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sábado, outubro 15, 2011

Your Man Reminder app te lembra do Câncer da Mama


Lembre do Câncer de Mama através de um app
Mais um comercial disruptivo, este da Rethink Breast Cancer. Este falando sobre o cancer de mama e ainda tem um app.

Sou fã destes comerciais, porque com certeza marcam. Como o Gorilla da Cadbury, o Gorilla Glass (atual), o da Loira para câncer de testículo....

quarta-feira, outubro 05, 2011

Bob Greenberg-R/GA: a integração e a interatividade

"Nesta nova era de engajamento, o consumidor assume o controle das mensagens de marketing que eles querem receber, bem como as maneiras como eles se engajam com as marcas...As agências que focam no modelo antigo se tornaram comoditizadas, enquanto as agências que criam experiências transformacionais que mudem o comportamento dos consumidores estão em ascensão."
"Assumimos (nós da R/GA) um novo papel. Costumeiramente, somos chamados para criar novos modelos de negócios e serviços que podem ser entregues por meio de tecnologias digitais, às quais chamamos de plataformas. Uma plataforma nada mais é do que algo que está amparado na tecnologia e que existe através de todo o percurso, independente de uma campanha particular que esteja em veiculação no mercado. O papel destas plataformas é criar um canal de mídia que é de propriedade de nossos clientes..."
"O mais importante é encontrar clientes que acreditem que a publicidade evoluiu e se tornou um lugar onde as agências estão aptas a fornecer um valor real aos clientes. E este valor se torna uma diferencial para eles em seus mercados."
Em tempo de MaxiMidia. Vale ler a entrevista com o Bob Greenberg-R/GA, um dos caras que mais respeito na atualidade.

terça-feira, outubro 04, 2011

Bons argumentos para você investir nesses 3 canais

Esse Infografico ajuda a demonstrar para os homens de negócios que se deve sim investir nestes tripé: mobile, social media, e-mail.

Clique na imagem para ampliar

sexta-feira, setembro 30, 2011

O que podemos aprender com os chocolates?



...Que eles sempre serão os nossos maiores inimigos.
Além disso, 
"A man will never be as good as a whole Cadbury" (Um homem nunca será tão bom quanto um Cadbury inteiro)
Ótimo exemplo de campanha que vende o benefício do produto, o sabor, o lado irresistível do chocolate. 

Client: Cadbury
Agency: Del Campo Saatchi

quinta-feira, setembro 29, 2011

O especialista na era do consumidor engajado

O conhecimento se adapta às exigências do mercado e sociedade para resolver problemas de forma mais estruturada, humana e pessoal. E menos máquina.

Por Paulo Peres

O universo de possibilidades, novas ferramentas e novas especialidades hoje é fascinante. Todas as profissões em muitas especialidades se convergem e se integram. Não basta hoje escolher apenas uma. Hoje você não pode ser mais considerado (apenas) especialista. Saber um pouco de tudo não quer dizer ter que saber de tudo.

Muitas ferramentas hoje estão sendo revisitadas e modernizadas, como o Storytelling. É fascinante termos hoje linhas de condução profissional distintas dentro do mesmo segmento, por diferentes profissionais. Cada um tendente à sua área.

Da mesma forma o branding, onde escritórios de design e consultorias de marca adotam processos e desenvolvimento de sistemas de gerenciamento da relação econômica e emocional com o consumidor. Utilizando-se de uma mesma ferramenta, com "roupagens" próprias.

Como o Design Thinking, que vem sendo cada vez mais revisitado pelos designers e muito pelos homens de negócios, como maneira mais qualitativa e integradora de observar um problema. Consultorias tendem a usar este ferramental de maneira inovadora dentro de processos, produtos, serviços, ambientes, canais etc. Mesma coisa acontece na evolução dos métodos de gerenciamento de tempo e produtividade – saem as listas e entram Scrum, Neotriad etc.

O mais interessante é perceber que a musculatura do conhecimento cresce (ou é adaptada à cada realidade) conforme as exigências do mercado ou da sociedade ocorrem, mas sobretudo na busca da resolução de problemas de forma mais estruturada, humana e pessoal. Menos máquina.

