinos, (isso lembrou algo?) independente disso, no ambiente impera geralmente é criatividade e produtividade.

    Teimo em dizer: "Agencia teima em não querer ser empresa." Onde eu quero chegar? De que nós damos sangue, e as vezes temos que buscar respostas para nossas buscas dentro de nós, nossas atuações, ou as vezes em referenciais externos mais sitantes - fora do trabalho. Porque muitas vezes a agencia (empresa) não presa ou não tem um posicionamento de valor ou muito menos não a pratica há anos.


    Ou seja, vendemos sonhos, planejamentos sensacionais, quando muitas vezes na nossa casa não existem bons exemplos. Por isso somos guerreiros. Somos apaixonados mesmo. Servindo isso não apenas à publicidade, mas a qualquer segmento, ou fornecedor. A pior coisa é saber que você está ali apenas temos que pagar as contas. Cadê sua causa? Cadê o seu propósito?

    Não quero generalizar aqui. Nem fazer mimimi. Não tenho tanta experiência em agencias para determinar nada, apenas quero levantar a reflexão sobre como algumas empresas (agências ou não) são geridas, mas é o que observo pelo mercado, aqui em Natal e com alguns amigos em São Paulo.

    É uma simples observação que faço: Será que podemos aprender com o anunciante? Por que nossas agencias procuram entregar o que as vezes internamente não praticam? O que falta?

    fonte:
    http://underconstructed.tumblr.com
    ffffound.com

    O poder invisível, mas sensível da internet

    Você desejaria o bem para uma pessoa que você nunca viu na vida?

    Vou refazer a pergunta: Você desejaria o bem para uma pessoa que você nunca viu, mas você segue-a no Twitter?

    Bem, mas você desejaria ao vivo?

    Essa pergunta eu me fiz depois de dois episódios que aconteceram comigo. O primeiro foi há uns 3 meses, Natal passava por um grave momento chuvas intensas de vários dias quase que ininterruptamente, na capital. E isso fez aparecer vários pontos de alagamento na cidade. Certo dia varias casas em um vários bairros foram inundadas subitamente. Uma enchente invadindo várias casas em vários bairros depois de uma noite longa de chuva.

    Curiosamente algumas pessoas twittavam muito durante a chuva e uma pessoa que sigo retuitou mensagens de outra que havia sido atingida pelas chuva, em desespero depois de ver sua casa sendo inundada. Vi a RT, e me sensibilizei com a pessoa que foi prejudicada. Enviei várias mensagens de incentivo, prestando-me a qualquer ajuda.

    O momento foi emocionante. Ela me agradeceu e recebeu diversas mensagens de incentivo de várias pessoas e aos poucos a água baixou. Voltando ao normal, apesar das perdas momentâneas.

    Ontem, me deparei novamente fazendo o mesmo ato.
    Sigo diversas pessoas no Twitter, e me sensibilizei com o que ocorreu à Ana Carolina Rocha, a @tchulimtchulim. (ela foi atropelada brutalmente por um onibus em SP) E sem nem conhecer, muito menos ter trocado sequer mensagem com, deseje-a: força e melhoras.



    Fiquei pensamento no poder das redes sociais neste momento na capacidade de aproximar e oferecer oportunas expressões de solidariedade à pessoas em momentos difíceis. Como também na vontade destas em comentar algo tão particular com amigos ou conhecidos na rede. (coisa que seria bem diferente no G+ com seus círculos)


    Pode parecer piegas, mas passar uma simples mensagem pode fazer grande diferença às pessoas, mesmo que sejam curtas e simples. Não espero nada, apenas quis manifestar algo que me fez refletir sobre como o ser humano pode oferecer e ajudar (existe uma campanha de doação de sangue à Ana Carolina rolando pelo Twitter) pessoas, que procuram (ou não) de ajuda.

    Levanto aqui o poder invisível que a internet pode oferecer às pessoas, como o Crowdsourcing, como também o Crowdfunding como mecanismos sociais de ajuda e trabalho social. É invisível, mas pode ser sentido.

    Faço aqui a pergunta inicial do post: Você desejaria o bem para uma pessoa que você nunca viu na vida, ao vivo?

    Acho difícil, infelizmente. Você certamente pensaria que poderia estar invadindo a privacidade da outra pessoa. Ao mesmo tempo que a internet aproxima, ela nos esconde, blinda ou "faz o trabalho" de não nos fazermos presente. Essa é a maravilha e a desgraça da internet.

