Sabe, de uns tempos para cá venho observando cada vez mais assuntos (muitas vezes desconsideráveis) que tomam proporções no ambiente digital e assim o nosso tempo diariamente quando entramos em mídias sociais. É corrente de animal morto, é de banda ruim, de sucesso de Michel Teló, de paródias sacanas, de mashups razos etc. Engraçado que me parece que isso tudo converge a uma só opinião: Precisamos de algum assunto, precisamos de algo para o que falar. Se não, criamos, mixamos assuntos e voilá, nos tornamos assunto ou provocamos um. Algumas pessoas são quase aquelas revistas sensacionalistas. (Sim, este post será ácido.)
Deixo claro, que salvo exceções não sou adepto a correntes, nem retransmito elas. Porém, tem algumas que surgiram ultimamente como a da CET, ou da PM na USP que são úteis de um certo modo. Mas ao ver a maioria se torna totalmente um profusão de assuntos desnecessários poluindo nossas timelines e diminuindo nosso tempo.
Minha impressão geral é (e isso se reflete muito no Trending Topics) que nós todos (queremos ou) precisamos de um "Cristo" para jogar pedras. Precisamos de assuntos para povoar nossas idas ao trabalho, quando estamos no metrô, no ônibus, no cabelereiro, nos almoços, nas procrastinações...Parece que a liberdade de compartilhar e de livre-conhecimento e acesso fácil à tudo disvitua a capacidade de fazer conjecturas mais profundas e reflexivas. Vide a Sandy e sua liberdade sexual, o caso da Gretchen sendo garçonete, de Michel Teló e seu sucesso, se Restart é uma banda boa ou não e se seus integrantes são homossexuais ou não, Belo Monte..... Exemplos bem mais sensacionalistas e típicos de pauta de revistas sensacionalistas - vide o video-sacana de Rafinha Bastos.
Bem, esse fenômeno da "maldade instantânea" ou da "irresponsabilidade sem consciência", da liberdade de expressão e a capacidade de produção de conteúdo livre, vem produzindo "pautas" que não sobrevivem no nosso intelecto. Hoje o que é que fica na história? Nossa história virou sucessão de tablóides? Conteúdo efêmero e desnecessário. Assusta-me isso. Afinal, poucos destes assuntos levantas questões importantes para a sociedade: Lembra-se do video do menino (zangief) gordinho cansado de receber bullying?
Arriscando-me a incorrer a apontar desvios psicológicos das pessoas, ao obervar esses fenômenos diariamente na internet e nas mídias sociais só me vem à cabeça que isso tudo me parece uma raiva reprimida (ou inveja) interna de alguma coisa que precisamos de algo para "chutar", maltratar, falar mal, para nos sentirmos melhor ou sermos aceitos. Situação da economia, família desunida, problemas afetivos, desemprego, depressão? São inúmeras as possíveis causas.
A máxima: "Ninguém chuta cachorro morto", me parece bem atual, mas modificado. Hoje os cachorros mudam. Ou pior, nós criamos os cachorros para chutar. Posso estar profundamente enganado, mas prefiro me arriscar mesmo assim.
Esse início longo do post me levanta a lebre de que nós não nos conhecemos profundamente. Agimos pelo instinto da multidão. Defendemos sem profundidade. Ofendemos sem estudar. Lançamos assuntos sem motivo. Compartilhamos no automático. Falta-nos filtro? Pode ser. (Se tivéssemos um filtro no Facebook como o de anúncios indesejáveis só que para correntes?) Falta-nos personalidade? Pode ser. Opinião todos nós temos na internet. Expressamos livremente, mas será que buscamos estudar antes de opinar ou ficamos sabendo apenas pelas frase-títulos dos rss?
Bem, a ideia do post é apenas nos fazer refletir sobre como estamos vivendo e consumindo mídia. Mídia é tempo. Você é o que você lê (ou procura ler). Então, cuidado para não formar (e transformar) sua personalidade e seu jeito único de ser em alguém amargo, ruim, sem profundidade e que opta apenas em enviar "newsletter-negativas" e reclamar. Você pode ser alguém reprimido. Observe-se essa semana. A tecnologia muda, mas as pessoas e suas frustrações e angústias continuam as mesmas. Não alimente e nem crie os seus cachorros. Livre-se deles e dessasm pessoas. Conheça-se.
Blog c/ pensamentos sobre: branding, planejamento, marketing, gestão e o dia-dia. ...Significado de abrandar: v.t. Tornar brando. Fig. Suavizar: abrandar mágoas. Serenar. V. i. Tornar-se brando, menos intenso
terça-feira, janeiro 10, 2012
segunda-feira, janeiro 09, 2012
terça-feira, janeiro 03, 2012
Aprendizado de hoje
Aprendizado do dia: geralmente o que achamos que "está bom" não é a verdade. Critérios baixos, aprendemos pelos contatos com nossas referências (sendo boas ou não ajudam a formar nossa personalidade). Porque somos influenciados pelo meio. Por isso busque melhores e novas referencias sempre: de pessoas, de trabalhos, de conduta e de saúde. Nao considere A opinião só porque a pessoa esta próxima, colete outras referencias e balize-se melhor. Você será mais ponderado e criará um senso holistico mais aguçado.
sábado, dezembro 31, 2011
Ótimo ano novo!
Todos os anos são difíceis, em sua maioria, para as pessoas (até para o Eike Batista).
