quarta-feira, setembro 26, 2007

Oi e sua guinada

Oi passa a atuar em São Paulo
Operadora venceu leilão nesta terça-feira, 25, e será a quinta operadora habilitada para a área
25/09 - 19:42

O grupo Oi, antiga Telemar, entrará no mercado paulista de operadoras de celular. A empresa venceu um leilão de sobras de freqüência do Serviço Móvel Pessoal (SMP) realizado pela Anatel nesta terça-feira, 25, em Brasília, com uma oferta de R$ 80,55 milhões.

A Oi também adquiriu uma freqüência específica para a região de Franca, no leste paulista, por R$ 1,55 milhão. Com a entrada da Oi, serão cinco as operadoras de telefonia móvel no Estado - Vivo, Claro, Tim e Unicel são habilitadas para atuar na área. A Unicel estará na cidade de São Paulo a partir do ano que vem. A Vivo, por sua vez, também saiu vitoriosa dos leilões realizados nesta tarde. A empresa adquiriu lotes de freqüência para operar em mais cidades do interior e na capital de São Paulo, além de freqüências para os Estados de Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Piauí, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Santa Catarina.

Com isso, passa a ter cobertura nacional ao lado da Tim. Mercado A Anatel ainda divulgou dados referentes a agosto. Com 2.410.232 novas habilitações, foi o mês com maior número de adesões ao Serviço Móvel Pessoal (SMP) em 2007. Com isso, o número de assinantes chega a 110.929.896. A Vivo permanece na liderança do mercado, com 28,05% de participação - pequena redução em relação aos 28,11% registrados em julho deste ano. A Tim mantém a segunda colocação, seguida de Claro, com 24,76%, Oi, com 13,12% e Telemig Celular/Amazônia Celular, com 4,42%.

Fonte: Meio e Mensagem

Comentário

Com uma proposta inovadora no cenário da telefonia móvel a Oi ganhou mercado pouco a pouco agradando aqueles mais céticos com empresas de telefonia móvel. Parte desse grande sucesso que ela alcança hoje se deu a sua estratégia inicial de entrar em mercados menores, como no Centro-Oeste, Nordeste e no Norte, oferecendo serviços diferenciandos e aos poucos tendo uma feedback mais positivo e uma identidade de marca mais sólida para aí tentar se aventurar em mercados mais ásperos e competitivos como os do Sul e Sudeste, em específico São Paulo.

Com uma relação através de um modelo de negócio proposto na facilidade de se 'falar ao telefone' e com campanhas provocativas a Oi, estabeleceu um vínculo forte em mercados como o de Pernambuco, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Cidades estratégicas que promovem muitos eventos e com visibilidade tanto em cenários nacionais, quanto em cenários mais locais, como patrocínio a Fashion Rio, Jogos Mundiais de Verão transmitido pela Rede Globo, Campeonato brasileiro de Kytesurf, O Oi By Night, o Oi Noites Cariocas que viaja o país inteiro oferecendo boa música para todos os gostos, entre outras ações ligadas a música, arte, moda e esporte.

Com uma gama de participações sociais, ao meu ver a Oi, em algumas localidades, vem se tornando a 'Skol' da telefonia móvel, pois em pouco tempo com uma linguagem descontraida e um bom relacionamento com o cliente, tendo como salva-guarda a empresa de telefonia fixa Telemar, atualmente dona. Segundo Flávia da Justa, o grande fator merecedor deste recall significativo foi uma junção de estratégia e reposicionamento visando a essência da marca ser apresentada da forma mais simples e direta ao público, utilizando do entretenimento uma forma de aproximação do público.






É uma forma de estratégia, que grandes empresas fazem como Skol, Coca-cola, Sony, Free, a própri Tim, e que está se tornando cada vez mais comum, o marketing cultural, como aditivo estratégico nas cooporações.
Além de alicerçada pela Wolf Ollins, empresa de consultoria em Branding, que atua diretamente nas ações e iniciativas da Oi nos estados, e assim ela criou um cenário que lhe dá a maior fatia no mercado de telecomunicações do país, maior em faturamento e em número de telefones instalados (Oi + Telemar), prestando serviços convergentes.

E com estas novas aquisições a Oi cresce ainda mais para brigar com as grandes operadoras. É sobretudo essa é a famosa briga pela mente do consumidor.

Um comentário:

Boost! disse...

Caro Paulo...
Obrigado pelo seu comentário no Boostalpha (foi o primeiro :)).
A boostalpha é o nome da minha nova empresa a actuar no mercado português e que se pretende posicionar como uma agência de Branding, mas especializada na comunicação interna, ou para ser mais actual, no branding interno.
Penso ser uma boa oportunidade explorar este universo, uma vez que neste momento estamos em plena descoberta (ou será redescoberta?) do branding.
Gostei muito do seu blog, se bem que ainda não me dediquei totalmente a ler os seus post's (mas prometem...).
Nos manteremos em contacto...
Um abraço
Boostalpha