quarta-feira, janeiro 07, 2009

Vinhos Alfa-Romeo

A empresa itialiana de carros, Alfa Romeo, acaba de lançar uma série de vinhos, por sinal, nada baratos, para oferecer mais um "agrado" aos fãs dos carros da marca.
O design é todo inspirado nos próprios carros.
Será que é uma boa? Vai um vinho com cheirinho de óleo aí?
Para mais: Scrimaglio.
É só ler o post anterior e ver se é uma extensão coerente. Lêem e tirem suas conclusões. (:

terça-feira, janeiro 06, 2009

Você conhece o universo da sua marca?

O universo da marca é as vezes um mistério. Identificar mercados potenciais onde a marca pode se inserir sem provocar uma diluição da marca, é as vezes um trabalho que pode parecer óbvio, mas depende muito do feeling dos diretores de marketing.

Captar o universo em que a marca se insere é um trabalho prazeroso e único. Entender que aquela marca provoca desejo, sensualidade, motivação, sede, fome, energia, é entender que ela faz parte de um ecossistema de relação onde uma pulada fora, pode arranhar uma relação ou passar uma idéia de oportunismo capitalista. Empurrando marcas e mais marcas guela abaixo do consumidor. Como em muitos livros comentam sobre a Virgin, empresa do bilionário Richard Branson, que nasceu de uma gravadora de discos, cresceu com uma empresa aérea e chegou a ter uma empresa de casamentos. (Tem um bom artigo sobre a Virgin aqui.)

Virgin é uma excessão. Branson é um multi-bilionário excêntrico que tem muito peito para arriscar novos mercados, sabendo que nem sempre pode concorrer em condições favoráveis. Sobretudo movido pelo sentimento de desafiar os padrões e as formas de se fazer marketing com humor.

Como nem todos gostam de arriscar, para fazer uma Extensão de Marca de sucesso, vai alguns resultados:

  1. Distribuidores podem perceber menos risco com um novo produto, pois se desenvolve atrelada a uma familiar marca;
  2. Os clientes irão associar a qualidade da marca estabelecida com o novo produto. Eles serão mais propensos a confiar no novo produto. Ou seja diminuirá a dissonância cognitiva;
  3. O novo produto vai atrair mais rápido cliente consciência e vontade de julgamento ou amostra do produto;
  4. Os custos promocionais (especialmente publicidade) podem sem ser substancialmente mais baixos.
Essa estratégia é arriscada, pois a partir do momento que você associa aquela marca já forte a um segmento e vê numa gôndola a mesma marca vendendo um produto de outro segmento que não tem nenhuma relação direta com o anterior, pode provocar uma incoerência no portfólio da marca.

A imagem em questão, refere-se ao universo que a Gucci trabalha em seus produtos, compreendendo de forma coerente ao estilo de vida dos consumidores, as marcas criadas pra cada categoria respectiva - retirado do livro Alongando a Marca, David Taylor. No mercado de luxo é algo extremamente lucrável, principalmente em tempos de crise como a que estamos passando.
Imagem Virgin: onbranding.com

Promoção Velho Barreiro

Alguém pode me explicar isso?
Imagine que legal você participar de uma promoção onde você precisa juntar 180 tampinhas novas de garrafas de um litro de pinga, mais R$ 1,50 e dai você ganha direito a comprar bolas oficiais. Isso mesmo. Depois de juntar 180 tampinhas, você ainda precisa pagar o transporte da bola adquirida.
Genial essa campanha! Por favor, consumam 180 litros de pinga e comprem uma bola. Site:VELHO BARREIRO.

Eu sei que já passou, mas como li estes dias, resolvi postar tamanha a incredubilidade. Será que alguém chegou a comprar essas bolas?

Copy and paste: Pristina.org

domingo, janeiro 04, 2009

Venda! Venda! Venda!!


Descobri este video desenvolvido pela Faculdade Cantareira (não sei se por brincadeira ou não. Ou se foi apenas um viral) sem querer na internet, mas que me chamou a atenção - além do humor excelente da Cia. dos Barbixas, é a forma como eles "vendem" O Produto parodiando a forma como os profissionais de merchandisign fazem na TV.

sábado, janeiro 03, 2009

Graffiti, use-o com parcimônia

Uma boa oportunidade de ver o processo de criação de artistas de rua, como o Obey Giant. Como é feito a colagem e as diversas camadas até a conclusão do trabalho. Isso me lembra que a arte hoje pode ser considerada a mesclagens - além de um misto de mesclagens dentro do mesmo estilo, mas também uma junção de inúmeras referências externas onde os estilos se incluem. Ou seja, um samba de criolo doido. O importante é informar de forma coerente (ou não), mas informar. Visite o site dos dois artistas, Obey Giant, WK Interact.




O interessante é que a pichação sempre teve um viés voltado ao externo, como um alerta sobre o que está acontecendo de político, social, situacional, sempre participando de movimentos e manisfestações comunistas e\ou liberalistas. Lembrando que pichação é diferente de Grafitagem, no entanto, suas origens se distiguem apenas na forma expositiva e no resultado. Uma tem conotação negativa, e a outra geralmente ganha status de arte. Uma é arte e outra não, em síntese. Opinião do blogueiro. Porque o importante é ter uma mensagem. O que acontece muito hoje é uma necessidade de botar para fora mazelas e que camufladas em pichações sem sentido, que nem Jackson Pollock entenderia.

Ao longo dos anos com a difusão da informação e da crescimento das relações humanas, esta categoria de arte ganhou uma roupagem mais moderna adicionando estética e estilo. Sentiu-se a necessidade de exposição livre em espaços públicos - começando por antigas construções, ruínas, até em locais de grande acesso, uma informação cada vez mais visual e universal, não apenas informativa ou inteligível, mas acompanhada de cores e colagens intertextuais. Assim, hoje o Graphite é a oportunidade desses Artistas de Ruas de expor sua ideologia e sua forma de ver os mesmos acontecimentos políticos - afinal, corrupção, dominação, submissão, sexo, guerra etc. são temas sempre atuais, de uma forma livre e muitas vezes "permitida" em grandes centros. Como fazem grandes artistas como Bansky ou OsGemeos.

Muitos destes artistas hoje vêm introduzindo uma roupagem mercadológica em suas obras, e permitindo que elas sejam até vendidas e aplicadas em diferentes formas de expressões, como: grafites em carros, graffiti de rua, graffiti em ambientes (casas, prédios), onde você imaginar a arte pode ser inserida. Ou seja, se uma forma de geral a Arte (ou este tipo de arte) é democratizada (ou banalizada) ao ponto de ser encarada de forma comum e não apenas suburbana.

Fico pensando: para quê pichar? Pra quê escrever aquelas frases, letras, ideogramas impossíveis de se entender, se podemos colocar mais arte em nossas vidas? Explicar a vida, o comportamento de forma mais bela e mais colorida.

Abaixo coloco algumas fotos de vários lugares, em São Paulo, em Recife, para ilustrar o ganho que temos em explorar esta ferramenta social.