Da mesma forma que no marketing tivemos sua evolução, como descreve Alex Wipperfürth em “Brand Hijacks”: a Era do Marketing, a Era do Aspiracional, a Era do Consumidor Profissional e a Era do Consumidor Engajado – a atual. Todas se unidas retratam bem a evolução do mercado, da sociedade de consumo e da maneira como nos relacionamos com marcas, pessoas, problemas socio-políticos, ambientais.

Por isso, ser especialista hoje é uma maneira de fazer parte deste tempo; mas não basta saber das possibilidades, temos que vivenciá-las junto com os consumidores/pessoas.

A informação está livre e disponível a todos. O importante é respeitar os especialistas e a especialidades. Pode ser natural de nossa época “pôr o bedelho” nos trabalhos alheios devido ao excesso de informação. Contudo, o mais importante é perceber a limitação que temos quando não sabemos de tudo e precisamos de profissionais especializados.

Pensar no problema nem sempre requer que apenas você seja o provedor da solução. Pense no contexto, viva as oportunidades, pondere as novas ferramentas, mas respeite as singularidades de cada nova disciplina que surge hoje. É a “era” do profissional T.

Texto também publicado no [Webinsider]

sexta-feira, setembro 23, 2011

Focado no Cliente ou na experiência dele? Design Thinking como tema

Design Thinking pensa diferente a sua estratégia


O Design Thinking coloca o cliente no centro do processo, mas acredito que a maior contribuição do DT é promover essa visão pela ótica da experiência, não puramente da satisfação (eu pergunto o que o cliente quer e ele me responde. volto para a empresa e faço o produto/serviço). Será pela experiência que ele terá a satisfação e não (apenas) pelo preço. E quando se valoriza a experiência promove-se e mexe-se com os sentidos, e como tudo que mexe com os sentidos torna-se memorável, você tem melhor awareness e facilita muito o share of heart.

Assim, usando-se a ferramenta de forma aplicada a cada problema, é possível que se encontre bons resultados e marcantes, do que (apenas) campanhas. Que sim fazem efeito, que sim funcionam especialmente em segmentos mercados como varejo, agronegócio, etc, mas o que levanto aqui é a busca por um aprofundamento diferente. Não é jogar fora o que tá dando certo, mas adicionar novos músculos a idéia, ao negócio, ao business.

Muitas vezes ter um pensamento "Centrado no Cliente" é importante, mas não suficiente, porque corremos o risco a médio-longo prazo de realizar as mesmas pesquisas, os mesmos insights, os mesmos tipos de pensamentos, entrarmos na mesma Brandwagon que a categoria navega (a não ser que esta seja sua estratégia.  Porém a longo prazo você pode incorrer no perigoso baixo preço-penetração de mercado).

Olhar o cliente - ou a pessoa, pela ótica da experiência lhe permite observar mais do que a criação do produto em si, mas observar questões mais profundas do comportamento social, ambiental, emocional e visceral do uso e da relação dele com o produto/serviço/marca. Abrindo margem para a co-criação. (Afinal, não sabemos de tudo.)

Não basta entregar (o que supostamente) eles querem. É importante promove a experiência. Obviamente, é necessário no DT, perguntar ao consumidor in loco, mas não ficar apenas nesta análise, você adiciona outros fatores dentro do processo.

O que acho interessante na abordagem do Design Thinking - e que publicitários cada vez mais bebem dessa fonte, é perceber que estudar, propor, investigar, testar e apresentar uma idéia pode ser feitas de outras formas. O que acende um alerta a partir de uma nova maneira de estudar o Objeto-Consumidor, é se elas permitirão mudar seus processos (e prazos) a fim de uma análise assim, dentro de um mundo tão escasso de tempo que é o publicitário.

Não quero aqui me aprofundar no tema de Design Thinking, apesar de ser um entusiasta dele, mas deixarei que quem estiver mais interessado que vasculhe IDEO, FUSEPROJECT, LIVE|WORK, GADinnovation que são bons exemplos do uso do DT. Como escolas como a de Stanford que tem dois nucleos grandes de estudo sobre a disciplina.



Relato do curso com um dos maiores especialistas do Brasil, o Tennyson Pinheiro. Perceba que tem vários publicitários (e carinhas famosas).


