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quarta-feira, maio 22, 2013

Promova o incentivo


"Se tem uma única coisa que você poderia começar a fazer AGORA para melhorar o mundo ao seu redor é triplicar o número de vezes que você incentiva as pessoas a melhorar.
Incentive o maridão ou a esposa a fazer uma academia ao invés de culpa-lo por não chegar cedo em casa.
Incentive o seu filho a ir atrás dos seus sonhos ao invés de dizer a ele que ser músico ou fazer artes plásticas não dá dinheiro.
Forneça feedbacks freqüentes e consistentes sobre o seu trabalho para o seu chefe, ao invés de culpá-lo por não entender o que você faz.
Inaugure a biblioteca da sua empresa doando os livros que você tem na sua casa; empreste as revistas que você assina para os colegas do escritório, faça buscas na internet pensando nas pessoas que você conhece, e encaminhe pelo menos cinco artigos por dia para diferentes pessoas que possam se interessar.
Porque não existe essa conversa sobre pessoas que não querem se desenvolver; o que existe são pessoas que ainda não foram tocadas pela história correta. Se você não desistir dessas pessoas e continuar a contar diferentes histórias, um dia a história correta vai fazer o cara sorrir, chorar, pensar, se engajar; e quando isso acontecer o cara nunca mais será o mesmo. "
Ótimo texto do Ricardo Guimarães da Biz Revolution. Leia completo aqui
Acho que sou o único que envia artigos respectivos para as outras pessoas. Pior, a recíproca (quase) não é verdadeira.

domingo, dezembro 23, 2012

Quando a empresa coloca os lucros em primeiro lugar


Quando empresas se distanciam do consumidor? Quando elas colocam o lucro como maior indicador de sucesso de uma empresa - consequentemente lucro pro shareholder, em detrimento a qualidade da relação com o consumidor.

É comum quanto mais a empresa cresce ela se distanciar do cliente, porque ela começa a ter outras atividades e focar os olhos para gerenciar operações, manufaturas e capital humanoUm dos aspectos comuns é quando a empresa determina estar em super-expansão. Quando se está crescendo aceleramente, ou seja, a empresa sem perceber ganha o "senso de invencibilidade" como Howard Schultz, CEO da Starbucks chamou. Esquece-se o core Business e pensa-se mais na beneces da expansão:

"Cada nova loja incrementou o lucro da empresa e cada produto incremental aumentou as vendas e a lucratividade em cada loja. Nao era qualquer loja nova ou introdução de um novo produto que machucaria a empresa, mas como essas mudanças incrementais adicionaram, a Starbucks vagarosamente perdeu o contato com o que nossos consumidores se preocupava - velocidade, ótimo serviço, ótimo café, e um ótimo lugar para aproveitar." 

Pontos cegos é outro ponto, interessante que ocorre. Quanto mais a empresa cresce ela tende a criar uma expertise maior em sua atividade, e consequentemente uma maior eficiência. A maior eficiência é uma grande benção, porém mora ao lado uma grande sombra: a liberdade de criar coisas novas. Um mundo recheado de planilhas e experts "enquadra a empresa" e cria uma empresa que decide cada produto baseado apenas em métricas. Ou seja, relacionamento e qualidade na experiência de consumo são aspectos importantes deixados em segundo plano. 

Outro aspecto que é levado em consideração é uma cultura que evita riscos. Que curiosamente esta é formada no passado. Como assim? O maior inimigo de uma empresa quando está em grande acessão é o seu passado. A frase "em time que se está ganhando não se mexe", no mundo atual as vezes não se aplica. A cultura de sucesso do passado pode não se aplicar, seja porque criamos o medo ou as desculpas para não se fazer, seja por já estar arraigado nao fornecendo condições de mudanças e nos prendemos a eles. Mas lembrando que isso não basta se exigido nas linhas de frente, tem que ser adotado pelo topo. Lou Gerstener quando assumiu a IBM ele disse uma frase celebre: "A cultura não é apenas um aspecto do jogo - ele é o jogo." Frase que faz todo sentido quando pensamos em riscos e inovação. 

Na duvida, entre em contato com os consumidores. Procurar oferecer melhor experiência de consumo se torna uma obsessão quando percebemos que se colocar no lugar do consumidor justamente com um programa (tangibilizador de dados) de CRM, para acompanhar a lealdade. Dá mais confiança e credibilidade interna. O seu consumidor não deve ser quem manda, mas sim quem melhor sente o seu propósito.

