Blog c/ pensamentos sobre: branding, planejamento, marketing, gestão e o dia-dia. ...Significado de abrandar: v.t. Tornar brando. Fig. Suavizar: abrandar mágoas. Serenar. V. i. Tornar-se brando, menos intenso
segunda-feira, março 05, 2012
sábado, março 03, 2012
O problema é de todos
"Para algo ser bom para o consumidor ele não precisa ser bom para nós (comunicadores)." @crisdiasConversando com um amigo @isnardgurgel pelo Facebook, a partir de um post muito bom do @crisdias no Brasintorm 9, sobre o Pinterest. Levantamos diversas questões, que não são necessariamente novas, mas que permeam e se acentuam no dia-dia da cadeia de comunicação. Como resolver problemas que não sejam apenas através de campanhas ?
O que vivemos hoje é uma profusão de (bons) exemplos de idéias que estão se tornando lucrativas. Antes as idéias eram anúncios (comunicação), hoje as idéias estão se tornando negócios. E aí que a coisa pega. Ao meu ver o Brasil sempre foi excelente em idéias - leia-se prêmios em Cannes, mas pouco inventivo na área de negócios. Temos poucos exemplos notórios que podemos (você pode conhecer algumas aqui e aqui), e que ganharam mídia, como o Mike Krieger do Instagram, o Eduardo Savarin do Facebook e a Isabel Pesce da Lemon, Boo-box, Camiseteria...(Existem mais eu sei, mas digo para grande massa).
Acho que a falta de grandes exemplos é um problema da cadeia de inovação no país, que nos EUA vêm afetando de forma crucial o modelo de negócios e de verba de mídia há tempos.
Nos EUA, a média de idade para ser um empreendedor é bem baixa. Os jovens já tentam ser empresários desde cedo, (empresário de qualquer ramo, não necessariamente "criar uma startup"). É uma cultura instituída de buscar sozinho o seu sustento, de 'empreiteiro', diante de uma forma de educação que estimula o "faça você mesmo e ande com suas pernas" desde cedo. Aqui no Brasil a coisa é diferente, temos uma tradição de educação e criança familiar mais paternalista e protetora, que adia este estímulo para lá para os 35 anos mais ou menos, em média .Mas isso vem mudando para melhor. Estamos andando a base de pitch, que talvez ainda sejam poucos os investidores. Falta o governo e políticas públicas fortes e cargas tributárias.
No Brasil, por diversas questões históricas, desde da falta de investimento em Inovação - afinal ainda temos grande carga de exportação de produtos de bens de consumo não duráveis grande e, incubadora e instituto de pesquisas que geram conhecimento. Entrando aí a participação do Governo. Certamente temos muitos gênios esquecidos e/ou desestimulados Brasil a fora.
Temos "poucos" exemplos no Brasil - digo na área de business, de escolas que pensem e repensem negócio e sua atuação social, como a Stanford e Harvard. Eles são ícones. Ou seja, sem uma geração de conhecimento muito própria, somos replicadores de modelos e não repensamos-os. Estou sendo drástico ? Talvez. É um palpite apenas.
Quando falo em modificar a maneira de pensarmos em "business model" é enxergar o extraodinário case da Magazine Luiza, modificando e criando um ecossistema novo de geração de negócios e valor novo, usando a tecnologia a favor da venda. Totalmente fora da curva. podeira dizer que ações do Itaú, com as bicicletas no Rio de Janeiro também poderia ser algo fora da curva.
"Campanha não torna a vida da Dona Maria melhor depois dos 3 segundos de risada que ela deu com o filme engraçadinho. Com sorte o produto anunciado vai resolver a vida dela, mas não a campanha."@crisdiasE o que as agências têm haver com isso? Existe uma discussão cada vez mais forte nos EUA de que as agências - muito levada pelo modelo de compra de mídia (lá a mídia é fora das agências), têm que se comportar como startups (veja aqui, aqui e aqui), adicionando o componente da tecnologia (cultura digital mais madura que aqui) como importante para geração de riqueza. Daí que vimos uma reestruturação em agências como a RGA, do Bob Greenberg que propõe repensar o modelo.
