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quinta-feira, outubro 19, 2017

Governos devem criar um ecossistemas de inovação para competir globalmente

Ecossistema de empresas promove mais crescimento e competitividade, ou seja, inovação. Este artigo da The Economist mostra que quando em lugares mais pobres têm clusters de empresas próximas, toda região ganha mais força podendo competir com igualdade com mercados desenvolvidos. Inclusive nessas regiões, mesmo economicamente mais pobre, entregam mais produtividade e igualdade salarial do que nas regiões menos desenvolvidas dos países mais desenvolvidos.

"...à medida que as diferenças geográficas diminuíam dentro e entre as economias industrializadas, a diferença entre essas economias e o resto do mundo aumentava.Quando países com muitos trabalhadores com baixos salários começam a negociar com economias mais ricas, pagam salário semelhantes aos trabalhadores qualificados. Aqueles nas economias pobres se tornam mais ricos, enquanto nos países ricos os trabalhadores ficam mais pobres. Os efeitos são sentidos mais em alguns lugares do que outros, e não só porque o tipo de pessoas que perdem o comércio tendem a viver em lugares semelhantes. A globalização causou danos diretos a muitas economias locais e regionais devido à forma como essas regiões funcionam.

As empresas - particularmente os fabricantes - costumam trabalhar melhor quando estão próximas. Um fabricante de máquinas industriais economiza custos quando está perto das empresas que fornecem matérias-primas ou componentes, bem como aos seus clientes. Um grupo de fabricantes atrai trabalhadores. Onde há muitas empresas e trabalhadores, novas idéias são geradas e espalhadas.

Dinâmicas semelhantes aplicam-se em outras indústrias. Uma economia nacional aberta para o comércio mundial a escala muda. As empresas podem vender para clientes em outros países, bem como em seus próprios, e aqueles nos clusters mais produtivos vêem suas vantagens existentes pagar. Empresas financeiras mais sofisticadas em Londres ultrapassam as de Frankfurt; As empresas de internet da Califórnia dominam os concorrentes em Paris. Os produtores em regiões menos afortunadas precisam fazer o seu jogo, se especializar, se mover ou ir para baixo.

Um mercado maior e mais integrado permite a produção com uma escala mais eficiente e o aumento da produção global. Os consumidores obtêm acesso a bens e serviços mais baratos e melhores (incluindo novas variedades estrangeiras). No entanto, eles implicam que a produção se concentrará mais geograficamente. Cidades com tradições industriais de longa data que poderiam passar por uma economia menor encontram-se sangrando talentos e empregos."

https://www.economist.com/news/briefing/21730406-what-can-be-done-help-them-globalisation-has-marginalised-many-regions-rich-world

sábado, novembro 15, 2014

Internet das Coisas muda tudo, desde o papel do marketing até o seu modelo de negócio

Num post passado eu falei que para nos mantermos competitivos a descentralização da gestão se tornaria uma medida importante para fornecer mais agilidade. Hoje vou falar sobre Internet das Coisas. 

Internet das coisas (veja essa boa explicação) transforma o setor de TI no seu grande aliado, mas ele está preparado para isso? Você, estando no marketing está preparado para dar passos atrás no seu produto para mudar a Proposição de Valor e requalificar vários departamentos para alimentar futuras inovações? Está disposto a ter diálogos mais próximos, propositivos voltados não apenas ao seu setor e sim ao consumidor, aos fatos que eles lhe fornece e a tendências externas? Está disposto a ter discussões com o setor de TI capaz de mudar toda a forma como o produto está sendo vendido (pelo pessoal de vendas) porque a monetização atual te dá menos lucro ou porque existe pouca informação confiável? 

Paul, em Smart, Connected Products Will Radically Alter the Value Proposition, te leva a crer que estamos caminhando cada vez mais rápido para isso. Estamos numa era de produtos e serviços que estão cada vez mais conectados e por isso nossas Proposições de Valor têm que ser melhor desenhadas e alinhavadas e iteradas para ter melhor sistemas, mais atração, relevância e melhor capacidade de precificação para o pessoal de vendas.

