"Time vencedor é a mistura de: talento e ambiente." - Muricy Ramalho.
Para mim um dos maiores gestores de talentos do esporte no Brasil. Ele bem que poderia lançar um livro. Compraria fácil, afinal sou São Paulino. :D
Blog c/ pensamentos sobre: branding, planejamento, marketing, gestão e o dia-dia. ...Significado de abrandar: v.t. Tornar brando. Fig. Suavizar: abrandar mágoas. Serenar. V. i. Tornar-se brando, menos intenso
terça-feira, maio 17, 2011
segunda-feira, maio 16, 2011
Produtividade no trabalho
Produtividade no trabalho
Como os seus colaboradores administram o tempo no trabalho? Uma pesquisa realizada no Brasil constatou que mais da metade dos 1600 profissionais entrevistados executam suas principais tarefas na última hora, enquanto 33% gastam até duas horas do trabalho com atividades sem fins produtivos. E mais, 60% marcam consultas médicas no trabalho, 59% dão uma “esticada” no horário de almoço, 56% realizam compras online, e outros 39% procuram um novo emprego durante o expediente. O levantamento foi feito pela Triad PS, empresa especializada em softwares para produtividade pessoal e gestão de equipes.
Fonte: VocêSA
quinta-feira, maio 12, 2011
10 coisas que eu não sabia sobre a internet até ontem
- O Orkut é o terceiro site mais popular do Brasil. Facebook cresceu 20% de Janeiro para a Janeiro de 2011.
- Em 2010 o número de celulares com 3G no Brasil cresceu 79%. De 10,5 milhões para 18,8 milhões.(Anatel)
- Audiência da internet no mundo cresce 8%, na América Latina 15% e apenas no Brasil cresce 20%, segundo a ComScore.
- O Sudeste corresponde a 68% da população on line no Brasil, com média 23,7 horas mensais - Ibope Nielsen
- 40% do público que está na internet brasileira, tem mais de 45 anos. Ou seja, internet não é (apenas) coisa de jovem.
- 75% do público brasileiro usa e-mail, no mundo é apenas 63%. Crescendo ainda 3% em 2010. - ComScore
- 71,1% dos brasileiros on line, acessam blogs, enquanto no restante do mundo apenas 50% - ComScore (refletindo algumas questões: o brasileiro gosta de se comunicar e gosta de notícia)
- O Brasil tem um dos maiores índices de penetração do Twitter no mundo, com 22%, contra 13% nos EUA. - ComScore
- Categorias que decolaram em 2010 (provavelmente por motivos do Google Adwords)
- Automóveis - subiu 32%
- Lazer - 56%
- Viagens - 49%
- As mulheres são as que mais assistem videos na internet. A maior fatia está das mulheres entre 45 e 54 anos no Brasil. (Youtube como extensão da TV)
O arquivo com a pesquisa completa (em inglês).
quarta-feira, maio 11, 2011
Como usar a metáfora a favor da sua mensagem?
Nestes últimos tempos tenho lido e sem querer alguns insights surgem em minha cabeça. Como foi o caso de hoje. Que comprei o livro de Joseph Murphy, "Aumente o poder do seu Subconsciente" que me provocou algumas reflexões sobre o poder da mensagem e da auto-sugestão.
Primeiro para entender, Joseph Murphy é um cara que escreveu seu primeiro livro em 1963, O poder do subconsciente, onde chacoalhou os cristãos e religiosos, da forma de se pensar em fé, abrindo um movimento chamado: Novo Pensamento. Ele estimula que: "A fé é uma atitude da mente." Tudo envolve o pensamento e a mentalização, baseada na fé. A fé seria o input para desencadear qualquer objetivo na sua vida, diferente da religião ou religiosidade.Afinal é possível ter religião sem ter fé.
Então, durante o livro ele cita diversas escritos da Biblia como forma de reforçar o pensamento de que a fé faz parte de uma Infinito poder (divino). Exemplo: "Deus me protege com suas asas da bondade", ou, "O Senhor é meu pastor e nada..." etc.
