sexta-feira, fevereiro 08, 2013

Dois avaliadores, dois valores propostos mutuamente

"According to S-D logic, any marketing exchange involves at least two ‘evaluators’, whose value perspectives become linked together as a reciprocal value proposition (Ballantyne and Varey, 2006). It thus requires that the provider does not pre-define the nominal and potential real value of offerings, but rather establishes them through interactions with the customer in the dynamic buying-and-selling process."
Por isso que as empresas só podem criar proposições de valor. Elas apenas podem propor valor, mas não criar valor. Empresa não cria valor, porque o valor só nasce depois da conclusão da experiência de compra e uso. Elas podem apenas propor.

Recapitulando aqui

Em que negócio nós estamos?, Edward Deming

“What business are we in? In the case of carburetors, was it to make carburetors? Yes. The makers of carburetors made good carburetors, better and better. They were in the business of making carburetors. It would have been better had they been in business to put a stoichiometric mixture of fuel and air into the combustion chamber, and to invent something that would do it better than a carburetor. Innovation on the part of somebody else led to the fuel injector and to hard times for the makers of carburetors. A good question for anybody in business to ask is What business are we in? To do well what we are doing – i.e., to turn out a good product, or good service, whatever it be? Yes, of course, but this is not enough. We must keep asking What product or service would help our customers more? We must think about the future. What will we be making five years from now? Ten years from now?” - W. Edwards Deming. The New Economics. MIT, 1993. P. 10.

7 Tips to Beautiful PowerPoint


quarta-feira, fevereiro 06, 2013

great time or lose them, Kevin Stirtz


Qual a pergunta principal que a marca deve fazer [Parte 2]

Fiz um #Storify sobre uma conversa que tive com o @pbprado sobre um dos meus últimos posts: "Qual é a pergunta principal que a marca deve fazer?" http://sfy.co/jENv para exemplificar o conteúdo deste post.




Design Thinking e sua relação com o hoje
Certamente terei rechação por este post, mas vou arriscar levantar a questão: Mesmo o design thinking, com sua propriedade e capacidade colaborativa e humana, não estaria sofrendo um pouco com a sustentabildadade de suas ações? Como assim? Será que adicionarmos a pergunta: "Que tipo de consumidores estamos criando - pro futuro, através das nossas técnicas de entender, problematizar, prototipar e lançar, pode ser um caminho mais real de projetar (e "desenhar consumidores") consumidores para o amanhã?

Levanto isso por que hoje o Google, criou um consumidor que exige agilidade, rapidez. Tudo o que é inventado hoje em termos de internet e mobile é preciso ser rápido e funcional. Ou seja, da mesma maneira que o iPhone 'acostumou' o consumidor a querer ser mais integrado, social e móvel, o Google aperfeiçou seus algoritmos e Ux (usabilidade/experiência do cliente) para transformar um setor e um mercado inteiro, elevando o padrão. Hoje os consumidores de Smartphones são mais sensíveis aos design e ao "mais fácil de mexer" e isso a Apple estimulou. Como qualquer app, site etc que criamos no ambiente on line precisa ser 'ágil, objetivo e de rápido acesso'.
"Many customer and Ux designers have been solving wrong design problems. They´re trying to create better experiences. They´re attempting to make innovative features and functions easier to use. They´re [JUST] paying close attention to customer response." Michael Schrage
Provocação ao Design Thinking e às MarcasPenso que o design thinking pode estar hoje num processo de evolução - visto pelo maior acesso e debate dele, porque imagino-o como um meio extremamente poderoso, contudo, (posso estar vendo-o de forma restrita) um meio para "resolver problemas do hoje". Isso é ruim? Sem dúvida que não, levando-se em conta que existe uma grande demanda de serviços no Brasil vindo de todas as classes e por seguinte, exigência por maior experiência de consumo físico ou on line e usabilidade maior. É perfeito.

Contudo, a 'futurologia' que faço é: A forma que estamos resolvendo os problemas (wicked problems) de hoje está criando que tipo de consumidor? E complemento: A forma como as marcas estão resolvendo os problemas (wicked problems) de hoje está criando que tipo de consumidor para a sua empresa e mercado?

Vendo a questão desta ótica percebemos como as empresas são agentes sociais de desenvolvimento, produção e experiencial claros. E então, Quem a sua empresa está criando? 

Espero que tenha ficado claro, como penso a importância das marcas hoje no além do aspecto mercadológico, mas comportamental. Fazer as perguntas certas pode ser o caminho (mindset) para ter melhores perguntas no futuro. Para um continuos improvement da sociedade e do capitalismo. 

Estou pedindo demais? Elocubrando? Pra mim me parece coerente. E como recentemente li o livro Start with Why do Simon Sinek, cujo separa em 3 dimensões a função da cada empresa: WHY: porquê realmente nós fazemos o que fazemos; HOW, como nós fazemos/entregamos nosso propósito; e, WHAT, o que a empresa faz. Mantendo o raciocínio do Simon e juntando com o Schrage  eu adicionaria uma coisa ao pensamento dele: What Kind (que tipo: que tipo de consumidor você quer ele se torne), entre o Why e o How.
É um exercício de entender aliado a um projeção de cenário, de que tipo de comportamento estamos querendo desenvolver para o mercado futuro.
Então, o que acha?

Personal Branding é a nova Cultura Corporativa??