segunda-feira, março 23, 2009

Ouça a voz do consumo. A Classe C.

A Classe C, diz: queremos comerciais que vendem sonho aos que mostram a realidade.

Esta frase foi a que me chamou mais atenção na matéria na Meio & Mensagem de 16 de março (estou ainda lendo algumas que chegaram atrasadas aqui em casa) por conta da criação da McCann Bairro, uma unidade especializada no Consumidor Emergente. Acho a idéia sensacional. Ter uma divisão dentro de uma empresa que pense exclusivamente em uma classe que é a grande vedete hoje em todos os setores. Salve Lula (ou FHC).
Entender as várias classes C dentro de cada Classe C, é um trabalho rico e importante para o direcionamento de mídia.

“O objetivo da pesquisa é ampliar o conhecimento da McCann sobre a classe C brasileira, que representa o futuro do crescimento interno do País, ultrapassando o óbvio do que já se sabe sobre essa fatia para chegar além do que se vê. A pergunta é: qual é o horizonte?”, explica Aloísio Pinto, vice-presidente da McCann Erickson.

A classe C identifica diferenças claras de consumo entre sua classe, pobres, classe média alta e ricos. Tem ainda a consciência de que pode comprar, mas quer mais e melhor. Seu sentimento de exclusão deixa de estar ligado ao financeiro e atinge o comportamental. “O desejo prioritário da Classe C é hoje consumir sem preocupação e aprender a se comportar como classe média”, afirma Aloísio.

Pessoas de classe média baixa. É assim que parte considerável da amostra – 47% - define-se atualmente. Têm a necessidade de priorizar os gastos, carregam sempre alguma pendência financeira, mas não sofrem a falta de alimentos, condição restrita aos “pobres”, na visão do público pesquisado. Ainda assim, 68% sentem-se desprezados pelos ricos e 55% declaram ser avessos a produtos comercializados em lugares considerados “chiques”. “É curioso perceber que a classe C deseja consumir mais, mas não demonstra a preocupação em mudar de classe”, afirma Aloísio.

A proporção de poupadores entre a classe C ainda é minoritária: apenas 38% têm esse hábito. Fazer planos para o futuro não significa, necessariamente, poupar dinheiro. “Vivo com o que tenho e compro o que é possível” é afirmado com veemência por 59% dos entrevistados.

Outro dado importante apresentado pela pesquisa é que 46% dos entrevistados afirmam que uma propaganda de oferta não necessita de música e nem história; 44% também diz que um comercial bom não conta história, mas só mostra o produto; 42% prefere ver gente de bem com a vida em vez de gente batalhadora; e 34% prefere o comercial que vende sonho do que aquele que mostra a realidade.

Vale a leitura da matéria. Acredito que iniciativas como essa e como a da Lew,Lara em criar uma unidade especializada no setor automóveis, são atitudes ousadas que podem pagar o preço da experimentação, mas ganham em tentar oferecer um conteúdo mais personalizado para o consumidor. Vender sonhos a publicidade pode vender, mas vendamos o SEU sonho. Isto que importa.


*desculpem-me todos a ausência no blog, ando realmente meio ocupado

terça-feira, março 17, 2009

A chuteira mudou de cara

Como parte da estratégia para internacionalizar a marca, a Topper muda seu visual e amplia seu portfólio para atuar no mercado de artigos esportivos

 Divulgação
Mudança no logotipo: Topper deixa de ser uma marca segmentada para ser unissex

Marca que se tornou sinônimo de futebol no Brasil, a Topper está passando pela maior transformação de sua história - e também pela mais visível. Seu logotipo, a tradicional letra "T" estilizada, em preto e vermelho, em uso desde a década de 70, será substituído por um novo símbolo. A partir da primeira semana de março, todos os produtos da marca passarão a ser identificados por uma linha curva. Explica Ana Couto, da Ana Couto Branding & Design, responsável pela repaginação: "O novo símbolo pode ser associado a toda modalidade de esporte. Ele remete tanto uma rede quanto a uma fita de linha de chegada."

A mudança no logotipo da marca é o resultado de de duas mudanças cruciais que estão ocorrendo na estratégia da empresa. A primeira delas refere-se ao seu posicionamento no mercado. A Topper deixa de ser uma marca segmentada para os praticantes de futebol para se tornar poli esportiva e unissex, aumentando a oferta de produtos relacionados ao esporte - e consequentemente, ampliando o número de consumidores. "O segmento de corrida é o que mais cresce no mundo. Não temos como ficar alheios às tendências de um mercado onde temos condições de atuar com força", diz Fernando Beer, diretor de artigos esportivos da Alpargatas, fabricante da Topper.