    O real é importante, mas o digital também se tornou. Não há vida na internet, mas nós precisamos dessas expressões da vida para nos alimentarmos.(assim como a arte)

    Deixo aqui um projeto muito bacana que vale a lembrança:


    Doe Palavras from RC Comunicação on Vimeo.

    domingo, agosto 14, 2011

    Zigmunt Bauman - Fronteiras do Pensamento



    Assista aqui um dos maiores sociólogos e pensadores do mundo, o polonês Zigmunt Baumam, para o Froteiras do Pensamento. Ele é uma pessoa que você deve destinar 30 minutos do seu precioso tempo para ouvi-lo falar sobre as mudanças da nossa era pós-industrial. Entender sua visão é se reconhecer como parte de uma sociedade em transformação ininterrupta. Uma descoberta que conheci através da @marianarrpp

    sábado, agosto 13, 2011

    5 c´s da Liderança

    Indra Nooyia, CEO da Pepsi, e apenas uma das 12 mulheres da 500 grandes companhias dos EUA (Fortune 500), falou em uma palestra recentemente. Retirado do blog SmartBlog on Leadership, e reproduzido pela Jessica Miller-Merrell. Autora de “Tweet This! Twitter for Business,” um guia dos negócios para o Twitter. 


    • Competency. Seja um eterno aprendiz. Esteja à frente e lado a lado com seus funcionários
    • Courage and Confidence. Fale. Estabelece sua base de conhecimento e esteja confiante como um líder deve ser. 
    • Communication.Invista muito na escrita e na comunicação oral (falar em público). Líderes contantamente tem que motivar suas tropas.
    • Consistency. Permaneça estável, confiante, e determinado a seguir a credibilidade. Essa será sua linha de base para mensurar seu sucesso e falhas.
    • Compass. Integridade é fator crítico no seu trabalho. 

    Para se lembrar


    quinta-feira, agosto 11, 2011

    4ps do Marketing pelo comerciante



    Achei muito bacana este post do Edmar Bulla. Ele foi às ruas perguntar aos comerciantes como eles fazem para: determinar o preço, como ele faz sua propaganda, como ele determinou sua praça, e que tipo de produto ele vende, com os produtos que eles vendem. Perguntando ao final: Você sabe o que é Marketing?
    Muito bom! O marketing, sempre existiu.

    quarta-feira, agosto 10, 2011

    Branding. Você imagina o que seja?

    Aconteceu algo curioso estes dias. O fabricio (@FabricioMmkt), profissional de comunicação de João Pessoa, me pediu via Twitter, para definir Branding sobre minha ótica. Confesso que é um desafio e tanto, uma vez que posso entrar em embate com outras áreas. Além do mais nem me arrisco a definir melhor que grande estudiosos do tema.
    Na minha concepção: "Branding é um modelo/metodologia/pensamento de gestão processual que tem o objetivo de transformar, disseminar e resgatar a marca como um ativo estratégico. Transformando-a numa vantagem competitiva única. Fornecendo experiências e significados, baseadas em valores nascidos na empresa, mas desenvolvidos e evoluídos no mercado (e nas pessoas)." (Paulo Peres)
    Parece meio estranho, mas vamos destrinchar. 
    "Modelo de Gestão": Para mim Branding é um processo contínuo. Não se tem Branding de curto-prazo, mas sim resultados de outras áreas provocados pelo Branding. Branding, por ser um processo você precisa sempre fazer a manutenção. Porque nada mais é que você seguir valores que você tem. Mas valores não são incorporados do dia para o outro. A partir de uma atitude individual você, criar uma atitude grupal e depois coletiva, para daí um comportamento comum a todos. É natural que exista resistência pelos presidentes, donos e gerentes de aplicá-lo, por não ser algo imediato. Contudo, para haver uma real importância da marca, ela precisa ser vivida e atuada no dia-dia, daí a importância de se disseminar em todos os pontos de contato seus reais valores.

    "Vantagem competitiva": Diante de uma enorme profusão de opções, atributos e benefícios dos produtos e serviços, as vezes são aspectos   facilmente copiáveis pelos concorrentes, fazendo assim sobrar apenas os seus valores, o seu posicionamento, a sua marca. Por isso que o trabalho de fazer branding é respeitar, comunicar e produzir produtos e serviços baseados no que você (como empresa) realmente pensa. A partir do momento de você indicar quem realmente você é, as pessoas a partir da identificação se atrairão por você. Mas claro que por trás existe diversas pesquisas internas, externas e de mercado para amparar suas decisões, porque o consumidor é parte hoje do processo mercadológico.


