Blog c/ pensamentos sobre: branding, planejamento, marketing, gestão e o dia-dia. ...Significado de abrandar: v.t. Tornar brando. Fig. Suavizar: abrandar mágoas. Serenar. V. i. Tornar-se brando, menos intenso
sexta-feira, fevereiro 10, 2012
Frase da semana: Maura Sullivan (Zappos)
Whether you’re running a company of one or one hundred, you need to have some values beyond “I need to book three new clients this week.” Maura Sullivan, Senior Manager of Zappos’ Customer Loyalty team
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
segunda-feira, fevereiro 06, 2012
Alongue o tempo da sua tecnologia com branding e serviços
Um artigo do Seth Godin, falando sobre o comportamento hoje de cada lançamento no segmento de tecnologia está cada vez mais curto, provocando um encurtamento cada vez maior do tempo do lançamento de um produto ou tecnologia até se tornar uma tecnologia "commoditie". (Lembra-se do GPS caríssimo?
Com a diminuição da velocidade de maturação de uma tecnologia dois fatores se tornam importantes para ter sucesso hoje: marca e um bom produto. Isso explica o fato de a Samsung desde 2001 começar pesadamente a investir em design de produto, brand experience, ganhando vários prêmios inclusive com um dos maiores designer da atualidade, o Yves Behar (que me parece que abraçou a causa-Samsung por ser também concorrente da IDEO, cliente da Apple).
Uma empresa de um segmento de tecnologia precisa ter cuidados - hoje em dia isso é bem forte, como a experiência do usuário (ux), independente do produto ser um sistema b2b ou um app. O importante é perceber pela ótica do uso pelo outro.
Existem caminhos que podem comprometer a curva de crescimento de um produto, como: dificuldade de distribuição, pouca capilaridade, parceiros fracos etc.Contudo, essas três ajudam a acelerar o Ciclo rapidamente: propaganda e produto ruim e mal atendimento. Patentear pode ser um caminho para se segurar? Acho que não muito. A Sony não conseguiu. Por isso destine tempo a saber onde você está deixando de crescer.
Não adianta. Produto ruim não sobrevive. Certo, mas existem outras opções além da propaganda/design para atrapalhar. Primordialmente é a estratégia, que se não for bem desenvolvida poderá forçar o produto a se commoditizar. Então, estratégia ruim e sem relevância? É melhor você já saber que a pressão vai aumentar.
Contudo, nesta guerra, o que percebemos cada vez mais é a preocupação com a marca. Fazer branding hoje em dia é um trunfo que muitos não percebem. A importância de se estudar e se aprofundar na forma como a empresa é, como ela se relaciona e como ela se diz quem ela é, é importante para criar isso. E isso a Samsung vem ganhando muito. Reinventou-se. Igual ao fenômeno HTC.
Ótica dos Serviços
Quem imaginaria que a Microsoft nem conseguiria entrar numa briga em anos passados? Ainda mais da notícia que apenas o mercado do Iphone é maior que o faturamento da Microsoft (Apple's iPhone Business Alone Is Now Bigger Than All Of Microsoft). É impressionante o dado. E percebe como apesar do modelo de lançar modelos do Iphone 'nunca-prontos' sempre capengas de alguma coisa, ela mantem-se com um modelo que me permite usar o Iphone 3G com o IOS mais novo, adiando assim a curva do descarte do aparelho e fidelizando o cliente em serviços Itunes etc. Se percebermos assim, Apple não é uma empresa de produto, mas poderia ser apenas de serviços - que vende produtos. Como o Google não é de busca, mas de publicidade.
Então, Branding e estratégia são importantíssimos, mas eu adicionaria outro componente interessante para observarmos adiando o descarte da tecnologia em aparelhos: Transformar seu produto em um serviço.
Chesbrough o autor do momento de inovação fala em diversos livros sobre a importância dela, mas em seu último Open Services Innovation (que estou lendo no momento) ele realça que incorporar o service - de serviço dentro da estratégia da empresa, saindo do Modelo de Cadeia de Valor do Michael Porter - segundo o autor, voltado para produto, favorece que o uso nunca termine segurando o cliente. Ou seja, não transformar a oferta de um serviço como a última etapa da criação de uma estratégia, porque você pode perder o cliente pelo produto (ou só tê-lo uma vez), pode ser uma maneira lucrativa de ganhar lateralmente.