E daí? O que me chama a atenção é que na Biblia existe inúmeras metáforas. E são repetidas de milhares de anos na cabeça das pessoas. Fazendo um paralelo, Dan e Chip Heath em seu livro Ideias que Colam, que o cérebro é formado por "alças mentais", onde "quanto mais ganchos uma idéia tiver, melhor será seus encaixe na memória". Isso reforça a ideia de usar metéforas, como também emoção e o contexto. (Veja mais sobre o livro aqui e aqui)
Metáfora não deixa de ser uma figura de linguagem que força algo primário que é contar histórias, respeitando o contexto do outro. Fazendo com que criemos significados usando um elemento de sua experiência para entender outro. Ela nos dá a oportunidade de elastecer nosso pensamento e aprofundar o entendimento, permitindo-nos ver as coisas de maneira novas e agir de maneiras novas. Ela ajuda a viajar sem se mover.
Bem, é uma intertextualidade interessante quando migramos isso para o universo da Comunicação quando vemos anúncios simulando cachorros-peixes, ou frases como "Red Bull te dá asas"; da Liderança quando precisamos passar mensagens mais claramente e críveis; do Design com suas embalagens que simulam corpos ou carros que simulam sorrisos, entre tantas outras formas. Caindo no funil das expressões: "É como se fosse...", "Olha, parece...", "O objetivo aqui foi...", em cada frases iniciais de cada discurso que ouvimos. Ou em anúncios como:
Portanto, quando for falar, escrever um texto ou um anúncio, ou até criar uma apresentação em PowerPoint, a metáfora pode ser um aliado na hora de exemplificar e testar a audiência do seu público.
Tem um post interessante aqui, e aqui.
Fontes: ccsp, ccsp
Primeiro para entender, Joseph Murphy é um cara que escreveu seu primeiro livro em 1963, O poder do subconsciente, onde chacoalhou os cristãos e religiosos, da forma de se pensar em fé, abrindo um movimento chamado: Novo Pensamento. Ele estimula que: "A fé é uma atitude da mente." Tudo envolve o pensamento e a mentalização, baseada na fé. A fé seria o input para desencadear qualquer objetivo na sua vida, diferente da religião ou religiosidade.
Então, durante o livro ele cita diversas escritos da Biblia como forma de reforçar o pensamento de que a fé faz parte de uma Infinito poder (divino). Exemplo: "Deus me protege com suas asas da bondade", ou, "O Senhor é meu pastor e nada..." etc.
E daí? O que me chama a atenção é que na Biblia existe inúmeras metáforas. E são repetidas de milhares de anos na cabeça das pessoas. Fazendo um paralelo, Dan e Chip Heath em seu livro Ideias que Colam, que o cérebro é formado por "alças mentais", onde "quanto mais ganchos uma idéia tiver, melhor será seus encaixe na memória". Isso reforça a ideia de usar metéforas, como também emoção e o contexto. (Veja mais sobre o livro aqui e aqui)
Metáfora não deixa de ser uma figura de linguagem que força algo primário que é contar histórias, respeitando o contexto do outro. Fazendo com que criemos significados usando um elemento de sua experiência para entender outro. Ela nos dá a oportunidade de elastecer nosso pensamento e aprofundar o entendimento, permitindo-nos ver as coisas de maneira novas e agir de maneiras novas. Ela ajuda a viajar sem se mover.
Bem, é uma intertextualidade interessante quando migramos isso para o universo da Comunicação quando vemos anúncios simulando cachorros-peixes, ou frases como "Red Bull te dá asas"; da Liderança quando precisamos passar mensagens mais claramente e críveis; do Design com suas embalagens que simulam corpos ou carros que simulam sorrisos, entre tantas outras formas. Caindo no funil das expressões: "É como se fosse...", "Olha, parece...", "O objetivo aqui foi...", em cada frases iniciais de cada discurso que ouvimos. Ou em anúncios como:
Enfim, a Bíblia, como qualquer outro livro pode ser apenas uma referência de estudo para analisar e perceber que há milhares de anos o homem tem a necessidade de contar histórias e de passar mensagens de forma mais clara. E passar seus pensamentos. Ou seja, a necessidade de ouvir e contar. Usemos a metáfora para que "O consumidor acredite que é o que o produto faz com que ele pareça."
É o que o Dr. Gerald Zaltman, professor de Harvard Business School e um dos pais do Neuromarketing, comenta neste filme (ative as legendas em português):
Portanto, quando for falar, escrever um texto ou um anúncio, ou até criar uma apresentação em PowerPoint, a metáfora pode ser um aliado na hora de exemplificar e testar a audiência do seu público.
