quinta-feira, setembro 13, 2007

Pesquisa indica que as marcas próprias já estão faturando mais de R$ 6,7 bilhões

Marcas próprias já faturam R$ 6,7 bilhões
Vendas cresceram 22,3% neste ano, mostra Nielsen

12/09 - 18:12

O mercado de produtos com marcas próprias está crescendo no Brasil. Pesquisa feita pela Nielsen em parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) mostra que, atualmente, a oferta é maior, os preços estão caindo e o faturamento do segmento está aumentando. É uma boa notícia para os consumidores, que têm mais opções de compra, e para o setor de auto-serviço brasileiro. João Carlos Lazzarini, diretor da área de varejo da Nielsen, explica que as grandes companhias do setor, especialmente super e hipermercados, usam marcas próprias como plataforma de diferenciação. "O pulo do gato dessa estratégia é ligar a marca própria à bandeira do estabelecimento", diz.


É o que faz, por exemplo, redes como Wal-Mart, Grupo Pão-de-Açúcar e Carrefour, identificadas pela pesquisa como as três principais no mercado de marcas próprias, por número de itens vendidos. Mas, para a estratégia ser vitoriosa, é preciso ter uma bandeira muito forte, com credibilidade suficientemente grande para que o consumidor identifique a qualidade desejada nos produtos que oferece. "O equity da bandeira tem que ser muito forte. Caso contrário, o consumidor não identifica o produto de marca própria como sendo de qualidade", disse Lazzarini, durante a apresentação do 13º Estudo Anual de Marcas Próprias, na tarde desta quarta-feira, na sede da Abras, em São Paulo.


Na prática, produtos com marca própria funcionam como uma ferramenta para fidelizar o consumidor. E, ao contrário das marcas de grandes fabricantes, não exigem grandes investimentos em propaganda para se tornarem conhecidas. "Conceitualmente, esse segmento não faz anúncio em TV", diz Marco Quintarelli, coordenador geral de varejo e membro do Comitê Abras de Marcas Próprias, explicando que a ação encareceria muito o produto. Segundo ele, o que as grandes redes normalmente fazem é degustação no ponto-de-venda.

Em ascensão

A pesquisa da Nielsen, que abrange os 12 meses entre agosto de 2006 e julho de 2007, mostra que o faturamento das marcas próprias avançou 22,3%, para R$ 6,7 bilhões, valor equivalente a 5,5% de participação no faturamento total do setor de auto-serviço, que foi de R$ 124,1 bilhões em 2006. No período anterior, o segmento faturou R$ 5,7 bilhões (4,8% de participação). Em volume, a participação das marcas próprias no setor de auto-serviço no país passou de 5,9% em 2006 para 6,8% neste ano, uma alta de 25,7%. Ao mesmo tempo, os preços desses produtos caíram. No ano passado, custavam, em média, 16% menos que as marcas fabricantes. Hoje, estão cerca de 19% mais baratos.


As dez categorias de produtos que mais vendem (juntas, representam 44% do total comercializado) são, pela ordem: leite longa vida, óleos comestíveis e azeites, papel higiênico, arroz, bolachas/biscoitos, pães, açúcar, salgadinhos/batata frita, televisores e café em pó. A pesquisa mostra ainda que o número de itens comercializados caiu 17% neste ano, para 29.754, devido a um corte que o Carrefour fez nos têxteis de marca própria vendidos em toda a rede. "É bem provável que o Carrefour tenha feito um reposicionamento da sua marca em têxteis", analisa Quintarelli.


Geograficamente, as maiores taxas de crescimento estão concentradas nas regiões metropolitanas da Grande São Paulo e Grande Rio de Janeiro, com 6,3% e 4,5% de alta, respectivamente. o Centro-Oeste aparece com destaque entre as regiões do país, com alta de 11,5% na oferta de produtos com marcas próprias. O número de empresas que têm marcas próprias também cresceu. Passou de 107 em 2003 para 119 neste ano.

Fonte: Meio e Mensagem




E falando nesse tema de Marcas Próprias, não poderia deixar de citar um case extremamente rentável que vem trazendo bons (e possivelmente duradouros) frutos para a marca Pão de Açúcar. Estou falando da marca Taeq (Tao + Equilíbrio).

Marca Própria do Abílio Diniz, em menos de 1 anos cresce em média 20%, e hoje já dispõe de um portifólio de mais de 400 produtos, entre utensílios domésticos, linha de alimentos, jogos de porcelana etc.

O mais interessante é que a marca aparentemente nem parece ter uma ligação com uma marca própria, devido ao seu posicionamento e suas embalagens. Valendo salientar a qualidade e a qualidade das embalagens da marca.











Posicionada para o segmento de bem-estar e qualidade de vida, a idéia é levar uma atmosfera de preocupação com a qualidade em alimentos transformando numa experiência diária o ato de uma boa alimentação saudável, afirma, Alexandra Santos, diretora da marca.

Com lojas próprias dentro da Rede Pão de Açúcar, a linha de produtos está com força total e pretende abrir até o ano que vem, lojas próprias fora do supermercado. Um fato importante é que em pouco tempo ela já é líder de mercado em alguns setores, como em barras de cereal.

O caso da Taeq é um caso excepcional devido ao alto investimento, no entanto o que me chama mais a atenção é a importância dessas ações para a valorizção da marca (Brand Value) perante os consumidores, pois é uma iniciativa que segue à risca a essência do Grupo.

Conheça mais: http://www.taeq.com.br/

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