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terça-feira, agosto 27, 2013

Como a convergência pode ser uma boa ferramenta de posicionamento

Lendo este post do Daniel BurrusConvergence: A Power Tool for Innovation, sobre convergência, me lembrei de alguns ensinamentos de Clayton Christensen sobre inovação e até de Al Ries para adicionar ao post.

Burrus, diz que cada vez mais as coisas ficarão convergentes. Smartphones mais inteligentes e agregando mais recursos além de fotos, video, álbuns, e-mail, etc. Curiosamente isto aparece na nova câmera da Samsung (que é sensacional). Nela, há além de um poderoso smartphone, uma poderosíssima câmera -praticamente com todas as funcionalidades de uma câmera profissional.


"What industries haven't converged yet but could to create something new? How about if an electric utility converged with the automobile industry? They never worked together before. "
Pois bem, sim, hoje cada vez mais as coisas convergem e se agregam em produtos e serviço. Isto é importante e necessário diante do tempo curto (tudo em um só economiza tempo). Outros exemplos são geladeiras que "anotam" seus pedidos quando estão acabando e avisam ao supermercado, ou TV´s que entram na internet, tão bem quando o agora impressionante Chromecast. Tão bem os Ultrabooks, como outro exemplo interessante disto.
"O processo de como tudo isto acontece tem um papel-chave na maneira como as pessoas, a informação e todo o resto interage entre si no mundo conectado, tornando estas conexões relevantes e valiosas...As novas tecnologias vão, não só ganhando espaço no nosso cotidiano, como ocupando-o silenciosamente e tornando-se parte deste."
Internet das Coisas se confunde bem hoje em dia. Produtos e serviços sendo vendidos com poderosos argumentos de features e functions. No entanto, Christensen (e Scott Anthony) me lembrarama tempos passados que quando não conseguimos entender nosso produto oferecido, não entendemos o nosso consumidor:

"Frequentemente, as empresas cometem o erro de tentar buscar uma solução perfeita que faça tudo corretamente desde o primeiro dia. Normalmente, os resultados são produtos com recursos demais e caros, que na verdade não funcionam muito bem. Lembre-se qualidade é um termo relativo. Não se pode determinar se um produto ou serviço é bom ou ruim até que se entenda a tarefa a ser realizada."
Não estou dizendo que as empresas estão errando. Ainda mais pelo fato de que quando nos fazemos a pergunta "What unrelated industries are actually converging in this digital world to create amazing, new opportunities?" começamos a pensar quais alianças, parceiros, oportunidades temos que poderíamos explorar. Principalmente quando estamos desenhando um Business ModelNos fazendo pensar como podemos desenhar o produto e criá-lo, mas dois pontos: Qual a tarefa do consumidor? Qual será a proposta de valor dele? (Qual será o branding dele?). 

Aqui entra o que Al Ries falava sempre: "Você tem que entrar na mente do seu consumidor", "Você tem que posicionar o seu produto com sua maior diferenciação." Ele estava certo, e continua. Contudo, o que antes era diferenciação (celulares com acesso a internet; celulares com touch-screen por exemplo) não é mais. Daí a lógica da vantagem competitiva temporária ser totalmente uma realidade. Por isso mesmo, o USP (unique-selling-proposition) para alguns tem perdido sua força porque foco em algo pouco perene. 

Christensen meio que ensina que não se deve(ria) mais focar numa característica do produto realmente única - a não ser que haja um nicho do usuário/consumidor bem específico, daí a tarefa-a-ser-realizada, mas sim em um promessa maior. Aqui o diagrama do Oceano Azul entraria perfeitamente aliada a uma análise de marca boa.


Posicionamento já ouvi que vem sendo um termo cansado porque está sendo difícil posicionar algo que dura pouco tempo ou que muitas vezes não oferece nenhuma diferenciação realmente. É verdade, mas ainda sim é uma grande ferramenta de comunicação com o consumidor, principalmente àqueles que não vivem sua marca e não são heavy-users. Não é o que você tem, é o que você faz sentir.

