Quarta-feira, Julho 08, 2009

Tendëncias de Consumo, Novas Atitudes


Participei de um seminário no Louvre, há algumas semanas onde um dos mais importantes Bureaux de Tendências do mundo, junto a sociólogos e experts em economia discutiram sobre os novos códigos de consumo bem as mudanças de comportamento face à crise. Como vejo que as estratégias aqui aplicadas (na COM francesa) são baseadas profundamente nestas diretrizes, resolvi falar um pouco no tema.

O material é super profundo, mas vou resumir as linhas mestras do pensamento sobre como devera ser o comportamento do futuro consumidor. A regra número um é Consumir menos, Consumir melhor (este foi praticamente o slogan de todo o seminário).

Mas não se trata de limitar o consumo e sim de repensar os hábitos de consumo:
Neste se incluem como idéias fortes:
· Explorar novos canais de compra
· Limitar o prazer do hipersupérfulo
· Aprender a não desperdiçar (economia consciente)
· Mostrar-se mais exigente em vista de marcas e produtos (valores verdadeiros)
· Mudança de comportamento para hábitos duráveis.
O conselho para empresas ficou em : inscrever-se na durabilidade em valores verdadeiros e em aprender a dividir.

O novo consumo

Desejos efêmeros convivem com compras perenes. Desenvolvimento sustentável (não existirá mais espaço para empresas que não estiverem comprometidas com a política que respeita o meio ambiente, e sustentabilidade).

  • · Reatividade: pequenas séries, edições limitadas, novidades estonteantes, renovação regular, mais autonomia, exigência pela qualidade, rejeição à copias, criatividade elevada ao vetor máximo.
  • · Espaço aos extremos: luxo e pequenos preços (empresas com posicionamento “moyenne gamme” sofrerão mais à crise.
  • · Coleções + (plus): já conhecemos a Linha Bis de grifes e produtos onde os preços são mais acessíveis, mas ainda assim levam na etiqueta a magia da marca.

Como exemplo a marca Valentino Red. O famoso costureiro vende em plena Av. Montaigne uma das mais sofisticadas do mundo, vestidos no valor de 500 euros, quando a linha Valentino custa em torno de 2000 mil euros podendo ir até 80 mil.

Com a o poder de compra mais limitado, o consumidor vai ou para extremos, onde a Linha PLUS é diretamente ligada ao hyperluxo. Sua sobrevivência vem do combate a banalização, da copia, mas, sobretudo do refinamento de produtos elaborados a partir do verdadeiro “savoir faire”.

  • · Sampling mode: estilistas, grafistas, músicos dividem espaço das artes e criam o co-branding na moda, arquitetura, gastronomia tanto para a grande como para média e pequena distribuição.
  • · Novos mercados: abertura para talentos em mercados como Estocolmo, Tóquio, Hong Kong, Moscou, Rio de Janeiro ou Los Angeles.
  • · Atitude verde: Não se trata somente dos produtos BIO (estes já são parte cotidiana do consumo na Europa), mas o BIO como forma de preservar a herança da marca.
  • Produtos básicos tomam força e as marcas redescobrem os seus antigos parâmetros de criação. As peças ícones voltam com força e são reeditadas.
  • · A simplicidade passa a ter tratamento de luxo. Como eu escrevi no meu primeiro artigo para este blog... Felizmente a morte do Bling, Bling!

copy and paste daqui.

Domingo, Julho 05, 2009

Mais informações em novas ferramentas

As redes sociais hoje servem como ferramenta importante para promover, a custo baixo e impacto localizado, um planejamento de comunicação

As redes sociais, Orkut, MySpace, Sonico, Facebook, e o Twitter se revelaram importantes ferramentas de conhecimento da personalidade humana e consequentemente de possíveis consumidores potenciais. É um fenômeno social que cresce a volumes exponenciais a cada ano. Em pesquisa da Revista Meio Digital de janeiro/fevereiro de 2009, uma publicação da Meio e Mensagem, indicou o Orkut como o site social mais procurado para relacionamento, segundo dado da Comscore empresa de pesquisa digital. Este fenômeno hoje apenas cresce e tomou proporções homéricas.

