segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Mas, afinal, em que negócio mesmo que nós estamos? [review]

Gostaria de republicar um texto que escrevi em 2008, mas que continua muito atual diante do crescimento e maturação do mercado no mundo. Reflete como penso sobre a publicidade, marcas e a sociedade.


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Mas, afinal, em que negócio mesmo que nós estamos? Saiu este pequeno post no Blue Bus de ontem, onde a Patrícia comenta que existe hoje uma inversão da força da comunicação. E hoje a publicidade cresce em sua importância em relação a construção da marca, pois como a Patrícia disse: "o nosso negócio precisa deixar de ser o da interrupção para passar a ser a construção de crenças a ponto de promover mudança de comportamentos." E esta mudança de percepção está cada vez mais difícil de ser atingida, uma vez que o consumidor está mais atento, mais seleto, precisando ser atendido, entendido e respeitado.

A publicidade só consegue dar conta de uma parcela desta fatia na construção da marca, mesmo que seja uma considerável fatia. Temos que hoje ter uma percepção de que as Marcas são (E estão se tornando) elos cada vez mais fortes entre os consumidores, propondo ações que respeitem sua individualidade como empresa, respeitem sua presença na sociedade, respeitem sua função na cadeia do capitalismo. No entanto que façam propostas, ações, novos produtos, novas marcas, novas contratações, novas aquisições, baseadas em sua essência como empresa.

Quando falo em essência, não me refiro a apenas ao "Quem somos", "Missão", "Valores" que habitualmente vemos, mas em perceber que por baixo desse significado real e tangível, temos que identificar a empresa como um ser vivo que age, pensa e toma atitudes, se posiciona diante de pessoas, do mercado. "As marcas precisam saber claramente qual é seu papel no mundo e tem que demonstrar seu propósito através de açoes.
", como bem falou a Patrícia, é um importante ponto para o processo de auto-descobrimento que muitas empresas passam e precisam passar para uma diferenciação notável e consistente.

Estou lendo o livro, Identidade é Destino de Laurence Ackerman, nele o autor descrever a importância de ter um estudo baseado no "
Eu" Corporativo como forma de melhorar as relações humanas e empresariais. Ackerman, descreve passo-a-passo como ele se encantou entrevistando e pesquisando vários clientes ao longo de sua carreira e o resultado foi a elaboração de leis que pudessem esclarecer melhor este conceito. São elas: A Lei do Ser, a Lei da Individualidade, a Lei da Constância, a Lei da Vontade, a Lei da Possibilidade, a Lei do Relacionamento, a Lei do Entendimento e por último a Lei do Ciclo. São Conceitos que unidos formam :



E acho que é uma bom início, a partir desse um conceito de dentro para fora, fazermos a tal pergunta: Mas afinal, em que negócio mesmo que nós estamos? e "Estamos sendo realmente relevantes?


Link abaixo
Abrandando | Blog c/ pensamentos sobre: branding, planejamento, marketing, gestão e o dia-dia.: Mas, afinal, em que negócio mesmo que nós estamos?...: ", Mas, afinal, em que negócio mesmo que nós estamos? Saiu este pequeno post no Blue Bus de ontem, onde a Patrícia comenta que existe hoje..."

sábado, fevereiro 19, 2011

Estratégia é intuitiva?

Hoje em dia acredito que algumas palavras se tornaram mais comuns no vocabulário do cliente, como: planejamento, estratégia, branding, alinhamento etc..Bacana, mas o interessante (também) não é o que cada uma das palavras  significa, mas o processo de pensamento em si.

Uma das palavras interessantes hoje em dia é a estratégia. Existem inúmeros autores que definem a estratégia como Michael Porter: 
"Estratégia é a criação de uma posição única e de valor, envolvendo um conjunto diferente de atividades."
Entre outras definições...O importante não é perceber a estratégia como um resultado, mas sim como um processo. E para isso Kenichi Ohmae, no livro The Art of Japanese Business identificou 3 tipos de processos de de pensamentos para se chegar à estratégia.



