domingo, fevereiro 28, 2010

Jess3: estatísticas de uso da Internet

Confiram abaixo o clipe apresentado por Jesse Thomas (craque em social media e data visualization) em Baltimore em uma palestra da AIGA que traz etsatísticas atualizadas de uso da Internet no mundo com um visual super bacana.



JESS3 / The State of The Internet from Jesse Thomas on Vimeo.



- via Totally Naked
c and paste da PaulaRizzo

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Um bom planejador e o papel da propaganda

Ao longo deste post, muitas partes irão se confundir com partes do livro Como Planejar a Propaganda, de Alan Cooper. O objetivo deste post é fazer um paralelo entre o papel da propaganda e onde o Planejador se insere neste processo.

Começando por este citação:
Identificar e definir o papel da propaganda é a parte mais importante do processo de planejamento e a que mais exige da competência do planejador. Há duas razões essenciais para isso. Em primeiro lugar, como hoje convergem 3 megatendencias de sofisticação do consumidor, do varejista e acima de tudo, das mídias, a propaganda já não tem mais um papel determinado na comunicação de marketing. Nos dias de hoje, fazer uma imersão no negócio do cliente, compreender realmente as marcas, conhecer os pontos fortes e fracos de todos os Canais de Comunicação disponíveis são talentos essenciais de um bom planejador, porque o papel da propaganda só pode ser identificado quando se adota a melhor perspectiva.

O livro não é novo, mas parece novidade quando lemos. Alan Cooper fez uma compilação de vários textos ao longo do livro. Entender do negócio do cliente, a gente tá cansado de ler. Mas você faz? Faz como? Realmente você faz? O planejamento de marketing hoje, muitas vezes é desenvolvido ao lado do de comunicação, ou, pelo menos é dada uma maior importância ao fator publicidade, justamente para se criar uma melhor perspectiva sobre um todo.

O planejamento nesta hora precisa entender tanto de cloud computing, cluster, curva de aprendizagem, twitter, posicionamento, logística, curling, facebook, digg, pdv, leads, tendências...e até publicidade. Tudo isso para enfim, planejar.

Publicidade tá cada vez mais complexo. Cada vez mais intangível e cada vez mais transparente. E na hora de fazer uma campanha de varejo resultado é o que importa? Importa cada vez mais, mas importa de forma mais consciente e correta. Por isso a perspectiva do planejador - e aqui insiro a publicidade, é importante, dará a cara e a tendência intelectual da publicidade para aquele cliente. Entender que o cliente é e como ele pensa, aje, vive, come, respira faz perceber como ele integra o processo de tomada de decisão dentro de uma empresa ajudando, a gente a olhar melhor o que estamos fazendo.


Base teórica
Para atingir o consumidor precisamos de métodos, de teorias e formas racionais de lidar com o intangível. Em 1967 James Weeb Young escreveu Five Ways, que era um modelo elaborado de como a propaganda deveria funcionar. É um dos modelos mais próximos ao que imaginamos hoje (ainda). Ela funciona:

•Por meio da familiarização
•Por meio da lembrança
•Pela disseminação de novidades
•Pela superação da inércia
•Agregando um valor inexistente no produto

Totalmente atual? Acredito que sim.

Stephen King elaborou a "Escala de Imediatismo" que propunha como um planejador deveria agir diante de um problema do cliente, mas sobretudo como um tipo de guia situacional de ação sobre o processo.

São dois modelos teóricos do papel da propaganda e do planejador. Vale como reflexão para perceber como ainda escurregamos de vez em quando nos processos.

Evolução
A propaganda evolui a cada ano, percebe-se hoje uma movimentação cada vez mais forte dos setores de marketing das empresas e dos CEOS, no trato da comunicação com suas agências. Hoje existem muito fornecedores de ideias e cada empresa vai escolher o jeito que a propaganda será feita a partir da forma como a agência vê ela. Como neste post do Blue Bus - Você não está contratando o passado de uma agência, mas o seu futuro.

Pensar em propaganda nos faz perceber como ela é sistema encadeado que precisa ser entendido. Quebrar estas barreiras nos dias de hoje é tentar sub-verter a linguagem. Wieden Kennedy, a Crispin Porter, a Mother, a Santo, 180 são agências que vem com uma ideia totalmente além destes teóricos. Nâo é certo nem errado, é novo, mas é importante saber que estes conceitos apesar do tempo, são totalmente aplicáveis hoje e são verdades universais. A forma muda, o conteúdo permanece.

Portanto, planejar hoje é além de fazer bem o papel, e digo mais, o planejador procura renovar a própria publicidade/propaganda, pelo excesso de informação que ele tem que lidar hoje. Pensando nisso e no excesso de manifestações e tendências que temos que nos inundar, entender o ser humano continua sendo uma arte mais difícil. Por isso deixo como mensagem final de Bill Bernbach:

"No âmago da boa filosofia da criação está a certea de que nada é tão poderoso quanto uma profunda compreensão da natureza humana..."

Dicas:
Ideação
Técnica de produção de ideias

sábado, fevereiro 06, 2010

Super-homem 24hs! Compre essa ideia.

