segunda-feira, dezembro 22, 2008

IPhone nosso de cada dia


O que mais me impressiona no Iphone é a capacidade impressionante de multiplicar sua funcionalidade. O Iphone não é o melhor celular+computador do mercado, porém existem outras tantas formas de ampliar sua produtividade que as deficiências acabam ficando menores, como a ausência de flahs ou impossibiliade de edição de arquivos Office.
No entanto, o fato da Apple permitir inserir softwares dentro do celular, disponibilizando-os no site, criados por usuários (e pela própria Appel) - a exemplo do que o Firefox faz com suas Extensões, é uma estratégia ótima.

Este exemplo me lembra o modelo de Produto Cativo, que se configura numa estratégia que prende o consumidor a compra de suprimentos posteriores ou manutenções necessárias ganhando no uso do serviço, como a Gillete e as fabricantes de impressoras fazem. Fato é que o Iphone não é um produto cativo, mas sim, um produto que conseguiu diminuir suas margens de lucro, em relação a sua curva de experiência e que vem conseguindo margens interessantes sobre a venda de
softwares adicionais ao aparelho (incluindo para o Ipod Touch).
Estratégias como essa ajudam a conseguir cada vez mais a atenção das marcas e a facilitação da associação, porém incorrem em uma possível dependência, algo que o cliente atual anda se distanciando. Mas que é legal é, ver cada dia
softwares mais interessantes, como este abaixo desenvolvido por um padre Paolo Padrini está disponível na loja iTunes. Via G1. O padre criou o 'I-Breviary', aplicativo que ele desenvolveu e traz orações diárias. Já está disponível na loja virtual iTune.

Foto: Pier Paolo Cito/AP

O poder de um bom título

Este últimos dias venho lendo bastante Kotler e numa passagem do livro chamada Estratégias Criativas, me chamou bastante atenção. Nesta passagem, enfoca a importância em se ter um bom texto para a campanha que demonstre bem o objetivo principal de marketing, que pode ser dividido em: lançar um produto, reforçar, manter ou divulgar.

Tendo em vista que a mensagem em um texto publicitário é de grande importância para posicionar o produto/serviço, Kotler divide as mensagens em Apelos Informativos e Apelos Transformativos. Os informativos referem-se a apenas ao fato de anúncios que mostram produtos que solucionam o problema, demonstram o produto (XYZ, resiste a chuva e a neve), Comparação de produto (João Supermercado, aqui os preços são melhores que no Zé Market Place) ou testemunhais com pessoas desconhecidas ou celebridades.

Já os Transformativos quando bem conduzidos, baseiam-se em um benefício ou imagem não relacionada ao produtos. Como o tipo de pessoa que usa a marca (HIG - Para pessoas com estilo; VW - Procuram-se Motoristas) ou que tipo de experiência o consumidor recebe ao usar a marca ( Bermudas BeachBit - Fique peixe).
Claro que estas mensagens são criações de um publicitário engraçadinho, mas servem para ilustrar no mercado. Abaixo exemplos:

  • Apelos informativos
Seamless lingerie.


  • Apelos Transformativos

Esta última da Audi, o que vocês acham?

Faça ZAG

Quero pedir desculpas antecipadamente pela ausência em posts. Este fim de ano está sendo meio atribulado, com a pós, concursos, presentes, viagens e não pude compartilhar algumas coisas que li.
Bem, atualmente estou muito envolvido na leitura do novo livro do Marty Neumeier - que por sinal é excelente. É uma continuação do The Brand - outro que é supra-sumo. Recomendo a compra dos dois, em especial comece a ler o The Brand Gap primeiro, porém os dois lidos separadamente podem ser compreendidos perfeitamente.

Neste último livro, ZAG - A Estratégia Número 1 das Marcas de Sucesso, Marty dá dicas e conceitos bem didáticos e simples de como aplicar/implementar (e vender) bem o branding. São formas de se propor a busca pelo seu ZAG, a grande diferenciação competitiva da sua empresa. O que ela realmente é, por que você acorda todos os dias de manhã, qual é a razão fundamental da sua existência da sua empresa, como você quer ser visto daqui a 25 anos, onde sua empresa é ÚNICA, enfim, estas e outras perguntas, simples, mas que fazem grande impacto quando analisadas uma a uma.
Um dos conceitos tão na cara que eu fiquei pensando 'Como eu não pensei nisso antes?' é o conceito Bom e Diferente, onde Marty descreve em 4 quadrantes, como você pode pensar estrategicamente em busca do ZAG da sua empresa. Para entender melhor, baixe o pdf desta parte do livro aqui:


Olhar para dentro da sua empresa não é um processo fácil, mas mais difícil que isso é ter um produto realmente novo, diferente, que tenha relevância e que se auto-alimente pelo seu próprio design, marca e projeto, a exemplo do Ipod, que não foi o primeiro mp3 player, mas que hoje falar em Apple é associar Ipod (ou Iphone). Então, analisar o plano de marketing e rever se o produto que você está lançando é realmente eficiente ou é "diferenciadamente radical", como Marty fala. É um processo doloroso, mas que garante uma longevidade de sua marca e o posicionamento na mente dos consumidores.

