sábado, junho 18, 2011

Industria da Publicidade por Martin Sorrel



Saiu uma entrevista com Martin Sorrel, CEO do grupo WPP - maior grupo de comunicação mundial, com faturamento de 9,3 Bi na Época Negócios de Junho. Recomendo a leitura. Destaco aqui umas frases dele:

#As pessoas nos mercados maduros tendem a pensar que têm o monopólio da sabedoria. Não é assim. Podemos ter idéias e abordagens diferentes ao olhar para o pequeno e o grande...Não se pode ser imperialista;

# o tempo médio de um CEO é de 3,5 anos. E os CEOs costumam pensar: "por que mudar e me arriscar se eu levei 20anos para chegar no topo?";

# as redes socias são feitas de interações entre pessoas e não de interações comerciais;

# Há um gap entre onde se investe e onde o consumidor esta. Entre os investimentos dos meus clientes no mundo, apenas 14% vão para mídia on line - PCs, celulares, redes sociais e vídeos. Não faz sentido: gastamos 25% do nosso tempo nestes meios. Isso tem que ser revisto;

# Uma das minhas maiores preocupações é o turnover. Nossa taxa esta em 20%, mas já esteve em 25%. para evitar perdas, treinamos as pessoas e sempre nos certificamos de que salários e benefícios estão competitivos. Uma empresa precisa recrutar consiste ente, esteja em recessão ou esteja num boom. Não é por acaso que empresas como Goldman Sachs e McKinsey tenham virado companhias que são hoje. Eles recrutam os melhores estudantes, dão treinamento, fazem avaliação 360 uma ou duas vezes ao ano;

sexta-feira, junho 17, 2011

O Brasil depois do Brasil

Ouvi uma história curiosa (e verídica) esses dias: um empresário estava a caminho de uma entrevista e passou na frente de uma casa onde havia uma festa para a qual fora convidado. Virou-se para o diretor que o acompanhava e disse:

– Veja a quantidade de manobristas de carros na festa! Não vou mais falar com a jornalista, é muito mais importante eu estar nessa festa.
- Mas a jornalista está esperando, você pode se queimar, esse é um veículo muito importante .
- Veja a quantidade de manobristas de carros que há na festa. (Ele insistiu. Eram muitos mesmo.) Eu já aprendi que o indicador mais relevante da importância das pessoas que estão em um local é o número de manobristas.

Frisando que a jornalista preterida e trocada pelos manobristas não fui eu (se não, de duas uma: ou ele não desistiria da entrevista ou a história não chegava até mim rsrs), acho o caso exemplar de um Brasil que está passando, mas demorando a passar. Porque esse empresário não é velho –no máximo, de meia-idade– e faz um sucesso fenomenal. O talento para negócios lhe veio em doses cavalares. Mesmo com alguns dizendo que o carro será o cigarro de amanhã, o “DataManobristas”, de verdade, ainda importa DEMAIS.
A questão que quero lançar neste post, no entanto, é a seguinte: que Brasil virá depois do Brasil está passando? Qual o próximo Brasil após o Brasil-dos-manobristas?

Futuro se constrói no presente, todos sabemos, e foi só porque não temos há décadas (será que já tivemos?) um projeto de país que nosso presente virou um mero resultado “randômico” do passado. Primeiro, havia a desculpa da instabilidade para não tê-lo; depois, a da globalização galopante dos mercados financeiros. Sempre presente, a da não qualificação dos gestores públicos para elaborar esse “design”. Justa causa ou não, fato é que a estratégia de país ficou toda vida à deriva e agora, com economias emergentes em alta e cenário amplamente favorável apesar dos pesares, parece ter-se aberto a grande janela de oportunidade para uma estratégia nacional, algo que o Michael Porter diz ser fundamental a qualquer nação que almeje dignidade para seu povo.