A segunda mudança diz respeito à ampliação da Alpargatas. Em outubro do ano passado, a empresa comprou a unidade da Argentina, onde a marca Topper já detém 30% do mercado de material poliesportivo. A ideia é conseguir esse market share também no Brasil. A união tornou a empresa uma gigante no mercado de calçados esportivos, produzindo anualmente 250 milhões de pares de calçados e sandálias, com faturamento de 1 bilhão de dólares. Atuando em 80 países e com 150 mil pontos de vendas, a nova Alpargatas quer ter uma unidade em seus produtos e ações relacionadas à marca Topper. "Queremos que o cliente entre em qualquer loja do mundo e reconheça nossa marca", diz Beer.

Na Argentina, a atuação da marca era feita de maneira completamente separada, com logotipo e estratégias diferenciadas. Não será mais assim. Com a unidade nos negócios será possível padronizar ações de marketing e propaganda, permitindo a redução de custos. "Tudo isto nos possibilitará um salto qualitativo para assegurar um de nossos principais valores: o de criar marcas desejadas internacionalmente, algo que já temos experiência em fazer", diz o diretor-presidente da Alpargatas, Márcio Utsch, referindo-se às Havaianas, outra marca da empresa, comercializada em 80 países nos cinco continentes.

via Época Negócios

Link para baixar - Pra Entender a Internet

Saiu o livro "Pra Entender a Internet". Para baixar o livro que foi lançado via twitter, você vai aqui.

Lançamento pelo Twitter do livro "Para entender a internet"

Capa Para entender - em alta Nesta terça (dia 17), 18h, em São Paulo acontecerá o lançamento de um livro 100% pela Web, integralmente disponibilizado em PDF. Em conjunto com um site de debates sobre o tema. O livro é uma coletânea e se chama Para entender a internet - Noções, práticas e desafios da comunicação em rede - ao lado, a capa. Participam 38 autores, todos eles protagonistas brasileiros em seus campos de atuação.

Apesar de terem sido produzidos pensando no leitor com pouca familiaridade com a Web, os textos vão além das simplificações e dos modismos para, ao mesmo tempo, ensinar e provocar. E os autores têm intimidade com o assunto para fazer isso. Por exemplo, Edney Souza, o Interney, um dos blogueiros mais conhecidos do Brasil hoje, é quem escreve sobre blog. Soninha Francine, vereadora, atual sub-prefeita em São Paulo, escreve sobre internet e lei eleitoral. Fábio Seixas, um dos brasileiros mais seguidos no Twitter, fez o texto sobre micro-blogging. Sérgio Amadeu, ativista combativo do software livre, escreve sobre pirataria online. Ronaldo Lemos, um dos ativistas brasileiros mais conhecidos e respeitados internacionalmente, explica o que é o Creative Commons. E por aí vai a lista.

Muitas pessoas ainda sentem que a tal revolução trazida pela Web é uma festa para a qual eles não foram convidados. Muitos professores de escolas públicas e privadas, empreendedores, executivos, comunicadores, administradores públicos e uma boa parte da sociedade civil não entendem o motivo de tanta euforia em relação à internet. Esse livro pretende ser um convite para que elas entrem e participem da festa.

Para chegar a essas pessoas sem contar com os meios tradicionais de divulgação e distribuição, o jeito é usar a rede. E é por isso o arquivo em PDF do livro tem menos de 1000k - para caber em uma mensagem de email - e é por isso também que o lançamento deste livro não será em uma livraria e nem em outro espaço físico, mas online, pelo Twitter.

Resumindo, nesta terça (dia 17), às 18 horas (horário de Brasília) haverá a disponibilização pelo Twitter do link para o site e para fazer o download do livro. Naturalmente, todos os autores têm conta no Twitter e serão convidados especiais para essa conversa. Não sei se isso já foi feito e nem o que vai acontecer, mas, no mínimo, vamos ter um bate-papo com quem quiser saber mais sobre esse projeto.

Dica: Siga o @interney

segunda-feira, março 16, 2009

Atrelar produtos a personalidades famosas, como a atriz Deborah Secco, traz uma série de vantagens. Porém, ao optar por um astro ou estrela, o risco é grande. Como evitar problemas imprevisíveis e contratar a celebridade certa para divulgar o seu produto?

Contratação de celebridades
como Deborah Secco
demora muito tempo,
é muito mais complexo
e mais caro do que contratar
um modelo fotográfico
Contratar uma celebridade para divulgar uma marca ou um produto pode sair mais caro do que dita o contrato. A eterna dúvida dos anunciantes sobre o risco de apostar em uma personalidade famosa ou contratar um modelo fotográfico tem razão de ser. Optar por um astro ou estrela das páginas de revista traz um risco duplicado, segundo Roni Gotthilf, diretor de criação e dono da Fox Comunicação.