Tem um post interessante aqui, e aqui.
Fontes: ccsp, ccsp
terça-feira, maio 10, 2011
O planejamento ainda não caiu na rede
Copio e colo um texto muito bacana sobre a funação do planejamento e estratégias digitais. Do consultor Adalberto Viviani.
___________________________________________________________O raciocínio de estar nas redes sociais suplanta a pergunta dos motivos que levariam as empresas a isso. Todos dizem que a web é uma ferramenta. O que temos visto, na enorme maioria dos casos, é que estão vendendo ferramentas e não seus benefícios.
Ter uma estratégia para a web é antes de tudo ter uma estratégia. Isso significa ter um planejamento. Pasmem. Acham que o planejamento mudou com a chegada das redes sociais como se elas eliminassem a existência das pessoas. Uma ferramenta não muda o planejamento. Pode mudar o comportamento das pessoas e isso sim muda o planejamento.
Por isso a primeira necessidade básica dos está mantida: entender o que motiva e move as pessoas. O que move não é a ferramenta mas sim o que ela provoca. Por isso é preciso acabar com esta história de vender uma solução tecnológica e compra-la por ser avançada. A questão continua sendo como ela se encaixa na demanda estratégica apresentada.
Existem máximas que são ditas como definitivas. Sua empresa tem que estar no twitter. Tem que enviar muitas mensagens diariamente pois frequência é fundamental. Verdade. Mas dizendo o que? Fale sobre sua empresa.
Eu proponho amarrar as mãos do twitteiro de uma empresa que faça isso pois ninguém quer saber o que uma empresa está fazendo em 200 mensagens em um mês. O problema não é ter a ferramenta. É saber o que dizer para gerar interesse, relacionamento e compartilhamento.
Outra febre são os blogs. Temos blogs de empresas falando de tudo. Especialmente empresas falando de si. É uma coisa sensacional. No meu tempo (que coisa, cheguei à idade de falar no meu tempo!!!) se um garoto chegasse em uma menina e ficasse falando de si o tempo todo seria um chato. Os tempos mudaram? Não creio.
O exercício de egocentrismo de falar de si o tempo todo interessa a quem? A quem escreve e a seu psicanalista. Se tanto. Blogs são instrumentos que devem partir (novamente) do nível de interesse do público. Parece evidente. Mas não tem sido.
Vamos adiante. Os e mails com ofertas. Por um acaso do destino eu cai no mailing de duas redes de varejo. Uma americana e outra francesa. Senta que lá vem oferta. Recebo ofertas de tudo. Máquina de lavar, notebooks, geladeiras, mesinhas e jogo de chá. A única decisão que tomei foi a de nunca mais comprar em nenhuma das duas redes pois pedi a retirada de meu nome da lista, telefonei depois pedindo isso e parece que meu nome tem uma atração terrível para ambos.
Continuo recebendo os e mails de quem não faz ideia de meu perfil e o que poderia comprar. Enviar 10 milhões de e mails pode vender bem. Mas, creiam, o estrago será maior. Não é possível converter um ateu com um carro de som na porta da casa deste esbravejando a palavra de deus. Talvez por isso eu continue ateu. E sem comprar nas duas redes.
O planejamento não morreu. Conhecer o público continua sendo fundamental. Fazer as perguntas básicas sobre imagem, identidade de marca, estratégias e táticas de trade, análise da concorrência. É preciso planejar e utilizar para isso não os especialistas em web. Mas os especialistas em gente. Incorpore no grupo os profissionais de tecnologia e os criativos de web. Mas planeje se perguntando sempre o perfil, as metas, as motivações, o que se quer com está ação.
Retirado da @meioemensagem
quarta-feira, maio 04, 2011
Qual camisa você usa?
Ser cliente é fácil. Ser consumidor também. Mas ser agência...
Depois de ler este post, do Martin Tom, na Advertising Age, fiquei pensando naquela frase: "Eu visto a camisa da minha empresa." Uma frase tão forte, mas acredito que hoje está sofrendo muitas mudanças, já que as exigências mudam e assim mudam os resultados.