Modelos de Negócios e Service Thinking 
Pensar que o IoT está de tornando o "entre" duas coisas mais importante ou atrativo do que o fim (o produto) em si. É uma mudança que quebra toda a maneira de se produzir um produto e vende-lo. Devemos criar uma nova maneira de ao invés de entregar soluções prontas em forma de serviços/consultorias. Entregarmos uma postura mais intricada, co-criativa através de artefatos e sistemas para o cliente, construindo com o cliente uma maneira, cujo produto pode estar inserido dentro da solução, e não transformar o produto em si como principal isca e ganhar pelo modelo de assinatura a monetização do seu negócio ou unidade de negócio. 
"The system that connects the products and offers new value propositions will become the core advantage place, not the product itself. Some of our organizations will end up being deliberately “productless” so as to provide these systems or be the master provider of the system of systems."
Uma das maneiras interessantes de mudar a forma de se pensar em vendas quando o ambiente externo muda, mas você como empresa precisa mudar, seja para começar a se manter competitivo ou integrar silos ou apenas entender e aproximar informações que circulam só nos departamentos. É encorajar pessoas de vendas em processos de inovação de produtos ou serviços, participando junto com um ou mais especialistas e seu gerente de marketing. Começamos a olhar por outras óticas como é desenvolver produtos menos pelo olhar do desenvolvedor e mais por quem tem a tarefa de vender no dia-dia. Pois o vendedor é uma fonte de informação valiosa para validarmos e considerarmos. 
Aaker tem uma frase muito boa para isto: 
"The only real way to grow sales and profits is to create innovative offerings that have some “must haves” that define new categories or subcategories for which competitors are not relevant. The goal is not only to find and successfully introduce such offerings, but to create barriers that inhibit or prevent competitors from entering and becoming serious customer options." David Aaker
Por mais que seja difícil hoje em dia criarmos barreiras, o sistema em si está sendo uma das maiores atrativos e barreiras (para os concorrentes) hoje em dia. Criar um ecossistema que se alimentar conforme o uso ou que distribui informações ao longo dos seus devices é um universo e tanto de agilidade. E quando falamos em Internet das Coisas isto também se torna importante porque vai além do sistema em si - que já é extremamente, mas de como integrar sistemas contidos dentro das nossas vidas ao qual estão diluídos em nossos tarefas (a serem realizadas) diariamente, a software de sistemas que criaremos. Ainda mais quando o contexto nos faz começar a olhar mais atentamente para essas mudanças, como diz bem neste texto The Sectors Where the Internet of Things Really Matters:
"The cost of sensors, processing power, and bandwidth to connect devices has dropped low enough to spur widespread deployment. Innovative products like fitness trackers and Google’s Nest thermostats are demonstrating the potential for both consumers and enterprises. And corporate alliances are taking shape to set the standards needed to integrate the wide array of devices in a cohesive way."


Tendências
Existem basicamente 5 principais áreas importantes que vem mudando por causa da 'Internet das Coisas' Connected Wearable Devices, Connected Cars, Connected Homes, Connected Cities, e Industrial Internet. Cada um tem sua especificidade, mas eles ajudam a criar agilidade, conexão, redução de tempo etc. Como: 
  • Industrials sector: Equipment is becoming more digitized and more connected, establishing networks between machines, humans, and the internet and creating new ecosystems;
  • Connected Cities: smart street lighting, parking meters, traffic lights, electric vehicle charging, and others. According to The Climate Group, a non-profit organization dedicated to reducing carbon use, combining LED lamps in streetlights with smart controls can reduce CO2 emissions by 50%-70%.
  • Connected Homes: areas such as security cameras and kitchen appliances, and the chance to reduce energy use and costs through smart thermostats and HVAC systems.
  • entre outras movimentações até no seu ambiente de trabalho.
Antes eram 4Ps, hoje os p's mudaram e entraram mais outros que mudam como P de pessoas, P de processos e o P de Physics Evidence, quando falamos em serviço por exemplo. No entanto a mudança se ampliou quando ao invés dos 4P´s originais eles se substituem para: people, process, programs e performance. Daí a nossa necessidade em olhar o produto, pelo pensamento de sistemas, seja de software, de hardware, quanto de impacto social; quanto o produto começar a ser encarado como uma parte da oferta e não a oferta em si. E essa mudança muda a forma como os vendedores ganham suas remunerações. Propondo uma maneira mais holística de olhar o cliente, seu negócio e quais aspectos afetam o negócio dele, baseada num misto de remuneração variável por comissão, mais um fixo; ou um fixo mais alto, mas sem bônus no final do ano e com grande métricas de performance. Modelos e modelos.