"Focar nos consumidores não significa tentar agradar qualquer um. É sobre conseguir um profundo senso de quem seus consumidores são e o que eles se preocupam." (Dave Gray)

image: class5energy.com | giftsofart.com

sexta-feira, julho 06, 2012

Ressignificar o consumo

"O consumidor deve dar um significado maior àquilo cujo benefício se compara ao malefício de não ter o produto, e não às desvantagens deste com relação a um modelo mais atual. Ou seja, se seguimos comparando um produto com sua melhor e mais atualizada versão, deixaremos de ver as vantagens que teríamos pelo simples fato de ter o produto pelos benefícios que ele nos traz.Na outra extremidade do ciclo de vida do produto e dentro da era do "feitos para descartar", temos o desafio de pensar soluções que nos permitam mitigar os sentimentos de insatisfação e atraso tecnológico que impulsionam as pessoas a desfazerem-se de seus bens antes do completo desgaste por uso. O conceito de ressignificação do consumo prevê, também, a capacidade de transferência de significados, onde, o produto que já não apresenta um valor satisfatório para um consumidor, pode representar uma novidade e ser tratado como tesouro por outro. Junto com o produto transfere-se uma história, um significado, um valor abstrato que não pode ser aplicado em forma de moeda. Seu valor se torna ainda maior quando o indivíduo pratica o desapego, doando, trocando ou vendendo aquilo que já lhe foi importante, dando ao próximo, a oportunidade de ter também sua história com o novo objeto adquirido."

terça-feira, julho 26, 2011

Como manter um bom relacionamento entre agência e cliente

Saiu há alguns dias atrás algumas dicas interessantes na AdAge (Advertising Age - a mais respeitada publicação de publicidade americana), dicas de como manter um bom relacionamento com sua agência ou cliente


Vão as dicas da sessão Chief Marketing Office, da AdAge: 
1. Profissionais de Marketing (e cliente) e Agências compartilham da Responsabilidade Mútua de manter o 'bom' Relacionamento. Não tome nada por garantido.

2. Confiança, respeito e compreensão levar a um melhor trabalho. Se a agência está sempre no limite, o trabalho será prejudicado. 

3. O cliente (e o profissional de marketing) e a agência têm de mudar, crescer e se adaptar para o relacionamento durar - e para cada um continuar a ser relevante. 

4. A agência que já atende o cliente há muito tempo e conhece e é apaixonada pela marca talvez seja melhor para a longo-prazo do que uma nova agência apenas "leal" - apenas ao novo profissional de marketing. O profissional de marketing (ou você que seleciona) pode não estar mais na empresa nos próximos anos/meses. Grandes marcas devem viver para sempre. Talvez grandes relacionamentos também pode. (É uma questão a se avaliar. É polêmica, mas vale a reflexão.)

5. Keep it fresh. Mantenham-se sempre atentos e ligados. A mistura do novo profissional com o velho. A mistura de veteranos que conhecem o passado e de novos talentos que desafiam o futuro.Deve ser válida. Caso não opte por mudar, não a agência, mas quem está por trás dela. Puro Mindset!

São dicas que me fazem pensar, muito no mercado local, onde encontramos empresas/marcas, que mudam, pingam de agências e agências e prejudicam e muito a qualidade e a continuidade da comunicação.
Linguagem é muito importante. Somos cada vez pessoas mais visuais. Nos lembramos muito por imagens. Por isso cuidar dela e da linguagem é importante. E neste troca-troca, o cliente se queima no mercado, com fama de ruim. E sua empresa/marca, se dilue em tentativas de manter uma coerência. Acho que no mínimo, 1 a 2 anos seria a ideal para um cliente manter-se numa agência.

O que você acha?

quarta-feira, maio 04, 2011

Qual camisa você usa?

Ser cliente é fácil. Ser consumidor também. Mas ser agência...

Depois de ler este post, do Martin Tom, na Advertising Age, fiquei pensando naquela frase: "Eu visto a camisa da minha empresa." Uma frase tão forte, mas acredito que hoje está sofrendo muitas mudanças, já que as exigências mudam e assim mudam os resultados.

Ser cliente hoje é tomar uma postura de cobrador por resultados, de muitas vezes ser aquele que aponta o problema e não pensa duas vezes em culpar quem o fez. (Sim, não é uma posição sine qua non, nem todos os clientes são assim. Existem muitos que te respeitam e são cúmplices em ações.) E isso acaba refletindo em toda cadeia chegando até o estagiário da agência. É um jogo de desafoga-pressão. E ainda mais, vê o mercado da publicidade sofrer alterações que dificultam cada vez mais a estratégia e a execução de uma boa comunicação. A atenção diminui. As dificuldades aumentam e os resultados mais difíceis. Cenários mais incertos e ROI, ROBI, ROMI menos "retornáveis". E a crença de que a propaganda ainda faz efeito vem sofrendo quedas.