    "Experiências e Significado": oferecer experiências hoje está (e sempre foi) sendo muito importante porque entende-se que cada vez mais nossa mente guarda com maior propriedade momentos bom e momentos ruins. E quando temos um padrão de acontecimentos positivos ou negativos, seja com uma pessoa, com uma marca ou qualquer coisa, criamos um engrama. Que é resultado de uma repetição de sensações que você teve com aquela coisa. Onde a partir dessas experiências, damos um significado (total) à tudo. Sendo este significado alimentado pelas questões do self e a auto-idealização pessoal ao usar aquele produto ou ser amigo de tal pessoa ou simplesmente "curtir" tal "coisa." Vide a Heirarquia de Maslow e a Hierarquia de Valores. Assim, embora o consumidor sempre vá ter a palavra final, ela é qualificada pela natureza do contexto sociocultural e das intenções do fabricante/marca/empresa que influenciarão a significação pela pessoa (não consumidor).


    "Valor nascido na empresa e desenvolvido no mercado": O constructo do nascimento de uma empresa é o seu dono, proprietário, fundador. Ele e o grupo que desenvolveu a empresa, é a essência em marca. Por isso que Branding é um resgate de valores. Mas não puramente captados pelo fundador, mas pela observação da cultura praticada e pensada desde o início. E neste contexto atual, de sociability, é importante adicionar não por uma questão estratégica, mas por uma questão comportamental (como um ser humano que quer ouvir e ser ouvido) perceber que o consumidor (ou pessoa) é importante no processo de construção da empresa. Afinal, os produtos são para elas. Daí que vem os termos co-criação, "eu e eles". Por isso, que essa dinâmica, vive no mercado. Nasce na empresa, mas vive no mercado.



    *Bem, pode parecer meio filosófico e etérea, mas é assim que acredito que uma marca deva crescer. Sendo então, um processo. Minha definição despretenciosa. 


    Embate
    Quando digo que poderia bater de frente com outras áreas, me referia ao design e a propaganda. Acredito que os dois são ferramentas importantíssimas de construção de marca, mas olho com uma certa desconfiança na aplicação dela, por que muitas vezes a empresa deixa sua criação e construção e conceituação da marca a cargo destas ferramentas. Livres. Acho importante. Mesmo assim,  acredito que quem deva (ou poderia) fazer este trabalho fosse alguém "especializado em marcas", e não alguém que "trabalha com marcas". (Mas isso é uma boa discussão.)

    Porém, já existe diversas empresas que têm metodologias bem avançadas de análise de marca e estudo aprofundado sobre. Embasados. Para então "auditorar" uma marca e criar elementos e execuções que condizem aos valores, a promessa e à personalidade da marca.





    Final
    Branding, na verdade sempre existiu: determinamos um nome e evoluímos sua função adicionando hoje novas mídias e possibilidades de interação. O Branding surge como uma evolução da própria sociedade ao exigir (intuitivamente ou não) aspectos mais humanos às transações comerciais. Incorporar o componente espiritual no relacionamento capitalista é mais um aspecto importante da contemporaneidade que utiliza (novos) mecanismos com o mesmo intuito: confiar, ser confiável e passar confiança.


    Verdade, transparência, stakeholders, ética, sustentabilidade, respeito, liderança, consumo consciente, economia criativa, todos, são conceitos nascidos de uma evolução do acesso às informações e da mudança de mentalidade que a humanidade vem passando. Incorporar cada termo acontece devagar, porque a mudança precisa surgir de você. Como o branding, ela parte de uma visão única e individualizada de quem você realmente é. A partir desta avaliação percebemos e atuamos e evoluímos e compartilhamos com a sociedade e em nossas relações. É uma observação e policiamento de sua atuação na coletividade.
    ____________________________________________________________________
    Esta minha humilde definição se baseia depois de ter lido inúmeros livros, realmente válidos, sobre marca, comportamento humano, psiscológia, antropologia e até marketing. Além de ser um observador ao que Ricardo Guimarães, da Thymus Branding se propõe ao abordar o Branding.

    Espero que tenham gostado e aguardo comentários. O diálogo é importante para estudar melhor este tema. 