Atitude é importante em qualquer momento.

Em uma apresentação de campanha, em um brainstorm, em qualquer momento da sua vida. Posicionar-se é importante para ser visto e ser ouvido. O mundo respeita aqueles que se posicionam, mesmo que em situações erradas.

Lendo este post do Seth Godin, "The relentless search for "tell me what to do" ( em tradução livre: A busca incessante por "diga-me o que fazer"), me fez pensar na minha atuação tanto como profissional quanto como pessoa. Quando Seth diz:

People are just begging to be told what to do. There are a lot of reasons for this, but I think the biggest one is: "If you tell me what to do, the responsibility for the outcome is yours, not mine. I'm safe." - As pessoas estão apenas implorando para serem ditas o que fazer. Há uma série de razões para isso, mas acho que a maior delas é: "Se você me diz o que fazer, a responsabilidade pelo resultado é sua, não minha. Eu estou seguro".

No dia-dia, quando ligamos o piloto-automático muitas vezes esperamos respostas para os nossos problemas ou esperamos o que fazer daqueles entes superiores que pagam nosso salário. É algo, muitas vezes visto como comum por nós mesmos, afinal eles têm a experiência. (Confesso que eu vejo e sinto um pouco de raiva, seja quando me pego fazendo isso ou uma outra pessoa fazendo de forma descaradamente. É feio. Se envergonhe!)

Posicionar-se como pro-ativo é cada vez mais importante hoje e ficou mais latente quando eu ouvi este podcast da CBN/Mundo Corporativo, com o Thiago Cury -
A influência da qualidade
de vida pessoal no equilíbrio profissional, onde ele menciona a necessidade do colaborador procurar suas próprias motivações diárias e não esperar as 'motivações extrínsecas', que são aquelas dadas pelas empresas, como: reconhecimento em público, dinheiro etc...

Ter atitude hoje em um mundo que "quer que você seja uma engrenagem, substituível sem rosto na gigantesca máquina de produção", (como Godin fala), é mais do que imprescindível. É uma busca premente e incessante por ser 100% sempre, a toda hora e a todo momento.

Ser organizado, ter boas ideias, ser estudioso, saber defender suas ideias, saber absorver conhecimento, saber se posicionar, saber das novas tendências, escrever num blog, postar no twitter, ler sobre negócios, comer comida saudável, fazer dieta, fazer esportes, ser geek, ler sobre economia...o mundo nos cobra 24hs e temos que retribuir trabalhando cada vez mais por menos e sem reclamar.

O mundo é correto? Não. O mundo é mal, mas temos que nos adaptar. Sempre!
Pausa. Pausa. Pausa!

Ser um super-homem é difícil. Fico admirado com aquelas pessoas super-poderosas que têm tempo de twittar, que tem tempo para demonstrar que são 'humanos' e isso me mostra o grau de organização que deve ser a vida destas pessoas. Penso como Carlos Gosnh deve durmir (Presidente da Nissan e da Renault). No time for living.

Deixo como mensagem final uma que ouvi do Michael Porter, na ExpoManagment2008: Não seja o melhor, seja único.

Trabalhe bastante para ser reconhecido pelos seus resultados. Não precisa ser o melhor, mas tente se posicionar, tente se mostrar mais confiante no que fala e em como olha. Só seja único. Ser o único também se faz lembrado.

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Os comerciais Super Bowl 2010 - Diferenciação Conceitual

O Super Bowl sempre foi uma vitrine de comerciais para o mundo. E isso faz com que os comerciais tenham uma maior projeção, e quando vejo, comerciais que mostram diferenciais sejam na linguagem ou no conceito.

Fiz um copy de um post super interessante do Nuno Miranda com alguns teasers que vão aparecer no Super Bowl 2010. Vale assistir todos e perceber que não são apenas comerciais 'criativosos', eles têm algo mesmo que as esdruxulo, mas acreditam que ajuda da fazer um diferença na hora da lembrança.



Para a semana, dia 7 de Fevereiro realiza-se o Super Bowl, o jogo final da liga de Futebol Americano (NFL) e o maior evento desportivo dos Estados Unidos, veiculado pela rede CBS. Apesar de o evento ser esperado por muitos amantes de desporto, a verdade é que tornou-se palco de uma disputa acirrada entre grandes marcas para lançarem as suas campanhas e spots publicitários.

Trata-se do espaço mais caro do mundo, onde uma veiculação de 30 segundos chega aos 3 milhões de dólares. Não é para menos, o evento acaba de quebrar o recorde com 100 milhões de telespectadores. E neste momento existem já grandes marcas a lançar as suas campanhas bem antes do evento começar. Técnica de buzz.

