Blog c/ pensamentos sobre: branding, planejamento, marketing, gestão e o dia-dia. ...Significado de abrandar: v.t. Tornar brando. Fig. Suavizar: abrandar mágoas. Serenar. V. i. Tornar-se brando, menos intenso
sábado, março 12, 2011
O segredo da Apple. Você escuta o seu consumidor?
Muito interessante o que o Guy Kawasaki - um ex-funcionário da Apple, comentou. (Leia o texto traduzido do video: aqui.)
Acho que ele esclarece de forma simples o que diversos autores comentam sobre desde a criaçao de necessidades, de "foco no cliente", de métodos eficazes (ou não) de focus group. Guy diz que a Apple usa a pesquisa como parâmetro. A pesquisa é o lado esquerdo do cérebro. O lado racional. O lado financeiro. Enquanto que deixa o "feelling", a experiência para o lado direito, justamente o lado Steve Jobs de ser.
Isso é uma dica que pode parecer óbvia, mas muito interessante quando estamos desenvolvendo um planejamento e necessitamos de informações de pesquisa. Nos abastecemos de percepções do consumidor, mas quando percebemos as vezes, através de uma análise de tendências, nem sempre essas percepções estão tão claras, ou "no caminho" do que realmente você (como planejador ou como estrategista de produtos/serviços) pensa.
quinta-feira, março 10, 2011
The Past, Present and Future of Great Ideas
Vale a pena ver essa apresentação sobre a formação de todas as ideias.
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
Top de Planejamento/ESPM 2011
Estive semana passada em São Paulo para o evento Top de Planejamento, que reuniu diversos profissionais do mercado para cada um dar sua visão e/ou apresentar trabalhos sobre planejamento ou sobre temas que permeiam o universo do planner.
Tiveram diversas palestras onde cada um abordou a figura do planejamento pela sua visão:
O Evento
Bruno Tozzini e o Philipp Bertrand (DM9)
Mari Zampol (Talent)
Estes foram alguns pensamentos que me chamaram a atenção durante o evento.Vale procurar pela hashtag #topdeplanejamento no twitter para saber mais.
Tiveram diversas palestras onde cada um abordou a figura do planejamento pela sua visão:
- João Ciaco, Diretor de Publicidade da FIAT, pela visão do cliente;
- Eduardo Srur, Diretor da Atack.art.br, empresa de intervenções urbanas;
- Mari Zampol, Diretora de Planejamento da Talent (e Rafael Jardim, Dir. Planejamento/Talent);
- Bruno Tozzini e Philippe Bertrand, DM9DDB
- Marcelo Magalhães, sócio da Tailor Made
- Luiz Felippe Neto, da Ana Couto Branding & Design
O Evento
- Evento foi rico, mas poderia ser melhor aproveitado em um espaço maior.
- A velha coisa de apresentar cases e mais cases mostrando de forma superficial o que o planner vive, deve pensar, em que contexto ele deve enxergar o mundo, onde percebemos as inspirações, referências etc
- O planejador hoje assume diversos papeis e cada vez mais o feeling ou a intuição deve ser explorado e endossado pela agência e pelo cliente.
- O planner hoje não é a figura apenas business, ou criativa. É aquele profissional que se afasta do problema e o observa-o pela ótica do consumidor e das tendências.
- Não se tem um modelo de planejador. Cada um adota, implementa, cria e ajusta conforme a necessidade do cliente, da agência ou do consumidor. Mas tenha sempre seus princípios e próprias teorias.
Bruno Tozzini e o Philipp Bertrand (DM9)
- Bruno Tozzini e o Philipp Bertrand apontaram um termo interessante como território do planner trabalhar:
- "Zeitgeist Branding: definir momentos, assuntos e contextos relevantes para a marca." Que não deixa de ser uma abordagem mais "didática" de entender a personalidade da marca.
- Conteúdo é a soma de: Informação, Entretenimento e Serviço.
- Não se prender a plataformas. Evitar engessar o planejamento;
- Não existe fórmula para a social media. É jogar na rua e acompanhar e ajustar.
Mari Zampol (Talent)
- "Não está tudo pronto. Desconfie." Silvio Meira
- Cultura da Convergência
- Perceber as movimentações sociais como um reflexo de uma abordagem voltada a arquétipos como do Mago.
- Momentos "Momentos mágicos experiências transformadoras." A busca por uma magia através da racionalidade do mundo hoje.
- Vivemos num mundo onde nada surpreende.