Aqui uma opinião de ums profissional que respeito muito, a @ligiafascioni

Insights de um homem da propaganda


Uma coletânea de insights podem ser pinçados desta entrevista que o Business Man da publicidade, CEO do Grupo WPP (
JWT, Ogilvy & Mather, Young & Rubicam) de publicidade, relatou para este projeto do Google. 
Insights with Sir Martin Sorrell \ Think Quarterly 
"I’m in a business where there’s complete anarchy. You can’t control it – you can only react to it. The control that people traditionally had over their message is gone."
“People used to say that information is power but that’s no longer the case. It’s analysis of the data, use of the data, digging into it – that is the power. You get so much of the stuff and everyone has access to it.”- Sir Martin Sorrell
via aqui

Veja mais coisas do Martin Sorrel em posts passados


Arte de dentro para fora



Ação muito bacana para promover uma adega argentina, a Navarro Correas, que produz vinhos de forma artesanal, e que quer promover seus vinhos produzidos com um toque especial de arte.


Interessante solução. Une a tecnologia, com algo aparentemente 'primitivo' que é a produção de vinho.

segunda-feira, setembro 19, 2011

Digital não é solução, mas inovação sim

Sempre achei que ver as coisas pela ótica do digital era uma maneira importante de perceber como esta ferramenta pode ser útil na integração (ou convergência) e solução dos problemas do cliente.

Neste video o @renedepaula dá uma cutucada em muita gente, mas levanta de forma provocativa que nem sempre ser inovador passa pelo digital. Nem sempre você pensar em inovação é ter que fazer campanhas, linguagens novas, social media, mas sim incorporar (e convergir) ferramentas, juntamente, com outras sejam on ou off (que saco essa separação hein?!) a fim de resolver problemas. Já dizia Gareth Kay: "We are solve problems." Isso independe do que tenhamos que usar e chamar possíveis parceiros.

São diversas questões que eu levanto aqui. Essas que passam por cases como Hyundai Insurance, Twelp Force, Nike Plus, Livraria Cultura, até mesmo o mais recente da Magazine Luiza. Alguns que eu me lembro.

Por isso acredito tanto no Brand Utility como forma de levar relevância e qualidade nas relações com o consumidor e o negócio do cliente, que amplia o poder da propaganda e principalmente da marca.

Isto, como o Rene falou, passa também pelo UX (User Experience) do cliente por aquele problema, por aquela situação, loja, ambiente. Entender este lado é perceber que nem sempre a solução inovadora que você procura pode passar pelo digital, mas passa pela forma de se observar o problema e adicionar ou não o digital como ferramenta  adequada para aquele problema. (Mas claro hoje em dia é quase impossível não inserí-la.)

Todos estes, exemplos são importante para entendermos que fazer comunicação hoje deve sair puramente do formatos de mercado e incorporar outros elementos. Claro que sei que deve ser difícil sempre convencer o cliente que quer resolver o problema logo e reduzir ainda mais o time-to-market para se ganhar market-share ou bater metas trimestrais. (Clientes, dêem tempo para se fazerem análises mais profundas!) Do outro lado, agências cada vez com menor tempo para desenvolver projetos de estudo do cliente, e diluem em diversas ações pontuais ao longo do ano para tentar resolver o problema (quando se há tempo para descobri-lo).

Por isso, que termos disciplinas como UX, Design Thinking, Service Design, metodologias de produtividade e gestão de projetos ganham espaço em escritórios de design e consultorias especializadas. Como o mobile integrando-se com diversas plataformas de operações em logística.

Em contra-partida existe uma corrente muito reforçado por cabeças americanas e européias que promovem que agências se comportem cada vez mais como startups e modificando seu modelo de negócio.

Vale conferir o video e abrir a mente. Mesmo que seja apenas uma pura provocação à você marketeiro ou publicitário.



Deixo aqui vários posts que escrevi sobre inovação -
  • Planejamento e Inovação em agências de publicidade aqui
  • Que tal ser um polinizador (IDEO - Tom Kelley) aqui
  • O mercado te deixa inovar? aqui
  • Inovação Disruptiva, você sabe o que é? aqui 
  • Onde nasce o diferente? aqui
fonte imagem neilbroadway.com

sexta-feira, setembro 09, 2011

Palavras de planejadores

Alguns videos excelentes sobre planejamento, que encontrei no GPRS, que apesar de ter sido de um post antigo, vale assistí-los.
Conheça-os e leia-os.





