domingo, agosto 02, 2009

Os profissionais hoje - A Geração Y

"...os profissionais de hoje não querem simplesmente mais dinheiro. Querem crescer. Querem mais conhecimento, treinamento e oportunidades. Querem poder: Querem que as coisas lhe sejam delegadas. Também querem mais equilíbrio em suas vidas. Os funcionários desejam ser bem tratados. Lembre-se de que grande parte da vida é passada no trabalho. Se conseguirmos que esse tempo se torne apenas um pouco mais agradável, todos se sentirão melhor, o que irá gerar mais confiança nos chefes. O resultado final será menos estresse para todo mundo. "
*Parte extraída do Livro "Café com Eficiência" de Chuck Martin.

Esta parte do livro foi retirada de propósito pois é um reflexo da realidade profissional que o mundo vive hoje. A vida profissional de hoje é uma mistura de várias gerações, cuja geração que vem dominando a forma como de lidar com os problemas e a vida, é a geração Y. A mais jovem, mas com maior poder de influência hoje.

Geração Y

Em matéria recente na HSM Management, precisamente na de maio/junho há um foco importante na Geração Y, a geração que vem tomando conta de forma estratégica nas empresas. Para explicar sobre essa geração é importante entender quem são:
A Geração Y é expert no uso de tecnologia; É influenciada pela web 2.0 (wikis, blogs, redes sociais etc) mantém fortes laços com as comunidades que são em geral virtuais; São pragmáticos e irreverentes; Desejam 'trabalhos com sentido'; Querem controle financeiro de suas vidas e defendem equilíbrio entre vida profissional e pessoal; Esperam feedback de todos no escritóri; Cresceu em um mundo dominado pela velocidade e imediatismo; o escritório é uma camisa de força e uma local que precisa provocar e estimular a criatividade; Nasceu num ambiente tomado pela diversidade e flexibilidade. (Nascidos depois de 1980 - ou Geração do Milênio)

Os pertecentes a Geração X mais que por qualquer coisa, pela mídia, e pela tecnologia; Querem passar mais tempo com os filhos e, por essa razão, trabalhar menos; São céticos e individualistas; Aprecisam a informalidade e a autoridade proveniente do mérito. (Acho que tem muitos jovens com este perfil atualmente). Preferem que não intervenham no seu trabalho. (São nascidos entre 1965 e 1980)

Os boomers, respeitam a hierarquias, são competitivos, idealistas e ambiciosos. Não vêem o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional como fator decisivo. Tendem ao formalismo. (Nascidos entre 1946 e 1964)

E ainda temos os seniores, nascidos antes de 1946.

Estes 4 modelos de pessoas foram analisadas pela consultorias PricewaterhouseCoopers e a Ernst & Young, com o objetivo de identificar possíveis atritos gerados pelas diferenças de idades e pensamentos no mesmo ambiente e em que brecha cada geração atua na conquista de seu espaço. Desta análise surgiu a série relevisiva The Officeque retrata a vida dos funcionários frustrados de um escritório, The Firm. Nesta série interpretada pelos próprios funcionários da consultoria é um guia de como identificar atritos e soluções para impasses dentro do trabalho.

O interessante saber que os executivos mais jovens não se deixam impressionar pelo status que as outras gerações insistem em demonstrar. Dirigir uma empresa nao é prestígio se o preço é pagar dedicado ao trabalho. A cultura do Y é a mescla da idéia de desempenho, somada as variáveis de curto prazo.

Don Tapscott, lançou recenemente o livro "Grown Up Digital" resultado de estudo em que chegou a um modelo de como se deve lidar com profissionais da Geração Y, em 8 normas:

Repensar a autoridade, ser um facilitador, Redesenhar a estratégia de recrutameno, Redesenhar a estratégia de capacitação, Tirar proveito das Redes Sociais, Redesehar a estratégia de retenção de talentos e Liberar o poder dos jovens.

São atitudes interessantes práticas para lidar com esta geração. Como sou nascido na geração Y, vou terminar o post o mais breve possível, porém de forma concisa. Estudem seus funcionários, forneçam a eles subsídios para melhorar a criatividade dele. Esta geração pode não ser o chefe, mas tem uma visão bem ampliada do que é gerenciar alguma coisa.

segunda-feira, julho 20, 2009

Construir a marca através de uma comunicação de choque

Sempre imaginei que criar uma marca fosse difícil e quando digo marca, não é o símbolo gráfico, mas sim a construção imagética de um "ser" que conviverá conosco no dia-dia.
Usar a Comunicação como instrumento deste crescimento é um desafio que criativos e planejadores têm dificuldades as vezes, no entanto, quando você está na criação e opta por propor um posicionamento mais digamos chocante, você alegra o seu dia e coloca no seu portfólio aquela peça tão desejada que soará como: "Ei, sacanagem. Ficou ducaralho." mas me pergunto, é isso mesmo que a marca quer falar?