Tudo muda para você mudar
"Consumidores cada vez mais demandam complexas soluções que não podem ser entregues por uma única firma. Mudar a perspectiva do que uma única firma pode fazer para o que um ecossistema inteiro de firmas trabalhando juntas podem fazer, nos faz perceber que isso é a avenida do futuro." - Marion Debruyne
Se o objetivo é criar valor - "which involves performing activities that increase the value of a company’s offering and encourage customer willingness to pay, is the heart of any business model. In traditional product companies, creating value meant identifying enduring customer needs and manufacturing well-engineered solutions." é também importante entender que você sozinho não consegue criar tudo e todas as inovações, vai ter um momento em que você terá que recorrer a parceiros externos. Para isso entender como o seu ecossistema pode se beneficiar com os dados gerados e com o 'valor criado' é importante, pois a IoT dá a possibilidade maior para criar personalizações e customizações:
"Customers can become “locked in” due to personalization and context gained through information gained over time, and network effects scale as more products join a platform. Equally important, firms’ efforts to develop their core capabilities change focus to emphasize growing partnerships, not always build internal capabilities—so that understanding how others in the ecosystem make money becomes important to long-term success."
Tudo está mudando. O que antes era valor fixo de investimento para produtos ou equipamentos que se fazia semestralmente no lançamento de novos produtos ou reestilizando-os ou usando o dinheiro de reserva vindo das vendas passadas para reaplicação em publicidade para saldar vendas. Agora, estes investimento estão mais voláteis e menos focados no externo - claro, isso é variável de segmento para segmento, mas eles vem sendo usados como alimento de iterações com o objetivo de aumentar a capacidade de escalar, de ter ganhos a médio-longo prazo, mas sobretudo tem-se investido dentro das empresas para se criar novos modelos de negócios que se integrem - preferencialmente, ou que consigam através de um risco controlado, ampliar o modelo de receita atual mesmo que este novo entre em conflito com o atual. Ou seja, o lucro que se constrói hoje vai mais em promover a inovação em si através de pesquisas e desenvolvimento, quanto do re-investimento em publicidade. Como é o resultado de duas pesquisas e projeções feitas pela Gartner e pela Ipsos (sem margem de erro).
  1. "Ipsos SMX found that 9 out of 10 consumers view brands more positively when they include their customers in product development, and that 90% are more likely to purchase products from companies that involve them in co-creation." Co-creation Closes the Gap between Companies and Consumers (ao qual você pode baixar aqui)
  1. "Em 2018, o custo total de propriedade para as operações do negócio serão reduzidas em 30% através de smart machines (máquinas mais inteligentes) e industrialized services (serviços industriais mais inteligentes)" - Daryl Plummer, vice president and Gartner Fellow, at Gartner Symposium/ITxpo
  2. "Em 2017, 50% dos investimentos em produtos de consumo serão redirecionados para inovações em customer experience.at Gartner Symposium/ITxpo
Para acompanharmos isso tudo só vejo duas alternativas: Criar uma cultura de inovação e Criar ambientes cuja propósito seja maior do que a performance em si. Como bem disse Steve Jobs: “Innovation has nothing to do with how many R&D dollars you have. It’s not about money. It’s about the people you have, how you’re led, and how much you get it.”

imagens: - http://www.taviscoburn.com/portfolio.php?act=list_current&mode=page_view&p=12
http://qz.com/256041/the-intelligent-office-how-the-internet-of-things-will-revolutionize-your-workplace/

terça-feira, agosto 27, 2013

Como a convergência pode ser uma boa ferramenta de posicionamento

Lendo este post do Daniel BurrusConvergence: A Power Tool for Innovation, sobre convergência, me lembrei de alguns ensinamentos de Clayton Christensen sobre inovação e até de Al Ries para adicionar ao post.

Burrus, diz que cada vez mais as coisas ficarão convergentes. Smartphones mais inteligentes e agregando mais recursos além de fotos, video, álbuns, e-mail, etc. Curiosamente isto aparece na nova câmera da Samsung (que é sensacional). Nela, há além de um poderoso smartphone, uma poderosíssima câmera -praticamente com todas as funcionalidades de uma câmera profissional.


"What industries haven't converged yet but could to create something new? How about if an electric utility converged with the automobile industry? They never worked together before. "
Pois bem, sim, hoje cada vez mais as coisas convergem e se agregam em produtos e serviço. Isto é importante e necessário diante do tempo curto (tudo em um só economiza tempo). Outros exemplos são geladeiras que "anotam" seus pedidos quando estão acabando e avisam ao supermercado, ou TV´s que entram na internet, tão bem quando o agora impressionante Chromecast. Tão bem os Ultrabooks, como outro exemplo interessante disto.
"O processo de como tudo isto acontece tem um papel-chave na maneira como as pessoas, a informação e todo o resto interage entre si no mundo conectado, tornando estas conexões relevantes e valiosas...As novas tecnologias vão, não só ganhando espaço no nosso cotidiano, como ocupando-o silenciosamente e tornando-se parte deste."
Internet das Coisas se confunde bem hoje em dia. Produtos e serviços sendo vendidos com poderosos argumentos de features e functions. No entanto, Christensen (e Scott Anthony) me lembrarama tempos passados que quando não conseguimos entender nosso produto oferecido, não entendemos o nosso consumidor:

"Frequentemente, as empresas cometem o erro de tentar buscar uma solução perfeita que faça tudo corretamente desde o primeiro dia. Normalmente, os resultados são produtos com recursos demais e caros, que na verdade não funcionam muito bem. Lembre-se qualidade é um termo relativo. Não se pode determinar se um produto ou serviço é bom ou ruim até que se entenda a tarefa a ser realizada."
Não estou dizendo que as empresas estão errando. Ainda mais pelo fato de que quando nos fazemos a pergunta "What unrelated industries are actually converging in this digital world to create amazing, new opportunities?" começamos a pensar quais alianças, parceiros, oportunidades temos que poderíamos explorar. Principalmente quando estamos desenhando um Business ModelNos fazendo pensar como podemos desenhar o produto e criá-lo, mas dois pontos: Qual a tarefa do consumidor? Qual será a proposta de valor dele? (Qual será o branding dele?). 

