quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Tímido ou Introvertido? Caráter ou Personalidade?

Muito interessante a dica do @guykawasaki deste livro - Quiet:the Power of Introverts in a World that Can't Stop Talking da Susan Cain. Ela tece e esclarece hoje que o introvertido é muito confundido com o tímido. O introvertido talvez seja aquele que prefira uma taça de vinho a uma balada com psy. Diferente do tímido que tem medo do julgamento social. 

Outro aspecto interessante do livro é que Cain, fala sobre como as empresas estão criando espaços de trabalho que favorecem mais os extrovertidos em detrimento a pessoas de outros perfils, forçando estes a terem menos privacidade e terem que se adaptar ou se reprimir. 

Outro ponto interessante é o conflito da cultura atual que valoriza mais a personalidade do que o caráter da pessoa. Pessoas célebres do passado são encaradas como aquelas que tinham caráter e hoje acaba prevalecendo o carismo da personalidade do que necessariamente a índole da pessoa. (Tempos de Celebridade Instantânea? Big Brother? Fama vs ser Artista?). 


Não sei porque isso me lembrou uma frase que ouvi no filme Jogos de Poder, com Sean Penn: "Falar mais alto, não é falar a verdade." Essa cultura do excesso de uma construção de uma personalidade para o externo, para o status. Vide o que a Sherry Tuckle falou em outro post sobre a 'cultura do se esconder'.


Pareceu-me uma boa pedida para observar que existem pessoas de outros perfils no mesmo ambiente de trabalho.

terça-feira, janeiro 31, 2012

Participar é mais importante




Não sei se gosto ou não deste comercial. Confesso. O tema é importante e delicado. Foi uma saída criativa. Mas...

Eu entendi o conceito da  mensagem sobre a dificuldade e inserção no mercado, da aceitação, de se sentir pertencente...etc. Entendi, mas me causa estranheza a "venda" deste estereótipo, desse aspecto "normal" da sociedade. Sendo que muitas vezes queremos fugir dele. Reclamamos tanto e replicamos querendo inserir "mais pessoas" neste mundo. Fiquei na dúvida. Tá! Tudo bem! A publicidade é o reflexo da sociedade, mas mesmo assim...

Em contra-senso a este aspecto da velocidade, da pressão, existem movimentos, como o slow-movement que o Carl Honoré falou em seu livro Devagar. Onde falasse sobre a possibilidade de hoje termos melhor qualidade sem necessariamente promovermos o stress.

O autor diz: 
"A velocidade não é um mal em si", defende. "Temos que encontrar equilíbrio: momentos de velocidade, momentos de vagareza e momentos em que você está completamente parado."
"Desacelerar é difícil - Honoré reconhece que a velocidade é uma droga de nosso tempo. Aceleramos por um vício do corpo, para evitar pensar sobre questões profundas e porque ser rápido é sinônimo de prestígio na nossa cultura. Então, desacelerar é difícil." 
Além deles, Eckart Tolle, com o Poder do Agora. Leo Babauta em Quanto Menos Melhor (recomendo). Enfim, existem tantos movimentos que surgem - opiniões ou não, mas que num todo nos fazem refletir sobre a 'normalidade' da época em que vivemos e as dimensões de valores que hoje diferenciam as pessoas.

Ter luxo é ter tempo hoje. Fato. Uma pessoa bem sucedida hoje é quem tem tempo e/ou consegue administrar bem ele. Disciplina é o que nos exigem. Disciplina com rapidez e criatividade. 

Talvez esteja olhando o filme sem a magia da publicidade (isso é só uma propaganda ora bolas!) ou pior numa visão mais careta ou tradicional, mas fiquei me perguntando se foi uma boa saída. O que você acha?

domingo, janeiro 29, 2012

Exigir sem pensar e sentir.

Muitas empresas exigem muito do funcionário, muito mais do que o normal. (Tudo bem, é a vida capitalista.) Colocam ele fora da 'zona de conforto'. Forçam ele a encarar e saber lidar com os seus próprios medos. Esmagam-o com a força da pressão. Isso é bom? De certo modo sim. O que quero levantar aqui é o: Para onde estamos indo? Você fica sabendo sobre as informações e perspectivas da empresa?
Muitas vezes corremos feitos loucos e não sabemos onde estamos indo, não sabemos nem a estratégia da empresa, nem a importância direito do seu setor. Temos uma dúzia de indicadores para monitorar dia-dia - nos BSC da vida, e as vezes nem sabemos se estamos destinando energia daqueles 20 indicadores se vão fazer diferença ou é apenas "norma da empresa". Alinhamento não é apenas mandar um guideline para o gerente e diz: lê aí.
Faça um exercício. Imagine que sua empresa está quase falindo, todo mundo indo embora. Você no prejuízo...etc. Você tem que reverter o jogo, pense em: "Quais são os REAIS indicadores que fazem diferença no seu negócio (ou setor/unidade)?". O que faz girar e ter estabilidade. Cite 3 indispensáveis. Dizem que o ideal gira em torno de 7. Este é o pensamento reverso que Warren Buffet faz quando investe em empresas e exige retorno delas. Daí você percebe o que realmente é importante e o que é 'norma'.
Voltando. As empresas exigem do empregado, trazem a pressão do mercado para dentro da empresa (isso é bom), colocam quadro de performance na parede (também pode ser bom até certo ponto), gritam, berram (...) etc. (se identificou?) Pois bem, ao mesmo tempo ouvimos que "cada um tem que ser auto-motivado", que "o funcionário tem que ter metas para dentro da empresa", que "temos que inovar, liderar...". Este é o cenário que encontramos e percebemos em livros e blogs e no mercado nas grandes empresas.
Tudo é favorável. Todas essas medidas são importantes porque crescemos melhor quando bem estimulados, mesmo que na pressão. Nisso, é importante entender que sem um destino 'comprado' pelos funcionários, isto pode gerar apenas ansiedade, medo e tentativa de cortar custos. Fora conflitos de interesses etc. Ao invés de riqueza, tensão. Ao invés de senso de urgência, sendo de terror.
Contudo quero levantar a questão aqui: Sua empresa (que você trabalha) que está em um mercado altamente competitivo - se não está logo estará, exige de você RAPIDEZ e CRIATIVIDADE SEMPRE, ponto comum. Porém primeiro ponto: VOCÊ SABE PELO QUE VOCÊ ESTÁ SUANDO? Quais são OS VALORES DA EMPRESA (CORE VALUES)? QUAL A MISSÃO DA EMPRESA? QUAL O MOTIVO ESSENCIAL DELA EXISTIR? Existe isso forte e claro para todos? Você foi perguntado quais valores você entende e aplica?