Sou fã de posicionamentos radicais, mas fico me perguntando até onde a nossa mente lembra daquela marca que fez aquele comercial que tinha 3 caras que transavam com 3 gostosonas na tv. Será que é uma forma saudável de criar uma lembrança de marca, pelo sentido digamos, primitivo do homem da cópula? (Risos a parte. ) Viagem? Talvez. Mas me pergunto quantas destas permanecem na mente. E outra, sustentar este posicionamento é ser coerente com as futuras comunicações, correto? Ou você é uma marca de um comercial só?

Comercial da Sprite censurado na Alemanha from Comunicador on Vimeo.


Recentemente a Sprite lançou (tá bom ela tem know-how e experiência para isso) um comercial que no mínimo é provocativo, pois simula um oral seguido por outras coisas. Adoro estas coisas, quando uma marca tão parada quando a Sprite, do ponto de vista da ousadia, ousa em provocar TANTO assim, mas será que para a futuramente é bom?

O mais engraçado é saber que em outros países a linguagem e o posicionamento muda. Isso não é incoerente? Ou isso é mais um "videozinho viral", tipicamente de jovem?
Você marca vai crescer e ser relevante com um viral oral?

Para mais videos banidos, aqui.

quarta-feira, julho 08, 2009

Tendëncias de Consumo, Novas Atitudes


Participei de um seminário no Louvre, há algumas semanas onde um dos mais importantes Bureaux de Tendências do mundo, junto a sociólogos e experts em economia discutiram sobre os novos códigos de consumo bem as mudanças de comportamento face à crise. Como vejo que as estratégias aqui aplicadas (na COM francesa) são baseadas profundamente nestas diretrizes, resolvi falar um pouco no tema.

O material é super profundo, mas vou resumir as linhas mestras do pensamento sobre como devera ser o comportamento do futuro consumidor. A regra número um é Consumir menos, Consumir melhor (este foi praticamente o slogan de todo o seminário).

Mas não se trata de limitar o consumo e sim de repensar os hábitos de consumo:
Neste se incluem como idéias fortes:
· Explorar novos canais de compra
· Limitar o prazer do hipersupérfulo
· Aprender a não desperdiçar (economia consciente)
· Mostrar-se mais exigente em vista de marcas e produtos (valores verdadeiros)
· Mudança de comportamento para hábitos duráveis.
O conselho para empresas ficou em : inscrever-se na durabilidade em valores verdadeiros e em aprender a dividir.

O novo consumo

Desejos efêmeros convivem com compras perenes. Desenvolvimento sustentável (não existirá mais espaço para empresas que não estiverem comprometidas com a política que respeita o meio ambiente, e sustentabilidade).

  • · Reatividade: pequenas séries, edições limitadas, novidades estonteantes, renovação regular, mais autonomia, exigência pela qualidade, rejeição à copias, criatividade elevada ao vetor máximo.
  • · Espaço aos extremos: luxo e pequenos preços (empresas com posicionamento “moyenne gamme” sofrerão mais à crise.
  • · Coleções + (plus): já conhecemos a Linha Bis de grifes e produtos onde os preços são mais acessíveis, mas ainda assim levam na etiqueta a magia da marca.

Como exemplo a marca Valentino Red. O famoso costureiro vende em plena Av. Montaigne uma das mais sofisticadas do mundo, vestidos no valor de 500 euros, quando a linha Valentino custa em torno de 2000 mil euros podendo ir até 80 mil.

Com a o poder de compra mais limitado, o consumidor vai ou para extremos, onde a Linha PLUS é diretamente ligada ao hyperluxo. Sua sobrevivência vem do combate a banalização, da copia, mas, sobretudo do refinamento de produtos elaborados a partir do verdadeiro “savoir faire”.