Então, faço a pergunta à comunidade do Update or Die: como deve ser o próximo Brasil, na opinião de vocês? Vou copiar aqui, de modo superficial, um Brasil que eu particularmente adorei, desenhado pela agência Box 1824, a partir da pesquisa “O Sonho Brasileiro” (quantitativa e qualitativa) que eles fizeram com jovens de 18 a 24 anos, bancada por conta e risco e que acaba de sair do forno.

Há mais informações sobre a pesquisa aqui e aqui (selecionei, de propósito, dois dos vários vieses, um tico antagônicos, que ela pode proporcionar), porém, no meu viés updater, enfatizo que descobriram que, embora o maior sonho do jovem seja ter um emprego e casa própria, existe um número significativo do que denominaram “jovens-ponte” (8% da população, o que dá 2 milhões de indivíduos, 1 em cada grupo de 12). São jovens que participam de diferentes realidades e as conectam, fazendo com que umas influenciem outras, do gênero MV Bill.

Esse futuro adulto agregador, potencialmente o influenciador hegemônico em breve, veio ao encontro do que o pessoal da Box 1824 processou, como vocação do Brasil, em estudos semióticos da imagem do Brasil na mídia ao longo dos anos e em rodas de conversas com pensadores. Juntando tudo, surgiu o desenho deles do próximo Brasil, uma proposta de posicionamento de país como Michael Porter tanto cobra dos brasileiros quando conversa conosco na HSM:



BRASIL, O PAÍS-PONTE


Isso. O próximo Brasil em questão, aquele que combinaria com os jovens-ponte na visão da Box 1824, seria um país mediador e agregador no mundo – em quatro frentes, pelo menos:

• Superpotência da felicidade, baseada na “economia da festa” (a expressão foi utilizada pelo antropólogo Hermano Vianna), do tipo “o mundo trabalha na Ásia, pensa na Europa, ganha dinheiro nos Estados Unidos e se diverte no Brasil” – isso passa por transformar a diversidade, algo hoje passivo, em ativo, ou seja, em economia.

• Superpotência criativa, promovendo fusões entre a periferia e o centro, artesanal e o industrial, transformando nossa pobreza em riqueza e humanizando a tecnologia – o que passa por ressignificar positivamente o “jeitinho brasileiro” de improvisar, inclusive.

• Superpotência natural, um país tradutor da natureza para o mundo, o que dispensa maiores explicações diante da riqueza de recursos naturais do Brasil e do clamor global por sustentabilidade.

• Superpotência diplomática, virando um vetor de diálogo entre os povos (a partir do nosso mito fundador da miscigenação etc.), ativando um poder humano e relacional.

Não sei vocês, mas eu gostei de me ver nesse espelho. Talvez atenda a uma necessidade que vai bem além da pirâmide de Maslow para ficar perto de explicar o fenômeno Anonymous. E parece BEEEM melhor que o Brasil dos manobristas, que também são intermediários, entre o ser humano e o carro, mas sem a tal da ressignificação estratégica (bem, ao menos aquilo era uma economia da festa…rs).

E eu sei que o último manobrista que pegou meu carro em um restaurante (num almoço de updaters!) o devolveu amassado; só percebi quando cheguei em casa.

Este post foi copy/paste do updateordie

terça-feira, junho 14, 2011

Boas práticas para uma boa marca



Em um relatório que saiu na PSFK, sobre as "boas marcas" na percepção do consumidor chamado Good Brands Reports, me chamou atenção sobre algumas dicas de como gerências boas marcas (ou como construir boas marcas no momento atual em que vivemos).

Elas são:

Align Around Good
Implemente soluções e ajude a criar uma real mudança alem da marca, motivando individuais e comunidades para uma ação.

Live Your Brand
Embora os consumidores estarem rejeitando rapidamente falsários, ele irão também aceitar e abraçar atitudes autenticas. Descubra o que mais importa e compartilhe isso com as pessoas.