Segundo ponto
: Você sabe até onde pode ir? A empresa quer que você inove, mas você conhece as limitações? O que pode acontecer se você não inovar? Você é despedido? O que a empresa sofre se você não conseguir fazer o seu trabalho? Quais são os guias estratégicos do que não fazer? Aquilo que existem para que você não faça o que ninguém quer que você faça?

No Google os executivos devem gastar pelo menos 20% do tempo em projetos paralelos fora de sua área de responsabilidade. Porém, o projeto tem premissas, antes de ser apresentado, senão é logo matado:

*O projeto deve ser popular com os consumidores? 
*É capaz de atrair outros funcionários a trabalhar nele?
*Resolve algum grande problema?
*Alinha-se com metas internas? 
Terceiro ponto: o mundo te exige, mas a empresa te fornece AMBIENTE ONDE TODOS ESTÃO COMPROMETIDOS COM O SUCESSO - OU MELHOR, COM A CAUSA? A empresa te força, mas ela te dá ambiente para isso? Ela te pergunta onde pode melhorar? 

Faço essas perguntas provocativas (e não são desabafos), puramente para levantar a questão que
em um mercado onde a pressão impera, a busca por uma causa, por uma verdade interna de cada um, por entregar realmente o que funcionário quer, olhando pela ótica dele é tão importante quanto ter lucro ao final do mês. Por que é possível termos um produto commoditizado, mas você pode pagar o ônus de ter um funcionário commoditizando sua motivação.

Estímulos

*Estimular a inovação é importante, mas temos que dar subsídios estruturais. 

*Provocar com que as pessoas saiam da zona de conforto é importante até para o crescimento pessoal, mas forneça-lhes, encante, mostre, pergunte, troque-bola com elas, sobre sua causa e melhorias. Ele tem que acreditar! 

*Todos nós somos criativos! Tem uma frase do Jim Collins (ou Peter Drucker) que eu gosto muito: "A função da empresa é não desestimular o funcionário." Contudo, acredito que todo mundo deveria ter um coach ou um setor de rh envolvido à disposição na empresa para os funcionários se consultarem e alinharem-se. Foco em melhores funcionários ou melhores funcionários focados? Mostre o foco para eles, mas conheça qual os deles. (Recomendo a leitura do post Pensamento Alinhado

Lembro de uma frase que li numa passagem em Seven Strategy Questions  que poderia concluir este post
"If your core values are providing guidance, you won´t have any difficulty telling stories of situations where they have determined people´s decisions. If you can´t easily find such stories, then your values are not doing their job." /"Se seus valores fundamentais estão fornecendo orientação, você não terá qualquer dificuldade de contar histórias de situações em que eles determinaram as decisões das pessoas. Se você não consegue encontrar facilmente tais histórias, então seus valores não estão fazendo seu trabalho."

sexta-feira, janeiro 27, 2012

O futuro do varejo por David Lauren, NRF 2012

"Os próximos anos consistirão no relacionamento direto. É desta forma que as marcas querem se relacionar com o consumidor, que não se importa com o canal que se usa. O que é relevante para ele é a experiência proporcionada."


"...o importante não é qual será a próxima tecnologia ou a mais avançada, mas o que faço de inteligente, único e inovador com a tecnologia que tenho hoje."


Veja o artigo aqui


-----Apesar de não achar novo falar sobre experiência. Acho que com a tecnologia ficou bem mais possível e tátil exemplificar melhor. Fiquei curioso em ver, assistir e ter acesso a essa apresentação do David Lauren.



Antes vendíamos produto, hoje vendemos (também) idéias (e propósitos)



Video interessante sobre a evolução da mídia e como a mensagem se tornou importante hoje. Ter uma causa. Ter uma mensagem...Com a internet se tornou muito mais importante vender a idéia/mensagem, do que mostrar puramente o produto pelos formatos das propagandas tradicionais. São quase pequenas epifanias diárias...úteis ou não, interessantes ou não, para nos atrair para a compra.


É a internet servindo de canal para mudar a forma de interação e venda. É a venda pela causa/idéia

Por que não dizer que um publicitário, ou um social media não seria um 'vendedor' também? 
A internet modificou totalmente a forma de criar interesse...buscamos a Big Idea e ainda convergente e que gere interação e relevante. É mole?!