Blog c/ pensamentos sobre: branding, planejamento, marketing, gestão e o dia-dia. ...Significado de abrandar: v.t. Tornar brando. Fig. Suavizar: abrandar mágoas. Serenar. V. i. Tornar-se brando, menos intenso
sábado, dezembro 10, 2011
O mundo muda, mas as marcas não
" A tecnologia muda, as instituições mudam, a cor do verão muda, mas os sentimentos e os dilemas da vida são exatamente iguais. Marcas com um posicionamento legítimo e verdadeiro trabalham no campo da essência, e não da tendência." @brunoscarto - Bruno Scartozzoni, planner e profissional/professor de storytelling na ESPM
sexta-feira, dezembro 09, 2011
Falando sobre Crowd Economy
Um bate-papo, com Reinaldo Pamponet, da Itsnoon no programa Empreendedores Criativos. Ele fala de um termo relativamente novo - a Economia Criativa. É a junção de várias pessoas para interagindo para encontrar valor de troca pelo crowd em uma tentativa sustentável de gerar conhecimento, entregando valor para sociedade, mas ganhando dinheiro.
Meio confuso? Recomendo ver o video. O Reinaldo solta várias questões interessantes de reflexão e novos paradigmas que a sociedade está enfrentando em produzir (arte ou não) e ganhar dinheiro. Porque o modelo de negócio está migrando muito influenciado pelo crescimento de plataformas digitais, porém poucos estão ganhando dinheiro em escala, transformando em ganhos cíclicos e atingindo muitas pessoas.
Além disso, vivemos uma crise estética, onde não estamos conseguindo progredir idéias, artes, processos culturais de identidade e que cada vez mais provoca uma crise de percepção sobre a ética dos produtos/serviços do mercado. Por assim, a idéia é através do crowd economy, debater/pensar sobre novas formas de ganhar dinheiro de forma mais rica e musculosa obtendo a opinião e execução pela multidão. Calcando-se na ética, na experiência e no financeiro.
Desabafo do que virou cotidiano
Não me assusto mais com pessoas que xingam nordestinos, espancam gays... Deveria? Deveria sim. Nestes caso eu opto por acreditar que este tipo de pessoa será expelida da sociedade ou mereça - por ordem da vida, que ela se retrate e se arrependa e/ou pague pelo mal que provocou.
Denunciar? É importante, mas a sociedade, quando bem nutrida, como um corpo - neste caso de educação e ética, tende a expulsar o corpo estranho que lhe afeta. Rogo para que (nós sociedade) mudemos nosso mindset ("A mudança começa por você" - Gandhi) para que seja natural ter correntes de bons exemplos e não correntes de mal exemplos, justamente em mídias que foram criadas para promover o conhecimento, não o desastre.
Apenas uma indignação velada e contida deste momento de transição que vivemos. Cada vez mais (percebem isso?) está sendo separado o joio do trigo e esta é uma tendência que precisa ser calcada na educação, sustentabilidade e na ética e não pelo medo e opressão. Utópico? Pode ser, mas continuarei a pensar assim.
Desculpem-me o para alguns, sentimentalismo mimimi, mas cansei de ver em minha timeline no Facebook "correntes negativas". Por que não vemos tão frequentemente exemplos de "correntes de sustentabilidade", de re-uso de materiais, de pessoas que promovem o bem, de medidas políticas que favorecerão à sociedade, de industrias que se preocupam com o ser humano?
Nós somos e pensamos e provocamos o que compartilhamos. Parafraseando uma frase que li da professora de semiótica da PUC-SP, Lucia Santaella: "Estou conectado, logo existo." Humildemente mudaria para: "Estou conectado, logo reflito." Refletir sobre o que compartilhamos e sobre quem nós somos é reverter-se para o nosso eu e perceber quem nós somos. Só assim devemos ajudar - com a ajuda da tecnologia, a construir melhores vidas, sociedade, atitudes e evoluções.
Refletir sobre o que compartilhamos e sobre quem nós somos é reverter-se para o nosso eu e perceber quem nós somos. Só assim devemos ajudar - com a ajuda da tecnologia, a construir melhores vidas, sociedade, atitudes e evoluções.
terça-feira, dezembro 06, 2011
O amor e o dogma econômico
Nesta entrevista a Robert Happe filósofo holandês, conta pela sua visão que somos todos um. Que o amor vem sendo colocado de lado em detrimento às necessidades econômicas e novos paradigmas que nos forçam a ser individualistas. O amor, como o pensar no outro vem sendo posto de lado. Vale refletir sobre essas mudanças e perceber nosso dia-dia.
sexta-feira, dezembro 02, 2011
Marcas e as pessoas: cada um pode criar um movimento
Em um post chamado "If only I wanted to own a Juice shop, I would have started a Movement" da @hklefevre - figura carimbada no cenário de planejamento mundial, expôs algo interessante (que me fez lembrar um post anterior Precisamos mudar a perspectiva de como construímos as marcas?), sobre a força e o poder que cada um tem e pode ter independente do setor.
No post Heather relata o apreço por uma loja de sucos (Frood) que ela gostava muito, que ficava perto da sua casa, mas que infelizmente num belo dia passando pela frente percebeu que a loja tinha sido colocada à venda. Acreditando tanto que aquele tipo de loja (que propunha venda de sucos naturais feitos na hora) e toda o seu benefício alimentar e de saudabilidade estava fornecendo à comunidade e ainda por gostar muito de sucos. Ela pensou em possibilidades que com a expertise dela, poderia tomar para ajudar aquele negócio, fazendo-o se reerguer.