Adiciono mais este, agora em versão em português:


terça-feira, agosto 16, 2011

A vida e o poder aprender com nossos clientes


A busca pela essência de uma empresa - e até de uma pessoa, é uma busca extremamente complicada e ate mesmo dolorosa. Em alguns casos demora-se anos ou gerações para se descobrir "Quem realmente você é e qual o seu propósito de vida (da sua empresa existir)."

Perceber quem você é no mundo de hoje está cada vez mais difícil e como digo as vezes, embaçado. Porque o dia-dia nos retira a auto-reflexao. É trabalho que você leva para casa, é o tempo que você não tem com sua namorada/esposa/família. É aquele tempo que você gostaria de ter para um lazer ou uma atividade física ou ate mesmo aquele tempo que você gostaria para um projeto paralelo. O trabalho nos consome a reflexão dos detalhes e são os momentos de exílio ou de estar fora destes ambientes que ajuda a gente pensar no sentido da vida, nas ferias, no que fará o final de semana, enfim, em pequenas (ou grandes) metas da sua vida.


O importante dizer é que quando você tem um bom ambiente de trabalho, saudável, com pessoas prestativas, e um ambiente que a informação compartilhada. Esses pensamentos fluem de forma mais natural e espontânea, desafogando um pouco o stress. Sem dúvida que o contexto influencia a velocidade da sua mente, e o conteúdo processado ganha conexões de acordo com o local.

Venho lendo cada vez mais sobre empresas que procuram "entregar felicidade", entregar resultados sustentados por uma  trabalho a 8 mãos: da empresa, do empregado, do consumidor e da comunidade. Não é fácil porque existe sempre cobrança por resultados que unam o share of market, mas também o share of heart.

Tony Hsieh, CEO da Zappos (autor de Satisfação Garantida - altamente recomendável) empresa que se tornou conhecida por criar métodos internos de valorizar, reconhecimento e geração de resultado via uma melhor relação empresa-funcionário,  disponibilizando até o seu Book Culture - que recomendo muito a leitura. É um bom exemplo de como a preocupação primeira com a "casa" para depois com o cliente é importante. Que inserem uma cultura 'humana' e no ambiente toma outros ares.

Existem outros exemplos como do Santander, pelas mãos do Fabio Barbosa, da Osklen, pelo Oskar. A Jonhson & Jonhson. A cadeia de hotéis Marriot. Enfim, diversos casos de empresas que tem culturas que nos fazem perceber como membros maiores de uma causa.

Agência (ou em alguma empresa)
Quando se trabalha em uma agencia de publicidade você lida com todo tipo de pessoa (de verdade), desde daquele que faz questão de te prejudicar, até o cara que não bate bem dos pinos, (isso lembrou algo?) independente disso, no ambiente impera geralmente é criatividade e produtividade.

Teimo em dizer: "Agencia teima em não querer ser empresa." Onde eu quero chegar? De que nós damos sangue, e as vezes temos que buscar respostas para nossas buscas dentro de nós, nossas atuações, ou as vezes em referenciais externos mais sitantes - fora do trabalho. Porque muitas vezes a agencia (empresa) não presa ou não tem um posicionamento de valor ou muito menos não a pratica há anos.


Ou seja, vendemos sonhos, planejamentos sensacionais, quando muitas vezes na nossa casa não existem bons exemplos. Por isso somos guerreiros. Somos apaixonados mesmo. Servindo isso não apenas à publicidade, mas a qualquer segmento, ou fornecedor. A pior coisa é saber que você está ali apenas temos que pagar as contas. Cadê sua causa? Cadê o seu propósito?

Não quero generalizar aqui. Nem fazer mimimi. Não tenho tanta experiência em agencias para determinar nada, apenas quero levantar a reflexão sobre como algumas empresas (agências ou não) são geridas, mas é o que observo pelo mercado, aqui em Natal e com alguns amigos em São Paulo.

É uma simples observação que faço: Será que podemos aprender com o anunciante? Por que nossas agencias procuram entregar o que as vezes internamente não praticam? O que falta?

fonte:
http://underconstructed.tumblr.com
ffffound.com

domingo, agosto 07, 2011

sábado, agosto 06, 2011

O cuidado da criatividade demais sem orientação

Quando uma campanha é demais para a marca.
Lendo este post no LivingBrands, me fez refletir sobre como a publicidade pode oferecer mais do que desejamos. E quando digo mais, é ficar tão bom, mas inadequado ao posicionamento da marca.