Estas mídias conseguem ao mesmo tempo ser mídia de massa e ao mesmo tempo segmentada. Outro fator importante que as redes sociais permitem ao profissional de marketing é conhecer bem o seu cliente. Com a internet e estes mecanismos de relacionamento, a inserção de conteúdo é feita de maneira espontânea, ou seja, obtemos de forma gratuita informação do mercado-alvo sem grandes esforços. O importante é interpretar corretamente estes dados.
Seth Godin, autor de livros de marketing como a Vaca Roxa e Todo Marketeiro é Mentiroso, conclama que o Twitter é a forma mais barata atualmente de elaborar um focus group, uma vez que a possibilidade de conhecer o que as pessoas falam da sua marca é de forma rápida, precisa e in loco. E o melhor: são opiniões espontâneas, sem nenhuma pressão.

Sem dúvida, além de cumprir com o ato de criar um relacionamento entre usuários, as redes sociais são importantes meios de divulgação para anunciantes. Recentemente a DELL, empresa de computadores, entrou no mundo do Orkut com banners, além de ter criado um perfil no Twitter divulgando suas ações. Em um mundo onde grandes empresas entram, vimos também o nosso Presidente como participante ativo desta rede de relacionamento e não apenas ele, mas até técnico de futebol do Corinthians. É apenas uma forma macro de entendermos que grandes empresas e profissionais de marketing estão entendendo a dimensão desta ferramenta e migrando (aos poucos) para um ambiente mais informal.

Aqui na Armação estamos abertos a novas experimentações e começando a entender a magnitude intangível que ações em internet, podem surtir na construção de marcas. Nossas estratégias, aliadas a um pensamento em conjunto com parceiros, estão começando a tomar corpo mais estratégico e focado.

Estar apenas na internet não é mérito de nenhuma empresa, o importante é ter ações casadas e sincronizadas com outras mídias; ações consistentes, verdadeiras, frequentes e constantes. Quando feitas calcadas em um planejamento estratégico, fazem a diferença daqueles que apenas estão na internet, para aqueles que constroem uma imagem pela internet. Nova forma de entender o público a internet é um mecanismo surpreendente do profissional que quer utilizar as redes sociais como mecanismo de construção de conteúdo e verdade para o seu cliente.

Você escolhe como usar a ferramenta, mas para cada uma você tem conseqüências e níveis de informação diferentes. Não seja um papagaio digital. Não apenas repita o que os outros façam. Adote estratégias relevantes que o cliente gostará de comunicar mais e melhor e de forma relevante o que sua marca comunica.

Sexta-feira, Julho 03, 2009

Desafie a Philips e fique famoso


A Philips lançou um viral estimulando o usuário a enviar desafios para a empresa.
Neste viral assinado, ela para mostrar a qualidade da nova lâmpada Wake-up, simulando o máximo de claridade, como se fosse um Sol. É interessante este exemplo para mostrar que a comunicação consegue, vende o produto, vende a interação, vende marca, propõe que os usuários conheçam os produtos e ainda deixa o usuário famoso.

E aí, que tal acordar um Galo as 3 da Manhã?

Quarta-feira, Julho 01, 2009

Frase do dia: Jeffrey Thull

Com o design: “Posso vencer meu concorrente sem dizer uma palavra negativa sobre eles”. Jeffrey Thull

Se aproximando do consumidor


Há 1 ano atrás a Nestlè criou um programa chamado Nestlè Até Você em bairros de São Paulo, que tinha o objetivo de levar produtos para áreas onde a marca tinha pouca presença, mas sobretudo, com o intuito de facilitar e entender o que realmente, quais produtos, o consumidor da Classe C e D em especial precisa. E por quanto compraria. As vendas aconteciam por Kits. Em média 15 funcionários ganhm comissão de 30% em cima do valor das vendas. Um kit básico, com 15 unidades, que pode ser montado pelo cliente, pode sair por R$ 10. A intenção é que, até o final do ano, 100 revendedores estejam incorporados ao negócio.

