segunda-feira, setembro 19, 2011

Digital não é solução, mas inovação sim

Sempre achei que ver as coisas pela ótica do digital era uma maneira importante de perceber como esta ferramenta pode ser útil na integração (ou convergência) e solução dos problemas do cliente.

Neste video o @renedepaula dá uma cutucada em muita gente, mas levanta de forma provocativa que nem sempre ser inovador passa pelo digital. Nem sempre você pensar em inovação é ter que fazer campanhas, linguagens novas, social media, mas sim incorporar (e convergir) ferramentas, juntamente, com outras sejam on ou off (que saco essa separação hein?!) a fim de resolver problemas. Já dizia Gareth Kay: "We are solve problems." Isso independe do que tenhamos que usar e chamar possíveis parceiros.

São diversas questões que eu levanto aqui. Essas que passam por cases como Hyundai Insurance, Twelp Force, Nike Plus, Livraria Cultura, até mesmo o mais recente da Magazine Luiza. Alguns que eu me lembro.

Por isso acredito tanto no Brand Utility como forma de levar relevância e qualidade nas relações com o consumidor e o negócio do cliente, que amplia o poder da propaganda e principalmente da marca.

Isto, como o Rene falou, passa também pelo UX (User Experience) do cliente por aquele problema, por aquela situação, loja, ambiente. Entender este lado é perceber que nem sempre a solução inovadora que você procura pode passar pelo digital, mas passa pela forma de se observar o problema e adicionar ou não o digital como ferramenta  adequada para aquele problema. (Mas claro hoje em dia é quase impossível não inserí-la.)

Todos estes, exemplos são importante para entendermos que fazer comunicação hoje deve sair puramente do formatos de mercado e incorporar outros elementos. Claro que sei que deve ser difícil sempre convencer o cliente que quer resolver o problema logo e reduzir ainda mais o time-to-market para se ganhar market-share ou bater metas trimestrais. (Clientes, dêem tempo para se fazerem análises mais profundas!) Do outro lado, agências cada vez com menor tempo para desenvolver projetos de estudo do cliente, e diluem em diversas ações pontuais ao longo do ano para tentar resolver o problema (quando se há tempo para descobri-lo).

Por isso, que termos disciplinas como UX, Design Thinking, Service Design, metodologias de produtividade e gestão de projetos ganham espaço em escritórios de design e consultorias especializadas. Como o mobile integrando-se com diversas plataformas de operações em logística.

Em contra-partida existe uma corrente muito reforçado por cabeças americanas e européias que promovem que agências se comportem cada vez mais como startups e modificando seu modelo de negócio.

Vale conferir o video e abrir a mente. Mesmo que seja apenas uma pura provocação à você marketeiro ou publicitário.



Deixo aqui vários posts que escrevi sobre inovação -
  • Planejamento e Inovação em agências de publicidade aqui
  • Que tal ser um polinizador (IDEO - Tom Kelley) aqui
  • O mercado te deixa inovar? aqui
  • Inovação Disruptiva, você sabe o que é? aqui 
  • Onde nasce o diferente? aqui
fonte imagem neilbroadway.com

Cat´s Pride - Kitty Massage


Comercial engraçado da Cat's Pride, mostrando que a embalagem ficou mais leve. E se todo gato fosse assim? rs
Criação da Doner, Detroit, USA

Comercial disruptivo contra câncer




Isso sim é um comercial disruptivo.
Te prende no início e depois te causa a estranheza. Será lembrado? Certamente. Passará a mensagem? Certamente. A não ser para os mais puristas, nos 20s iniciais.


O comercial/viral informativo é da JWT Londres, para a Male Cancer, para alertar sobre o câncer de testículo. Direcionado a pessoas de 18 a 35 anos. 



Veja alguns outros exemplos em Posicionamento Radical, e em O mercado te deixa inovar?

sexta-feira, setembro 16, 2011

Quem é Você, não é para os fracos



Quem é você?
Num mundo tão repleto de referências, nós corremos o risco de pautar nossa identidade e personalidade, a partir de referenciais externos, de relacionamento, de status, de consumo ou puramente da falta dele. E assim perdemos o significado de quem realmente nós somos porque não olhamos para dentro.