O que eu quero dizer? Que as vezes uma agência cria algo simplesmente fantástico. Efeitos, linguagem sensacional. trabalho de câmera, casting impecável, mas o conceito está desalinhado ao briefing. Ou pior: conceito foge do que a marca realmente é. E isso é um terreno perigoso em alguns casos.



Conhecer o universo da marca. Mapear seu ecossistema de atuação pode ser um caminho.
Seu composto de significados, é muito importante para compreender mais e orientar numa execução publicitária. Papel super importante de um Profissional de Marketing ou um Gestor de Marca ou até mesmo um Planejador da Conta.

Criatividade demais pode ser um erro. Execução sem orientação pode sair um: "É, gostei, mas não parece com a nossa marca." Portanto, sempre exigir bons briefings do cliente e/ou ter estudos e pesquisa que criem um histórico, para o profissional entender seu core e propor caminhos e conceitos, é super importante.

A marca em questão é a KFC (Kentucky Fried Chicken), tradicional empresa que faz fast food, de frango frito. Uma empresa puro varejo. Não quero aqui levantar a ideia se está correto ou não. (Veja o canal no Youtube deles) ou alinhado ou não, mas alertar para a importância de ter mais substância antes de deixar a área da criação desenvolver a campanha.

quinta-feira, agosto 04, 2011

Humor forçado - Carlsberg



Gostaria de atentar para dois pontos nestes comerciais:
1 - Certamente não cria lembrança (isso é um chute). Por que não há história. Não há conexão com a realidade. Não há conexão entre o tema "esforço" com "recompensa". Está distante e deveras forçado. Arriscaria a me dizer que não há storytelling, muito menos uma conexão profunda com o uso de arquétipos que a Carlsberg tem. (That Calls For A Carlsberg)



Diferente do que a Skol faz excelentemente bem. O uso do esforço tem uma "pegada" mais brasileira e é aquela sensação: "Ah, sacanagem..." Onde você sabe que não poderia acontecer, mas a forma como é dita ajuda muito para "vender" o improvável. Além do mais, o conceito "Todos por uma." Você engole muito mais que "That Calls For A Carlsberg". É contexto e narrativa.




2 - Entra no mesmo patamar (na minha opinião) da nova campanha da Coca Cola Zero, apesar de achar mais coerente diante do posicionamento "É impossível.", o filme. E do produto.



Se pudéssemos pensar do ponto de vista isolado, apenas esta submarca da Coca. O produto em si, me parece trabalhar o arquétipo de Mágico, misturado com o Trapaceiro. Contudo, o uso desta caracterísitica nas marcas ajuda a criar um contexto muito mais fácil de absorção, do que se "atirássemos para todo lado", e não tivéssemos uma personalidade. Justamente por ter uma aceitação (Ah, a marca é assim. Entendi.) mais fácil e posicionada. Independente se for a melhor solução criativa ou não.

quarta-feira, julho 27, 2011

Uma verdade ou uma reflexão sobre o Digital?

Li e me identifiquei muito com o pensamento do @renedepaula depois que vi este videocast dele. Recomendo que você guarde 22 min do seu tempo para assistir. Intuitivamente acho que andei sentindo isso, (e as vezes não, como bati muito na tecla em conversas nos bastidores do Social Media - veja mais aqui) mas que agora o Renè deu vida aos meus pensamentos. O video serve como um alerta ou uma reflexão sobre um momento de bitolamento e cegueira estratégica no digital. Pessimista? Assita ao video e tire suas conclusões. Aguardo seus comments.


procura-se uma agencia que... from renedepaula on Vimeo.

terça-feira, julho 26, 2011

Como manter um bom relacionamento entre agência e cliente

Saiu há alguns dias atrás algumas dicas interessantes na AdAge (Advertising Age - a mais respeitada publicação de publicidade americana), dicas de como manter um bom relacionamento com sua agência ou cliente


Vão as dicas da sessão Chief Marketing Office, da AdAge: 
1. Profissionais de Marketing (e cliente) e Agências compartilham da Responsabilidade Mútua de manter o 'bom' Relacionamento. Não tome nada por garantido.

2. Confiança, respeito e compreensão levar a um melhor trabalho. Se a agência está sempre no limite, o trabalho será prejudicado. 