Mas o que é que devemos esperar do Super Bowl 2010?
Segue um lista do que é mais importante reter:

- Spot banido da GoDaddy (mais um!). E também um teaser :


- Coca-Cola anunciando que terá o Sr. Burns do Simpsons no seu comercial e que deseja utilizar o Facebook como meio de apoio para campanha social;

- Os finalistas do Crash The Super Bowl, da Doritos;

- Pepsi passados 23 anos de parceria com o Super Bowl, abandona o evento para investir 20 milhões em uma campanha social;

- A Audi apresentando a sua Green Police;

- A Kia dando uma prévia do que será o seu spot para o Kia Sorento;

- A Flo TV apresenta uma ideia do que será a sua estreia no Super Bowl;

- A Boost Mobile lançou uma série de teasers do seu “The Boost Mobile Shuffle”, parte da campanha Unwronged, trazendo consigo alguns jogadores do Chicago Bears de 1985, mostrando que há 25 anos atrás eles fizeram história ao lançar um vídeo com uma música para o “big game” que tornou-se um clássico. A idéia é mostrar que os anos se passaram e eles estão prontos para fazer tudo de novo.

- A Bud Light abandonando a sua campanha “Drinkability”, pois segundo a marca, o ROI estava a ser bastante negativo . Mas a marca já garantiu um espaço de 5 minutos durante o evento, tornando-se novamente a marca que mais gastou no Super Bowl;

- A polémica do spot anti aborto da organização evangélica cristã Focus on the Family. O anúncio salienta uma antiga decisão da senhora Pam, mãe de Tim Tebow, quarterback dos Florida Gators e estrela da NFL, que apesar de ter sido aconselhada pelos médicos a fazer um aborto, decidiu levar a gravidez até ao fim, permitindo que hoje, milhões de americanos possam ficar deslumbrados com as fantásticas jogadas de Tim Tebow;

- A possibilidade de um spot defendendo o casamento gay;

- Miller High Life com a sua campanha Little Guys at the “Big Game”;

- Papa John’s lançou um vídeo com a estrela Tony Dungy apresentando a promoção “Take it to the House, que ganhará forças com um comercial durante o evento.

- Monster.com dando emprego ao Boogeyman;

- CareerBuilder com opções através do Hire My TV Ad Contest;

- A Denny’s lançando um teaser do seu comercial “Chicken Warning”:

- Os bebês da E*Trade estão de volta;

- Dr. Pepper apostando na parceria com a banda KISS;

- A Dockers soltou um teaser do seu bizarro “Shazam this man”:

- A Intel voltando após mais de uma década;

- A Volkswagen apresentando a sua nova campanha Punch Dub, que contará com um spot de 30 segundos pelo comediante Tracy Morgan.

- A Bridgestone lançou alguns behind the scenes de suas produções e 2 teasers dos comerciais que serão veiculados – o “Your tires or your life” e “Whale of a tale”:

Outras grandes marcas como Hyundai, Motorola, Mars, Dodge, EA e muito mais, também farão parte dos intervalos do Super Bowl, mas resolveram deixar suas campanhas por enquanto anónimas.

terça-feira, janeiro 26, 2010

Construir para Construir

Hoje o processo da construção de marca ou como indica Luis Grottera (ex-CEO da TBWA/Brasil) aqui, para "um uso do marca", leia-se Era do Brading, está mais feroz e ao mesmo tempo mais conceitual. O Branding hoje é para alguns apenas um conceito etéreo sem substancia e encarado como papo de adorador de Bob Marley, afinal "queremos vendas e não buscar nossa essência. Isso leva tempo demais." Mas não deixa de ser uma ferramenta importante de ganho na percepção do consumidor.

O planejamento centralizado esta sendo cada vez mais respeitado dentro das empresas, pois ele toma partido justamente de uma consciência de que "a proxima compra deve sair mais barata do que a atual". E hoje ter empresas especializadas em panejamento nos alerta da necessidade que empresas, agencias e anunciantes têm de trabalhar com algo menos imediato que é a venda não planejada.

Essa busca pelo planejamento muitas vezes já atrelada ao Branding é puramente por uma necessidade de aumentar a percepção (e experiencia) do cliente após a compra. Ricardo Guimaraes, Presidente da Thymus Branding ressaltou que "Percepção de valor é aquilo que a empresa deixa nos seus relacionamentos depois que ela capturou seu resultado em vendas e lucro. " Lembre-se, trabalhe o intangível para conseguir o tangível.

Vale ressaltar que vínculos emocionais não somente criam uma marca mais forte, mas também competitiva, pois permitem que ela possa ser circunstanciada em diferentes produtos, países e mercados.

Comece então pensando: quais seriam as traduções emocionais dos benefícios racionais oferecidos pela sua marca? De que forma essas emoções poderiam gerar um maior interesse e envolvimento, muito além do simples impacto? Por isso, o marketing tão b como a propaganda bem passando por uma revolução silenciosa de pensar muito além do consumo imediato. (fonte: Mundo do Marketing)

Falando em essência darei uma de Ana Maria Braga e citar um pensamento de Howard Schultz, CEO da Starbucks:

Howard Schultz:
Não se dá aos cliente simplesmente o que eles pedem. Se você oferecer algo que eles não estejam acostumados, algo tão superior que leve um tempo ate que seus paladares se aperfeicoem, poderá criar um senso de descoberta, prazer e lealdade que os deixarão amarrados em você. Pode demorar mais, mas se você tiver um produto excelente, poderá ensinar seus clientes a gostarem dele em vez de prostar-se diante do apelo do mercado.


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segunda-feira, janeiro 18, 2010