quarta-feira, julho 27, 2011

Social Media em frases

"As empresas preocupam-se em causar buzz nas redes sociais e às vezes até conseguem. O problema é que isso não fica na cabeça do consumidor." (Estudo sobre a Classe C feita pela agência WMcCann) Aloisio Pinto - Diretor de Planejamento da @WMcCannbr

Social media is about real people talking to each other about things of mutual importance to them. And let's be honest - they rarely want to talk about your brand (in a brand-y sense)...tho might want to talk about whether your product works. And are even less likely to want to talk TO your brand (in a brand-y sense)...tho they may well want to talk to someone who works for your business. Douglas Rushkoff, autor do livro Program or be Programed

@equalman  - Erik Qualman, autor de SocialNomics

Uma verdade ou uma reflexão sobre o Digital?

Li e me identifiquei muito com o pensamento do @renedepaula depois que vi este videocast dele. Recomendo que você guarde 22 min do seu tempo para assistir. Intuitivamente acho que andei sentindo isso, (e as vezes não, como bati muito na tecla em conversas nos bastidores do Social Media - veja mais aqui) mas que agora o Renè deu vida aos meus pensamentos. O video serve como um alerta ou uma reflexão sobre um momento de bitolamento e cegueira estratégica no digital. Pessimista? Assita ao video e tire suas conclusões. Aguardo seus comments.


procura-se uma agencia que... from renedepaula on Vimeo.

terça-feira, julho 26, 2011

Como manter um bom relacionamento entre agência e cliente

Saiu há alguns dias atrás algumas dicas interessantes na AdAge (Advertising Age - a mais respeitada publicação de publicidade americana), dicas de como manter um bom relacionamento com sua agência ou cliente


Vão as dicas da sessão Chief Marketing Office, da AdAge: 
1. Profissionais de Marketing (e cliente) e Agências compartilham da Responsabilidade Mútua de manter o 'bom' Relacionamento. Não tome nada por garantido.

2. Confiança, respeito e compreensão levar a um melhor trabalho. Se a agência está sempre no limite, o trabalho será prejudicado. 

3. O cliente (e o profissional de marketing) e a agência têm de mudar, crescer e se adaptar para o relacionamento durar - e para cada um continuar a ser relevante. 

4. A agência que já atende o cliente há muito tempo e conhece e é apaixonada pela marca talvez seja melhor para a longo-prazo do que uma nova agência apenas "leal" - apenas ao novo profissional de marketing. O profissional de marketing (ou você que seleciona) pode não estar mais na empresa nos próximos anos/meses. Grandes marcas devem viver para sempre. Talvez grandes relacionamentos também pode. (É uma questão a se avaliar. É polêmica, mas vale a reflexão.)

5. Keep it fresh. Mantenham-se sempre atentos e ligados. A mistura do novo profissional com o velho. A mistura de veteranos que conhecem o passado e de novos talentos que desafiam o futuro.Deve ser válida. Caso não opte por mudar, não a agência, mas quem está por trás dela. Puro Mindset!

São dicas que me fazem pensar, muito no mercado local, onde encontramos empresas/marcas, que mudam, pingam de agências e agências e prejudicam e muito a qualidade e a continuidade da comunicação.
Linguagem é muito importante. Somos cada vez pessoas mais visuais. Nos lembramos muito por imagens. Por isso cuidar dela e da linguagem é importante. E neste troca-troca, o cliente se queima no mercado, com fama de ruim. E sua empresa/marca, se dilue em tentativas de manter uma coerência. Acho que no mínimo, 1 a 2 anos seria a ideal para um cliente manter-se numa agência.

O que você acha?

O real valor é sua qualidade ou vice-versa?

Desenvolver um produto é fazer mais do que ele deve apresentar como desempenho, beleza e seu preço oferecido. O real valor de um produto é a soma da importância (ou significado) que você como cliente atribui a ele na sua vida, ou como Rabikar Chatterjee, professor de MBA da University of Pittsburgh
disse em entrevista à EXAME:
"A definição que os consumidores têm sobre a qualidade é o quanto ele atende as suas necessidades."
Por isso pergunto, quando você analisa um produto você observa apenas os 4Ps dele ou você vai além na sua pesquisa (e análise)? Você analisar o valor (significado) que a marca tem para o consumidor do produto concorrente?

sexta-feira, julho 22, 2011

Somos todos adolescentes

Saiu há 1 mês atrás uma entrevista muito interessante com a Sherry Turkle, que escreveu o livro Alone Together, que fala sobre como nosso comportamento depois das mídias sociais está mudando e nos reconfigurando e fazendo-nos mais tímidos, ansiosos e acho que até reprimidos.

Por Época NEGÓCIOS
Na última década e meia, a professora Sherry Turkle, do MIT (Massachusetts Institute of Technology), entrevistou famílias e empresas nos Estados Unidos para detectar as influências dos celulares no comportamento das pessoas. O resultado está no livro Alone Together (“Sozinho junto”), lançado este ano. Sherry, 62 anos, diz que falamos demais nas redes, mas dizemos pouco. A única saída é fazer uma “dieta tecnológica”. Não existe uma fórmula que funcione para todo mundo. “Mas você tem de encontrar a sua.”