3. O cliente (e o profissional de marketing) e a agência têm de mudar, crescer e se adaptar para o relacionamento durar - e para cada um continuar a ser relevante. 

4. A agência que já atende o cliente há muito tempo e conhece e é apaixonada pela marca talvez seja melhor para a longo-prazo do que uma nova agência apenas "leal" - apenas ao novo profissional de marketing. O profissional de marketing (ou você que seleciona) pode não estar mais na empresa nos próximos anos/meses. Grandes marcas devem viver para sempre. Talvez grandes relacionamentos também pode. (É uma questão a se avaliar. É polêmica, mas vale a reflexão.)

5. Keep it fresh. Mantenham-se sempre atentos e ligados. A mistura do novo profissional com o velho. A mistura de veteranos que conhecem o passado e de novos talentos que desafiam o futuro.Deve ser válida. Caso não opte por mudar, não a agência, mas quem está por trás dela. Puro Mindset!

São dicas que me fazem pensar, muito no mercado local, onde encontramos empresas/marcas, que mudam, pingam de agências e agências e prejudicam e muito a qualidade e a continuidade da comunicação.
Linguagem é muito importante. Somos cada vez pessoas mais visuais. Nos lembramos muito por imagens. Por isso cuidar dela e da linguagem é importante. E neste troca-troca, o cliente se queima no mercado, com fama de ruim. E sua empresa/marca, se dilue em tentativas de manter uma coerência. Acho que no mínimo, 1 a 2 anos seria a ideal para um cliente manter-se numa agência.

O que você acha?

quinta-feira, julho 07, 2011

Por isso que eu faço propaganda



Filme para a H20H!. Da BBDO/Argentina que ganhou Ouro em Cannes este ano.
Já tinha visto há alguns meses, mas resolvi postar de tão bom que é.
Ver isso dá orgulho de fazer propaganda.

Como este aqui para a KFC, dirigido pelo diretor famoso Erik Van Wyk.
Criação da Ogilvyda JHB - África do Sul

domingo, junho 26, 2011

O importante é a qualidade da mensagem na comunicação

Venho refletindo muito sobre a qualidade da comunicação. Sempre acreditei que existe uma grande diferença no impacto que campanhas têm diante do conceito/mote de uma campanha e o consumidor. Óbvio? Claro. Mas sobretudo a execução de uma estratégia é muito complicada quando não se imerge no que realmente é o significado da marca do cliente.

Ser superficial é fácil. Ser uma campanha-commodittie é fácil. Pode vender? Pode. Vende? Vende, mas será que fará diferença, além de puramente se diferenciar pelo lado da linguagem criativa, para o consumidor?

Diante destes questionamentos eu me lembro de um foco que os irmãos Dan e Chip Health (eu sei, novamente rs) fazem sobre a efetividade de um comercial. Eles dizem que "as pessoas são mehor impactadas quando as campanhas se utilizam de apelos como: identidade, associações ou interesse pessoal. É uma maneira simplista de dar caminhos de efetividade de uma campanha. Porém, não é só isso.

Ser criativo hoje é um desafio e tanto. As pessoas estão mais desacreditadas, não com a publicidade, mas com o excesso de informação, causando o "Ah, lá vem mais uma propaganda...", "Eles só querem me vender...".

Nosso desempenho em Cannes, não sei se pode refletir nosso momento atual de "falta de criatividade". Uns dizem que por estarmos numa "bonanza" (ou aparentarmos estar), isso permitiu os anunciantes exigirem "menos" das agências, diante da situação favorável da economia.

Acho que não passamos por crise alguma. Estamos há uns 3 anos, passando por um momento de transição, e aprendendo com o cenário externo ainda. Aumento de consumo das classes desacreditadas no passado, o acesso ao crédito e a favorabilidade econômica vindas com o Governo Lula. Além disso, o crescimento do acesso a teconologia e consequentemente ítens indispensaveis hoje numa estratégia: social media. Foi tudo de uma vez só. Acredito que ainda estamos deglutindo a ideia disso tudo e encontrando soluções mais criativas e menos operacionais. Apesar de já haver ótimas ações realizadas.