Será que se os Ultrabooks se se chamassem por outro termo teriam mais sucesso? Aglutinação de tecnologias será uma necessidade maior, mas será que quando os engenheiros perceberam que tinham a capacidade de juntar as coisas eles não poderiam ter saído do plano "notebook"? Levando-se em conta que é uma categoria em grande queda, sendo então uma maneira de "segurar" esta queda? Propondo uma nova categoria, dando um novo nome talvez fosse uma maneira de ajudar a criar uma nova mensagem renovada ao consumidor e à categoria, permitindo ela se renovar.

Claro, são apenas elucubrações que podem parecer ofensivas para os estrategistas das marcas. Mas penso que "se você seguir as estratégias que para os líderes de mercado parecem também interessante, pode apostar que eles reagirão rapidamente." Quem é o líder do mercado? É só perceber o que a Apple vem fazendo: Ela pega as melhores idéias que os melhores apps têm e embarca em seu Sistema Operacional (OS). E como ficam estes apps depois? Acabam caindo - suponho, no esquecimento. 

O que estou dizendo é que existe uma fronteira além da convergência, maior e mais ampla que vai definir o real sucesso do seu produto. As vezes não ter nenhuma convergência pode ser até sinônimo de sucesso, como o que ocorre com os produtos vintage

Mas você pode me perguntar: Quando o Iphone foi lançado o Bluetooth não funcionava direito, sua câmera era muito ruim e tinha um número limitado recursos que outros celulares do mercado já tinham. Eu lhe respondo com duas coisas: 
  1. Logo após o lançamento (coisa que acontece em todas as gerações até hoje) eles começaram a coletar erros para aperfeiçoar na próxima, ao mesmo tempo que faziam reparos 'quase em real time' do sistema operacional. Lançando em um curto de espaço de tempo outro celular, ou seja, criando um ciclo curto de inovação que induzia aos outros correrem atrás. Sedo sua grande guinada -ao meu ver, o 3Gs e o iPhone 4 e; 
  2. Ele foi vendido como além de um smartphone (era UM Iphone - percebe o posicionamento?) que se ancorava numa marca que prometia "uma nova experiência". 
Claro, por trás existe um grande modelo de negócios ancorado em parcerias e alianças, mas promoviam algo além do produto. Percebe o que fizeram (?) O caminho parece semelhante, mas a entrega é diferente. São estratégias que ajudam a potencializar e a criar uma promessa incomum na categoria vigente e uma expectativa na mente do consumidor. 

Novamente, se o iPhone não tivesse ciclos curtos de inovação de redução de erros e melhorias, não adiantaria comunicar "nova experiência" nenhuma. Mas se percebermos, ela começou a focar em características proprietárias do aparelho também, como resposta aos avanços da Samsung, principalmente. Eles estão pecando? Para mim, estão apenas firmando território, porém mostrando não as funcionalidades, mas o que elas podem provocar, suas sensações. Diferentemente do que algumas campanhas da Nokia mostrou/mostraram. Ao meu ver, não é o produto, mas a forma de se vendê-lo.


Assim, Burrus agrega um pensamento importante à convergência, mas vá além da convergência e reflita mais.

quinta-feira, março 21, 2013

"O jeito como o branding é feito hoje será spam no futuro."

What are the implications for brands as interaction moves beyond screens and into the physical world? How can designers and brands capture the attention and focus of consumers as interaction goes 'outside of the box'?

Capturing the attention and focus of consumers is important in the old world of TV and outdoor signs where marketing is context-free. In a context- and mind-aware world, branding can be much more subtle and, sometimes, even unnecessary as a way to add value to a customer. Branding the way it is done today is spam in the future (it is already in many cases).


aqui

sexta-feira, maio 04, 2012

Shadow QR-Code/Emart Sunny e o mobile como ferramenta estratégica


Uma ação mobile sensacional da Emart Sunny, chamada Shadow QR-Code para aumentar as vendas em supermercado durante a hora do almoço. Muito Boa! Melhor ainda se ser constante. Apresenta um novo canal, estimula o uso do mobile. Faz conhecer o site e outras aplicações pelo celular...Só tende a ganhar. Pergunta: e na chuva funciona?