- Informação não é a solução. Repertório (experiências de vida, observações do cotidiano etc) é formação do contexto, do contorno de cada planejador.
- Emoção que ativa a surpresa.
- Julio Ribeiro "A magia da razão provoca a intuição para resolver problemas ou ter mais visões"
- Marcas contam histórias.
- Separe universo visual do universo verbal da marca
- Marcas são: integradoras de negócios e clientes
- Marcas precisa ser: diferenciado, relevants, proprietário, consistente
- O posicionamento muda se o mercado muda, mas a essência não.
- Torne o diagnóstico do problema do cliente algo divertido
- Time-market: Insira-se dentro do negócio do cliente. Pense como ele e depois saia.
- "Não se descobre o novo sem curiosidade"
- Reserve energia para um possível recomeço.
- São as soluções ou os problemas que andam parecidos? O Culpado é o diagnóstico?
- Cresce o número de anunciantes que vão mudar de agência, a cada ano. Motivo: falta de comprometimento.
Estes foram alguns pensamentos que me chamaram a atenção durante o evento.Vale procurar pela hashtag #topdeplanejamento no twitter para saber mais.
Mas, afinal, em que negócio mesmo que nós estamos? [review]
Gostaria de republicar um texto que escrevi em 2008, mas que continua muito atual diante do crescimento e maturação do mercado no mundo. Reflete como penso sobre a publicidade, marcas e a sociedade.
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Mas, afinal, em que negócio mesmo que nós estamos? Saiu este pequeno post no Blue Bus de ontem, onde a Patrícia comenta que existe hoje uma inversão da força da comunicação. E hoje a publicidade cresce em sua importância em relação a construção da marca, pois como a Patrícia disse: "o nosso negócio precisa deixar de ser o da interrupção para passar a ser a construção de crenças a ponto de promover mudança de comportamentos." E esta mudança de percepção está cada vez mais difícil de ser atingida, uma vez que o consumidor está mais atento, mais seleto, precisando ser atendido, entendido e respeitado.
A publicidade só consegue dar conta de uma parcela desta fatia na construção da marca, mesmo que seja uma considerável fatia. Temos que hoje ter uma percepção de que as Marcas são (E estão se tornando) elos cada vez mais fortes entre os consumidores, propondo ações que respeitem sua individualidade como empresa, respeitem sua presença na sociedade, respeitem sua função na cadeia do capitalismo. No entanto que façam propostas, ações, novos produtos, novas marcas, novas contratações, novas aquisições, baseadas em sua essência como empresa.
Quando falo em essência, não me refiro a apenas ao "Quem somos", "Missão", "Valores" que habitualmente vemos, mas em perceber que por baixo desse significado real e tangível, temos que identificar a empresa como um ser vivo que age, pensa e toma atitudes, se posiciona diante de pessoas, do mercado. "As marcas precisam saber claramente qual é seu papel no mundo e tem que demonstrar seu propósito através de açoes.", como bem falou a Patrícia, é um importante ponto para o processo de auto-descobrimento que muitas empresas passam e precisam passar para uma diferenciação notável e consistente.
Estou lendo o livro, Identidade é Destino de Laurence Ackerman, nele o autor descrever a importância de ter um estudo baseado no "Eu" Corporativo como forma de melhorar as relações humanas e empresariais. Ackerman, descreve passo-a-passo como ele se encantou entrevistando e pesquisando vários clientes ao longo de sua carreira e o resultado foi a elaboração de leis que pudessem esclarecer melhor este conceito. São elas: A Lei do Ser, a Lei da Individualidade, a Lei da Constância, a Lei da Vontade, a Lei da Possibilidade, a Lei do Relacionamento, a Lei do Entendimento e por último a Lei do Ciclo. São Conceitos que unidos formam :

E acho que é uma bom início, a partir desse um conceito de dentro para fora, fazermos a tal pergunta: Mas afinal, em que negócio mesmo que nós estamos? e "Estamos sendo realmente relevantes?
Link abaixo
Abrandando | Blog c/ pensamentos sobre: branding, planejamento, marketing, gestão e o dia-dia.: Mas, afinal, em que negócio mesmo que nós estamos?...: ", Mas, afinal, em que negócio mesmo que nós estamos? Saiu este pequeno post no Blue Bus de ontem, onde a Patrícia comenta que existe hoje..."