Aqui para o Brasil, pode demorar ainda este modelo ser aplicado, porque para alguns, ainda fazemos campanhas, ainda fazemos comunicação. Isso somos muito bons! Mas transformar estas idéias em dinheiro e em negócios, e ainda mais, em negócios sustentáveis é mais complicado. Temos pouca autonomia, mas muita vontade. Você percebe pelo gráfico abaixo que existe a preocupação do empresariado:
Somos pagos para resolver os problemas, mas me arrisco a dizer que durante muito tempo a solução se baseava na capacidade-autonomia-visibilidade-importância que o marketing tem dentro da empresas. Por que somos um país de criativos, porém podemos estar sendo apenas replicadores de modelos que os proprios clientes adotam dos americanos, com os mesmas soluções focadas em marketing da década de 80. Coisa que se junta a incapacidade as vezes de lutar contra mercados como a China e a capacidade deles de copiarem uma inovação tão rápido. Daí surgem as perguntas: Como se diferenciar, se tudo acaba no preço? Resposta: Inovação e Marca.
Para esta resposta existe uma frase do Diretor de Inovação da KLM (empresa aérea) e uma das mais invoadoras do mundo pela Wired:
"Nenhuma vantagem competitiva em seu ambiente é de longo prazo, mas enquanto nós podemos fornecer continua inovação, nós podemos ganhar." Ignaas Caryn, Director of Innovation and Venturing da KLMGareth Kay, renomado Chief Strategy Officer, Associate Partner at Goodby, Silverstein & Partners, já dizia sobre essa necessidade de se reinventar desde 2008. Clayton Christensen - o Peter Drucker da inovação, também já diz isso há anos - inclusive em sua aparição recente na ExpoManagement 2012. Outro que diz sobre isso é Henry Chesbrough.
Portanto, o que acho que temos que pensar hoje é: Como podemos alinhar prazos curtos, com exigências de mercado e um cliente aberto a inovação, para gerar mais valor e mais entrega para o consumidor? Dando a autonomia para a agência e seus braços (ou escritório de inovação) para atuar como orquestradores para essa entrega. Foco a agência aqui, como puramente "alguém" hoje que detém informação de mercado e de consumidor mais avançado, nesta imensidão de fornecedores. Pode ser ainda - para alguns empresários, o fornecedor que detém maior "credibilidade" dentre os outros. Contudo, é importante que estas agências (de marca, de pesquisa, de inovação) estejam preparadas para estas demandas, coisa que acho que algumas já estão, falta apenas o mercado se abrir a estas possibilidades.
"O segredo da tal da nova comunicação passa por aqui: usar a comunicação para resolver problemas para as pessoas e, de carona, resolver os problemas de marca. É construir coisas que ficam na fronteira entre produto e peça de comunicação."@crisdiasPedir comunicação e entregar negócios. Não é fácil, mas é necessário uma autonomia e transparência de ambas as partes, cliente e agência/escritório/consultoria. Para isso acontecer, precisamos arriscar mais e ter humildade de perceber que o cliente pode precisar mudar a forma de decidir ou criar produtos. Temos que mudar uma cadeia inteira para mudar este paradigma. Desde remuneração até do conhecimento. Por isso que acredito tanto na especialidade como branding, design thinking, service design que vêm surgindo (ou renascendo) e de uma certa maneira vem propondo repensar valores e atitudes das empresas, para como o Cris falou: .
"Uma empresa nasceu com dois propósitos: marketing e invoação." Peter DruckerA idéia do post não é provocar nem reclamar, mas observar os movimentos que vêm acontecendo e que temos que ficar atentos.
Mais info:
http://edsaiani.posterous.com/seu-problema-nossa-especialidade-ajudamos-sua
Start-up não é para jovens: mitos
Empreendedorismo no Brasil
sexta-feira, março 02, 2012
Novo Capitalismo, por Michael Porter
Neste video (otimista e) recente do Michael Porter, para a Harvard Business Review - que escreveu este artigo abaixo, ele fala sobre a necessidade que as novas empresas têm de se adaptar ao novo capitalismo. Repensando seu modelo de negócio, para que a política de que o que é bom para a sociedade também trará lucro, será a grande forma de construir lucro e reputação.
Confesso que não achei algo extremamente novo. Acho que ele demorou um pouco para falar sobre isso, mas claro vindo dele, certamente a coisa vai tomar um peso ainda maior na classe dos administradores e empresários.