Ser consumidor é padecer no paraíso. Ele quer participar do processo da comunicação, da criação do produto. É respeitado quando reclama e precisa apenas amar as marcas para ser (ainda) mais feliz. É cada vez mais perguntado e pesquisado sobre suas necessidade e desejos. É percebido como principal elemento para muitas empresas. Ser consumidor é participar e perceber movimentações ao redor da sua própria existência. Evoluindo conforme suas aspirações e poder econômico.

Agora, ser agência, é complicado. Nâo é nada fácil você ter que lidar com estes dois "senhores" aí em cima. O cliente que pede mais criatividade, mais resultado, mais análise e mais e mais...O consumidor, precisa ser ouvido, precisa ser analisado e percebido cada vez em menor tempo e com maior precisão. Está avesso a pesquisas e a abordagens. Ele está exigente e esperto. São dois rapazes a serem cortejados de forma bem cuidadosa. Sem falar a juniorização dos cargos de direção.

Fora isso tudo o fato de que ainda temos que gerar lucro para a agência, ter bom relacionamento com a criação (e/ou demais setores). Jogos de interesses internos e o empurra-empurra-interno-de-cada-dia. Falta de investimentos internos e de estrutura. Silos internos ditando ordens. Gerência incompetente ou insensível. Criatividade dando lugar a fast-criativity. Identificou-se? Calma, não se desespere.

Bem, não quero fazer mimimi, nem ficar reclamando aqui do mundo. Muito menos criar estereótipos sobre nenhum personagem. Nem demonizar nenhum dos três. Fato é: as coisas estão cada vez mais difíceis para os 'sonhadores'. É preciso ser realista (e mais em alguns lugares).

Vestir a camisa da empresa está cada vez mais difícil ainda mais quando o tempo é escasso, o volume de informações é absurdo, o gerenciamento pela criatividade é substituído pelo gerenciamneto por resultado, as pressões internas são maiores, menores tempos para projetos bacanas, relacionamentos cada vez mais vazios e o mito do líder se torna cada vez mais um mito a ser descoberto do que vivenciado. Geração Y em conflito de opiniões com Geração X etc. É, não é fácil vestir totalmente esta camisa. Mas este não é ponto que quero tocar.

Essa camisa acho que cada vez fica mais difícil de vestir. Tá certo algumas coisas são puramente o reflexo da dinâmica do mercado e do crescimento econômico. Beleza. Ou outros podem dizer: "Mas isso é normal. Evolução! Temos que extrair mais do menos." Ok. Concordo. Acredito que vestir a camisa da empresa está cada vez mais complicado, porque está mais difícil encontrar agências (e empresas) que nos identificamos. Que nos inspiram. Que sentimos admiração em trabalhar com aquele boss, com aquele diretor de criação, com aquele cara de mídia. Com aquela equipe. Vocês sentem isso? Falta de posicionamento? Falta de identidade? Acredito que sim.

Portanto, antes de exigir produtividade perceba-se como empresa. (ou até mesmo fornecedora). Você é uma parte chave na forma como lidar com clientes, consumidores e funcionários. Você pode saber tudo sobre seu cliente, mas pode não entregar da melhor forma ou pode não ser estimulado da melhor forma ou até mesmo pode nao ser respeitado. Pense em qual camisa você usa e em qual postura sua agência (ou empresa) tem.

Talvez precisemos nos apaixonar novamente, pelos clientes, pelos consumidores e/ou fazer com que eles se apaixonem por nós. Enfim, apenas uma reflexão...

segunda-feira, março 02, 2009

Hyunday, lição contra a crise - Perdeu o emprego? A gente recebe o carro devolta

A Hyunday ao meu ver de alguns anos para cá vem conseguindo algo impressionante. Crescer vendas independente do cenário. Sua linha de comunicação está crescendo e expandindo para grande parte dos meios de comunicação do país e do mundo. Marketing agressivo. Estar em evidência e sempre na mente do consumidor. Realmente eles vêm fazendo um grande trabalho pelo mundo, fato é que é uma das montadoras que obteve melhores resultados em vendas de carros SUV (principal categoria ao meu ver), com o Tucson e o Santa Fé, líderes de vendas em suas categorias.

