segunda-feira, dezembro 07, 2009

A liberdade como valor das empresas e pessoas

Ao analisar a história da Comunicação desde uma época pós Woodstock, acredito que algumas empresas (como pessoas) abriram a mente para uma forma nova de se expressar para a massa, inserindo valores comportamentais dentro do cerne das empresas. Acredito que foi um fato que libertou ou foi visto como um forma de abertura para novos parâmetros conceituais e identitários nas empresas.

A partir do surgimento de um sentimento novo nas pessoas, os gerentes de marketing começam a inserir esta característica em suas empresas, seja por uma identificação com sua missão e/ou essência ou apenas um "surfe na tendecia", mas independente disso, esse sentimento vem se renovando a cada abordagem. E aqui tomo como exemplo a Pepsi, mas poderia citar outras empresas.

A Pepsi veiculou um jingle em 1973 que certamente poderia ser veiculado hoje com a campanha “Energy” que deu lugar ao “Refresh Everything”. Curiosamente vivemos num momento único na história empresarial e da comunicação, onde a liberdade hoje deixou de ser um conceito ideal e se tornou uma ordem no mundo contemporaneo-digital.


A campanha do Obama ressurgiu com este conceito, adormecido pelos governos anteriores. A liberdade pela linguagem, pela Comunicacao, pela integração, pela alegria e segurança em fazer uma liberdade com seguranca, alertou uma nova onda que é vista com os profissionais de fotografia, de ilustração, de publicidade, ambientalistas e na comunidade cientista.

O ser humano sempre procurou a liberdade como maneira de combater seus próprios medos e suas barreiras. Ela se renova como o conceito, com a entrada de novos governos ou grandes acontecimentos, mas nunca é esquecida. É do ser humano, portanto, está nas empresas.

Será que sua empresa é partidária da liberdade? O que você acha da liberdade no ambiente de trabalho? Você acha que ambientes como o Google, Microsoft, Twitter, que respiram a tecnologia e essa integração personalizada são características de empresas que utilizam a liberdade ao seu favor, em seu negocio e em sua conduta? Você acredita que comunicar liberdade hoje está demodé?


Somos libertários e queremos estar sempre livres pra sermos mais do que não conseguimos ser no dia-dia. Sendo livre, sendo colorido, sendo multifacetado.


O desafio hoje, é em encontrar uma forma de comunicar essa liberdade cada vez de uma forma diferente e criativa. E comunicar esta liberdade, essa essência de cada empresa na comunicação é um desafio uma vez maior em um mundo de excessos.

Abaixo tem um podcast da EBAPE/FGV, intitulado "A Identidade é uma calça velha, azul e desbotada" que ajuda a clarear o que estou falando sobre liberdade.

Podcast [16:52m]: Esconder player | Download

Mais: aqui.

sexta-feira, novembro 06, 2009

Procure o Número 2

Você é um líder ou um liderado? Por que não ser um liderado? Você se acha tão (in)seguro assim?

É interessante como cada vez mais temos a necessidade de ter líderes nas empresas; cada vez mais o mundo parece estar mais carente, menos compreensível, mais exigente e menos ouvinte com as pessoas. E isso tudo provoca nas pessoas um sentimento de vazio e solidão fazendo com que as pessoas só esperem e fiquem sedentas por palavras certas e motivadoras.

Adotar a postura de um líder é assumir a condição de que você é um bom ouvinte, analisador de comportamentos e cenários. Porém: quem vai te analisar ou te motivar? Você consegue deixar 24 hs em mode on o "bom senso", a paciencia e sua gana?

Antes de ser líder Você precisa ser um bom servidor.

Um líder precisa saber contar boas historias para retirar as pessoas do dia-dia levando elas a outro plano. Ao plano que vive o carinho, a nostalgia e o respeito. Porque Sao destas palavras que brilharão os olhos dos liderados. Fazer tocar as pessoas, fazendo-as sorrir com convicção e esperança.

O número dois guarda a esperança, não a expõe. O número 2 sempre sabe o que fazer, mas é o número 1 que toma a atitude, finaliza o trabalho.
Procure sempre o número 2 dentro da sua empresa, ele lhe motivará e será um ótimo líder se for um ótimo número 2. Tenha sempre ele por perto como aliado.

Sempre se prepare.
Lídere-se no dia-dia.

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quinta-feira, outubro 29, 2009

Se o plástico pode você também pode. Renove-se!

Por um processo cíclico de benchmarketing as empresas estão cada vez mais parecidas, como também seus produtos. Natural, em um ambiente de grande competitividade torna-se um desafio ser inovador e ter atitudes ousadas. No entanto a comunicação pós 2006 - ano em que a classe C e D, mas principalmente a C começou a ter um expressividade no consumo. Graças ao modelo económico do Lula. Porém foi a partir deste ano e seguido da crise financeira americana que a publicidade brasileira ficou mais racional, flertando com uma comunicação plástica e superficial mas embasada. Informar apenas era o objetivo e hoje é também entreter e relacionar.