Contudo, toda esta mudança de variáveis nos deixa loucos e talvez afete-nos no lado criativo (ou não). Talvez nós publicitários, também soframos de um excesso de informação, que embaçe de sermos (mais) criativos, ou mais estratégicos ou até mesmo mais sensíveis. Talvez também tenhamos que fazer uma necessitando de "dieta da informação".

Posso estar sendo negativista ou blazèe, mas vejo poucas ações que realmente me encantam. Até mesmo filmes. E neste campo, como o de branding, é cada vez mais imprescindível criar campanhas que foquem em aspectos das pessoas, do seu dia-dia: "As pessoas são feitas de estímulos...".

Diante disso, entrar no dia-dia das pessoas se torna um graal que quando contado de forma encantadora nos dá ótimos retornos. Destaco aqui duas peças que tocam sobre a união de mensagens com as pessoas e com as marcas. As marcas entendendo REALMENTE as pessoas de forma (pouco publicitária).





O primeiro faz parte de uma campanha co-criativa da VW em chamar pessoas para fazer um comercial de tv com a marca.

O segundo é da AT&T que saiu no Super Bowl deste ano. Contando um benefício do produto que permite você falar e surfar na internet enquanto fala, pelo seu Iphone 4.



Esta última, faz parte de uma campanha (da África) que nasceu no Facebook, e foi para a TV, onde a Fernanda Torres explica em vários capítulos e de forma bem tátil como usar um sabão liquidoAriel.

Tudo o que faz apelo para o cotidiano e que for bem feito (leia-se com estrutura de storytelling) para mim tem ótimo resultado, por que, novamente se torna verdadeira e liga-se ao conceito de "identidade" que o Dan e o Chip Heath indicam. Acredito muito que o importante é a excecução.

Não quero dizer que nunca fizemos campanhas boas, com estas estruturas, mas que quando executadas de forma tão bacana se tornam "mashups", "trolls", "virais". A diferença com o passado é que hoje temos as mídias sociais e a internet, para amplificar o que achamos. As mães podem falar para outras mães. Os executivos falarm para outros. Ou seja, o que nos é bom hoje se torna melhor ainda quando se tem buzz.

E então, sua propaganda realmente funciona ou é apenas uma espuma?
Imagens forebrain

segunda-feira, junho 20, 2011

A cultura como aspecto estratégico - SapientNitro/Cannes

Numa sessão em Cannes este ano a SapientNitro, na figura de Nathaniel Perez, Director of Social Marketing, e Malcolm Poynton, Chief Creative Officer, falaram sobre um tema interessante: Cultura Capital em Cannes 2011.

Transcrevo uma parte do post do Beto Bina, que explica que diante deste termo devemos pensar em 3 critérios para uma estratégia:
Societal, pois o capital vive na sociedade e ela precisa ser entendida e interpretada. Objects, símbolos e signos que identificam comportamentos, ele deu o exemplo do Mini que não significa "mini", mas "sucesso". E celebrity, status e habilidades que distribuem e alavancam o propósito da marca. Todos esses critérios fazem parte de um contexto maior, um contexto de experiência, como definido por ele. Sendo que, nos últimos anos, esse contexto de experiência revolucionou a comunicação por causa do digital. Ou seja, o propósito da marca hoje está totalmente atrelado ao digital: purpose is about digital!

Malcolm trouxe uma metáfora muito interessante baseada no fogo. Desde muito pequeno, nós nos envolvemos, ouvimos histórias e celebramos momentos ao redor do fogo. Então ele questiona: do que é feito o fogo? Sua metáfora é em forma de triângulo e demonstra os 3 requisitos para que exista o fogo: calor, oxigênio e combustível. Sendo que calor representa a marca e seus produtos, oxigênio representa as mídias e sua audiência e o combustível é a cultura, onde existe a grande oportunidade de trabalhar o cultural capital e efetivamente termos fogos grandes e duradouros.

Se você quiser se aprofundar mais, o Beto Bina do CHMKT, deu uma boa explicação sobre o tema: aqui 

É interessante persarmos desta maneira. Independente do termo que possamos utilizar para designar nossa estratégia, essa síntese pode ser muito bem exercitada por estes três critérios.



Mais
Uma das frases interessantes que coletei durante a apresentação foi: "A real ROI of brands is not their profitability, is the way they change your life." Isso nos dá uma ideia de como o Return Over Investiment deve ser encarado. Como uma avaliação diante de uma mudança ocorrida. Da mesma forma que a máxima "Inovação só existe quando está nas ruas." Assim, a medida do sucesso de uma campanha deve(ria) ser medida pelo retorno de mudança que ela afeta(ou) no consumidor e targets.