Porém não é apenas o marketing que ganha espaço, o investimento em design vem colhendo seus frutos atráves de tests de revista em diversos países. Realmente é uma empresa que aparentemente era desconhecida e hoje conseguiu colocar concessionárias em quase todos estados em menos de 3 anos. Espero que não seja como a Suzuki, que teve o seu boom e desapareceu e agora ensaia uma volta.

Enfim, mas o que quero falar é de uma notícia muito interessante que li aqui, sobre uma estratégia que fiquei de queixo caído.
Através do seu programa "Assurance" a Hyunday americana desenvolveu uma estratégia simples: Se você comprar o carro e perder o emprego ou não conseguir pagar no espaço de 12 meses, a Hyunday recebe o carro de volta.

Resultado, vendas em ascensão aumentando 14% desde o início do ano, diferente para outras marcas. Pessoas, caros colegas, esta jogada é genial e ao mesmo tempo arriscada, porém eu me sentiria como consumidor: "Queria comprar um carro....Nossa, essa empresa está me ouvindo. Sabe do que estou passando."
Agora como alguém de fora olharia como uma oportunidade. Você cresce em confiança com o consumidor, aumenta o volume de vendas, aqueles que não conseguirem pagar ou perder o emprego recebo o carro de volta (deve ter alguma cláusula para carros avariados...), ainda poderei vender como semi-novo; não perco o cliente e de quebra faço girar dinheiro no meu fluxo de caixa.
Devem conter mais visões positivas, mas sobretudo posso citar o fator - proximidade com o consumidor. Pois fico vendo comerciais da Ford dizendo: "Ipi reduzido, compre logo o seu carro que vai acabar já já." Funciona? Funciona e bem. Porém me penso que podemos adicionar um pouco de responsabilidade de venda ao comprador. De qualquer maneira é um bom exemplo para ilustrar aquela máxima chinesa de que crise é sinônimo de oportunidade.

domingo, março 01, 2009

Ideal TV uma ferramenta para conhecer empresas

O IdealTV, é um site que tem um foco em divulgar dicas osbre liderança, recrutamento, motivação, carreira etc. É um site bem interessante que vem atrelado a visitas a grandes empresas de diversos segmentos. Neste programa houve a visita a 3M. É quase um Pequenas Empresas Grandes Negócios, porém com outro foco.

Vale a visita para conhecer. É uma boa forma de conhecer grandes empresas, como Itaú, Unibanco, Diageo, Cargill, Vivo, Plascar, entre outras.

Aqui
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domingo, fevereiro 01, 2009

Iniciativas de Marketing relevantes

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Duas iniciativas recentes de empresas que trabalham com segmentos distintos chamaram a minha atenção nos últimos tempos. Ambas desenvolveram plataformas para ajudar pequenas e médias empresas.

A 1a iniciativa é o MarketSplash da HP. Um site que oferece uma coleção de modelos e ferramentas para a criação de cartões de visita, envelopes, papel timbrado, logotipos e sites. Alguns deles são gratuitos, outros são comercializados a um preço que é considerado aceitável para as pequenas empresas.

A 2a é um projeto da Carlsberg no Reino Unido destinado a proprietários de bares, pubs, cafés e restaurantes. O programa ‘Build your Business’ dá recomendações para a concepção do menu, materiais de ponto de venda, orientação financeira, sobre seguro e muito mais. O programa faz parte da campanha ‘We Deliver More” (Entregamos Mais) que a companhia tem com os membros da sua rede de comercialização e distribuição.

copy and paste da Paula Rizzo

quinta-feira, janeiro 01, 2009

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Duas iniciativas recentes de empresas que trabalham com segmentos distintos chamaram a minha atenção nos últimos tempos. Ambas desenvolveram plataformas para ajudar pequenas e médias empresas.

A 1a iniciativa é o MarketSplash da HP. Um site que oferece uma coleção de modelos e ferramentas para a criação de cartões de visita, envelopes, papel timbrado, logotipos e sites. Alguns deles são gratuitos, outros são comercializados a um preço que é considerado aceitável para as pequenas empresas.

A 2a é um projeto da Carlsberg no Reino Unido destinado a proprietários de bares, pubs, cafés e restaurantes. O programa ‘Build your Business’ dá recomendações para a concepção do menu, materiais de ponto de venda, orientação financeira, sobre seguro e muito mais. O programa faz parte da campanha ‘We Deliver More” (Entregamos Mais) que a companhia tem com os membros da sua rede de comercialização e distribuição.

copy and paste da Paula Rizzo

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Marca do Banco Real será substituída pela do Santander

O que o mercado especulava desde que o Santander adquiriu a operação do Banco Real no Brasil, no ano passado, já está acontecendo. A marca do Real será mesmo substituída pela do Santander. Não haverá uma ruptura, entretanto. Na prática, os dois bancos mantêm suas marcas até 2010, quando está marcado o início da troca de bandeira.