Michael defende que é necessário percebermos que a política do "ganha-ganha" deve ser uma prática que deve estar em toda a cadeia. Desde o cara que colheu a matéria-prima até a ponta, o consumidor que recebe o produto/serviço. E através desta nova forma mais 'open' e 'sociável' é possível conduzir melhor e melhores inovações, suprindo melhor as necessidades humanas. Entender que a forma de criar valor hoje é compartilhada não é um assunto novo, mas quando se é Michael Porter falando vale dar uma ouvida.
via aqui
quinta-feira, março 01, 2012
Serviços emergem pelo Consumo Consciente
Em um artigo escrito pelo Felipe Lessa, "Consumo Colaborativo, é mais um modismo?" no CHMKT, levantou-se a questão do Consumo Consciente como uma das tendências econômicas e sociais que o mundo vem passando. Motivados por questões como diminuição de espaço físico, melhoria (ou decréscimo) de renda, vontade de conexão-humana, reaproveitamento de produtos redução da emissão de gases poluentes etc.
Ser "bonzinho", ser preocupado com o meio-ambiente será encarado como obrigação social e pre-quesito que funcionários adotarão com mais vigor. Pensando assim, de uma certa maneira as empresas, diferente dos governos e sua baixa-velocidade, levantarão mais alto posturas que reconfigurarão a forma como lidamos com o dinheiro. Talvez lá na frente daremos mais valor ao que realizamos e não ao que parecemos ser. Fazer certamente será uma moeda mais valiosa de construção de reputação e caráter para empresas, novos produtos, políticos e pessoas comum no futuro.Hoje ainda somos acostumados com o "jeitinho".
"A britânica WhipCar, por exemplo, é uma rede social que serve de ponte entre consumidor e fornecedor. De um lado está A que tem um veículo que não usa com freqüência e busca uma maneira de diluir seus custos com manutenção, gasolina, etc. Do outro está B que busca um carro por somente algumas horas ou para viajar num final de semana, mas não pretende ter um carro." Felipe LessaCuriosamente no último NRF 2012, a maior feira de varejo do mundo deste ano nos EUA, um dos painéis Conscious Capitalism, (veja entrevista com o CEO da The Container Store) ganhou destaque com este tema. Como rever todo o seu modelo de negócios para oferecer mais verdade, mais transparência, mais serviços e menos produtos, sendo uma maneira mais consciente e sustentável com a sociedade e o ambiente. Projetando-se como uma tendência que as grandes devem abraçar.
"a ideia do consumo colaborativo, mais me intriga do que mostra caminhos prontos. Será então que alguns produtos se tornaram serviços, que pagaremos pelo seu uso e não para possui-lo? E as empresas, vão participar deste movimento e mediar essa nova relação de consumo?" Felipe LessaLendo este artigo Value Co-creation, do Arne Van Oosterom, realçou este lado importante de observarmos se precisamos de mais produtos ou realmente o que precisamos é de meios (serviços) para suprir desejos humanos e não de consumo.
"A product or service is merely a means to an end. The real deeper value lies in the context, the story attached. I don’t want to own a phone – I want to be able to stay in touch with my friends wherever I go. I don’t want to use a train - I want to be home with my wife and children. I don’t want to use a financial service – I want to do the smart thing and feel more secure about the future by saving money." by Arne van OosteromÉ importante ressaltar aqui que a percepção de que através de um consumo consciente, melhores modelos negócios poderão ser criados e que produtos e serviços serão criados realmente apenas para suprir uma necessidade menos pontual e mais duradoura. Abre margem de pensarmos qual será o futuro do capitalismo.
Ser "bonzinho", ser preocupado com o meio-ambiente será encarado como obrigação social e pre-quesito que funcionários adotarão com mais vigor. Pensando assim, de uma certa maneira as empresas, diferente dos governos e sua baixa-velocidade, levantarão mais alto posturas que reconfigurarão a forma como lidamos com o dinheiro. Talvez lá na frente daremos mais valor ao que realizamos e não ao que parecemos ser. Fazer certamente será uma moeda mais valiosa de construção de reputação e caráter para empresas, novos produtos, políticos e pessoas comum no futuro.Hoje ainda somos acostumados com o "jeitinho".
Cresce o investimento em On line Branding
Nos EUA mais de 64% das empresas americanas pretendem investir na marca no on line em 2012, segundo o estudo da da DIGIDAY e Vizu. Grandes esforços são puramente para gerar Brand awareness. O desafio deste cenário é criar relevância para sua marca através dos canais e plataformas. Que métricas você usa para saber se sua marca está indo bem no ambiente virtual?
Vi este esboço aqui e achei interessante compartilhar, dividindo em Qualitativo e Quantitativo por exemplo, no Twitter/Facebook, como medir sua presença digital.
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