segunda-feira, julho 16, 2007










Dois filmes um da Lingerie Schiesser e um do desodorante
Axe 3 intitulado "Crashes".






E no caso da Itaipava...


E após isso e no caso da cerveja Itaipava, que anuncia, " A 4ª cerveja mais vendida no País."?

Afirmação de posição

O posicionamento sempre foi uma questão importante na disputa diante dos concorrentes e na comunicação dos produtos para o consumidor. "O posicionamento de um produto é como compradores potenciais o vêem e é expressado pela relação de posição entre os competidores." segundo o Wikipedia.

Uma empresa que tem um posicionamento forte e o consumidor sabe, ganha mais?

Este foi o questionamento que me veio à cabeça assim que li a respeito da nova campanha desenvolvida pela África, para as sandálias, como mote "A segunda é mais gostosa." que conta com a participação da Miss Brasil Natália Guimarães, vice-colocada no concurso Miss Universo 2007.

Na campanha fica claro a posição de mercado das sandálias (perdendo apenas para as Havaianas que detêm a maior fatia do mercado, e a alusão ao segundo lugar da miss tupiniquim. No entanto, essa informação explícita faz bem à marca? Isso possivelmente poderia agregar valor a marca, diante dos concorrentes menores?

Fonte: Meio e Mensagem

Poderes invisíveis

É, a rotina é um 'ser' que consome e que tem vida própria, pois tem a capacidade de lhe controlar e lhe podar. Ela sempre está no governo daqueles que sentem a sua 'segurança'.

É complicado lhe dar com a rotina em dia como os atuais. A necessidade capitalista de espremer o seu dia voltando-lhe ao trabalho ininterrupto e a segurança financeira e a falsa sensação daqueles que acham que existe a estabilidade de saber que tudo está ali pronto e ao alcance das mãos.


A rotina é um mal-necessário, pois o ser humano precisa se sentir seguro e acolhido por alguma entidade ou situação. E pensando nisso penso se ela não seria, quem sabe, uma das maiores propulsoras nos dias de hoje do progresso?

No entanto sua presença na nossa vida faz nossa relação com o mundo se tornar ínfima e previsível. E como novamente, somos seres com sentimentos e com sensações. Percebemos intuitivamente que este 'sistema ' que nós é imposto, necessita de ajustes diários, que são: um happy hour numa sexta-feira; uma saída mais cedo do trabalho para um cineminha; pegar o carro fim de semana e ir a uma praia; fazer uma trilha;
dar boas gargalhadas depois de não deletar aquele pps que seu amigo lhe enviou com o assunto: lembrei de você; conversar com o porteiro do seu prédio; olhar para o céu procurando formas; ir ao trabalho por um outro caminho; brincar com seu filho no parque; levar sua esposa (ou namorada) a um zoológico; comprar algodão-doce na rua depois do trabalho; ir no teatro em plena segunda-feira ou apenas fazer aquele bom ócio criativo ou simplismente sorrir constantemente.

Existem milhares de maneiras de fugir. Alguns conseguem não se submeter.
Ainda me pergunto se esses personagens sociais, conseguem 'ter controle' sobre o que faz ou horários que precisam cumprir ou tarefas que precisam fazer. Como funcionaria a cabeça de quem não tem rotina? Rotina é disciplina? O que é rotina?

segunda-feira, julho 02, 2007

Os novos hábitos e comportamentos do consumidor

Existem muitas oportunidades para marcas que souberem entender a atender as necessidades dos consumidores, entregando benefícios emocionais e funcionais. É o que apontam os resultados da pesquisa Roper Reports Worldwide, apresentada por Paulo Carramenha, presidente da GfK Inficator, durante café-da-manhã realizado pela Associação Brasileira de Embalagem (Abre), que tece como tema "Desvendando o consumidor: os novos hábitos de consumo e comportamento". A pesquisa é uma avaliação global de tendências realizada anualmente desde 1995 em mais de 30 países com cerca de 30.000 entrevistados. Esse universo consultado representa 1.1 bilhões de consumidores no mundo todo.

Para Carramenha, as principais conclusões do estudo são que as empresas devem procurar entender e se relacionar com os consumidores como pessoas e não como seres que consomem e que gerenciar marcas não significa apenas garantir presença, visibilidade ou funcionalidade. Significa criar vínculo emocional com os consumidores, pois são as pessoas que se relacionam com as marcas.

Outra conclusão aponta que 80% das decisões de marca dos consumidores são feitas no PDV, o que transforma a embalagem em fator decisivo na hora da compra, ganhando uma importância fundamental como elemento de marca que ajuda a gerar a persuasão.

Tendências
Durante a pesquisa também foi possível concluir as 5 principais tendências globais dos consumidores: autenticidade, o paradigma da vida saudável, envelhecimento, o consumidor em movimento e o boca-a-boca. Essas tendências de consumo indicam que os valores pessoais, estilo de vida, estágios da vida e região geográfica são determinantes no perfil deste consumidor.
Nos valores pessoais a individualidade, o "ser único" é considerado importante por 28% da população. A autenticidade é um valor importante para 44% dos entrevistados, mas apenas 23% associam autenticidade com as marcas que conhecem ou gostam. A honestidade é considerada por 63% dos entrevistados e apenas 28% associam esta qualidade com as marcas que gostam e conhecem.

