terça-feira, maio 03, 2011

Movidos por ideias

Acabo de terminar a leitura do livro do Sandro Magaldi e José Salibi Neto, Movidos Por Ideias. É um livro rápido, profundo, porém pouco detalhista (acredito que esta seja a proposta), que lhe passa diversos Insights sobre as melhores (de acordo com inúmeras referências coletadas) práticas da gestão da administração. Seja passando pela liderança, cumplicidade, networking, marketing, vendas e claro, Gestão.

Destaco os Capítulos 1, 3, 7, 9 e 10. São Insights valiosos e que não deixam de ser dicas boas de se lembrar no dia-dia da gestão. Existe uma coleção de referência, com mini-sinopses de cada referência lida, ao final do livro..

Ao longo do livro os autores lembram artigos de Theodore Lewitt, o famoso do artigo "Miopia de Marketing" que intue: "TODOS OS SILOS DEVEM CAIR E DAR LUGAR A UM SÓ PENSAMENTO QUE DEVE SER TANGILIZADO EM UM PLANO ESTRATÉGICO ÚNICO." (que é a que mais gosto). Como tantos outros. Além do pai da adminsitração: Peter Drucker.


Ambos autores refletem que a empresas de hoje devem adotar uma "filosofia orientada ao universo do cliente". Acredito que esata seja uma maneira de dizer que devemos orientar maiores estudos, pesquisas e P&D com o consumidor. É "a migração de sua orientação do produto para o universo do cliente". De uma certa maneira é o que queremos re-afirmar cada vez mais em campanhas e produções publicitárias. Não apenas estudá-lo, incorporá-lo ao processo.

Uma citação me chamou a atenção através de uma frase de uma professora da Harvard Business School, Shoshana Zyboff, autora do livro Support Economy - Why Corporations Are Failing, de 2002:
"É no abismo que agora separa os indivíduos e as organizações que estão os segredos para uma nova ordem econômica com vasto portencial para criação de riqueza e realização individual."
Atual né?
O livro, é recheado de testemunhos dos autores, diante de sua vida profissional e contatos com grande pensadores, líderes e empresários do management, como Peter Drucker, Jorge Paulo Leman e Edson Godoy Bueno. Sobretudo é um livro que te entrega 10 Insights para auto-reflexão. É um bom resumo, para quem quer profundidade, sem detalhismo.

Para finalizar escrevo aqui uma das minhas partes preferidas no capítulo dedicado a Gestão orientada por princípios, onde os autores defendem que é necessário que haja uma materialização dos conceitos de missão, visão e valores na empresas. Para isso sugerem a criação de uma lista de princípios para os funcionários saberem mais claramente como cada um pode contribuir. Nâo deixa de ser uma ferramenta de influência dos valores dentro da empresa. Diante de 3 perguntas:
  1. Qual é o seu papel na organização.
  2. O que não é tolerável naquele ambiente.
  3. Quais são as normas de conduta fundamentais.
Para reafirmar isso, em seu livro IBM - A business and its beliefs: The ideas that helped build IBM, Thomas Watson Jr, filho do fundador escreveu:
"qualquer organização, para sobreviver e alcançar sucesso, deve ter um sólido conjunto de princípios sobre o qual fundamente seus planos de ação."

segunda-feira, abril 25, 2011

O mercado te deixa inovar?

"Queremos que você OUSE, mas não esqueça do compromisso com nosso orçamento e com os resultados da empresa." Você acha q a empresa REALMENTE vai inovar? É com essa frase que começo este post sobre inovação.

Existem diversos livros que comentam e esmiuçam o processo de inovação. São inúmeros: Steven Johnson, Clemente Nóbrega, Clayton Christensen, VIJAY GOVINDARAJAN, TOM KELLEY, VENKAT RAMASWAMY, só para citar alguns.


Mas o que me vem depois dessa frase é justamente este mal da capacidade em podarmos nossa própria evolução, baseada em aspectos contraditórios a nossa própria existência. Para alguns a frase acima poderia ser respondida: "Ué, usa a criatividade.", "O cara tem que se virar." Para mim, isto é sair do propósito inicial de ser inovador: é correr riscos. Risco é começar do zero. Sem barreiras.


A Apple nunca tinha "feito" um celular na vida e lançou o Iphone. Poderia ser o maior desastre tecnológico da década e a empresa correr sérios riscos financeiros. 


A Magazine Luiza acaba de lançar uma empresa de viagens para concorrer diretamente com a CVC.


A Ford, através do entusiasmo do Alan Mullaly (novo CEO), está remodelando todos os carros da marca, inserindo conectividade e embarcando tecnologias totalmente diferentes para experiências novas. 


E tantos outros como: Caravaggio, Bill Gates, Tim O´Neill, Michael Jordan, Kiichiro Toyoda, Tom Kelley, Yes Behar, Sagmeister, Jack Dorsey, entre tantos outros.


Lembrando que existem vários tipos de inovação, que variam em processos, distribuição, produtos, serviços etc. Leia mais aqui (É MELHOR TRANSFORMAR OU INOVAR?) e aqui (INOVAÇÃO DISRUPTIVA). 


Agora transpondo isso para o mercado em geral. Você acaba de ser contratado para uma empresa, no seus primeiros dias, você doido para entregar serviço, aí chega o seu chefe e diz: "Você foi contratado para inovar, mas tens que respeitar nossas ordens internas e nosso budget." Beleza. O que fazer? Como você encara isso? Um balde água-fria ou um incentivo?