Uma frase que me chamou atenção diante deste conceito foi:

Brands have begun re-inventing themselves to infiltrate an incredibly productive space between consumer and art, creating culture clubs that drive serious business.  Marcas têm começado a se autoreinventar para infiltrar-se em um incrível espaço entre consumidor e a arte, criando clubes de cultura que comandam negócios. (em tradução livre)
Nathaniel explora a ideia de que existem artistas que vem mantendo uma sinergia importante com marcas, redefinindo o futuro delas e criando uma aproximação maior com tecnologia e arte, ensinando as marcas a se comportarem como 'artistas'.

Não sei se podemos adicionar à discussão exemplos como o Will.I.am do Black Eye Peas que se tornou Diretor Criativo da Intel, que nas palavras da VP e CMO Deborah Conrad da Intel, o elogiou como um artista "limitless" (sem limites).

Claro que isto não deixa de ser uma jogada da própria Intel para rejuvenescer a marca - que tem uma cara muito tecnológia, além do fato de estar perdendo mercado para a AMD. Dando-a uma personalidade mais atual e emprestando essa personalidade aos milhares de computadores (de marcas que nunca ouvimos falar) que temos no mercado.

Movimentações essas são muito bacanas para entendermos mais que depois de um movimento começado muito nos idos de 1995 até pouco mais maide 2009, a psicologia se manteve no "mainstream" dos temas de marketing e publicidade. E hoje parece que a sociologia, com seus estudos de movimentos sociais e inserções culturais e mercadológicas das marcas na sociedade, vem aparecendo como destaque nessa relação de consumo entre pessoas e marcas.

No calor da imaginação, fico aqui pensando que hoje as personalidades/celebridades emprestam seu glamour e seu carisma para marcas. Isso é bom? Isso é ótimo. Mas quando encontramos artistas que podem contribuir como criadores, desenvolvedores de produtos, isso adiciona ainda mais características profundas nas marcas. Ivete Sangalo, Gloria Pires, Alex Atala, Toni Ramos, Antonios Fagundes entre tantos outros...Estas celebridades, poderiam ter um peso na melhoria social que as marcas fazem nos seus produtos/serviços, emprestando suas especialidades e modo de pensar. Atitude que se torna o princípio do Design Thinking. E não algo puramente "pagou-apoio".

Acho que isso serve como uma reflexão na próxima vez que fizermos nossas estratégias. Utilizemos o Societal, o Objects e o Celebrity como critérios de resultado.

Mais informações: aqui

sábado, junho 18, 2011

Industria da Publicidade por Martin Sorrel



Saiu uma entrevista com Martin Sorrel, CEO do grupo WPP - maior grupo de comunicação mundial, com faturamento de 9,3 Bi na Época Negócios de Junho. Recomendo a leitura. Destaco aqui umas frases dele:

#As pessoas nos mercados maduros tendem a pensar que têm o monopólio da sabedoria. Não é assim. Podemos ter idéias e abordagens diferentes ao olhar para o pequeno e o grande...Não se pode ser imperialista;

# o tempo médio de um CEO é de 3,5 anos. E os CEOs costumam pensar: "por que mudar e me arriscar se eu levei 20anos para chegar no topo?";

# as redes socias são feitas de interações entre pessoas e não de interações comerciais;

# Há um gap entre onde se investe e onde o consumidor esta. Entre os investimentos dos meus clientes no mundo, apenas 14% vão para mídia on line - PCs, celulares, redes sociais e vídeos. Não faz sentido: gastamos 25% do nosso tempo nestes meios. Isso tem que ser revisto;

# Uma das minhas maiores preocupações é o turnover. Nossa taxa esta em 20%, mas já esteve em 25%. para evitar perdas, treinamos as pessoas e sempre nos certificamos de que salários e benefícios estão competitivos. Uma empresa precisa recrutar consiste ente, esteja em recessão ou esteja num boom. Não é por acaso que empresas como Goldman Sachs e McKinsey tenham virado companhias que são hoje. Eles recrutam os melhores estudantes, dão treinamento, fazem avaliação 360 uma ou duas vezes ao ano;