A população mundial está envelhecendo, a projeção indica que em 2025 as pessoas acima dos 50 anos representarão 50% do total na Itália e 48% na Alemanha, no Japão o índice será de 49%. Nos países emergentes a população acima desta faixa etária também está aumentando e na mesma época representarão 29% no Brasil, 22% na Índia e 36% na China. É um mercado significativo e hoje já existem produtos com teclas e letras maiores e design que favorecem a utilização por idosos.

Para 84% da população ter uma vida saudável é determinante na sua qualidade de vida. Em 29 dos países entrevistados ter uma boa saúde vem em primeiro lugar. Na teoria o plano é manter hábitos saudáveis, mas na prática não é o que se estabelece. Houve uma diminuição no hábito de beber água, praticar exercícios, dormir horas suficientes, comer frutas e vegetais e ter equilíbrio entre o trabalho e o lazer.

A mobilidade é indicada pela busca na melhoria de vida, tanto através da tecnologia – internet, da mobilidade cultural, pois estamos abertos a mudanças, como pelo modo de vida moderno em que as pessoas vivem fora de casa. Há um bombardeio de informações e ofertas de produtos e serviços. O consumidor tem muitas opções de escolha e pouco tempo disponível. Por outro lado está mais consciente e informado e o boca-a-boca funciona como um mecanismo de filtro sendo mais valorizado do que a propaganda.

A tendência é pela simplicidade, o desejo do consumidor é pelo design e funcionamento simples e pela mensagem clara e oferta de produtos e serviços que se encaixem em seu modelo de vida.

Por isso, a embalagem torna-se elemento fundamental de publicidade no ponto-de-venda, apresentando múltiplas funções. Ela capta a atenção dos consumidores, transmite valores das marcas, é fonte de informação e base para a inovação e diferenciação, comunica benefícios dos produtos, ajuda no suporte as promoções e gera persuasão.

Fonte: Consumidor Moderno (retirado do site http://arnaldorabelo.blogspot.com)

sábado, junho 09, 2007

a força da marca

A força de uma marca
Raul Junior
Bia Parreiras
Raul Junior
O que leva alguém a desembolsar 2 350 reais por uma calça Diesel quando poderia pagar vinte vezes menos por um jeans semelhante? Ou 390 reais por um guarda-chuva da inglesa Burberry que lembra aqueles que vemos aos montes nas prateleiras das lojas coreanas? Ou 1 800 reais por uma camiseta de malha (sem mangas) da Christian Dior? Isso mesmo, 1 800 reais. A explicação está nas etiquetinhas ou nas etiquetonas que esses produtos carregam. Elas são capazes de hipnotizar uma legião de consumidores. Gente que não está necessariamente atrás de uma bolsa, de um relógio ou de uma gravata de qualidade, e sim de uma idéia, de um comportamento, de um estilo de vida, de um símbolo de sucesso e poder. Mas como algumas marcas conseguem se impor como imprescindíveis, transpor a lógica econômica e fazer com que homens e principalmente mulheres saquem sem dó seus cartões de crédito?
Nenhuma delas, é óbvio, nasce poderosa. Empresas gastam milhões e milhões para que você adquira aquele tênis com o logotipo de bumerangue de 500 reais, aquela bolsa com o monograma LV de 15 000 reais ou aquele carro com o cavalinho no capô de 1,5 milhão de reais. Tudo isso com prazer e emoção. Sem muito – ou nenhum – drama de consciência. "As pessoas não consomem grifes só por uma questão de projeção social, por causa da mensagem que elas transmitem aos outros", afirma José Roberto Martins, consultor da GlobalBrands e autor do livro O Império das Marcas. "Trata-se também de auto-satisfação, de recompensa pessoal."
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garrafas por dia de Coca-Cola eram vendidas em 1886, ano em que a bebida foi criada. Hoje, mais de 900 milhões de Coca-Cola são comercializadas diariamente. Trata-se da marca mais poderosa do mundo
"Só atributos emocionais explicam um indivíduo entrar numa fila para pagar 5 500 reais por uma bolsa. As pessoas não estão comprando um produto, mas um comportamento."
Carlos Ferreirinha