Ser cliente hoje é tomar uma postura de cobrador por resultados, de muitas vezes ser aquele que aponta o problema e não pensa duas vezes em culpar quem o fez. (Sim, não é uma posição sine qua non, nem todos os clientes são assim. Existem muitos que te respeitam e são cúmplices em ações.) E isso acaba refletindo em toda cadeia chegando até o estagiário da agência. É um jogo de desafoga-pressão. E ainda mais, vê o mercado da publicidade sofrer alterações que dificultam cada vez mais a estratégia e a execução de uma boa comunicação. A atenção diminui. As dificuldades aumentam e os resultados mais difíceis. Cenários mais incertos e ROI, ROBI, ROMI menos "retornáveis". E a crença de que a propaganda ainda faz efeito vem sofrendo quedas.
Ser consumidor é padecer no paraíso. Ele quer participar do processo da comunicação, da criação do produto. É respeitado quando reclama e precisa apenas amar as marcas para ser (ainda) mais feliz. É cada vez mais perguntado e pesquisado sobre suas necessidade e desejos. É percebido como principal elemento para muitas empresas. Ser consumidor é participar e perceber movimentações ao redor da sua própria existência. Evoluindo conforme suas aspirações e poder econômico.
Agora, ser agência, é complicado. Nâo é nada fácil você ter que lidar com estes dois "senhores" aí em cima. O cliente que pede mais criatividade, mais resultado, mais análise e mais e mais...O consumidor, precisa ser ouvido, precisa ser analisado e percebido cada vez em menor tempo e com maior precisão. Está avesso a pesquisas e a abordagens. Ele está exigente e esperto. São dois rapazes a serem cortejados de forma bem cuidadosa. Sem falar a juniorização dos cargos de direção.
Fora isso tudo o fato de que ainda temos que gerar lucro para a agência, ter bom relacionamento com a criação (e/ou demais setores). Jogos de interesses internos e o empurra-empurra-interno-de-cada-dia. Falta de investimentos internos e de estrutura. Silos internos ditando ordens. Gerência incompetente ou insensível. Criatividade dando lugar a fast-criativity. Identificou-se? Calma, não se desespere.
Bem, não quero fazer mimimi, nem ficar reclamando aqui do mundo. Muito menos criar estereótipos sobre nenhum personagem. Nem demonizar nenhum dos três. Fato é: as coisas estão cada vez mais difíceis para os 'sonhadores'. É preciso ser realista (e mais em alguns lugares).
Vestir a camisa da empresa está cada vez mais difícil ainda mais quando o tempo é escasso, o volume de informações é absurdo, o gerenciamento pela criatividade é substituído pelo gerenciamneto por resultado, as pressões internas são maiores, menores tempos para projetos bacanas, relacionamentos cada vez mais vazios e o mito do líder se torna cada vez mais um mito a ser descoberto do que vivenciado. Geração Y em conflito de opiniões com Geração X etc. É, não é fácil vestir totalmente esta camisa. Mas este não é ponto que quero tocar.
Essa camisa acho que cada vez fica mais difícil de vestir. Tá certo algumas coisas são puramente o reflexo da dinâmica do mercado e do crescimento econômico. Beleza. Ou outros podem dizer: "Mas isso é normal. Evolução! Temos que extrair mais do menos." Ok. Concordo. Acredito que vestir a camisa da empresa está cada vez mais complicado, porque está mais difícil encontrar agências (e empresas) que nos identificamos. Que nos inspiram. Que sentimos admiração em trabalhar com aquele boss, com aquele diretor de criação, com aquele cara de mídia. Com aquela equipe. Vocês sentem isso? Falta de posicionamento? Falta de identidade? Acredito que sim.
Portanto, antes de exigir produtividade perceba-se como empresa. (ou até mesmo fornecedora). Você é uma parte chave na forma como lidar com clientes, consumidores e funcionários. Você pode saber tudo sobre seu cliente, mas pode não entregar da melhor forma ou pode não ser estimulado da melhor forma ou até mesmo pode nao ser respeitado. Pense em qual camisa você usa e em qual postura sua agência (ou empresa) tem.
Talvez precisemos nos apaixonar novamente, pelos clientes, pelos consumidores e/ou fazer com que eles se apaixonem por nós. Enfim, apenas uma reflexão...
Depois de ler este post, do Martin Tom, na Advertising Age, fiquei pensando naquela frase: "Eu visto a camisa da minha empresa." Uma frase tão forte, mas acredito que hoje está sofrendo muitas mudanças, já que as exigências mudam e assim mudam os resultados.