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Mas, afinal, em que negócio mesmo que nós estamos? Saiu este pequeno post no Blue Bus de ontem, onde a Patrícia comenta que existe hoje uma inversão da força da comunicação. E hoje a publicidade cresce em sua importância em relação a construção da marca, pois como a Patrícia disse: "o nosso negócio precisa deixar de ser o da interrupção para passar a ser a construção de crenças a ponto de promover mudança de comportamentos." E esta mudança de percepção está cada vez mais difícil de ser atingida, uma vez que o consumidor está mais atento, mais seleto, precisando ser atendido, entendido e respeitado.
A publicidade só consegue dar conta de uma parcela desta fatia na construção da marca, mesmo que seja uma considerável fatia. Temos que hoje ter uma percepção de que as Marcas são (E estão se tornando) elos cada vez mais fortes entre os consumidores, propondo ações que respeitem sua individualidade como empresa, respeitem sua presença na sociedade, respeitem sua função na cadeia do capitalismo. No entanto que façam propostas, ações, novos produtos, novas marcas, novas contratações, novas aquisições, baseadas em sua essência como empresa.
Quando falo em essência, não me refiro a apenas ao "Quem somos", "Missão", "Valores" que habitualmente vemos, mas em perceber que por baixo desse significado real e tangível, temos que identificar a empresa como um ser vivo que age, pensa e toma atitudes, se posiciona diante de pessoas, do mercado. "As marcas precisam saber claramente qual é seu papel no mundo e tem que demonstrar seu propósito através de açoes.", como bem falou a Patrícia, é um importante ponto para o processo de auto-descobrimento que muitas empresas passam e precisam passar para uma diferenciação notável e consistente.
Estou lendo o livro, Identidade é Destino de Laurence Ackerman, nele o autor descrever a importância de ter um estudo baseado no "Eu" Corporativo como forma de melhorar as relações humanas e empresariais. Ackerman, descreve passo-a-passo como ele se encantou entrevistando e pesquisando vários clientes ao longo de sua carreira e o resultado foi a elaboração de leis que pudessem esclarecer melhor este conceito. São elas: A Lei do Ser, a Lei da Individualidade, a Lei da Constância, a Lei da Vontade, a Lei da Possibilidade, a Lei do Relacionamento, a Lei do Entendimento e por último a Lei do Ciclo. São Conceitos que unidos formam :

E acho que é uma bom início, a partir desse um conceito de dentro para fora, fazermos a tal pergunta: Mas afinal, em que negócio mesmo que nós estamos? e "Estamos sendo realmente relevantes?
Link abaixo
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sábado, fevereiro 19, 2011
Estratégia é intuitiva?
Hoje em dia acredito que algumas palavras se tornaram mais comuns no vocabulário do cliente, como: planejamento, estratégia, branding, alinhamento etc..Bacana, mas o interessante (também) não é o que cada uma das palavras significa, mas o processo de pensamento em si.
Uma das palavras interessantes hoje em dia é a estratégia. Existem inúmeros autores que definem a estratégia como Michael Porter:
"Estratégia é a criação de uma posição única e de valor, envolvendo um conjunto diferente de atividades."
Entre outras definições...O importante não é perceber a estratégia como um resultado, mas sim como um processo. E para isso Kenichi Ohmae, no livro The Art of Japanese Business identificou 3 tipos de processos de de pensamentos para se chegar à estratégia.
O que Kenichi Ohmae esclarece é que a estratégia deve ser um tipo de pensamento que seja mutante, que seja passível de ser modificada ou evoluída. Mutante por que? Porque ela é baseada em 3 elementos (o modelo dos 3Cs), o: mercado, o consumidor e a empresa, (competition, custumers, corporation) como em sua citação abaixo:
In terms of the three key players (competitors, customers, company) strategy is defined as the way in which a corporation endeavors to differentiate itself positively from its competitors, using its relative corporate strengths to better satisfy customer needs.
No entanto, ele até dá 3 dicas básicas para se iniciar o pensamento:
A estratégia é sempre ao redor do produto/serviço e sua maneira de pensar
Ela começa com uma análise
A estratégia é intuitiva, mas também é analítica, é analítica, mastambém intuitiva
Trazendo para o universo da publicidade acho um pensamento interessante, mas me arriscaria a adicionar dois elementos dentro do bolo da estratégia: Tendências e Valores sociais.
Mas voltando...Você acha que Estratégia é intuitiva? Ou é puramente uma decisão racional a partir da soma de diversas informações?
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
Frase da Semana: Vencer
"A arte de vencer é a arte de ser ora audacioso, ora prudente." - Napoleão Bonaparte
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