Erik Jacobs/The New York Times>>> Como o celular está afetando nosso comportamento?_Passamos a nos esconder e a evitar dizer coisas difíceis cara a cara. Preferimos mandar um SMS, por exemplo. Com isso, não evoluímos, não discutimos mais as questões importantes. Nem quem cresceu com o telefone quer usá-lo para falar. É mais fácil mandar um e-mail ou SMS. Agora, somos todos adolescentes.
>>> Quais são os efeitos das redes sociais?_Cada vez mais, estamos construindo ideais sobre os outros e sobre nós mesmos. Criamos expectativas nada reais e colocamos isso no Facebook. As redes sociais nos deixam ansiosos. Vivemos a realidade alheia, e todo mundo está indo a festas, tendo uma vida perfeita. As pessoas são sempre bonitas, bem-sucedidas. Passamos a representar. No trabalho, não conseguimos receber mentoria porque não estamos mais falando sobre os problemas. Ninguém quer mostrar um lado ruim.
>>> Dá para dizer que o celular virou uma espécie de vício?_Não gosto da metáfora do vício, porque significa que você terá de renunciar a algo. Não podemos abandonar a tecnologia. O que precisamos é de uma dieta digital, fazer correções.

>>> Como começar essa dieta digital?_Vou dar um exemplo pessoal. É uma questão de perceber quando estou passando dos meus limites. A coisa mais importante para mim é ter momentos livres, sem mandar e receber e-mails. Para conseguir isso, preciso mandar um monte de mensagens de manhã e à noite. Aí, tenho meu dia para escrever, estar com as pessoas, discutir as questões importantes. Esta é minha dieta digital.

>>> Cada pessoa deve ter uma dieta diferente?_Sim, exatamente como acontece com a alimentação. Algumas pessoas não gostam de doces e não têm de se preocupar com isso. Outras precisam renunciar ao açúcar. Sugiro que, com o tempo, as pessoas aprendam o que é bom para elas. Para algumas, uma dieta pode ser algo como não colocar o e-mail no smartphone. Para outras, não enviar SMS. Ou não atender telefonemas durante as refeições. Isso também vale para reuniões de trabalho, na faculdade, nas aulas. Sempre peço aos meus alunos para desligar os celulares. E eles não têm outra opção.


fonte: epoca negócios.

terça-feira, julho 19, 2011

Saber Fazer x Saber Pensar. Poder do Mindset.

Este post foi inspirado num texto do Fernand Alphen, um dos caras mais bacanas e reflexivos que leio, do mercado publicitário brasileiro. Ele é Head de Planejamento da JWT.

O post faz uma reflexão da habilidade x execução, da mentalidade x execução. Dois lados da moeda que se complementam. Ando pensando muito sobre a nossa busca (e me incluo) por mensurações, fórmulas que entreguem, mostrem nosso resultado. Coisa que o mercado inteiro busca. Lembra-me uma corrida, como antigamente (pouco tempo atrás) e ainda hoje tem quando falamos de tutoriais. Enquanto que o planejamento (ou qualquer profissional de marketing) procura fórmulas o diretor de arte procura tutoriais. Parece grosseiro? Pode ser.

Penso que nem sempre temos respostas para as perguntas que nós ouvimos, mas é mais correto "É melhor estar vagamente certo do que precisamente errado. (Donald Lehmann). Ou seja, apesar das minhas buscas por mostrar soluções quantificáveis, o importante é ter o "mindset". É ter a mentalidade sobre aquilo em que se tá trabalhando. o Resultado é uma consequência. A mensuração, as fórmulas para este tipo de profissional é a experiência e a movimentação do mercado. Lembre-se há 20 anos já se fazia propaganda, talvez (mais provável que não), não se mensurava (da forma de hoje). Os critérios eram outros, mas cada um sabia(?) quando cada campanha tinha sucesso. O gosto da surpresa era maior. Hoje acho que perdemos a surpresa e trocamos pelo Google Analytics ou as métricas ou KPYs e os famiferados ROIs. Resumindo em números. Produção

Ter mindset é algo que é importante ser buscado. Entender o contexto, entender o conteúdo! Mesmo que você chute, chute pelo menos no gol, mesmo que o goleiro agarre. O importante é o embasamento. O estudo aprofundado sobre o SEU PROBLEMA. O fazer? Bem, é importante. A Execução é primordial. Ram Charam, Harspt, Kaplan já enfatizam isso. Mas execução sem ideia, para mim é padaria. É operação.

Você pode não saber de tudo, mas até o "especialista (deve) ser aquele que admite a incerteza." Parafraseando o @alphen. Não quero aqui botar mea culpa em possíveis erros, mas alertar que a procura por uma melhor execução me causa medo, quando não colocamos emoção, não colocamos "pensamento criativo", mas apenas "pensamento execucional" na tarefa.

Temos que ser especialistas no consumidor e ele não tem todas as respostas, e as vezes não sabe nem responder ou, se sabe se tem. Você não tem que responder por ele, mas sim, fazer as melhores perguntas. E fazer as melhores perguntas não necessariamente é saber as respostas. "Engana-se aquele que justifica uma ideia na execução assim como aquele que sacrifica a ideia para que seja exequível. complementa Alphen.