Definir-se hoje se torna difícil quando para aqueles que vivem surfando nas ondas do modismo. Hoje se torna difícil até definir-se na bios do Twitter (veja a minha). Quem você é no Twitter? Como você se descreve no Facebook? Nos apresentamos da maneira como realmente somos, ou quem gostaríamos de parecer (para os outros) (eu ideal)? Somos engraçados? Somos sérios? Somos caretas? Colocamos frases de músicas? Colocamos versos poéticos? Colocamos piadas? Ou somos puramente vazios.



Estudo
Nunca se investiu e estudou, tanto: pesquisas, neuromarketing, mentalismo, motivação, design thinking, branding, design, psicologia, até o yoga e as filosofias orientais. [É como se o fosse mais latente o que o passado nos ensinou.]
Revisitamos ou redescobrimos cada disciplina, como se fossem novas. Re-olhamos, ou criamos, percebendo e procurando ver com uma ótica diferente as necessidades humanas e seus desejos. Porque fazendo-se o bem, o bem voltará. E se fizermos o bem, isso pode ser um indicador de que nós temos bondade (ou outras características, como compaixão, senso de coletividade, postura sócio-ambiental, etc) na nossa personalidade.

O EU
Definir-se é um exercício de auto-conhecimento e reflexo de auto-apontamentos que fazemos sobre nossas atitudes e decisões. Isso nos faz pensar: Você gosta de quem você é? Você se aceita? Por que você não se aceita? O que te impede de ser quem você gostaria de ser? A opinião da sociedade importa? A importância da sua conta bancária, carro, amizades, status, tecnologia é quem define você?

Ser quem nós queremos ser não é fácil. Somos seduzidos pelas possibilidade e nossa real significação de nós mesmo se perde. Por isso, que as vezes se torna mais fácil perguntar para outras pessoas como elas nos vêem.

Da mesma forma que cultura do rap (em sua maioria) explora dois aspectos distintos, sua posição na sociedade e como cotidiano do desenvolvimento nos afeta. Quanto o hip hop (americano, por exemplo) que explora o consumo excessivo e imagens de riqueza, que nos provoca buscar e consumir quem nós não somos, pelo poder da mídia. São dois lados até opostos, mas que ambos incitam uma "coragem" para se assumir uma ideologia ou comportamento e dizer: eu sou assim. (seja influenciado pelo meio ou não)

Ser Você hoje, pode doer. Ser você hoje pode ser difícil e estranho. Ser Você não é para os fracos. É estranho ser único, mas é admirável, é respeitável.

Ser você é se definir, é ter a possibilidade de dizer ao mundo quem você é pelas roupas, pelo discurso, pela forma de pensar...até de andar. É a possibilidade de ser líder, de ser seletivo, de não ser democrático, de ser puramente seleto às pessoas e ao meio.


Tribos: é assim que vivemos e nos formamos desde muitas eras. E são a partir delas -ou com elas, que revigoramos quem realmente nós somos. Nos identificando. Como em toda tribo existe o líder, aquele que se definiu e se impôs ao status-quo. Um
militante que percebeu que podia mais. Todos somos líderes quando conseguimos dizer quem nós somos. Quais nossas paixões.

Mas antes de qualquer coisa: quem você é?
Como você se define em 140 caracteres?

O tempo diminui e a capacidade de descobrir nossa essência e informá-la ao mundo aumenta.

Você já se definiu hoje?


Eu sou ______________________________.

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Também publicado no site www.outrolado.com.br

Marketing: Fantasia vs Fatos


quarta-feira, setembro 14, 2011

Co-branding com Deus

E se antes de uma corrida um pastor abençoasse as marcas dos produtos? Pois foi isso que aconteceu. Ele abençoou cada marca antes da prova como: Dodge, Toyota, Ford, Rausch Yates, General Motors, Sunoco, e Goodyear.