  • · Sampling mode: estilistas, grafistas, músicos dividem espaço das artes e criam o co-branding na moda, arquitetura, gastronomia tanto para a grande como para média e pequena distribuição.
  • · Novos mercados: abertura para talentos em mercados como Estocolmo, Tóquio, Hong Kong, Moscou, Rio de Janeiro ou Los Angeles.
  • · Atitude verde: Não se trata somente dos produtos BIO (estes já são parte cotidiana do consumo na Europa), mas o BIO como forma de preservar a herança da marca.
  • Produtos básicos tomam força e as marcas redescobrem os seus antigos parâmetros de criação. As peças ícones voltam com força e são reeditadas.
  • · A simplicidade passa a ter tratamento de luxo. Como eu escrevi no meu primeiro artigo para este blog... Felizmente a morte do Bling, Bling!

copy and paste daqui.

domingo, julho 05, 2009

Mais informações em novas ferramentas

As redes sociais hoje servem como ferramenta importante para promover, a custo baixo e impacto localizado, um planejamento de comunicação

As redes sociais, Orkut, MySpace, Sonico, Facebook, e o Twitter se revelaram importantes ferramentas de conhecimento da personalidade humana e consequentemente de possíveis consumidores potenciais. É um fenômeno social que cresce a volumes exponenciais a cada ano. Em pesquisa da Revista Meio Digital de janeiro/fevereiro de 2009, uma publicação da Meio e Mensagem, indicou o Orkut como o site social mais procurado para relacionamento, segundo dado da Comscore empresa de pesquisa digital. Este fenômeno hoje apenas cresce e tomou proporções homéricas.

Estas mídias conseguem ao mesmo tempo ser mídia de massa e ao mesmo tempo segmentada. Outro fator importante que as redes sociais permitem ao profissional de marketing é conhecer bem o seu cliente. Com a internet e estes mecanismos de relacionamento, a inserção de conteúdo é feita de maneira espontânea, ou seja, obtemos de forma gratuita informação do mercado-alvo sem grandes esforços. O importante é interpretar corretamente estes dados.
Seth Godin, autor de livros de marketing como a Vaca Roxa e Todo Marketeiro é Mentiroso, conclama que o Twitter é a forma mais barata atualmente de elaborar um focus group, uma vez que a possibilidade de conhecer o que as pessoas falam da sua marca é de forma rápida, precisa e in loco. E o melhor: são opiniões espontâneas, sem nenhuma pressão.

Sem dúvida, além de cumprir com o ato de criar um relacionamento entre usuários, as redes sociais são importantes meios de divulgação para anunciantes. Recentemente a DELL, empresa de computadores, entrou no mundo do Orkut com banners, além de ter criado um perfil no Twitter divulgando suas ações. Em um mundo onde grandes empresas entram, vimos também o nosso Presidente como participante ativo desta rede de relacionamento e não apenas ele, mas até técnico de futebol do Corinthians. É apenas uma forma macro de entendermos que grandes empresas e profissionais de marketing estão entendendo a dimensão desta ferramenta e migrando (aos poucos) para um ambiente mais informal.

Aqui na Armação estamos abertos a novas experimentações e começando a entender a magnitude intangível que ações em internet, podem surtir na construção de marcas. Nossas estratégias, aliadas a um pensamento em conjunto com parceiros, estão começando a tomar corpo mais estratégico e focado.

Estar apenas na internet não é mérito de nenhuma empresa, o importante é ter ações casadas e sincronizadas com outras mídias; ações consistentes, verdadeiras, frequentes e constantes. Quando feitas calcadas em um planejamento estratégico, fazem a diferença daqueles que apenas estão na internet, para aqueles que constroem uma imagem pela internet. Nova forma de entender o público a internet é um mecanismo surpreendente do profissional que quer utilizar as redes sociais como mecanismo de construção de conteúdo e verdade para o seu cliente.

Você escolhe como usar a ferramenta, mas para cada uma você tem conseqüências e níveis de informação diferentes. Não seja um papagaio digital. Não apenas repita o que os outros façam. Adote estratégias relevantes que o cliente gostará de comunicar mais e melhor e de forma relevante o que sua marca comunica.

sexta-feira, julho 03, 2009

Desafie a Philips e fique famoso


A Philips lançou um viral estimulando o usuário a enviar desafios para a empresa.
Neste viral assinado, ela para mostrar a qualidade da nova lâmpada Wake-up, simulando o máximo de claridade, como se fosse um Sol. É interessante este exemplo para mostrar que a comunicação consegue, vende o produto, vende a interação, vende marca, propõe que os usuários conheçam os produtos e ainda deixa o usuário famoso.

E aí, que tal acordar um Galo as 3 da Manhã?