Enquanto uns fazem ZIG, faça ZAG.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Como Evitar Reuniões Inúteis

Eu sempre achei Reunião importante. É um momento de se botar em pratos limpos os objetivos necessários. O ruim é quando esta reunião envolve muito gente, ou fica muito dispersa, sem poder chegar a um bem comum. Ou quando existem reuniões demais. Ah, detesto reunião segunda-feira, 8 da manhã. Nossa!!! (rs).

Lendo o UoD, li este post interessante que dá dicas que saíram na Exame deste mês sobre Reunião Inúteis.

Veja algumas dicas para evitar reuniões na empresa:

  1. Vai decidir? Senão, cancele! - Se a reunião não tem poder de decidir nada, é melhor cancelar e usar o tempo para outra coisa. Pessoas que vão apenas para discutir a cor da chuva sem nada de efetivo para alterá-la, estão jogando tempo no lixo!
  2. Existe outra forma de resolver a questão? - Que tal antes de convocar a reunião pensar em alguma alternativa para resolver o assunto sem precisar da reunião?
  3. Conversa individual - Ao invés de usar a reunião será que uma pequena conversa particular com os membros da equipe e depois um e-mail com a resolução não ajudaria? Pode parecer que se ganha tempo falando para 5 de uma vez só, mas na prática isso é contraditório.
  4. Proponha uma solução - Que tal você enviar uma possível solução para a pessoa que convocou a reunião e assim evitar todo o processo de discussão? Em muitos casos a solução já está pronta previamente a reunião.

Marca do Banco Real será substituída pela do Santander

O que o mercado especulava desde que o Santander adquiriu a operação do Banco Real no Brasil, no ano passado, já está acontecendo. A marca do Real será mesmo substituída pela do Santander. Não haverá uma ruptura, entretanto. Na prática, os dois bancos mantêm suas marcas até 2010, quando está marcado o início da troca de bandeira.

Até lá, um grupo coordenado pelo Diretor de Marketing Fernando Byington Egydio Martins trabalha em diversos estudos e ações para transferir todos os atributos da marca do Real para o Santander. Os serviços e agências dos bancos já estão sendo integrados. A sustentabilidade, marca registrada do Real, já está servindo de referência até para projetos na Espanha, sede mundial do Santander.

Este é um caso raro de uma empresa comprada que está levando a sua cultura para a compradora. Fernando Martins, então Diretor Executivo de Estratégia da Marca e Comunicação Corporativa do Banco Real, foi promovido ao comando da nova diretoria no Santander que incorpora também a Ouvidoria.

Em entrevista exclusiva ao Mundo do Marketing, Fernando Martins explica como está sendo a integração e a mudança que haverá com as marcas. Ele comenta ainda sobre o processo que levará a morte da marca do Banco Real, que, segundo a consultoria Top Brands, tem o maior número de defensores, aqueles clientes que além de consumir recomendam e defendem a marca.

Desde a compra do Real pelo Santander, o mercado vem se perguntando como ficarão as marcas dos dois bancos no Brasil. Você tem uma resposta?
As duas marcas vão coexistir enquanto integramos os produtos, os serviços e as equipes, num prazo mínimo de dois anos. Queremos transferir para a nova marca, que será a do Santander, o melhor dos dois mundos. Acreditamos que seja possível transferir os atributos da marca do Real para o Santander. Isso já vem sendo feito através de um alinhamento de visão. Vamos fazer esta mudança com calma, de forma paulatina, para trazer benefício para os clientes e funcionários dos dois bancos.

Não vai haver uma ruptura de marca?
Não. Vamos fazer uma evolução do que é o Santander hoje incorporando o que de bom tem no Real. Na prática as agências e produtos do Real serão substituídos por essa integração e levarão a marca Santander. Devemos começar este movimento no segundo semestre de 2010, mas ainda estamos definindo.