Portanto, se você trabalha com tecnologia, ofereça serviços e observe a experiência junto ao consumidor. Mantenha a promessa da entrega, mas não seja necessariamente Product-Driven Business. Seja mais Customer-Driven Business ou Brand Driven Business. Por que oferecer um produto ou serviço passa antes da observação: O que nós fazemos de melhor? Depois é "só" encontrar melhores estratégias para alavancar a curva de experiência.
quarta-feira, fevereiro 01, 2012
Um produto chamado NADA
Idéias que eu queria ter, da Jay Chiat
A partir da frase: NADA PODE ACABAR COM A FOME. Lançou-se um produto, (sem nada), e vendido nos supermercados (pasme!), para ajudar uma ONG - nothing.org a combater a levar comida a quem precisa. Sensacional! Naming e Branding sensacionais!
Tímido ou Introvertido? Caráter ou Personalidade?
Muito interessante a dica do @guykawasaki deste livro - Quiet:the Power of Introverts in a World that Can't Stop Talking da Susan Cain. Ela tece e esclarece hoje que o introvertido é muito confundido com o tímido. O introvertido talvez seja aquele que prefira uma taça de vinho a uma balada com psy. Diferente do tímido que tem medo do julgamento social.
Pareceu-me uma boa pedida para observar que existem pessoas de outros perfils no mesmo ambiente de trabalho.
Outro aspecto interessante do livro é que Cain, fala sobre como as empresas estão criando espaços de trabalho que favorecem mais os extrovertidos em detrimento a pessoas de outros perfils, forçando estes a terem menos privacidade e terem que se adaptar ou se reprimir.
Outro ponto interessante é o conflito da cultura atual que valoriza mais a personalidade do que o caráter da pessoa. Pessoas célebres do passado são encaradas como aquelas que tinham caráter e hoje acaba prevalecendo o carismo da personalidade do que necessariamente a índole da pessoa. (Tempos de Celebridade Instantânea? Big Brother? Fama vs ser Artista?).
Não sei porque isso me lembrou uma frase que ouvi no filme Jogos de Poder, com Sean Penn: "Falar mais alto, não é falar a verdade." Essa cultura do excesso de uma construção de uma personalidade para o externo, para o status. Vide o que a Sherry Tuckle falou em outro post sobre a 'cultura do se esconder'.
Não sei porque isso me lembrou uma frase que ouvi no filme Jogos de Poder, com Sean Penn: "Falar mais alto, não é falar a verdade." Essa cultura do excesso de uma construção de uma personalidade para o externo, para o status. Vide o que a Sherry Tuckle falou em outro post sobre a 'cultura do se esconder'.
Pareceu-me uma boa pedida para observar que existem pessoas de outros perfils no mesmo ambiente de trabalho.
terça-feira, janeiro 31, 2012
Participar é mais importante
Não sei se gosto ou não deste comercial. Confesso. O tema é importante e delicado. Foi uma saída criativa. Mas...
Eu entendi o conceito da mensagem sobre a dificuldade e inserção no mercado, da aceitação, de se sentir pertencente...etc. Entendi, mas me causa estranheza a "venda" deste estereótipo, desse aspecto "normal" da sociedade. Sendo que muitas vezes queremos fugir dele. Reclamamos tanto e replicamos querendo inserir "mais pessoas" neste mundo. Fiquei na dúvida. Tá! Tudo bem! A publicidade é o reflexo da sociedade, mas mesmo assim...
Em contra-senso a este aspecto da velocidade, da pressão, existem movimentos, como o slow-movement que o Carl Honoré falou em seu livro Devagar. Onde falasse sobre a possibilidade de hoje termos melhor qualidade sem necessariamente promovermos o stress.
O autor diz:
"A velocidade não é um mal em si", defende. "Temos que encontrar equilíbrio: momentos de velocidade, momentos de vagareza e momentos em que você está completamente parado."
"Desacelerar é difícil - Honoré reconhece que a velocidade é uma droga de nosso tempo. Aceleramos por um vício do corpo, para evitar pensar sobre questões profundas e porque ser rápido é sinônimo de prestígio na nossa cultura. Então, desacelerar é difícil."Além deles, Eckart Tolle, com o Poder do Agora. Leo Babauta em Quanto Menos Melhor (recomendo). Enfim, existem tantos movimentos que surgem - opiniões ou não, mas que num todo nos fazem refletir sobre a 'normalidade' da época em que vivemos e as dimensões de valores que hoje diferenciam as pessoas.
Ter luxo é ter tempo hoje. Fato. Uma pessoa bem sucedida hoje é quem tem tempo e/ou consegue administrar bem ele. Disciplina é o que nos exigem. Disciplina com rapidez e criatividade.
Talvez esteja olhando o filme sem a magia da publicidade (isso é só uma propaganda ora bolas!) ou pior numa visão mais careta ou tradicional, mas fiquei me perguntando se foi uma boa saída. O que você acha?
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