Até lá, um grupo coordenado pelo Diretor de Marketing Fernando Byington Egydio Martins trabalha em diversos estudos e ações para transferir todos os atributos da marca do Real para o Santander. Os serviços e agências dos bancos já estão sendo integrados. A sustentabilidade, marca registrada do Real, já está servindo de referência até para projetos na Espanha, sede mundial do Santander.

Este é um caso raro de uma empresa comprada que está levando a sua cultura para a compradora. Fernando Martins, então Diretor Executivo de Estratégia da Marca e Comunicação Corporativa do Banco Real, foi promovido ao comando da nova diretoria no Santander que incorpora também a Ouvidoria.

Em entrevista exclusiva ao Mundo do Marketing, Fernando Martins explica como está sendo a integração e a mudança que haverá com as marcas. Ele comenta ainda sobre o processo que levará a morte da marca do Banco Real, que, segundo a consultoria Top Brands, tem o maior número de defensores, aqueles clientes que além de consumir recomendam e defendem a marca.

Desde a compra do Real pelo Santander, o mercado vem se perguntando como ficarão as marcas dos dois bancos no Brasil. Você tem uma resposta?
As duas marcas vão coexistir enquanto integramos os produtos, os serviços e as equipes, num prazo mínimo de dois anos. Queremos transferir para a nova marca, que será a do Santander, o melhor dos dois mundos. Acreditamos que seja possível transferir os atributos da marca do Real para o Santander. Isso já vem sendo feito através de um alinhamento de visão. Vamos fazer esta mudança com calma, de forma paulatina, para trazer benefício para os clientes e funcionários dos dois bancos.

Não vai haver uma ruptura de marca?
Não. Vamos fazer uma evolução do que é o Santander hoje incorporando o que de bom tem no Real. Na prática as agências e produtos do Real serão substituídos por essa integração e levarão a marca Santander. Devemos começar este movimento no segundo semestre de 2010, mas ainda estamos definindo.

A marca do Real é muito forte no Brasil. Como vocês vêem a morte desta marca?
Na realidade não é a morte de uma marca, mas de um nome. Haverá a transferência de valores, práticas e do jeito de fazer negócio para o Santander. Não é uma ruptura. É uma evolução, uma integração. O fato do Fábio (Barbosa, Presidente do Grupo Santander no Brasil) estar conduzindo esta operação garante que mantenhamos o foco no cliente. Não vejo conflito nenhum. Não há fantasmas e fantasias. Este processo será muito bom e não tenho dúvidas de que vamos conseguir posicionar a marca Santander unindo o melhor das duas.

O Santander tem sua marca ligada fortemente com o esporte, enquanto o Real é lembrando pelo foco na sustentabilidade. Esses dois mundos também serão integrados?
Com tempo vamos construir este posicionamento. O Santander tem como slogan “O valor das idéias”, e o Real, “O banco da sua vida”. Acreditamos que as idéias são boas quando são executadas em benefício da vida das pessoas. Então, achamos perfeitamente harmônico a integração destes dois conceitos.

Há algumas linhas mestras. O Santander patrocina o GP de Fórmula 1 e o Real patrocina as transmissões da F-1 na Globo. Nossa intenção é veicular anúncios dos dois bancos nas mídias que estamos comprando. Tudo está sendo feito de forma estudada. O Santander tem um instituto cultural em Porto Alegre que é muito ativo e o Real tem um em Recife também muito ativo. Como juntamos isso e criar um caminho em que as duas marcas vão se alinhar, é o desafio.

O Santander enfatiza muito a questão de inovação e o Real o do relacionamento. Relacionamento a partir da visão de mundo de desenvolvimento sustentável. Já fizemos dois workshops sobre práticas sustentáveis com clientes institucionais dos dois bancos e foi um sucesso. As pessoas começam a perceber que é possível unir duas culturas que pareciam ser muito distintas, mas que não são antagônicas. São complementares. O Real era patrocinador do Museu do Futebol e passamos para a marca do Santander porque ele patrocina a Copa Santander Libertadores de Futebol.