O que Kenichi Ohmae esclarece é que a estratégia deve ser um tipo de pensamento que seja mutante, que seja passível de ser modificada ou evoluída. Mutante por que? Porque ela é baseada em 3 elementos (o modelo dos 3Cs), o: mercado, o consumidor e a empresa, (competition, custumers, corporation) como em sua citação abaixo: 
In terms of the three key players (competitors, customers, company) strategy is defined as the way in which a corporation endeavors to differentiate itself positively from its competitors, using its relative corporate strengths to better satisfy customer needs.

No entanto, ele até dá 3 dicas básicas para se iniciar o pensamento: 
A estratégia é sempre ao redor do produto/serviço e sua maneira de pensar
Ela começa com uma análise
A estratégia é intuitiva, mas também é analítica, é analítica, mastambém intuitiva
    Trazendo para o universo da publicidade acho um pensamento interessante, mas me arriscaria a adicionar dois elementos dentro do bolo da estratégia: Tendências e Valores sociais. 

    Mas voltando...Você acha que Estratégia é intuitiva? Ou é puramente uma decisão racional a partir da soma de diversas informações?

    Inspirado daqui

    quarta-feira, fevereiro 09, 2011

    Frase da Semana: Vencer

    "A arte de vencer é a arte de ser ora audacioso, ora prudente." - Napoleão Bonaparte


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    segunda-feira, fevereiro 07, 2011

    Publicidade Emocional versus Racional e sua efetividade

    "As emoções são os lubrificantes da razão e da resposta emocional provocada pela violação da expectativa dos nossos modelos cognitivos que nos reconstroem, formando memórias." Faris Yakob - Ex- Chief Technology Strategist at McCann Erickson New York.

    Este pode ser um indicativo que aponta que propagandas emocionais podem vender mais do que propagandas com cunho racional.

    Em um relatório que saiu na JAR Jornal Advertising Researsch, em 2009 - entidade que procura fazer pesquisa sobre efeitos da publicidade, midia e consumidores. Publicou um estudo após uma pesquisa com mais de 880 relatório de agências inscritas no IPA Effectiveness Awards - que premia agências que geram resultado aos clientes. 

    Foi possível tirar diversas conclusões ou indícios sobre: Como a propaganda poderia funcionar ou sobre Como a propaganda pode dar melhores retornos para a marca. O nome do estudo é Empirical Generalizations about Advertising Campaign Success que pode ser baixado aqui.Um dos indicamentos mais interessantes foi: 

    "The most effective advertisements of all are those with little or no rational content." Les Binet/Peter Field

    O que isto nos leva a pensar? Que propagandas de varejo com ditam o preço não funcionam? Não teria essa certeza, mas penso que: Dizer "Baixou 70%" acharia mais efetivo do que dizer "Custa R$299,00". Por que mexeria com uma informação desconhecida. No entanto, a pesquisa indicou também que:

    "Campaigns that aim to reduce price sensitivity are more effective than campaigns that aim to increase sales or market share."

    Estes dois indícios são interessantes pelo fato de que, diante de: um cenário cada vez mais incerto, mudança de controle, consumidores mais exigentes e portanto mais espertos e com senso crítico apurado, mundo isolado, ROI e auto-procura pela própria imagem em marcas. O uso de "emocionalidade" pode abrir bolsos e memórias de forma mais longa e duradoura.

    Estes dados, apesar de "antigos" de 2009 (acredito que ainda muito atuais), podem ser esclarecedores para alguns e criar dúvidas em outros. Nâo sei se podemos adotar isso realmente como dogma ou se há variabilidade cultural de país para país. Drayton Bird, diz: "As mídias mudas, mas as pessoas não." Fato é que a busca por melhores resultados e melhores entendimentos sobre a efetividade, eficácia e eficiência da publicidade continua. 

    A partir de estudos como esse que podem nos ajudar a diferenciar ações estratégicas e planejamentos mais emocionais (ou racionais). 

    No entanto, acho que isto se complementa cada vez mais no cenário atual que vivemos. Basta ver o post anterior sobre o Marketing 3.0, onde Philip Kotler faz uma coletânea de tendências para esclarecer que o marketing hoje dança numa tríade: Marketing Espiritual, Marketing Cultural e Marketing Colaborativo.