Aqui entra o que Al Ries falava sempre: "Você tem que entrar na mente do seu consumidor", "Você tem que posicionar o seu produto com sua maior diferenciação." Ele estava certo, e continua. Contudo, o que antes era diferenciação (celulares com acesso a internet; celulares com touch-screen por exemplo) não é mais. Daí a lógica da vantagem competitiva temporária ser totalmente uma realidade. Por isso mesmo, o USP (unique-selling-proposition) para alguns tem perdido sua força porque foco em algo pouco perene. 

Christensen meio que ensina que não se deve(ria) mais focar numa característica do produto realmente única - a não ser que haja um nicho do usuário/consumidor bem específico, daí a tarefa-a-ser-realizada, mas sim em um promessa maior. Aqui o diagrama do Oceano Azul entraria perfeitamente aliada a uma análise de marca boa.


Posicionamento já ouvi que vem sendo um termo cansado porque está sendo difícil posicionar algo que dura pouco tempo ou que muitas vezes não oferece nenhuma diferenciação realmente. É verdade, mas ainda sim é uma grande ferramenta de comunicação com o consumidor, principalmente àqueles que não vivem sua marca e não são heavy-users. Não é o que você tem, é o que você faz sentir.

Será que se os Ultrabooks se se chamassem por outro termo teriam mais sucesso? Aglutinação de tecnologias será uma necessidade maior, mas será que quando os engenheiros perceberam que tinham a capacidade de juntar as coisas eles não poderiam ter saído do plano "notebook"? Levando-se em conta que é uma categoria em grande queda, sendo então uma maneira de "segurar" esta queda? Propondo uma nova categoria, dando um novo nome talvez fosse uma maneira de ajudar a criar uma nova mensagem renovada ao consumidor e à categoria, permitindo ela se renovar.

Claro, são apenas elucubrações que podem parecer ofensivas para os estrategistas das marcas. Mas penso que "se você seguir as estratégias que para os líderes de mercado parecem também interessante, pode apostar que eles reagirão rapidamente." Quem é o líder do mercado? É só perceber o que a Apple vem fazendo: Ela pega as melhores idéias que os melhores apps têm e embarca em seu Sistema Operacional (OS). E como ficam estes apps depois? Acabam caindo - suponho, no esquecimento. 

O que estou dizendo é que existe uma fronteira além da convergência, maior e mais ampla que vai definir o real sucesso do seu produto. As vezes não ter nenhuma convergência pode ser até sinônimo de sucesso, como o que ocorre com os produtos vintage

Mas você pode me perguntar: Quando o Iphone foi lançado o Bluetooth não funcionava direito, sua câmera era muito ruim e tinha um número limitado recursos que outros celulares do mercado já tinham. Eu lhe respondo com duas coisas: 
  1. Logo após o lançamento (coisa que acontece em todas as gerações até hoje) eles começaram a coletar erros para aperfeiçoar na próxima, ao mesmo tempo que faziam reparos 'quase em real time' do sistema operacional. Lançando em um curto de espaço de tempo outro celular, ou seja, criando um ciclo curto de inovação que induzia aos outros correrem atrás. Sedo sua grande guinada -ao meu ver, o 3Gs e o iPhone 4 e; 
  2. Ele foi vendido como além de um smartphone (era UM Iphone - percebe o posicionamento?) que se ancorava numa marca que prometia "uma nova experiência". 
Claro, por trás existe um grande modelo de negócios ancorado em parcerias e alianças, mas promoviam algo além do produto. Percebe o que fizeram (?) O caminho parece semelhante, mas a entrega é diferente. São estratégias que ajudam a potencializar e a criar uma promessa incomum na categoria vigente e uma expectativa na mente do consumidor. 

Novamente, se o iPhone não tivesse ciclos curtos de inovação de redução de erros e melhorias, não adiantaria comunicar "nova experiência" nenhuma. Mas se percebermos, ela começou a focar em características proprietárias do aparelho também, como resposta aos avanços da Samsung, principalmente. Eles estão pecando? Para mim, estão apenas firmando território, porém mostrando não as funcionalidades, mas o que elas podem provocar, suas sensações. Diferentemente do que algumas campanhas da Nokia mostrou/mostraram. Ao meu ver, não é o produto, mas a forma de se vendê-lo.