Como está sendo feito este trabalho de integração além de workshops? Que tipos de estudos vocês estão desenvolvendo?
Há muitas ações. Tem um escritório de integração que coordena toda a parte operacional, onde temos uma frente de comunicação que está verificando quais são as complementações entre as agendas, desde a área de RH até a de Negócios. Já estamos integrando as políticas de RH com benefícios para os dois lados da organização. Estamos fazendo a interoperabilidade, que é o uso dos caixas automáticos de forma integrada, entre outras frentes. Tudo está sendo feito através de grupos multidisciplinares. Continuamos tocando a vida, fazendo a comunicação dos dois bancos e com campanhas novas para cada um deles, mas identificando o caminho para a convergência.

Como está sendo administrar as diferenças culturais entre as duas empresas?
Está sendo surpreendentemente bom. A afinidade entre as equipes, em todas as áreas, está sendo muito boa. O processo está correndo de forma muito transparente. Há um interesse comum.

O Santander e o Real têm clientes com perfis diferentes. Como está sendo unir dois tipos de clientes?
Somos todos seres humanos e muito parecidos. Os produtos têm nuances diferentes, mas começamos a conversar e a ver práticas como esta da sustentabilidade, que já começam a fazer parte dos dois perfis. Aos poucos estamos unidos as características das duas marcas. Evidentemente, dá muito trabalho porque ele duplica do dia para a noite.

O mercado brasileiro vive um momento de forte consolidação. Como o Santander vai se diferenciar?
Pela nossa proposta de valor, começando pelos produtos, serviços e pela rede disponível em todo o Brasil. Temos uma rede muito forte não só em São Paulo, mas em todo o Brasil. Estou muito otimista que conseguiremos ter um banco mais enxuto, com melhores serviços e maior eficiência. O mercado está se movimentando e cada um vai enfrentar estes desafios para atender cada vez melhor o cliente. Estamos confiantes porque largamos na frente.

Como vocês estão planejando o ano de 2009 diante desta crise?
Estamos enxergando esta crise como oportunidade. Evidente que estamos atentos e que o Brasil e o Santander não estão totalmente imunes, mas estamos numa posição privilegiada. O banco tem tido um desempenho ótimo, um dos três melhores resultados no mundo.

fonte: mundodomarketing

quarta-feira, novembro 05, 2008

Roubar sempre foi mais natural do que inovar

Transcrevo um post do blog do Cleménte Nóbrega, para refletir sobre o processo

Uma idéia espantosa na qual prestamos pouca atenção. Durante toda a história, a maneira de ficar mais rico foi uma só:roubar. Comerciar (to trade) era atividade de segunda categoria. Reis invadiam e tomavam o que não era deles, a riqueza não aumentava.Quem nascia pobre ,ficava pobre até morrer. Era totalmente natural que fosse assim. A idéia de que você pode enriquecer empreendendo (arriscando) é recentíssima na história humana. Não tem mais de 250 anos. Foi só então que se percebeu que o bolo da riqueza não era fixo, e que poderia crescer. O empreendedorismo é uma idéia radical,e,como toda (boa) idéia radical,é contra-intuitiva. Pense em Galileu, Newton,Darwin,Einstein,Adam Smith. O intuitivo, o certo, o aceito,o normal, era roubar,parasitar,ser rentista. Essa turma toda que condena a “falta de ética do mercado financeiro”,devia pedir mais capitalismo,não menos. Menos capitalismo empreendedor significa mais parasitismo (veja as grandes burocracias estatais). De uma coisa você pode estar certo:o animal humano sempre vai querer riqueza,poder e prestígio.Sempre vai buscar isso, porque isso é ,bem,..é da natureza humana.Como sexo. O capitalismo empreendedor oferece a via “não-zero” para se obter isso,o resto só estimula a corrupção do rentismo. Parasitismo era o que havia ANTES do capitalismo empreendedor. Sistema financeiro não é sinônimo de capitalismo nem, muito menos, é sua forma mais sagrada (como diz,erradamente, o Luiz Fernando Veríssimo). A forma mais sagrada é o capitalismo empreendedor. Antes dele só os muito aventureiros corriam riscos(os navegadores) ,mas,lembre-se, faziam isso em busca de uma riqueza que já estava lá esperando alguém ir pegar. Não estou dizendo que a busca de riqueza, poder e prestígio sejam bons; não estou dizendo que não precisam de controles e regulações, estou apenas dizendo que são parta da natureza humana.Ter coisas é a base do capitalismo. Na sua coluna no Valor Econômico, semana passada ,Marcio Pochmann lamenta mais uma vez a “cultura do ter” ..”originada no Fordismo americano a partir do início do século XX”. Ele escreve mal e não sei se entendo o que quer propor,mas se é a transformação do "ser humano" em alguma coisa "menos ambiciosa" ,que deixe de buscar riqueza,poder e prestígio,pode desistir. É melhor partir das coisas como elas são,não como idealizamos que deveriam ser. 03/11/2008

segunda-feira, novembro 03, 2008

LinkedIn e Thedore Levitt. O que eles têm a ver?