Passada a crise percebo trabalhos voltarem a ser ousados, como poucos anunciantes. Acredito que precisou deste tempo para conhecer a base da pirâmide - não que conheçamos tudo, mas para direcionar uma melhor maneira em comunicar à este publico. Exemplo disso são os prêmios em Cannes e Young Lions, APG awards, entre outros tiveram anunciantes que tem seu grande publico como o C.

Ser plástico hoje é visto com descrédito e falta de transparencia. Ser plástico é não optar pela criatividade. Locais como Rio Grande do Sul, Recife, Minas Gerais e aqui no Rio grande do Norte têm crescido em abordagens e na linguagem pra este publico. Muito pelo fato de serem locais que mantém uma cultura local arraigada forte.

Isso me faz pensar na máxima: "tudo tem o seu tempo". Hoje acho que vendemos melhor que ontem, mas ainda ruim pra o amanha. Uma coisa é certa: os brasileiros estão mais iguais financeiramente, mas nossa publicidade está mais transparente? Acho que sim. Mas e as empresas com os seus "benchmarketings" estão seguindo essas evolução da
Comunicação ? Quando a publicidade vai parar de ser sempre a Consultora para as empresas em mercados menores
ou a culpada por erros de marketing ?

Afinal até o plástico se renovou.

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quarta-feira, outubro 28, 2009

Utilizar o tempo perdido

A comunicação hoje tem tido cada vez mais impacto na vida das pessoas. A essência da publicidade é comunicar, é informar aquela necessidade de consumo que existe, porém hoje a publicidade (coloco como termo correto a propaganda), se tornou interruptiva ao extremo e invadindo todos os objetos que temos e compramos. Ou seja, o que se move, o que se acende, o que se manipula por trás disso já tem, já teve ou terá algum publicitário - ou até mesmo marketeiro, pensando que pode ser mídia.

Fato é que tempo é luxo. Tempo é escasso e tempo perdido é desperdício. Porém, uma mídia que vem crescendo muito no Brasil, tem se aproveitado deste "tempo perdido" que nós seres capitalistas temos cada vez mais escasso, que é a Midia-out-of-home ou Tevês Corporativas ou Outhernet, como Walter Longo Diretor de Inovação da Y&R, profissional que admiro muito, cita.

Midia-out-of-home é nada mais nada menos que aproveitar espaço onde pessoas estão destinando tempo para realizar alguma atividade para inserir algum conteúdo relevante e que esteja alinhado (ideal que esteja) ao ambiente. Sabe aquelas tevezinhas na fila do Supermercado? Sabe aquelas tevezinhas no Banheiro ou no hall de restaurantes ou nas praças de alimentação dos shoppings? Ou até mesmo dentro de empresas. Pois bem, isto é chamado de MOOH ou Digital Out Of Home


Os consumidores de mídias Out Of Home vem mostrando eficiência delas e, por isso, hoje o OOH é parte das estratégias de Marketing de muitas empresas no país. Porém é necessário que se haja conexão com a marca e a criação e o marketing e a estratégia de mídia. “É preciso que a estratégia de mídia tenha aderência com o Marketing”, aponta Otto Pajunk (foto), Diretor de Mídia da Artplan.


O que eu acho de interessante nisso? É que a propaganda está saindo do que se caracteriza mídia de massa e procurando novas maneiras de impactar. Nada de novo. Porém poderia pensar: o quão gostaríamos de almoçar vendo um anúncio de um empreendimento imobiliário sendo vendido nessas tevezinhas, mas opto em pensar que SOMOS TODOS CURIOSOS. Estamos cada vez mais VINGATIVOS e cada vez mais COLABORATIVOS. Curiosos porque queremos saber das coisas por isso olharemos para as tvs, vingativos porque devolvemos o troco para aquela empresa/marca que não nos apetece e somos colaborativos com o que realmente gostamos.


Então, quando vimos algo relevante compartilhamos, quando não vimos também compartilhamos só que negativamente ou pior ignoramos. Porém todos nós somos curiosos.

Essa mídia é segmentada? Dá até para ser, dependendo do estabelecimento. Segmentar one-to-one? Ainda não, quem sabe quando tivermos leitores ópticos nos banheiros ou quando tivermos leitores biométricos nas pias de restaurantes e shoppings.

Wal-Mart TV nos Estados Unidos

O que vamos fazer até lá? Procurar meios deste consumidor não digerir a informação e sair sem nenhuma mensagem. Como? Sendo relevante e adequando mensagem à mídia e sendo discreto. Afinal ninguém gosta de termos sempre na nossa frente aquele retângulo pretinho pipocando comercial de hambúrguer suculento em um elevador de hospital.

Mais: aqui aqui aqui