Assim, Burrus agrega um pensamento importante à convergência, mas vá além da convergência e reflita mais.

sexta-feira, janeiro 25, 2013

Viver em harmonia e disruptivamente

Numa entrevista recente à Revista Wired, Larry Page, CEO do Google disse:
"Eu me preocupo seriamente com a forma como conduzmis as nossas empresas. Se você ler a cobertura da mídia sobre a nossa empresa, ou da indústria de tecnologia, em geral, é sempre sobre a competição. As histórias são escritas como se eles estivessem cobrindo um evento esportivo. Mas é difícil encontrar exemplos reais de coisas realmente incríveis que aconteceram somente devido à concorrência. O quão emocionante é que vir trabalhar quando se o melhor que você faz é espancar uma outra empresa que faz mais ou menos a mesma coisa? É por isso que a maioria das empresas decaem lentamente ao longo do tempo. Eles tendem a fazer aproximadamente o que eles fizeram antes, com algumas pequenas alterações. É natural que as pessoas queiram trabalhar em coisas que eles sabem que não vão falhar. Mas melhoria incremental é garantia de obsolescencia a longo-prazo. Especialmente em tecnologia, onde você sabe que vai ser não-alteração incremental.
.
Assim, uma grande parte do meu trabalho é fazer com que as pessoas se concentrem em coisas que não são apenas incremental.
...
Para nós, para ter sucesso, é necessário que alguma outra empresa a falhe? Não. Na verdade, estamos fazendo algo diferente. Eu acho que é ultrajante dizer que não há espaço apenas para uma empresa nestas áreas. Quando começamos com search, todos disseram: "Vocês vão falhar, já há cinco empresas de pesquisa." Nós dissemos: "Nós somos uma empresa de pesquisa, mas estamos fazendo algo diferente." É assim que eu vejo todas essas áreas."
Isso me faz pensar em dois aspectos importantes
1 - A Natureza da competição é competir, o COMO ela vai competir são outros quinhentos. Estudos avançados sobre concorrência foram feitos, seja com Porter, ou Kim W. Cha ou até mesmo Clayton Christensen. O importante é que observarmos os últimos estudos, até mesmo o Kim, entendemos que o que o marketing falava muito, e digo aqui Al Ries também, era sobre guerrilha, inimigo, espreitar, emboscada, Arte da Guerra etc. Não que estes 'valores' e táticas não sejam ainda atuais e necessários. Contudo, a natureza das mudanças de foco do mercado, forçadas pelas pressões sociais e ambientais e avanços tecnológicos, equalizou (ou tenta) o organograma do capitalismo. Fazendo com que observevemos, analisemos e queiramos competir baseado em outras premissas além de atacar, mas de olhar a competição e o mercado como um "ecossistema"

É curioso a mudança de termos, a quem diga Porter, contudo, o que chamo a atenção é que sempre competiremos, sempre teremos táticas, mas o COMO será o que dará o tom de como mantiveremos nossas posições, reputações e saúde na competitividade atual.

Além disso, pensei numa frase que li estes dias: "Marketing é sobre organizações criar e construir relacionamentos com consumidores para co-criar valor; design tem por objetivo colocar os stakeholders no centro do design de serviços e preferenciamente "co-desenhar" com eles." Olhando por esta ótica nós entendemos que o mais importante é criar valor, mas o valor só é criado quando olhamos a empresa como um organismo vivo de interação, porquê para entender o outro, devemos ser empáticos. Então, assim sem perceber mudamos o foco do que é competir. Não competimos mais contra o concorrente (inimigo/adversário/target), mas para criar e entregar valor. Independente para quem, sociedade, funcionários, acionistas etc. Melhoria contínua voltada para o valor.

Ah, e o segundo aspecto era: O que é o sucesso quando enxergamos ele como um aspecto individual do ser humano a ser buscado que será refletido na maneira como agimos. Você é como você age. Entramos aí num terreno movediço da natureza humana da auto-realização. Mas isto deixo para outro post.

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terça-feira, julho 03, 2012

Porque a inovação é vista como sinônimo de tecnologia

"If we can track how culture is changing, maybe we'll actually come to believe that technology is not the only, or even the main, agent of change in society. At the very least, perhaps people will come to believe that the technologies we have exist because they worked with and within specific cultures."
Pela ausência de se estudar mudanças culturais, percebemos melhor a tecnologia como instrumento de mudança cultural, e nao o inverso. Além disso, é mais fácil observarmos o ambiente e acumularmos mais gadgets, sendo eles evidencias de nossa mudança cultural conduzida pela tecnologia.


Artigo no Atlantic

terça-feira, maio 22, 2012

Feel Me: a união da tecnologia com o tato humano - IDEO


Projeto muito interessante de interação. Uma tentativa muito simpática de reproduzir o toque humano do outro lado da tela, através de um app. Criado um dos designers da IDEO, o Marco. Feel me se propõe a explorar a relação da tecnologia com o tato humano. Achei inovador e isso funcionando numa video-conferência será emocionante.