Aparentemente nada, mas você vai compreender, a partir da dinâmica do marketing do modelo de diferenciação do produto (Produto Total), que Theodore Levitt desenvolveu (1986). Essa ligação tem a ver com a notícia que o LinkedIn, a maior rede profissional do mundo, acabou de lançar um pacote de aplicativos para dinamizar e ampliar ao alcance do usuário do serviço. Aplicativos para aumentar a produtividade são: Amazon, Box.net, Google, Huddle, SlideShare, SixApart, Tripit e Wordpress.

Um serviço que me chamou a atenção é o Company Buzz by LinkedIn, que
permite ao membro rastrear o que é dito sobre sua empresa no Twitter. O aplicativo é um filtro de conversas no Twitter, com base nos termos de busca e podem ser customizados pelos membros, permitindo que eles vejam quem está falando sobre sua empresa e produtos. O aplicativo mostra tweets, tendências e palavras-chave principais.

É um mini-gerenciador bem interessante, que poderá ser usado por qualquer pessoa. É a ampliação de uma característica importante no marketing, entre o serviço genérico e o serviço potencial. Modelo apresentado por Theodore Levitt, que indicava que quando um produto (ou serviço) é desenvolvido ele se enquadra em cria 4 estágios: genérico, esperado, ampliado e potencial.

É o processo clássico de diferenciação, algo bem interessante que o LinkedIn está fazendo, distanciando-se de concorrentes como o Naymz, ao oferecer estes serviços. No entanto, de acordo com a lógica de Levitt, conforme o produto vai sendo copiado pela concorrência, características únicas dele serão tidas como normais e ele vai caindo na escala de Potencial (produto oferecido muito mais do que esperado - uma verdadeira experiência -, é você comprar um carro e ele oferecer algo que nenhum outro tem e ser apresentada de forma única, além de uma entrega conveniente, prazos e condições de venda atraentes, suporte de pós-venda adequado), para Genérico (aquele que não oferece nenhuma diferenciação perante seus concorrentes).

É um bom exemplo de investimento em parcerias, em busca de uma diferenciação nos serviços prestados, como afirma Dan Nye, CEO da LinkedIn: "Optamos por trabalhar com empresas líderes cujos serviços são compatíveis com a forma como os nossos membros usam o LinkedIn - para colaboração, compartilhamento de informações e desenvolvimento de oportunidades". Afinal, a demanda é grande, são mais de 30 milhões de profissionais no mundo inteiro acessando o site.
Agora, é esperar reações dos concorrentes para entender melhor essa dinâmica e ver se este diferencial do monitoramento de informações do que é dito sobre sua empresa no Twitter será copiado ou partirão para um outro serviço.



Mais informações sobre LinkedIn: aqui, aqui .
Thedore Levit: aqui.

sexta-feira, outubro 31, 2008

As Sete leis da Criatividade

Num cenário tão inconstante como o da economia em que atualmente estamos vivendo, ficamos vulneráveis e temos que ter seriedade para tomar decisões. Para tanto, a inovação (e a criatividade) independente do cenário econômico é sempre uma alternativa frente a permanência do seu negócio de forma diferenciada seja no processo, no produto, no valor oferecido, no modelo de negócio ou no serviço. Enfim, mas antes disso é necessária a criatividade, estimular o ambiente para que haja sempre a prática. Ou seja, criar e inovar sempre estarão vinculadas a um processo diferenciativo.
Para isso
Victor Mirshawka, diretor de pós-graduação da FAAP, sugere 7 caminhos para conseguir um bom resultado partindo da premissa de que too bom empreendedor tende a ser um bom criativo, seja oferecendo um serviço ou um produto.