    Não posso deixar de destacar que existem grandes profissionais brasileiros hoje que carregam a bandeira do Branding: Eduardo Tomiya, Viviane Peremulter, Edmar Bulla, Fabio Pando, Romulo Pinheiro, Fernando Byington Egydio MartinsAna Couto, Luciano Deos, Marcos Machado, Lincoln Seragini, Gabriel Rossi, Delano Rodrigues, Marcos Hiller, Antonio Roberto de Oliveira, Guilherme Sebastiany, Fred Gelli, Jaime Troiano, entre tantos outros. Cada um com sua especialidade.

    domingo, agosto 07, 2011

    O razão de tudo sempre é simples

    Sou alguém que gosto do tema Empreendedorismo. Gosto de ler, saber, apesar de não estudar tanto. Gosto de ler porque o empreendedor de uma Start up hoje, é sempre alguém com outra mentalidade do que o empreendedor de décadas passadas, mas independente do tempo. Ele, como o Branding, precisa sempre ir no âmago da questão, para ter sucesso. Leia mais aqui.

    Nesta citação, que tirei do livro Linchpin (Você é Indispensável), do Seth Godin, você extrai essa importância de começar sendo simples, mas focado.

    Benefício através do humor inteligente

    Sou fã dos filmes da AT&T. Este é mais um dos que entram na minha lista.
    E-mail’ AT&T - BBDO New York

    sábado, agosto 06, 2011

    O cuidado da criatividade demais sem orientação

    Quando uma campanha é demais para a marca.
    Lendo este post no LivingBrands, me fez refletir sobre como a publicidade pode oferecer mais do que desejamos. E quando digo mais, é ficar tão bom, mas inadequado ao posicionamento da marca.

    O que eu quero dizer? Que as vezes uma agência cria algo simplesmente fantástico. Efeitos, linguagem sensacional. trabalho de câmera, casting impecável, mas o conceito está desalinhado ao briefing. Ou pior: conceito foge do que a marca realmente é. E isso é um terreno perigoso em alguns casos.



    Conhecer o universo da marca. Mapear seu ecossistema de atuação pode ser um caminho.
    Seu composto de significados, é muito importante para compreender mais e orientar numa execução publicitária. Papel super importante de um Profissional de Marketing ou um Gestor de Marca ou até mesmo um Planejador da Conta.

    Criatividade demais pode ser um erro. Execução sem orientação pode sair um: "É, gostei, mas não parece com a nossa marca." Portanto, sempre exigir bons briefings do cliente e/ou ter estudos e pesquisa que criem um histórico, para o profissional entender seu core e propor caminhos e conceitos, é super importante.

    A marca em questão é a KFC (Kentucky Fried Chicken), tradicional empresa que faz fast food, de frango frito. Uma empresa puro varejo. Não quero aqui levantar a ideia se está correto ou não. (Veja o canal no Youtube deles) ou alinhado ou não, mas alertar para a importância de ter mais substância antes de deixar a área da criação desenvolver a campanha.

    quinta-feira, agosto 04, 2011

    Frase do Dia: Pat Fallon

    O poder da Criatividade: "não importa o aparecimento de uma nova mídia ou o desaparecimento de uma velha mídia. O que deve permanecer sempre é o poder da criatividade como força para mover o mercado a seu favor." Citação retirada do livro "Espremendo a laranja" de Pat Fallon e Fred Senn

    Humor forçado - Carlsberg



    Gostaria de atentar para dois pontos nestes comerciais:
    1 - Certamente não cria lembrança (isso é um chute). Por que não há história. Não há conexão com a realidade. Não há conexão entre o tema "esforço" com "recompensa". Está distante e deveras forçado. Arriscaria a me dizer que não há storytelling, muito menos uma conexão profunda com o uso de arquétipos que a Carlsberg tem. (That Calls For A Carlsberg)



    Diferente do que a Skol faz excelentemente bem. O uso do esforço tem uma "pegada" mais brasileira e é aquela sensação: "Ah, sacanagem..." Onde você sabe que não poderia acontecer, mas a forma como é dita ajuda muito para "vender" o improvável. Além do mais, o conceito "Todos por uma." Você engole muito mais que "That Calls For A Carlsberg". É contexto e narrativa.




    2 - Entra no mesmo patamar (na minha opinião) da nova campanha da Coca Cola Zero, apesar de achar mais coerente diante do posicionamento "É impossível.", o filme. E do produto.



    Se pudéssemos pensar do ponto de vista isolado, apenas esta submarca da Coca. O produto em si, me parece trabalhar o arquétipo de Mágico, misturado com o Trapaceiro. Contudo, o uso desta caracterísitica nas marcas ajuda a criar um contexto muito mais fácil de absorção, do que se "atirássemos para todo lado", e não tivéssemos uma personalidade. Justamente por ter uma aceitação (Ah, a marca é assim. Entendi.) mais fácil e posicionada. Independente se for a melhor solução criativa ou não.