Você pode ver o projeto inteiro aqui.

terça-feira, março 20, 2012

Quando a tecnologia se torna ítem de crescimento da sociedade

"Ao co­lo­car a tec­no­lo­gia no cen­tro de in­dús­trias tra­di­cio­nais como calçados ou au­to­mó­veis, essas mar­cas estão crian­do uma nova forma de en­xer­gar cer­tos se­to­res. O que vai in­ter­es­sar daqui pra fren­te é a co­nec­ti­vi­da­de dos pro­du­tos e os am­bien­tes di­gi­tais nos quais eles estão in­se­ri­dos e não só os pro­du­tos iso­la­dos em si. Logo, é bem pro­vá­vel que muito e breve toda em­pre­sa se torne uma em­pre­sa de tec­no­lo­gia. "
Continue lendo aqui

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Alongue o tempo da sua tecnologia com branding e serviços



Um artigo do Seth Godin, falando sobre o comportamento hoje de cada lançamento no segmento de tecnologia está cada vez mais curto, provocando um encurtamento cada vez maior do tempo do lançamento de um produto ou tecnologia até se tornar uma tecnologia "commoditie". (Lembra-se do GPS caríssimo?


Com a diminuição da velocidade de maturação de uma tecnologia dois fatores se tornam importantes para ter sucesso hoje: marca e um bom produto. Isso explica o fato de a Samsung desde 2001 começar pesadamente a investir em design de produto, brand experience, ganhando vários prêmios inclusive com um dos maiores designer da atualidade, o Yves Behar (que me parece que abraçou a causa-Samsung por ser também concorrente da IDEO, cliente da Apple).





Uma empresa de um segmento de tecnologia precisa ter cuidados - hoje em dia isso é bem forte, como a experiência do usuário (ux), independente do produto ser um sistema b2b ou um app. O importante é perceber pela ótica do uso pelo outro. 


Existem caminhos que podem comprometer a curva de crescimento de um produto, como: dificuldade de distribuição, pouca capilaridade, parceiros fracos etc.Contudo, essas três ajudam a acelerar o Ciclo rapidamente: propaganda e produto ruim e mal atendimento. Patentear pode ser um caminho para se segurar? Acho que não muito. A Sony não conseguiu. Por isso  destine tempo a saber onde você está deixando de crescer.


Não adianta. Produto ruim não sobrevive. Certo, mas existem outras opções além da propaganda/design para atrapalhar. Primordialmente é a estratégia, que se não for bem desenvolvida poderá forçar o produto a se commoditizar. Então, estratégia ruim e sem relevância? É melhor você já saber que a pressão vai aumentar.


Contudo, nesta guerra, o que percebemos cada vez mais é a preocupação com a marca. Fazer branding hoje em dia é um trunfo que muitos não percebem. A importância de se estudar e se aprofundar na forma como a empresa é, como ela se relaciona e como ela se diz quem ela é, é importante para criar isso. E isso a Samsung vem ganhando muito. Reinventou-se. Igual ao fenômeno HTC.


Ótica dos Serviços
Quem imaginaria que a Microsoft nem conseguiria entrar numa briga em anos passados? Ainda mais da notícia que apenas o mercado do Iphone é maior que o faturamento da Microsoft (Apple's iPhone Business Alone Is Now Bigger Than All Of Microsoft). É impressionante o dado. E percebe como apesar do modelo de lançar modelos do Iphone 'nunca-prontos' sempre capengas de alguma coisa, ela mantem-se com um modelo que me permite usar o Iphone 3G com o IOS mais novo, adiando assim a curva do descarte do aparelho e fidelizando o cliente em serviços Itunes etc. Se percebermos assim, Apple não é uma empresa de produto, mas poderia ser apenas de serviços - que vende produtos. Como o Google não é de busca, mas de publicidade.



Então, Branding e estratégia são importantíssimos, mas eu adicionaria outro componente interessante para observarmos adiando o descarte da tecnologia em aparelhos: Transformar seu produto em um serviço


Chesbrough o autor do momento de inovação fala em diversos livros sobre a importância dela, mas em seu último Open Services Innovation (que estou lendo no momento) ele realça que incorporar o service - de serviço dentro da estratégia da empresa, saindo do Modelo de Cadeia de Valor do Michael Porter - segundo o autor, voltado para produto, favorece que o uso nunca termine segurando o cliente. Ou seja, não transformar a oferta de um serviço como a última etapa da criação de uma estratégia, porque você pode perder o cliente pelo produto (ou só tê-lo uma vez), pode ser uma maneira lucrativa de ganhar lateralmente.


Portanto, se você trabalha com tecnologia, ofereça serviços e observe a experiência junto ao consumidor. Mantenha a promessa da entrega, mas não seja necessariamente Product-Driven Business. Seja mais Customer-Driven Business ou Brand Driven Business. Por que oferecer um produto ou serviço passa antes da observação: O que nós fazemos de melhor? Depois é "só" encontrar melhores estratégias para alavancar a curva de experiência.

terça-feira, abril 21, 2009

O Twitter como tendência

Em ambiente de crise a internet surgiu como uma das grandes mídias de baixo custo, investimento relativo comparados a outras mídias. Na meio e mensagem de 13 de Abril, saiu uma matéria focada em mídias sociais e internet. Na matéria saída no jornal, uma pesquisa foi realizada pelo Instituto Ibope Nielsen On Line que detectou que há 1 ano atrás o Twitter tinha 600 mil seguidores e hoje mais de 6 Milhões, um aumento surpreendente para uma mídia que nasceu há pouco mais de 18 meses, praticamente. Modinha? Acredito que não.