Para o capitalismo é um prato-cheio para espremer sua pestana. É o menos (muito menos) para mais. Para a evolução do mercado: você dificilmente irá realmente inovar, mas sim maquear ou apenas transformar. Converse com seus superiores.


Quando se há bloqueios, você não segue enfrente. O processo de inovação parte do princípio de que você precisa correr TOTALMENTE contra a corrente ou oferecer algo que saia do que realmente é óbvio. Tem uma citação do Gary Hamel em Competindo pelo Futuro, que gosto muito, que fala justamente sobre isso:
"O pensamento racional manda voltar às origens. O pensamento convencional manda reduzir custos. Mas o pensamento convencional está condenado. Os vencedores serão os inovadores que levam uma visão ousada para o dia a dia dos negócios. Essa é a única maneira de vencer. Você não consegue multiplicar a receita sem oferecer produtos ou serviços que deixem os clientes de queixo caído." 
Portanto, quando você ouvir isso, provavelmente você está em um sistema que não favorece a inovação, mas a transformação. O "vão" para se enxergar do outro lado da ponte é muito baixo para eles. Portanto, caia fora ou tente mostrar este pensamento. (Ou transforme da sua melhor maneira).

Respeitar budgets é uma ordem hoje em dia. De fato é necessário. Mas quando se pede algo que atravesse todas as possibilidades medianas, para entregar algo REALMENTE novo. É bom ter argumentos, mas sobretudo ter (e proporcionar) LIBERDADE.


Deixo uma apresentação apenas para ilustrar:




Bem, o mercado até pode te deixar inovar, mas só se você conseguir ter espaço para correr os riscos da sua inovação, dentro da empresa que trabalha. Acredito que isto serve para qualquer segmento e qualquer tipo de empresa. Inovação não é uma palavra que só cabe no vocábulo das grandes empresas. Inovar é um virtude humana. As empresas que racionalmente esquecem dela. 

"Para inovar, você necessita de três coisas: certo nível de conhecimento sobre seu ramo de atuação; um grande desejo de fazer algo útil; e um objetivo. O objetivo pode ser amplo ou estreito, mas você deve ter um. É preciso estar disposto a testar diferentes abordagens de um problema e não desistir até encontrar a resposta." Stephanie Kwolek, inventora da fibra sintética Kevlar


(Frase incial do post retirada do livro As Marcas no Divã, do Jaime Troiano)

terça-feira, abril 19, 2011

Demanda específica x Demanda estratégica

"Demanda específica x Demanda estratégica." 
"Demanda Operacional x Demanda planejada."
O que os clientes pedem para as agências ? Será que eles passam (realmente) a estratégia às agências ou nós (como agências) ficamos apenas sabendo pela metade?

As duas faces do valor na publicidade

Lendo um artigo da competentissma Regina Augusto, editora da Meio e Mensagem, sobre o papel da publicidade hoje, muitas vezes criteriosamente levada mais pelo lado financeiro, leia-se contábil, do que pelo lado da criatividade. Ou seja, a crise de percepção.

A Regina cita o caso do Pão de Açúcar, que há 6 anos deixou de ser atendida pela F/Nazca e Africa para seus trabalhos serem realizados por uma house, a PA Publicidade. Decisão tomada pelo então Claudio Galeazzi, presidente do Pão de Açúcar. E assim a regina levantou a reflexão: Será que esta falta de percepção de valor da publicidade é fruto apenas da baixa visão estratégica de quem está no comando das empresas ou de um problema do trabalho feito pelas agências?

Acredito que seja uma questão que mistura do "aculturamento" e aspectos econômicos. Em alguns setores como o industrial que talvez não tenha tanto "tato" no trato com fornecedores, agências de publicidade, de design, promoção etc., para este segmento, talvez o "custo da publicidade" na percepção deles é dispendioso. Por não enxergarem o real valor da construção na comunicação tão claramente. Já no varejo este fator é visto (ou pode ser) pelo lado contábil, como no caso do Pão de Açúcar. Uma vez que a imagem você vê instantaneamente na rua, nas vendas e na opinião do cliente. Porém me pergunto: É possível entregar criatividade para o varejo? Sim, é possível. As agências estão entregando? Algumas sim, outras não. Mas, aí é uma outra história.

Acredito que o varejo seja uma dinâmica que acaba instituindo uma cara meio tradicional e conservadora na comunicação, muito pelo medo dos varejistas em arriscar seu share. Acredito que quando realizamos relacionamento na entrega, criatividade na comunicação e posicionamento relevante de marca, contribui para redução deste risco. Não é equação fácil. É ácil falar. Preço é importante, sempre será, mas a balança de uns tempos para cá parece pender mais para o lado excessivo da tangibilidade. Leia-se aqui, custos.

Então, para este dilema a resposta é: medo. Parte de arriscar e aumentar investimentos de comunicação. Parte do medo da agência em achar que conhece o cliente e dizer: "Ele não vai aprovar isso." Provocandouma bola de neve que não cresce nem diminui.

Para fechar esta conta, a economia no Brasil e seu desempenho deveria ser um impulsionador da qualidade criativa no varejo, mas isso não parece amolecer o coração de empresários e diretores de marketing em investir mais em produção e ideias ousadas, que muitas vezes são reduzidas para não se mexer na verba de veiculação.


O que vocês acham? Como fecha a conta?

segunda-feira, abril 18, 2011

Vaga Gerente Sênior de Construção de Marcas/Edelman Significa

Amigos, a pedido de uma amiga, divulgo aqui uma vaga para Gerente Sênior de Construção de Marca, na Edelman.

Segue abaixo as informações a respeito da vaga.