terça-feira, setembro 13, 2011

Cultura é aquilo que os líderes fazem e toleram





Entrevista com o Paulo Lalli, que foi Vice-Presidente da Havaianas. Foi ele quem ajudou a criar e a rejuvenescer a marca Havaianas, para ser o que ela é hoje. Recomendo ver, em particular a parte 2 da entrevista. É a visão de uma pessoa que trabalhou dentro de uma empresa criativa, voltada ao mercado de alta-competitividade, mas que conseguiu ter uma história de sucesso devido a uma cultura da organização que promovia o trabalho de equipe e confiança mútua.

Detalhe da entrevista: "Cultura é aquilo que os líderes fazem e toleram." Mark Hurd - CEO EDS.

Organização
Como toda maneira de gerenciar, manter e crescer uma cultura temos diversas maneiras, umas melhores outras piores. Coisa que ao longo do tempo poderão formar os Passivos Intangíveis (veja em post anterior). Aqui está um diagrama de como funciona a formação e manutenção da cultura:




Neste artigo na Forbes indica como s criar, além dos frequentes erros em querer modificar a cultura de uma empresa:

  1. O uso excessivo das ferramentas de poder de coerção e subutilização das ferramentas de liderança.
  2. Começando com uma visão ou história, mas não pôr em prática as ferramentas de gerenciamento que irá sedimentar a mudanças de comportamento no lugar.
  3. Começando com ferramentas de poder mesmo antes de uma visão clara ou uma história do futuro de onde queremos chegar.
Prática
Como todo empresa, ela tem suas "rodas-peões", que fazem questão de difundir acontecimentos internos da empresa. Coisa natural, as pessoas "querem" se comunicar. Daí vem a importância do exemplo como formador de um entendimento. Exemplo é mostrar uma causa de forma real. Isto também me lembra uma frase que li no livro Adapte-se ou Morra:
"Acredite, sempre que um chefe arregaçar as mangas e realizar algum trabalho pesado, a notícia chegará a todos os cantos do escritório." - Harvey Mackay de Como nadar entre os tubarões sem ser comido vivo.
Claro, a idéia aqui é entender que uma cultura é o reflexo de uma soma de ações que ocorrem em cada lugar de trabalho. Desde tolerância, até forma de falar das pessoas e decisões empresariais.
"É uma grande surpresa para mim que as empresas reforcem os feudos organizacionais. Todos sabemos que feudos são ruins. Mas é muito difícil eliminá-los. è mais do que um trabalho em tempo integral. As pessoas costumam estar tão ocupadas realizando as tarefas delas que gerlmente não sobra tempo para a nossa. que é revigorar a organização inteira. Convencer as pessoas a fazerem isso é bem mais complexo do que eu imaginava." Leonard A. Schlesinger, Diretor Operacional da Limited Brands
Tony Hsieh, CEO da Zappos um dos maiores varejistas de calçados do mundo, credita a cultura criativa da empresa como uma grande vantagem competitiva. (Conheça mais aqui, neste post do Edmour Saiani) Investindo pesadamente nestes específicos valores:

  • Abrace e comande a mudança
  • Crie coisas engraçadas e algumas doideiras
  • Seja aventureiro, criativo e cabeça aberta
  • Persiga crescimento e aprendizado
  • Faça UAU! através do serviço
  • Construa uma equipe positiva com espírito de família
  • Faça mais com menos
  • Construa relacionamentos abertos e honestos
  • Seja humilde
  • Seja apaixonado e determinado

#Fail
Nada pior do que ter chefes como esses abaixo:

sexta-feira, setembro 09, 2011

Palavras de planejadores

Alguns videos excelentes sobre planejamento, que encontrei no GPRS, que apesar de ter sido de um post antigo, vale assistí-los.
Conheça-os e leia-os.