Change the Status Quo
Não existem pequenos problemas, apenas pequenas soluções. Desafie sua audiência para tomar um passo fora da sua zona de conforto e promova uma mudança real.

Appeal to Universals
O caminho mais facil para construir uma comunidade é criar alguma coisa ao redor ao redor de alguma coisa que qualquer um pode acreditar.

Become the Face of Your Brand
Em um mundo de notícias e informações em real-time e enorme transparência, marcas bem-sucedidas podem não mais serem entidades anônimas. Ponha-se na frente de sua audiência e fale para/com eles.

Teach People to Be Better Through Entertainment
Broadcasting não é a unica forma de passar uma mensagem. E ela não é uma má estratégia, mas o mais importante é fazer as pessoas pararem e pensarem.

Acredito que são boas e simples dicas que podemos implementa-las no dia-dia, basta boas idéias, boas mensagens e uma confiança do cliente de que pode dar certo.

terça-feira, junho 07, 2011

Como avaliar um anúncio?

Philip Ward Burton e Scott C. Purvis, em "Which ad pulled best?" deram algumas dicas bem interessantes de como você pode avaliar se um anúncio que você ler no jornal, revista ou em alguma mídia é efetivo.
Aí vão algumas dicas:

  1. A mensagem é clara à primeira vista?
  2. O benefício está no título?
  3. A ilustração/foto apóia o título?
  4. A primeira liha do texto apóia ou explica o título e a ilustração? (Lembre-se que lê-se cada vez menos)
  5. O anúncio é facil de ler e entender?
  6. O produto é facilmente identificado?
  7. A marca ou patrocinador estão claramente identificados?
(Eu arriscaria adicionar outros pontos como:
  1. Existem informações que o deixem em contato com a marca? (telefone, site, twitter?)
  2. Você ficou incomodado? Sentiu alguma sensação? Leia-se aqui: prazer, raiva, orgulho, admiração?
  3. Você sentiu vontade de mostrar (de preferência positivamente) este anúncio para outra pessoa?

Isto me lembra uma materia recente no Reclame sobre a criação de anúncios para festival, que o Eugenio Mohallem diz neste video abaixo, onde vivemos uma profusão de anúncios cada vez mais limpos, moldados e referenciados para prêmios.(Ainda) E que muitas vezes não resolve o problemas de clientes no dia-dia:


sábado, maio 28, 2011

O marketing das opções

O novo marketing

O novo marketing (seja o que for que isto signifique) parte da premissa que é um exercício desafiador, ilógico, que requer experimentação contínua, inovação, medição e uma brutal mudança de estratégia. Estamos no começo de uma Era Digital Consumidor-Centrada, na qual as formas tradicionais de contato da marca não oferecem taxas de retorno mais viáveis.

Os consumidores estão no controle. Eles hoje possuem níveis de informação e decisão sobre o consumo de mídia em níveis antes nunca imaginados. Esses novos consumidores não podem ser tratados como uma commodity ou um mero perfil demográfico. Seu engajamento se dá com foco e clareza, para o qual uma nova habilidade precisa ser desenvolvida: a de perceber o que os interessa e o que lhes é relevante.

Nesse cenário, onde o consumidor detém o poder, o único modo de se conseguir fazer isso é criando um link próprio, valioso, útil e exclusivo, entre os atributos da marca e do produto e a vida do consumidor. É um mundo novo.

A nova geração do marketing precisa escolher investir num site de download de música; ou numa campanha que faz uso de mensagens SMS; ou entre comprar mídia numa TV fechada; ou patrocinar um novo canal de vídeos on demand; ou utilizar uma estratégia de links patrocinados; ou usar mídia tradicional…

E aqui está o desafio: Ninguém sabe realmente como tomar estas decisões com sucesso consistente.

Assim, determinar um novo marketing mix eficiente, vai requerer experimentação, tentativas, fracassos, networking, inovação, análises de métricas de retorno, e, principalmente, assumir riscos.

Vi aqui