Como no marketing, boa parte do que se vem é replicado - o bom benchmarketing, a Coca-Cola começou a implantar esta estratégia em bairros de Recife, e cidades como Caruaru, Petrolina e Garanhuns para aumentar a rotatividade da garrafa de 1 litro de vidro. Para isso uma equipe, muito simpática, saia na rua acompanhada de uma Kombi, gritando mensagens alinhadas ao posicionamento de alto estral do xarope. Vendendo kits e Coca a R$ 1,89.

Este é um bom exemplo de que quando temos referência, podemos aplicar boas idéias de outros mercados e segmentos, para o seu. Estudando formas de estudar ainda mais o seu cliente, ou prospects.

Ampliar se aproximando do canal de distribuição foi uma das estratégias que a Del Valle fez para ganhar mercado rapidamente no Brasil. Com certeza a Coca irá ampliar mais sua atuação, com essa venda Porta a Porta (nome do projeto). Mais info: aqui.

Quinta-feira, Junho 25, 2009

Sábado, Junho 13, 2009

Gigantes coerentes ou Gigantes incoerentes?

Este blogueiro que vos fala é um entusiasta de Al Ries - acho que vocês já perceberam, percebi uma coisa interessante que ele falou nas colunas na Advertising Age, que abro para discussões.

Hoje McDonald´s e a Amazon, (como também, por exemplo, Saraiva.com), nasceram com um propósito inicial de vender um tipo de produto especificamente, hambúrguer e livros, respectivamente. No entanto, hoje essas duas realidades estão mudadas. Segundo Al Ries elas vem sendo perdidas com a inserção de uma gama de novos produtos no mix de oferta, desfocando a maneira como o consumidor conheceu a marca. É salada, é wrap, é café-da-manhã, é docinho de não sei o que etc. Essa fidelidade inicial do cardápio foi alterada ao longo do tempo, como na Amazon também aconteceu, quiçá a Saraiva.com, com suas vendas de eletroeletrônicos (daqui a pouco até toalha estão vendendo).


Para Al Ries, isso é o fenômeno que aos poucos dilui a forma como a marca foi construída: McDonald´s, Hambúrguer. Amazon, Livro, uma vez que você amplia sua gama de atuação de mercado.


Chris Anderson, que ficou conhecido por propor uma venda ampliada para diversos produtos em um mesmo local. Propondo o ganho tanto quanto, ou mais, com produtos pouco procurados, mas distribuídos numa escala maior de oferta. Para ele e para muitos estudiosos é natural a inserção de muitos produtos no mix da empresa, para forçar a permanência maior do usuário/consumidor dentro da loja/site. É um fenômeno ocorrido pelo excesso de concorrência a aglutinação de produtos. Algo hoje comum e decorrente da globalização.


Essa visão é convergente fazendo-me pensar em outra coisa ainda: o poder do específico. Que é aquela empresa que amplia sua gama de produtos, mas permanece conhecida apenas por aquele segmento. Por exemplo: Drogaria, você não compra apenas remédio, mas até caderno. Hoje essas empresas que cresceram não trabalham com tanta ênfase, na minha opinião, seus produtos primários (produtos-origem), mas sim trabalham sua marca, sem especificar seu segmento de atuação. Com investimentos maciços em publicidade. Ou seja, quantidade, repetição. Utilizando a publicidade como uma muleta para a ampliação (ou ineficiência em brigar no mesmo segmento com outros concorrentes).


Isso é bom? É ruim? É o caminho natural das coisas daqui para frente? Será que a Saraiva.com, continuará a ser conhecida como livraria daqui a uns 5 anos, ou virará um supermercado on line de produtos? Al Ries enfoca o problema desse distanciamento como uma dilatação do segmento que a empresa nasceu.


Foco na marca ou foco na venda de produtos?