    Inspirado em posts do @farisyakob

    domingo, janeiro 23, 2011

    Ideia e histórias. O que aprendemos com os filmes e suas histórias: o Incontrolável

    Este final de semana fui assistir a um filme que me surpreendeu. Roteiro simples. Direto e sobretudo SIMPLES. Estou me referindo a Incontrolável, com Denzel Washington e Chris Pine. Não sei se teve boa aceitação no Brasil, mas que me surpreendeu, acredito, que influenciado por uma recente leitura que fiz do livro Made to Stick (Ideias que Colam), do Dan e Chip Heath.

    O filme tem dois protagonistas o Frank Barnes e o Will Colson que são dois condutores que se deparam com uma situação importante entre decidir entre livrar a própria pele ou dar a vida para salvar um aparente vilarejo, no ponto final. Criando um plano mirabolante refutado por muitos.

     

    O que este filme tem de tão bom? O filme em si, é baseado numa história real de um trem desgorvenado que depois de uma irresponsável descaso de um maquinista, acelera sem parar entre as cidade, levando tudo pelo caminho. Detalhe:ele está recheado de cargas tóxicas. Claro, é um filme americano. Super Produção. O importante não é a identidade do filme, mas a forma como foi conduzido o roteiro.
    O filme me chamou atenção ao fato que ele não tem interrupções, não tem inserções de conteúdo, as vezes desnecessárias, de outros personagens, de outras histórias durante o fim. É como se fosse uma tomada única, sem interrupções e "ao vivo" (quem viu pode confirmar). (Tive  mesma sensação ao assistir Rocky V, outro filme neste mesmo aspecto). 

    Exite SIMPLICIDADE em se auto-definir: é um filme de um trem desgorvenado. Somada ao fato da CREDIBILIDADE de ser um fato que existiu e contado com detalhes convincentes. Ser um RELATO de uma experiência vivida realmente por cidadãos americanos em várias cidades - que inspira. Tem SENTIMENTO, por que você se envolve tanto com o filme que esquece a possibilidade de que algo bom possa acontecer no final, conduzido com tensão e adrenalina pela história e pelos personagens. Além de "passar uma mensagem".

    Gera SURPRESA, diante de um "final feliz" de uma forma diferente, sem chororôs, sem cenas melosas demais e acima de tudo: um roteiro que faz você colar na cadeira. E CONCRETUDE, o que poderia ser mais um filme hollywoodiano e foi contado "no cru". Você não duvidaria de que aquilo na vida real não poderia acontecer.

    Não estou ganhando para falar sobre o filme, mas o que me chamou a atenção é simplicidade na definição do filme, não sei se por ser uma história real acontecida o relato não é "floreado", como muitos filmes que tiveram tema o 11 de Setembro fizeram ou com desastres aéreos.

    Por que eu estou levantando a bola para este filme? Porque este como o Rocky V, você tem uma linha sem interrupções do início do filme até (praticamente) o final, sem pausas, sem a trilha crescer e depois diminuir ou ter momentos de "isolamento visual". E não ser um retrato meloso.

    Recomendo assisti-lo por uma questão de análise do produto-filme. 
    Dan e Chip Heath, escreveram que diante de uma coleta extensiva de histórias, desde lendas urbanas, relatos de profissionais no dia-dia, até histórias coletadas nas ruas, que toda boa história tem 6 princípios básicos para as ideias derem certo. Ou seja, uma história ter sucesso.

    SIMPLICIDADE, CONCRETUDE, CREDIBILIDADE, RELATO, SENTIMENTO E SURPRESA.

    Portanto, uma boa ideia ajuda as pessoas a:

    Prestar a atenção   >  Surpresa
    Compreender e lembrar  >  Concretude
    Acreditar e concordar  >  Credibilidade 
    Interessar-me  >  Sentimentos
    Agir  > Relatos

    Sendo "azeitada" pela simplicidade.

    Vale a leitura e assistir ao filme.