As sete leis da CRIATIVIDADE

1 - Domine a autocrítica
A primeira e talvez mais simples providência que você pode empreender para melhorar sua
criatividade é entrar em contato com o seu senso de auto-avaliação.
2 - Seja um entusiasta da mudança
A ligação entre criatividade e mudança é óbvia, pois é esse processo que permite a implementação das idéias criativas, às vezes em detrimento do já existente.
3 - Busque o diferente
Não fique no usual: leia assuntos diferentes, coma pratos exóticos, percorra caminhos alternativos, fale com pessoas de experiências diversas.
4 - Persista
Chover no molhado é preciso. Faz parte da natureza o princípio da seleção, quer seja de espécies,
quer seja de idéias.
5 - Aumente seu conhecimento
Fator imprescindível à criatividade: o conhecimento formal e teórico ou o conhecimento tácito e prático de como fazer algo.
6 - “Distribua” sua criatividade
Faça com que pelo menos uma parte de seus esforços criativos beneficie outras pessoas além de você.
7 - Sonhe com o impossível
Imaginar o futuro, por mais impossível, fantástico, ou aparentemente irrealizável que pareça, além de ser sedutor, é a marca registrada dos grandes inventores, e de alguns dos grandes gênios.

terça-feira, outubro 14, 2008

CEOs apostam na força das marcas

Em evento no MaxiMidia, o maior evento da América Latina, teve sua edição nesta última semana em São Paulo. Muitos pontos foram abordados em diversas mesas redondas no entanto, uma foi em especial importante pelo debate que ocorreu entre os principais executivos de quatro grandes empresas - Alpargatas, Perdigão, Fiat e Cia. Müller de Bebidas, onde expuseram sua visão sobre o processo de branding dentro de suas companhias. "As funções de marketing precisam ter peso dentro das empresas, precisam se fazer ouvidas. É mais fácil fazer os acionistas aceitarem um investimento numa fábrica nova do que em marketing", reconheceu José Antonio do Prado Fay, da Perdigão, ao apontar que se faz hoje mais comunicação do que branding no mercado brasileiro.

E eles comentaram algo que já comento a alguns posts atrás, com o tema, que:

Branding é um compromisso de toda a empresa, do chão da fábrica à presidência, garantiu Cledorvino Belini, da Fiat. "Não acredito que os presidentes precisem encontrar tempo para pensar em construção de marca, porque não dá para comandar uma empresa sem pensar nisso o tempo todo", afirmou, ao lembrar que a montadora investiu US$ 50 milhões na criação de um setor de pesquisa e desenvolvimento no seu complexo em Minas Gerais.

Num mundo de produtos e serviços cada vez mais "commoditizados", quanto mais se investir em marca maior será a possibilidade de diferenciação, apontou o presidente da SP Alpargatas, Márcio Utsch. Ao comentar o sucesso internacional das sandálias Havaianas, o executivo enfatizou o valor do talento e da criatividade de quem trabalha no desenvolvimento das marcas e da comunicação.

Para Ricardo Gonçalves, da Cia. Müller de Bebidas, é importante se trabalhar a alma da marca, o seu "halo", fazendo com que ele cresça e gere valor. "O papel do CEO não é ser criativo; ele é o guardião e o protetor desse patrimônio", afirmou. Para cumprir bem esse papel, ele precisa sair mais a campo, visitar os pontos de venda e gastar menos tempo com burocracia e mais com boas idéias.

sexta-feira, setembro 12, 2008

Google e HSBC e a web para 3 bilhões da Africa e emergentes


Saiu no Blxg a parceria entre o Google, o magnata da TV a cabo nos EUA, John Malone e o Banco HSBC, para fundar o O3B Networks, que visa levar acesso a internet banda larfa para 3 Bilhões de pessoas na África e em outros mercados emergentes, inclusive a Amercia Latina. O nome da empresa, O3b, se refere other 3 billion ou as outras 3 bilhões de pessoas para as quais a internet comercial não é vista como viável. Segundo notícia do Financial Times, a empresa terá 16 satélites orbitando a Terra para fornecer o serviço - estarão operacionais no final de 2010. Os sócios até agora injetaram cerca de USD 20 milhões cada, além de uma contribuição menor da empresa de investimentos Allen & Company.

Fico pensando o quão forte o Google se tornou, em conseguir fazer parcerias milhonárias e fico pensando em um ponto negativo que eu tenha ouvido falar sobre o Google. Seu posicionamento de levar e armazenar o máximo de informações em um só local, propondo experiências de uso cada vez mais inovadores e em constante mudança, criou um "antes" e um "depois" Larry Page e Sergei Brin.

Particularmente esta é uma das iniciativas que mais gostei de saber de uma empresa nos últimos tempos.

Plastic Logic Reader, o livro digital

Dias atrás, foi lançado pela Plastic Logic, o primeiro reader/livro digital, touchscreen que conheço. Realmente é algo muito impressionante que acredito que irá evoluir mais do que o Kindle da Amazon. Suporta conteúdos mais diversos e com uma leitura rápida e fácil. Pena que (ainda) é preto e branco. Faz-me pensar sobre o futuro do papel e o quanto seria bom para as bibliotecas. Será que é uma tendência?