Consultor do mercado de luxo
A marca é o principal ativo de uma empresa que vende luxo. Ativo, diga-se, na maioria das vezes intangível. Especialistas afirmam que o nome do fabricante aumenta em no mínimo 40% o valor de um produto. Mas esse porcentual pode atingir 60%, caso da Nike, da Louis Vuitton e de outras tantas. A cada ano a Nike desembolsa 1,3 bilhão de dólares em publicidade e contratação de atletas renomados como garotos-propaganda – isso corresponde a 11% de seu faturamento anual, que é de 12,2 bilhões de dólares. O golfista Tiger Woods, por exemplo, ganha 80,3 milhões de dólares por ano, e o piloto de Fórmula 1 Michael Schumacher fatura quase 60 milhões. Ao associar sua imagem à de estrelas de diferentes esportes, a empresa quer dizer que todos nós podemos ser atletas, desenvolver aquele espírito competitivo retratado em suas campanhas publicitárias e, quem sabe, chegar lá um dia. E sem graaaandes esforços. Lembra-se? "Just do it."
As melhores marcas, pregam os entendidos no assunto, são aquelas que compreendem as motivações humanas. "Elas fazem o consumidor sentir-se melhor, diferente, maior, mais contente, mais confortável, mais confiante", escreveram os ingleses Des Dearlove e Stuart Crainer em O Livro Definitivo das Marcas. "Só atributos emocionais explicam um indivíduo entrar numa fila para pagar 5 500 reais por uma bolsa", diz o consultor Carlos Ferreirinha, que coordena em São Paulo um MBA especializado no mercado do luxo. "As pessoas não estão comprando um produto, mas um comportamento."
Antonio Scorza/AFP
22%
da população francesa experimentará um produto se for endossado por uma celebridade, de acordo com estudo da consultoria americana Mintel
"A fidelidade à marca é parecida com uma cebola. Tem camadas e miolo. O miolo é o usuário que ficará com você até o final."
Edwin Artzt

Presidente da Procter & Gamble
A Coca-Cola ("Sempre Coca-Cola!") é hoje a marca mais valiosa do planeta – 67,3 bilhões de dólares, de acordo com a mais recente lista da consultoria inglesa Interbrand. Não por acaso. Em 1886, na cidade americana de Atlanta, o farmacêutico John Styth Pemberton desenvolveu o que chamou de "tônico para o cérebro", que incluía extrato de noz-de-cola, um estimulante com alto teor de cafeína, e também extrato de folhas de coca. Naquele ano, seis garrafas do produto eram vendidas por dia, a 5 centavos de dólar cada uma. Desde sempre Pemberton investiu na marca. A primeira propaganda veiculada no The Atlanta Journal, três semanas após o produto ser inventado, anunciava: "Coca-Cola. Deliciosa! Refrescante! Fantástica! Revigorante! O Novo Refrigerante Gaseificado contendo as propriedades da maravilhosa planta, a Coca, e a famosa noz, a Cola". A empresa foi vendida diversas vezes, porém nunca abandonou as iniciativas para estender a marca. Foram 33 slogans, alguns inesquecíveis como "Coca-Cola é isso aí!", criado em 1982. Hoje, mais de 900 milhões de garrafas do refrigerante são vendidas diariamente em quase todos os países.
Esse mesmo ranking da Interbrand apontou a Apple como a marca que mais se valorizou no ano passado (veja quadro). Com o sucesso do iPod, o tocador digital de música que virou uma febre mundial, a fabricante de computadores americana cresceu 24% e atingiu 6,8 bilhões de dólares. Margaret Mark e Carol Pearson, autoras de O Herói e o Fora-da-Lei, que investiga o mito por trás das grifes, vão além. "Com o logotipo da maçã com uma dentada, que sugere a desobediência de Adão e Eva ao comerem o fruto da Árvore do Conhecimento, a Apple reforça sua reputação de empresa inovadora." Ou seja, atrai uma multidão que se move inspirada pela "rebeldia".
O período pós-guerra consolidou a importância da propaganda, e a aquisição de marcas passou a significar sucesso e desenvolvimento. "Os consumidores queriam Ford, e não carros a motor; eles compravam na Sears, e não em outras lojas", diz Des Dearlove. Em 1931, a Procter & Gamble foi a primeira empresa a criar o cargo de gerente de marca. Trinta anos depois, 84% dos grandes fabricantes de bens manufaturados nos Estados Unidos tinham pessoas atuando nessa função. Hoje, com o avanço da globalização e da tecnologia, os profissionais dessa área precisam rebolar para fisgar um consumidor e conquistar sua lealdade.
Os gramados têm sido um campo promissor nesse sentido, já que a marca se transformou no principal ativo dos times de futebol. O Real Madrid é um exemplo. O clube ganha mais com o comércio do uso de sua marca do que com os resultados do futebol em si. No ano passado, o Real faturou, com a venda de mais de 700 produtos licenciados (de jóias a chupetas), 76 milhões de dólares, 12,5 milhões mais que no ano anterior. Num ramo de negócios em que imagem é tudo, quanto mais perto do céu estiver a estrela, melhor. David Beckham e Ronaldo, por exemplo, são marcas dentro da marca Real Madrid. Eles exercem fascínio nas pessoas e vendem muito. São os jogadores de futebol mais bem pagos do mundo. Beckham recebe 39 milhões de dólares por ano do Real Madrid (o valor inclui salário e ganhos com publicidade). Ronaldo, 38 milhões. Embalado por essas marcas, ops, esses jogadores, o clube conseguiu mais que dobrar o faturamento e se transformar no time de futebol mais rentável do mundo, ultrapassando o inglês Manchester United. Um golaço!



Fonte: Veja São Paulo