Coincidentemente hoje li um artigo da Peppers & Rogers muito interessante, apesar de ser datado de 2011, sobre o uso e investimento do mobile como principal ferramenta de que permeia todo a jornada de compra de compra do cliente. Acho que vale a leitura para tirar alguns insights  fazer refletir sobre sua próxima estratégia mobile - Como o Celular Pode Melhorar a Experiência de Compra, quem quiser ler completo aqui também tem):
  • Mapear todos os touchpoints é importante, mas e quando o mobile está presente (ou cresce cada vez mais) em toda a jornada, como avaliar qual investir mais ?
  • Você sabe identificar quanto tempo (e se ele usa) o seu cliente utiliza o celular como forma de procurar informações enquanto está comprando?
  • Aqueles clientes que utilizam mais de 1 canal - os multicanais, passam mais tempo interagindo com sua marca, porém todos os seus canais estão atualizados e oferecem informações corretas?
"Durante o Shop.org no outono passado, o CEO da Urban Outfitters, Glen Senk, revelou que os clientes multicanais da loja gastam de duas a três vezes mais do que os compradores de um único canal."

quinta-feira, abril 19, 2012

Mobile está apenas começando

Neste artigo da VentureBeat, o autor comenta sobre diversas linhas de pensamento, mas que se convergem na necessidade dos CMO´s observarem o mobile como uma possibilidade importante de crescimento e comportamento 'em tela' que fará parte cada vez mais das ofertas e experiência dos serviços. Linhas que se ressaltaram pela recente compra do Instagram pelo Facebook. 

Onde não adianta apenas criar um app e 'jogar no Itunes', é preciso criar uma rede de contribuição (e compartilhamento) social, digital e de conteúdo. Seja para estimularem a serem curadores de conteúdo ou puramente para levar serviços relevantes, REALMENTE, relevantes para a vida das pessoas. Vide NikeID, por exemplo. 

Contudo, o que se leva ainda mais em conta hoje é a Experiência do Usuário (UX), coisa que quando se fala em digital, entra em outros campos como construção de games (Kinect) e usabilidade, coisa que compreende também o universo mobile - onde muitas vezes agências esquecem de explorar.

Paralelamente a isso surgem temas que reascendem a capacidade dos CMO´s de observarem e investirem no mobile. Assim, faço-me uma reflexão

Será que uma agência tem capacidade estrutural e/ou conhecimento necessário de construir plataformas (mobile ou não) estratégicas que se tornarão permanentes e imprescindíveis para o business e presença on line do cliente? (penso que já tenham) Ou é melhor a empresa investir (ou usar) os serviços já estabelecidos de uma startup´s que já entrega (ou faz) o trabalho, explorando suas potencialidades?

O link do artigo é este: Winning with a $1BN servide Design the Future of Mobile is Just Starting 

Separei alguns trechos interessantes:


"Mobile is becoming the remote control to our lives – from the impact of our every day photo obsession to a disruption of all industries and our lifestyles to our society at large. This smart change agent in our pockets has started to make new heroes and create unprecedented opportunities for start-ups, entrepreneurs and innovating CMO’s charged with pushing the digital agenda of marketing their brand and services."

"Mobile is the most innovative industry of our times and the opportunities for entrepreneurs are boundless!"

"Good branding and #winning in online is no longer a guarantee to strike it out in the new-new age of Mobility."

“I work to explore how the next generation of interface experience can accept, understand and enhance our most primary human senses and abilities – in hopes to one day guide new digital experiences spanning across health, education, retail, … to gaming, and immersive media consumption” - Amish Patel, Microsoft - Kinect


“Mobile is adding so many new powerful layers to our mission to grow the value of music. In fact, with our apps, mobile services, and second screen experience, we encourage fans to curate and share the soundtrack of your life – right from your smartphone” says Beverly Jackson, Director Marketing at the GRAMMYs.
"As the innovation circle gets faster and instant global chance is feasible for small teams – CMOs need to ask for more innovation from their agencies and mobile teams. In a war for talent, we will see brands buying out teams and adding their apps as a branded service faster before they might be a threat as a standalone business."

terça-feira, outubro 04, 2011

Bons argumentos para você investir nesses 3 canais

Esse Infografico ajuda a demonstrar para os homens de negócios que se deve sim investir nestes tripé: mobile, social media, e-mail.

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