Fui muito reticente ao começar a usar o Twitter (@pauloperes), por achar mais uma, modinha juvenil, mas comecei a ver o que podíamos extrair de bom, (como hoje extraio do Orkut). Seth Godin diz que este é a maneira mais fácil de fazer um Focus Group sem a presença de participantes - mais outro ponto para a internet.

Em matéria recente do famoso site de tendências Trend Hunter, matéria de capa indica a força do Twitter quando usado por celebridades. Oprah Winfrey 4 dias após ter anunciado sua entrada no Twitter, angariou nada mais nada menos que 3 mihões de seguidores. É ou não é fascinante isto? Por aqui, os profissionais de marketing e publicidade já atentaram para isto. Em notícia recente veiculado em vários canais, o técnico do Cortinthians Mano Menezes anunciou sua entrada no microblog,
aqui.
Voltando ao Trend Hunter, no site é possível observar pessoas, eventos, notícias, ações de marketing que usaram o Twitter como mecanismo de projeção. Vale a leitura,
aqui.

O mais legal em usar o twitter é sua capacidade de ser útil para fins profissionais. Para mim, serve quando quero me atualizar de forma mais rápida do que no Google Reader. Seguir as pessoas certas é a chave.
A Publicidade mundial, acredito que a internet precisava, desde sua "fundação", de uma prova para empresários e microempresários, para mostrar sua eficiência. O Twitter é uma forma devido a sua mensurabilidade, como o Google Analytics, entre outros softwares e mecaniscos como o W3C para acompanhar fielmente seus investimentos paulatinamente. Por isso, acredite nas novas mídias, mas use-as de maneira racional.

Abaixo um Video do Jeremy Gutsche, Chief Trend Hunter do site.


domingo, fevereiro 15, 2009

Building a Personal Brand Within the Social Media - Gary Vaynerchuk


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Axel Meyer, a cabeça pensante do designer da Nokia



Um interessante video mostrando como é pensado e como a Nokia consegue criar desejo e propor interação para os seus produtos. O entrevistado é o designer que desenvolveu o ainda novo N97, da série N, da Nokia. O Axel Meyer, responsável pelo N97 descreve como ele imaginou e pensou o novo modelo da Nokia. É bem interessante ouvir este designer formado pela Universidade de Buenos Aires e que está na Nokia desde 2000, falar da forma como a Nokia provoca a experiência e promove a informação pelos seus produtos. Neste video ele relata a relação entre os princípios do design, envolvendo o teclado, o digital e aspectos estéticos que envolvem o projeto. Respondendo a perguntas feitas por blogger´s. Mais aqui.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

IPhone nosso de cada dia


O que mais me impressiona no Iphone é a capacidade impressionante de multiplicar sua funcionalidade. O Iphone não é o melhor celular+computador do mercado, porém existem outras tantas formas de ampliar sua produtividade que as deficiências acabam ficando menores, como a ausência de flahs ou impossibiliade de edição de arquivos Office.
No entanto, o fato da Apple permitir inserir softwares dentro do celular, disponibilizando-os no site, criados por usuários (e pela própria Appel) - a exemplo do que o Firefox faz com suas Extensões, é uma estratégia ótima.

Este exemplo me lembra o modelo de Produto Cativo, que se configura numa estratégia que prende o consumidor a compra de suprimentos posteriores ou manutenções necessárias ganhando no uso do serviço, como a Gillete e as fabricantes de impressoras fazem. Fato é que o Iphone não é um produto cativo, mas sim, um produto que conseguiu diminuir suas margens de lucro, em relação a sua curva de experiência e que vem conseguindo margens interessantes sobre a venda de
softwares adicionais ao aparelho (incluindo para o Ipod Touch).
Estratégias como essa ajudam a conseguir cada vez mais a atenção das marcas e a facilitação da associação, porém incorrem em uma possível dependência, algo que o cliente atual anda se distanciando. Mas que é legal é, ver cada dia
softwares mais interessantes, como este abaixo desenvolvido por um padre Paolo Padrini está disponível na loja iTunes. Via G1. O padre criou o 'I-Breviary', aplicativo que ele desenvolveu e traz orações diárias. Já está disponível na loja virtual iTune.