O primeiro problema é a possibilidade de a celebridade chamar mais atenção que o produto. “Nesse caso, o público lembra da campanha publicitária, lembra da pessoa que fez o anúncio, mas não sabe dizer a marca do produto nem reconhecê-lo nas prateleiras”, diz Gotthilf com conhecimento de causa. Nos anos 90, a pedido de uma marca de cuecas, contratou o apresentador da TV Globo Jô Soares para ser o garoto-propaganda. O resultado? Nada bom. Por ser uma personalidade marcante e por se identificar pouco com o produto, o apresentador acabou roubando a cena. Muitas pessoas lembravam do anúncio e do Jô no intervalo comercial mas não sabiam dizer a marca da roupa que ele divulgava.

Outro risco é a possibilidade de o garoto-propaganda protagonizar algum escândalo ou cometer algum delito. Nesse caso, ele prejudica a sua imagem e a marca perante o público. Exemplos de celebridades no Brasil e no exterior nessa situação não faltam. Muitas marcas se precavêm e acrescentam uma cláusula no contrato contra esse tipo de problema.

Escolha positiva

estoque nas lojas acabou
antes mesmo da reposição
O fato é que se o anunciante acerta na escolha da celebridade, o lucro é certo. “A vantagem é óbvia: a empatia desse personagem com o público é imediata”, afirma Gotthilf. O consumidor reconhece rapidamente as qualidades da marca que o anunciante deseja destacar por relacioná-la ao artista que ele gosta. Por isso, explica o diretor da Fox Comunicação, “a personalidade precisa ter compatibilidade com o produto e com a marca”. Segundo Gotthilf, não dá resultado colocar um artista famoso ao lado de um produto com o qual ele não se identifica.

A Scala, marca brasileira de lingerie sem costura, decidiu apostar na contratação de uma estrela da TV brasileira. Desde o início de outubro, a atriz Deborah Secco, capa da última edição da Revista Quem, é a garota-propaganda da marca. Essa é a primeira vez que a Scala contrata uma celebridade desde o lançamento do produto em 1998. “Até então, as campanhas publicitárias sempre tiveram como foco a inovação e o conforto”, afirma Gotthilf, diretor da campanha publicitária em mídia impressa, eletrônica e para ponto-de-venda.

Deborah Secco em foto
do ensaio para
a Revista Quem Acontece
Foto: Revista Quem Acontece
O resultado da aposta é positivo. A Itabuna Têxtil, fabricante da Scala, comemora o aumento do faturamento. Em menos de um mês, a venda dos sutiãs Flip pulou de 10 mil unidades para 40 mil. O modelo do sutiã Evolution também vendeu mais: foram 28 mil peças, enquanto a previsão era de 18 mil. “Além disso, o estoque das blusas sem costura está terminando antes mesmo de a reposição chegar às lojas”, informa a empresa, com sede em Guarulhos, cidade da região metropolitana de São Paulo.

Investimento x retorno

Venda do sutiã Flip pulou de 10 mil
para 40 mil em menos de um mês
Para contratar uma celebridade, o anunciante precisa ter consciência de algumas questões importantes. Além de custar muito mais caro do que um modelo fotográfico, a contratação de uma personalidade famosa leva muito mais tempo e exige uma série de cuidados extras. “Ao contratar uma personalidade é preciso definir uma série de detalhes como, por exemplo, onde ela vai fazer as refeições, em que hotel ficará hospedada, quando ela vai aprovar as fotos, que modelo de carro quer usar. A personagem pode, inclusive, exigir a contratação de um determinado maquiador e cabeleireiro”, diz o diretor da Fox Comunicação.

Além de custar pelo menos dez vezes mais, o processo de contratação de uma celebridade leva, em média, dois meses. Contratar um modelo fotográfico leva dois dias ou menos. “Além disso, a preparação de uma sessão de

Deborah Secco
é a primeira celebridade
contratada pela Scala,
marca de lingerie sem costura
fotos com uma celebridade é muito mais complexa. A diária da celebridade é, normalmente, de oito horas com intervalo para almoço”, afirma o publicitário. Ou seja, a combinação de produto com cenário, luz, enquadaramento precisa ter sido planejada antes de a celebridade chegar no estúdio. Tudo para não perder tempo e dinheiro.

Alguns cuidados na hora de definir qual celebridade falará da sua marca, segundo Roni Gotthilf
  • não escolher uma personalidade volúvel nos relacionamentos amorosos. Não é moralismo: é uma forma de evitar escândalos
  • procurar celebridades com imagem e qualidades compatíveis com o produto e com a mensagem da campanha
  • pensar nas características que ligam o garoto-propaganda ao produto. Será que ele usa o produto?
  • a celebridade precisa transmitir credibilidade. Personalidades que não são levadas a sério na carreira e na vida pessoal devem ser evitadas.

  • Via Época Negócios

    quarta-feira, março 11, 2009