Adiciono mais este, agora em versão em português:


Social Media Marketing - experts

Em um infográfico os maiores pensadores em Social Media Marketing reunidos pelo Awareness. No site do @telesjr tem mais alguns. Recomendo a leitura. Já li alguns, faltam outros, mas vale conhecer.

quinta-feira, setembro 08, 2011

Numerologia para Marcas

Saiu uma pesquisa recente na Harvard Business Review sobre o quão números podem ser vantajosos ou não para uma marca, quando você vai escolher um nome para sua empresa. E o quanto eles podem influenciar na empatia da marca.
Na pesquisa chefiada pelo Dan King (National University of Singapore) e Chris Janiszewski (University of Florida); os dois pesquisadores chamaram diversos voluntários para avaliar duas marcas fictícias a Zinc 24 e Zinc 31. Enquanto a empatia.


A grande maioria disse que simpatizava mais com Zinc 24. Na opinião dos dois pesquisadores, isso ocorreu porque as pessoas têm uma tendência a gostar (e se lembrar) de números que são fáceis de multiplicar ou somar, aspecto que de tanto praticar na infância ficou gravado na mente. Isso abre inclusive a possibilidade de melhorar a lembrança da marca.

Pois bem, então escolha números fáceis.
Aliás, como anda a 775? Será que isso se aplica a 51?

quarta-feira, setembro 07, 2011

Conselhos nunca envelhecem

Certas vezes durante a vida nós recebemos diversos conselhos de pessoas conhecidas, familiares, e até de pessoas desconhecidas. Mas alguns se tornam memoráveis. Não sei o porquê.

Peter Carr,  sobrinho de Thomas Jefferson, recém chegado a universidade recebeu um conselho do seu famoso tio. A carta data de 19 de agosto de 1785.

Conselho se aplica muito bem ainda hoje:

Para o bom progresso em seus estudos, você deve dedicar ao menos 2 horas por dia de exercícios; a saúde não deve ser prejudicada pela aprendizagem. Um corpo forte faz uma mente forte.

Andar é muito importante.
Nunca pense em levar um livro com você. O ato de andar é para relaxar a mente. Você deve portanto não se permitir nem pensar enquanto anda; mas divirta-se com as coisas ao seu redor. Andar é o melhor exercício que existe. Habitue você mesmo a andar muito longe.  Os europeus valorizam a si mesmos em ter subjugado o cavalo para o uso do homem; mas eu não tenho dúvida se nós perdemos mais do que ganhamos pelo uso do animal. Ninguém tem causado tanto degeneração do corpo humano. Um indiano vai à pé quase tão longe em um dia, para uma longa jornada, quanto um branco enfraquecido faz com seu cabelo; e cansará os melhores cavalos.

Não há hábito que você valorizará tanto como o de caminhar até sem fadiga.


Hoje são os carros.
Lembro de uma vez que li na Época Negócios acho que em 2008, que o Alexandre Hohagen, estava passando pelo processo de seleção para ser presidente do Google no Brasil e em entrevista ele disse: "Decidi se aceitava o cargo ou não após uma corrida." 
Talvez este seja um bom conselho mesmo. A quem diga Márcio Atalla

segunda-feira, setembro 05, 2011

Tempo de ser objetivo diminui ainda mais



Normann Kestenbaum, expert em comunicação corporativa e um dos maiores especialista em tomada de decisão, palestrou no Fórum de Negociação 3.0 da HSM. Normann falou sobre hoje como somos obrigados pelo a sermos sucinto ao extremo, quando o assunto é conquistar a audiência. 


Dominar o tempo, sobretudo o conhecimento estruturado e ser sucinto, é fator importante de diferenciação em uma negociação ou em uma apresentação. Algumas passagens que me chamaram a atenção: 

  • "Carlos Slim só aceita ver 1 papel A3 com todas as suas idéias." 
  • "Na Whirlpool, você precisa pôr o take way - uma frase explicando o que seu slide cheio de planilhas quer dizer."
  • "Dilma, deu 3 minutos aos ministros para explicarem a situação."
  • Deixe sempre uma folha do que você desenvolveu para sua audiência 
  • "A demanda por tempo é inversamente proporcional a qualidade de concisão desejada."
Conhecimento é informação, porém combinada com: contextualizada, interpretação e reflexão. Bill Gates
Conheça mais o método da Bauman aqui