Parte do post (traduzido):
Imaginei-me substituindo as meninas desinteressada atrás do balcão e fazendo de cada cliente um fã de sucos, espalhando a boa palavra em torno da cidade.Eu pensei em como eu iria mercado da loja. Além de toda a presença do social que falta, eu imaginei colocar 50 ou 100 cópias do documentário em caixas de correio no bairro. Devolver o DVD para a loja para um suco livre. Em seguida, repita. Estou convencido de que eu teria salvado esse negócio. Se apenas eu quisesse possuir uma loja de sucos. Mas isso é o que inicia um movimento. Verdade, crença apaixonada de que outras pessoas possam comprar.Hoje temos a possibilidade de criar movimentos, instantâneos ou não, perenes ou não, comunicados ou não, mas o digital nos fornece hoje um leque. Movimentos sociais a favor, positivos ou negativos. Irônicos ou engajados.
Ter a vontade de sair da hierarquia de empresa e cliente e se prestar a fornecer sua expertise para ajudar uma empresa é uma atitude altruísta tremenda, que as marcas podem se valer disso com iniciativas visando o coletivo e não o individual.
Será que uma empresa que percebe que uma loja de outro segmento é um ponto ícone local para aquela comunidade. Revitalizando/ajudando através de uma sensibilização pelo crowdsoursing, poderia ser um caminho de aproximar o "eu" ao "eles", tornando a empresa um membro da sociedade junto a outros em prol de uma causa?
Isso me fez lembrar o poder importante que cada pessoa, como cada profissional tem de mudar algo que gosta, algo que acredita, o cliente que atende e/ou até um comportamento social. Iniciativas como a excelente Nova S/B fez para o Largo Batata (bairro de São Paulo) montando uma agência pop-up para atender uma região degradada de São Paulo, são inspiradores e relevantes para perceber nossa atuação social. (alguns trabalhos feitos aqui)
Diante da percepção de que "as marcas ajudam as pessoas a definirem elas mesmas", podemos perceber que ela pode ser um gatilho de atuação localmente na comunidade, sendo uma campanha publicitária "apenas" o reflexo e o reforço destes conceitos humanos (e verdadeiros e vividos) que as marcas devem evangelizar pelas suas promessas.
Utopicamente ou não, achar que alinhar consumer insights, com brand promise e oportunidades locais, pode ser um caminho vitaminado para entregar melhores relações com o consumidor/pessoa e à sociedade.
E concluo parafraseando palavras do Jura Craveiro: "as marcas serão definidas por sistemas circundantes", que terão que criar ecossistemas de relações sustentáveis.
segunda-feira, novembro 28, 2011
A finitude da morte nos alivia
Se somos movidos pela a insatisfação, a morte pode ser o estimulo para o alívio dela. Uma vez tida a certeza da morte a insatisfação e a obsessão por encontrar e realizar projetos que tentamos a vida inteira - e todas a segundas-feiras vão começar a se esvair. A morte pode ser um libertador.
Porém convivemos com a iminência dela no dia-dia criando distrações e "outras vidas" inseridas intertextualmente em cada atividade que temos. Nossa vida pós-moderna (ou liquida) é um livro com serie de links intertextuais que se amplificam, se realçam ou são criados com a maior interação no dia-dia com as pessoas e a tecnologia.
Neste aspectos nos ampliamos cada vez mais na busca de satisfazer algo interno que nos insatisfaz: a vontade de sermos mais nós mesmos.
Sermos nós é difícil e exige esforço e é incessante. Sermos nós é procurar não olhar pra o espelho da morte, ou melhor, olhar ele com outros olhos do que o cotidiano destrutivo dos jornais e televisões, mas com um olhar mais antropológico e centrado em nossa existência e relação com o mundo e não com os meios.
A morte nos ajuda a Viver, mas nos mostra a finitide de nossa insatisfação e com a mistura da incapacidade de mudança. Coisa que durante nossa vida testamos em nós mesmos, nossos limites.
Isso me lembra a frase de Steve Jobs:
“Lembrar que eu estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que eu encontrei para me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Por que quase tudo – todas as expectativas externas, todo o orgulho, todo o medo de se envergonhar ou de errar – isto tudo cai diante da face da morte, restando apenas o que realmente é importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira para eu saber evitar em pensar que tenho algo a perder. Você já está nu.Não há razão para não seguir o seu coração.” – discurso durante formatura em Stanford, 2005
O que queremos aqui é mostrar ao mundo novas faces do que queremos ser, porque no fundo temos a vontade da mudança, apesar de resistirmos à ela bravamente. E a mudança é uma condição de (r)evolução constante que se propor é compreender que a morte fica mais próxima, ou pode nos abater a cada instante. O senso de urgência em viver e ser feliz nos consome e nos faz ter atitudes impensáveis e impensada (positivas ou negativas) por nós mesmos e pelos que estão inseridos na sintonia do status quo. Viver - o nosso ideal assusta, mas também provoca a sensação de realização e capacidade de mudança diante do inevitável. A finitude da morte. Ou tudo é uma questão de percepção.
O post foi inspirado no livro de Alain de Botton - Como Proust pode mudar sua vida.
(O post trabalha diante da percepção da morte pela ótica do cristianismo. Não sendo totalmente o reflexo da minha percepção, apenas um fragmento dela.)
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