O que diferencia é a capacidade da gente de suportar (ou superar, ou se
distrair) as perdas, as dores, as dificuldades de cada passo. Cada um
sabe o que passou, com quem conviveu e onde doeu. Meu ano de 2011 posso
dizer que não foi dos melhores em certos momentos, mas não reclamo,
apenas rogo para que o próximo realce os pontos fortes esquecidos e
diminua os negativos que teimam em aparecer. Terminando 2011 com uma
reviravolta totalmente inesperada, para melhor - assim buscarei, em
minha(s) vida(s).
Em nossas vidas é condição sinequanon saber
que não podemos nos livrar de: perdas/dores, impostos e dificuldades. Ao
menos podemos diminuí-las. É isso que nos faz comum. Contudo, o que
diferencia é a nossa capacidade de apanhar e suportar (lembra-se do
Rocky?), mas não apenas isso. Mas a capacidade de mudar nossa mente e
ações para realçar o que nós já temos e conseguimos de bom. É desviar a
mente para o que nos impulsiona. O que nos impulsiona? O que te faz
querer trabalhar 12 horas por dia? Seus filhos? Uma aposentadoria?
Comprar aquele carro ou aquela casa? Status? Ego? Cada um com seus
objetivos. Porém, Reveja-os e reflita se são necessários essa energia
toda. Se sim, não se esqueça dos buracos do caminho que poderão ter.
Crie seu mantra, sua frase. Tenha um amoleto. Repita-o. Repita-o.
Repita-o. Não pare de visualizar o que quer. Orgulhe-se!
Podemos ser maiores que nossos problemas, apenas não podemos ser maiores que do impostos (ainda). Enfim...
O que quero desejar para 2012 é que aprendamos a ver, ouvir, sentir com mais astúcia.
Que possamos agradecer. (como agradeço a presença da minha família, amigos e namorada).
Que possamos compartilhar nossas alegrias.
Que o mal se mostre.
Que possamos atender nossos desejos e vontade.
Que olhemos pelos olhos do outro.
Que a amizade apareça em forma de cartas, e-mails longos, mensagens sinceras e presentes.
Que possamos nos reciclar.
Que tenhamos mais disciplina e persistência.
Que aceitemos mais desafios e façamos menos promessas.
Que sejamos, POR FAVOR, educados.
E que possamos distribuir de forma não-arrogante nossas boas energias a cada vez que conversarmos e convivermos com alguém.
Hoje, o amor está camuflado, mas todos nós sabemos o que ele significa.
Sempre acreditei que sempre sabemos o que precisamos fazer para sermos
melhores. Sobretudo peço para 2012 que nós nos perguntemos sempre: Onde
estou está bom?
sexta-feira, dezembro 30, 2011
Frase do dia: Jane Fulton Suri - IDEO
"O mundo dos negócios tende a destacar o padrão em detrimento do específico. Os aspectos intelectuais do padrão impedem que as pessoas se importem com os outros." - Jane Fulton Suri, Psicóloga que trabalha na IDEO (o maior escritório de design e inovação do mundo).
quarta-feira, dezembro 28, 2011
Sustentabilidade 2.0 - TerraForum
As redes sociais oferecem recursos para a difusão de ideias, posicionamentos, notícias e rumores de modo quase instantâneo. Fatos e boatos (negativos ou positivos) ganham as vias expressas da Web 2.0 em uma velocidade espantosa e alcançam dimensão nacional e global, trazendo impactos algumas vezes irreversíveis. É cada vez mais difícil ocultar dados ou comportamentos que sejam incoerentes com os discursos das organizações.
Essa realidade apenas reforça a necessidade de que as organizações sejam elas empresariais, governamentais ou da sociedade civil, não somente assumam atitudes sustentáveis de forma mais ampla, como também se ocupem de desenvolver estratégias de relacionamento por meio das redes sociais em uma perspectiva contínua, visando prestar contas à sociedade e, principalmente, engajar seus stakeholders nos temas e iniciativas que lhes sejam particularmente importantes.
Abordagens 2.0
As iniciativas relacionadas à sustentabilidade presentes na web se estruturam de formas bastante diversificadas. A perspectiva colaborativa se manifesta por meio de diferentes ferramentas, desde blogs e fóruns, a ratings, microblogs e outros.
Ao analisar as tendências e casos mais relevantes relacionados à sustentabilidade, com enfoque nas redes sociais e ferramentas 2.0, foi possível agrupá–los, de modo geral, em dois grandes grupos:
1. As redes sociais como Instrumento de Mobilização e Conscientização
2. As redes sociais como Viabilizadoras de Ações Concretas de sustentabilidade
Considerações Finais A Sustentabilidade 2.0 é uma realidade cada vez mais presente nas redes sociais. Neste contexto, toda a população, assim como empresas líderes, organizações da sociedade civil e governos têm a oportunidade de assumir papéis protagonistas e de utilizar as soluções tecnológicas da Web 2.0 para intensificar o efeito alcançado por suas ações, viabilizando o desenvolvimento numa perspectiva sustentável.
As tecnologias e práticas aqui expostas devem ser compreendidas como ferramentas para a transformação de comportamentos sociais. Por isso, os aspectos técnicos são, nesse estudo, apenas viabilizadores. A sustentabilidade, como estado desejável a ser atingido, pode ser intensificada com a educação, a integração de agentes e a mobilização por meio das redes sociais. Os casos selecionados reforçam a nossa convicção que iniciativas digitais podem gerar transformações reais.
baixe o relatório do TerraForum sobre Sustentabilidade 2.0
fonte: http://tinyurl.com/cprpvoo
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