Ser cliente hoje é tomar uma postura de cobrador por resultados, de muitas vezes ser aquele que aponta o problema e não pensa duas vezes em culpar quem o fez. (Sim, não é uma posição sine qua non, nem todos os clientes são assim. Existem muitos que te respeitam e são cúmplices em ações.) E isso acaba refletindo em toda cadeia chegando até o estagiário da agência. É um jogo de desafoga-pressão. E ainda mais, vê o mercado da publicidade sofrer alterações que dificultam cada vez mais a estratégia e a execução de uma boa comunicação. A atenção diminui. As dificuldades aumentam e os resultados mais difíceis. Cenários mais incertos e ROI, ROBI, ROMI menos "retornáveis". E a crença de que a propaganda ainda faz efeito vem sofrendo quedas.
Ser consumidor é padecer no paraíso. Ele quer participar do processo da comunicação, da criação do produto. É respeitado quando reclama e precisa apenas amar as marcas para ser (ainda) mais feliz. É cada vez mais perguntado e pesquisado sobre suas necessidade e desejos. É percebido como principal elemento para muitas empresas. Ser consumidor é participar e perceber movimentações ao redor da sua própria existência. Evoluindo conforme suas aspirações e poder econômico.
Agora, ser agência, é complicado. Nâo é nada fácil você ter que lidar com estes dois "senhores" aí em cima. O cliente que pede mais criatividade, mais resultado, mais análise e mais e mais...O consumidor, precisa ser ouvido, precisa ser analisado e percebido cada vez em menor tempo e com maior precisão. Está avesso a pesquisas e a abordagens. Ele está exigente e esperto. São dois rapazes a serem cortejados de forma bem cuidadosa. Sem falar a juniorização dos cargos de direção.
Fora isso tudo o fato de que ainda temos que gerar lucro para a agência, ter bom relacionamento com a criação (e/ou demais setores). Jogos de interesses internos e o empurra-empurra-interno-de-cada-dia. Falta de investimentos internos e de estrutura. Silos internos ditando ordens. Gerência incompetente ou insensível. Criatividade dando lugar a fast-criativity. Identificou-se? Calma, não se desespere.
Bem, não quero fazer mimimi, nem ficar reclamando aqui do mundo. Muito menos criar estereótipos sobre nenhum personagem. Nem demonizar nenhum dos três. Fato é: as coisas estão cada vez mais difíceis para os 'sonhadores'. É preciso ser realista (e mais em alguns lugares).
Vestir a camisa da empresa está cada vez mais difícil ainda mais quando o tempo é escasso, o volume de informações é absurdo, o gerenciamento pela criatividade é substituído pelo gerenciamneto por resultado, as pressões internas são maiores, menores tempos para projetos bacanas, relacionamentos cada vez mais vazios e o mito do líder se torna cada vez mais um mito a ser descoberto do que vivenciado. Geração Y em conflito de opiniões com Geração X etc. É, não é fácil vestir totalmente esta camisa. Mas este não é ponto que quero tocar.
Essa camisa acho que cada vez fica mais difícil de vestir. Tá certo algumas coisas são puramente o reflexo da dinâmica do mercado e do crescimento econômico. Beleza. Ou outros podem dizer: "Mas isso é normal. Evolução! Temos que extrair mais do menos." Ok. Concordo. Acredito que vestir a camisa da empresa está cada vez mais complicado, porque está mais difícil encontrar agências (e empresas) que nos identificamos. Que nos inspiram. Que sentimos admiração em trabalhar com aquele boss, com aquele diretor de criação, com aquele cara de mídia. Com aquela equipe. Vocês sentem isso? Falta de posicionamento? Falta de identidade? Acredito que sim.
Portanto, antes de exigir produtividade perceba-se como empresa. (ou até mesmo fornecedora). Você é uma parte chave na forma como lidar com clientes, consumidores e funcionários. Você pode saber tudo sobre seu cliente, mas pode não entregar da melhor forma ou pode não ser estimulado da melhor forma ou até mesmo pode nao ser respeitado. Pense em qual camisa você usa e em qual postura sua agência (ou empresa) tem.
Talvez precisemos nos apaixonar novamente, pelos clientes, pelos consumidores e/ou fazer com que eles se apaixonem por nós. Enfim, apenas uma reflexão...
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