    10 coisas interessantes que li nos últimos dias

    1 - 40% das pessoas que ficam se internet se sentem "sozinhas" - http://t.co/Dw4JTtJ
    2 - Empreendedores parecem realmente pessoas diferentes das outras, do ponto de vista racional e biológico? http://t.co/Vi4aWwh
    3 - Quanto custa você saber mais sobre seus consumidores? aqui
    4 - Classe C consome mais turismo -
    5 - Conhece os vampiros do ambiente profissional? aqui
    6 - 33 maneiras de se manter criativo aqui
    7 - Como o Google, Bing e o IStock estão redefinindo o marketing, aqui
    8 - Campanha interessante para a Fotoptica/SP - aqui
    9 - Beluga dança ouvindo grupo de Mariacchi aqui
    10 - Lula dança em festa de 15 anos (fazendo freela hein?! :D) aqui

    terça-feira, agosto 02, 2011

    A TIRANIA DO BOM (A vilania da perfeição)

    Sou um viciado em livros. Compro mais livros que meu tempo permite lê-los. Não é fácil gerenciar essa minha demanda interna por conhecimento. Sendo grande parte deles sao livros técnicos, de mentalismo e psicologia. E aqueles destinados a arte aumentam, mas em menor número. (infelizmente) Enfim...


    A busca por respostas é natural do nosso tempo, de incertezas diárias. Refletindo-se assim no aumento absurdo de títulos e opções que a cada ano deságuam no mercado editorial. De qalquer área. Diante disso, acabamos sempre procurando nos aperfeiçoar no que realmente somos (ou queremos ser) bons. Buscamos mapas.

    Neste contexto, buscamos na verdade a perfeição. Mas sera que a perfeição é realmente boa? Se colocarmos a perfeição como uma cadeia. Ela tem seu limite. Ela pode não ser mais aperfeiçoada e talvez nao consigamos enxergar ela quando encontrarmos.

    Porém penso uma coisa, encontrar a perfeição é de uma certa maneira uma busca por um controle. O controle absoluto do que você almeja, se você quer aumentar o seu controle, você o amplia, você o replica. E replicar é ter poder. Replicar é abrir para interpretações. Cada interpretação é única.

    O que eu quero dizer com isso? Que o trabalho em busca da perfeição pode ser apenas mais trabalho, e por isso corre-se o risco de nao ser notável, único e emocional. Mas sim execucional. O perfeito pode ser ruim porque nao pode ser melhorado, mas o que é notável, artístico e altera as regras do jogo é o que destaca diante do que é bom, do que ê perfeito. Perfeito pode ser apenas uma evolução da eficiência, mas será que temos humanidade suficiente para evoluir?

    Você gosta daquele artista porque ele é perfeito ou porque ele é notável, único? O único toca. O perfeito encosta. Isso me lembra uma frase do Picasso: "A arte nunca tem fim." Porque ela é única e emociona. Não existe perfeição para arte. Porque a arte emociona e a emoção é individual e hoje sentimos falta de emoção. Temos opções, mas não temos emoções. (Talvez tenhamos que ser artistas em cada uma de nossas especialidades.)


    A perfeição pode ser encarada como um aspecto industrial, repetitivo e possível de alcançar, mas difícil. Já a unicidade é única. Tirar 10 na prova de português, avalia o quão criativo voce é? Isso pode ser perfeito? E escrever uma história envolvente, e não tirar 10 pode ser considerado só bom?

    Diante disso, Pensamos que a maneira como avaliamos nossas tarefas e empregados tem uma perspectiva mais cartesiana e menos humana. Avaliamos o resultado, não o "como".

    Em tempo de termos como ROI, o profissional (ou artista) que arrisca ser único, pode esbarrar na maneira industrial de ser avaliado. No entanto, ser bom é necessário, mas ser notável é muito mais inesperado do que a perfeição.

    Assim, continuarei comprando livros, tentando equilibrar, apesar de tudo, a busca da perfeição, mas também em ser único. Porém, agora com uma estímulo à notoriedade (será?), mas primeiro (ainda) sendo bom. O ponto de virada é equalizar a "economia híbrida": Capitalismo: "Faça seu trabalho, e nao o demitirei.", com a Economia dos presentes: "Nossa, isso é incrível!".

    Ser único é aplicar a Cauda Longa em você em comparação aos outros.

    imagens: Google images