A marca do Real é muito forte no Brasil. Como vocês vêem a morte desta marca?
Na realidade não é a morte de uma marca, mas de um nome. Haverá a transferência de valores, práticas e do jeito de fazer negócio para o Santander. Não é uma ruptura. É uma evolução, uma integração. O fato do Fábio (Barbosa, Presidente do Grupo Santander no Brasil) estar conduzindo esta operação garante que mantenhamos o foco no cliente. Não vejo conflito nenhum. Não há fantasmas e fantasias. Este processo será muito bom e não tenho dúvidas de que vamos conseguir posicionar a marca Santander unindo o melhor das duas.

O Santander tem sua marca ligada fortemente com o esporte, enquanto o Real é lembrando pelo foco na sustentabilidade. Esses dois mundos também serão integrados?
Com tempo vamos construir este posicionamento. O Santander tem como slogan “O valor das idéias”, e o Real, “O banco da sua vida”. Acreditamos que as idéias são boas quando são executadas em benefício da vida das pessoas. Então, achamos perfeitamente harmônico a integração destes dois conceitos.

Há algumas linhas mestras. O Santander patrocina o GP de Fórmula 1 e o Real patrocina as transmissões da F-1 na Globo. Nossa intenção é veicular anúncios dos dois bancos nas mídias que estamos comprando. Tudo está sendo feito de forma estudada. O Santander tem um instituto cultural em Porto Alegre que é muito ativo e o Real tem um em Recife também muito ativo. Como juntamos isso e criar um caminho em que as duas marcas vão se alinhar, é o desafio.

O Santander enfatiza muito a questão de inovação e o Real o do relacionamento. Relacionamento a partir da visão de mundo de desenvolvimento sustentável. Já fizemos dois workshops sobre práticas sustentáveis com clientes institucionais dos dois bancos e foi um sucesso. As pessoas começam a perceber que é possível unir duas culturas que pareciam ser muito distintas, mas que não são antagônicas. São complementares. O Real era patrocinador do Museu do Futebol e passamos para a marca do Santander porque ele patrocina a Copa Santander Libertadores de Futebol.

Como está sendo feito este trabalho de integração além de workshops? Que tipos de estudos vocês estão desenvolvendo?
Há muitas ações. Tem um escritório de integração que coordena toda a parte operacional, onde temos uma frente de comunicação que está verificando quais são as complementações entre as agendas, desde a área de RH até a de Negócios. Já estamos integrando as políticas de RH com benefícios para os dois lados da organização. Estamos fazendo a interoperabilidade, que é o uso dos caixas automáticos de forma integrada, entre outras frentes. Tudo está sendo feito através de grupos multidisciplinares. Continuamos tocando a vida, fazendo a comunicação dos dois bancos e com campanhas novas para cada um deles, mas identificando o caminho para a convergência.

Como está sendo administrar as diferenças culturais entre as duas empresas?
Está sendo surpreendentemente bom. A afinidade entre as equipes, em todas as áreas, está sendo muito boa. O processo está correndo de forma muito transparente. Há um interesse comum.

O Santander e o Real têm clientes com perfis diferentes. Como está sendo unir dois tipos de clientes?
Somos todos seres humanos e muito parecidos. Os produtos têm nuances diferentes, mas começamos a conversar e a ver práticas como esta da sustentabilidade, que já começam a fazer parte dos dois perfis. Aos poucos estamos unidos as características das duas marcas. Evidentemente, dá muito trabalho porque ele duplica do dia para a noite.

O mercado brasileiro vive um momento de forte consolidação. Como o Santander vai se diferenciar?
Pela nossa proposta de valor, começando pelos produtos, serviços e pela rede disponível em todo o Brasil. Temos uma rede muito forte não só em São Paulo, mas em todo o Brasil. Estou muito otimista que conseguiremos ter um banco mais enxuto, com melhores serviços e maior eficiência. O mercado está se movimentando e cada um vai enfrentar estes desafios para atender cada vez melhor o cliente. Estamos confiantes porque largamos na frente.

Como vocês estão planejando o ano de 2009 diante desta crise?
Estamos enxergando esta crise como oportunidade. Evidente que estamos atentos e que o Brasil e o Santander não estão totalmente imunes, mas estamos numa posição privilegiada. O banco tem tido um desempenho ótimo, um dos três melhores resultados no mundo.

fonte: mundodomarketing

Frase do dia: Jean-Marie Dru

Jean-Marie Dru: "A Apple se opõe, a IBM soluciona, a Nike persuade, a Virgin informa, a Sony sonha, a Benetton protesta... As marcas não são substantivos, mas verbos".