Frase do Dia: Michel Lent

"A execução das idéias deve ser feita separado da concepção." Michel Lent (@lent)

Criação Estratégica e Comuncação na Web

Uma apresentação bem interessante do Michel Lent, uma "personalidade" digital, fundador da 10´ Minutos, uma das pioneiras agência digitais do país, que foi comprada pela Ogilvy. Percebe-se o foco no resultado e no pragmatismo. O que mais gostei foi: Escolha o veículo, a plataforma ou invente a sua. A palestra aconteceu em maio em BH.

Quarta-feira, Junho 03, 2009

Twitter como meio de venda de Imóvel - Tecnisa


Sou cada vez mais fã do pessoal da Tecnisa, é uma construtora que investe pesado na internet e nas redes sociais. Neste case abaixo tem um resumo de como foi feita a campanha só para Twitter, onde provavelmente foi o ítem mais caro vendido no mundo por esta ferramenta. Romeu Bussarelo, diretor de marketing, junto com Denilson Novelli, gerente de E-Business da Tecnisa estão a frente desta nova forma de venda de imóveis.


Quer saber mais? Aqui.

Sábado, Maio 30, 2009

Aja com urgência ou fique para trás

Empresas precisam aprender a combater a complacência que costuma acompanhar o sucesso

Há um consenso entre os pensadores de negócios sobre as empresas precisarem, mais do que nunca, ser ágeis e ter uma grande capacidade de mudança para sobreviver num mercado em const ante transformação. John Kotter, professor da Harvard Business School, tratou do assunto no clássico Liderando Mudança, de 1996. Recomendava que as empresas seguissem oito passos para desenvolver esse atributo. Criar um “senso de urgência” era o primeiro deles, assunto sobre o qual se debruça em seu novo livro.

O que é um senso de urgência? Não se trata, segundo o autor, do que comumente as pessoas imaginam.“Elas pensam geralmente em alguma coisa parecida com pânico. Pessoas correndo de reunião para reunião, compelidas pela ansiedade e pelo medo”, diz. A verdadeira urgência, afirma, acontece quando você descobre oportunidades e, com grande determinação, tenta aproveitá-las a cada dia. É uma qualidade rara, que exige paixão, racionalidade e vontade de vencer.

A maioria das empresas apresenta um mesmo padrão, de acordo com A Sense of Urgency, o livro em questão. Depois que alcançam o sucesso, são tomadas por um certo contentamento com sua posição no mercado e a forma como estão estruturadas. É um estado de complacência que pode, muitas vezes, levar à derrocada. Em épocas de crise econômica, como a atual, a necessidade de um senso de urgência é ainda mais importante. Para alcançá-lo, John Kotter afirma que uma organização precisa seguir princípios:

  • Pense nas crises como oportunidades potenciais e não como um conjunto de problemas que deve ser delegado ao cuidado de especialistas.

  • Uma crise não reduz automaticamente a complacência. Se não for bem gerida, a crise pode criar medo e raiva dentro da empresa.

  • Mostre que a crise é real e afeta questões objetivas da organização. Combata o impulso de minimizar ou esconder as notícias ruins.

  • Para reduzir a complacência dentro da empresa, desenvolva planos de ação e implemente-os rapidamente. Procure avaliar a reação das pessoas.

  • As ações devem sempre focar no lado emotivo dos funcionários, tanto ou mais do que em suas mentes. Um comportamento apaixonado e uma férrea determinação são mais eficientes do que um memorando brilhante.

  • Não erre na dose ao criar um senso de urgência por causa de uma crise. O exagero pode fazer com que seus funcionários se sintam manipulados e levados a uma situação de risco. Passam a agir de forma negativa.

  • Se você é um executivo de nível baixo ou médio, e consegue encarar a crise como uma oportunidade, procure líderes de mente aberta que possam assumir suas ideias.

  • Nunca espere por uma crise para resolver seus problemas. Atue com urgência todos os dias.
Ilustração Megalo Design

Via: Época Negócios
 
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