Foto: Pier Paolo Cito/AP

segunda-feira, novembro 17, 2008

As pessoas felizes sao mais ativas socialmente e assistem menos TV

Um estudo de dois pesquisadores da Universidade de Maryland, nos EUA, indica que pessoas felizes sao mais ativas socialmente, participam mais de atividades religiosas, votam mais e lêem mais jornal. Por outro lado, as pessoas infelizes assistem mais a TV do que as que sao felizes (20% a mais). O relatório dos pesquisadores John Robinson e Steven Martin, que será publicado em dezembro no jornal Social Indicators Research, analisou 30 anos de dados do General Social Survey, que pesquisa padroes de comportamento dos americanos, investigando até mesmo se eles se sentem felizes ou nao. Robinson e Martin nao concluem, no entanto, se é a felicidade que leva a niveis menores de consumo de TV ou se assistir mais a TV é que leva à infelicidade. Leia mais sobre a pesquisa, em inglês, aqui. 17/11 Elisa Araujo
Via: Blue Bus

quarta-feira, novembro 05, 2008

FEED: Consumer Experience Report 2008

Consumer Experience Report de 2008 da agência Razorfish. O relatório examina o impacto dos feeds de RSS, Widgets, publicidade como serviço, Twitter, vídeos online, etc e apresenta cases de algumas grandes empresas. Foram mais de 1,000 consumidores “connected” (a coveted group who spend money online and have access to broadband). No estudo da forma foi observado como as pessoas "vivem" on-line hoje, como Web 2.0 mudou o comportamento do consumidor; o que é o verdadeiro impacto da "web social", o que realmente impulsiona hábitos de compra on-line (especialmente em uma economia para baixo); e quem está realmente usando a web móvel eo que estão fazendo.
Uma maneira prática e confiável de se obter informações sobre tendências, novas tecnologias e novidades tecnológicas. Para baixar o relatório aqui.
Ou se preferi folhear no flash: aqui

sexta-feira, outubro 17, 2008

Firefox entra na relevância de informação na rede

O Mozilla Labs vem mandando muito bem. Depois do Ubiquity, a organização responsável pelo navegador Firefox lançou, ainda em teste, a extensão Geode, que trabalha com o conceito de geoinformação e fornece aos sites a localização exata dos usuários.

Funcionaria assim. Depois de instalada e configurada a extensão, quando você entrasse em um portal de notícias, ele forneceria as notícias de forma mais direcionada, de acordo com a sua localização - país, estado, cidade.

Mais para frente, a idéia é fornecer informações mais exatas ainda, de acordo com bairro e rua, por exemplo. Ou seja, seria como se vários sites funcionassem igual ao Radar, projeto de geoinformação da empresa do escritor Steven Jonhson.

A intenção é trazer mais relevância às informações. Naturalmente, o Firefox vai funcionar como um filtro, mostrando aquele conteúdo/informação que está mais próximo e supostamente é mais relevante.

Sites como Food Finder e o Pownce - ele indica quais pessoas de sua lista de contatos estão mais próximas a você - já estão com suporte à extensão.

Fiz alguns testes aqui e a tecnologia ainda não funciona no Brasil. Mas lá fora parece estar normal.

A promessa é que as próximas versões do navegador venham com a tecnologia do Geode nativa.

copy and paste: tiagodoria

terça-feira, outubro 14, 2008

Intel cria circuito de corrida via screensavers

Até onde vai a criatividade? Mas tem utilidade?
É bonitinho, mas tem funcionalidade?

Em ação da DM9DDB inspirada em game criado pela Momentum em parceria com a Sun MRM, empresa busca aumentar audiência de site

Como parte de sua campanha online, a Intel passou uma missão audaciosa à equipe da DM9DDB, tarefa que foi comandada pelo diretor de criação Moacyr Guimarães Netto. A marca precisava incrementar o número de acessos de seu site dedicado ao game VGR (Virtual Global Race), desenvolvido pela Momentum em parceria com a Sun MRM.

O diretor apostou, então, em uma ação (confira vídeo abaixo) na qual os consumidores podem montar, a partir de download de screensavers do site do VGR, um circuito de corrida que se estabelece a partir da esquematização de ao menos cinco computadores de uma rede. Cada máquina roda um trecho da pista e um carro surge correndo nesse circuito.

A proposta é estimular uma ação viral que aumente o número de acessos ao site do VGR. Isso porque os internautas que montarem seu circuito podem filmar a experiência e, depois, postar o resultado no YouTube.


segunda-feira, setembro 15, 2008

Agent Provocateur Experience

A marca de Lingerie, Agent Provocateur realizou algo chamado de "the most scandalous experience ever seen on a AP website".

virgin.png

Eles desenvolveram um site onde o internauta pode interagir com um advermovie (ou algo parecido) onde a história se passa hum castelo dark, recheado de mulheres vestidas em lingeries super sexy, e a finalidade, passada em full-screen, é salvar uma virgem das mãos de possíveis bruxas atráves de escolhas certas que vão aparecendo ao longo da história. O cenário rodeado de sunsualidade e submissão. Já no site existe uma carga alta de sensualidade na fotos e na proposta de "poder feminino" muito forte. A agência é Hi-Res.
É uma maneira bem interessante de experienciar os produto e a sedução que a marca proporciona, através dos videos e imagens. Lembra uma ação da AXE Let The Game Continue. Mas também, me lembra site da Shai com um adermovie, onde dois atores pornôs usavam roupas da marca. Vale a visita. É do tipo de site/ação que gosto de ver, porque ela vai no âmago da marca, no que ela realmente representa, sem rodeios. Via: adverblog