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sábado, maio 19, 2012

Nossa essência é sustentável?


Reflexão
Venho pensando já há algum tempo sobre meu desejo e missão profissional, coisa que perpassa pela minha busca (sou de Natal e voltei para São Paulo para trabalhar com Branding) pessoal e profissional. A conclusão que chego, deverá sempre mudar ou evoluir, sendo que no fundo o que quero oferecer às pessoas e empresas é "riqueza espiritual e riqueza financeira". Sobretudo é:  propor e realmente construir significados positivos nas vidas das pessoas, da relação empresa-sociedade-funcionário.


Empresas são feitas de pessoas. Essas pessoas seguem ordens para produzirem para o mercado. O mercado devolve em forma de competitividade. Como você deve devolver? Através de inovação. Contudo a inovação por si só sem uma verdadeira "verdade" não causará impacto hoje, mas médio-longo prazo fazendo quedas de preços, perca de competitividade, estresses de trabalho, demissões. Então, contrata um consultor que faz um resizing, dá um  gás, demite uma galera e põe no eixo novamente a empresa. Para depois - se não for bem planejado e estudo, voltar a fazer isso daqui a 10,15 anos? 

A percepção aqui que quero levantar é que "quando criamos uma cultura que valoriza bombeiros, estimulamos a criação de ateadores-de-fogo" (Edgar Schein). Aprendemos a valorizar na dor, no sofrimento etc. É o que ocorre na vida inteira das pessoas, mas será que não poderíamos criar um guideline, ou um "mais ou menos por aqui" coerente com quem nós somos para casar expectativas do mercado, fazer comunicação menos efêmera e fazer produtos e serviços estudados e criados para o usuário?

Resgate
O processo de branding é puramente o resgate (ou escavação) do real significado, muitas vezes escondido no fundo do inconsciente do fundador, do board, das pessoas que ajudaram a construir uma organização, e como Dov Seidman fala "A missão e o propósito estão enraizados em significado e em valores sustentáveis.", qualquer tipo de resgate vai passar por um sentimento (o motivo daquele estalo principal), do qual deu o clique na mente do fundador para criar a empresa e ser um empreendedor. Aquilo lá no fundo tem um componente humano que sempre estará na sociedade e nas vidas das pessoas. É sustentável e se tornou rentável tangibilizado nos produtos e serviços. Lembra-se da frase: "O olho do dono que engorda o boi?", é por aí.

Agora, o estalo em si pode ser uma oportunidade naquele momento do empreendedor, mas o que está por trás é que é importante. E é isso que muitas vezes nas empresas foi esquecido. Pressões do mercado, decisões oportunistas, regulamentações, dívidas, falta de foco, 'respostas ao mercado com produtos com baixa inovação', baixa rentabilidade para os acionistas, essas e inúmeras questões afastam as empresas (e pessoas) do seu core, da sua essência. As vezes não dá para ser puramente essência, podemos incorrer desvios - como no ser humanos, mas se tivermos gravado será mais fácil 'voltar das tentações mercadológicas' ou solucionar os problemas.

Voltando ao que andava pensando. Penso que o que eu quero mesmo é passar e ver lá na frente que ao mudar (ou resgatar) empresas e seus significados, consegui ressignificar a vida das pessoas. A minha preocupação é com o cara auxiliar do auxiliar, do gerente, do assistente, essas pessoas que muitas vezes não tem o poder da decisão dos decision makers, mas encontram forças para ir trabalhar todos os dias naquela empresa, pelos mais diversos motivos. Que muitas vezes se estressa no trabalho, desconta no filho que sei lá, o menino fica traumatizado...sabe. É loucura, mas é um ciclo de acontecimentos que se encadeiam, seja pelo trabalho, trânsito, dinheiro etc. Estas pessoas, como porquê não os decision makers, que podem estar sentindo falta de falar de pessoas quando se fala apenas em números. 

O que quero é mostrar para essas pessoas de forma imaginária ou não, é que a empresa que ela trabalha não é necessariamente "mais uma" (por mais que possam existir - e tem, no mercado), mas sim, incutir a mentalidade de que ele é parte de um projeto que lá na velhice ele possa dizer: "Puxa eu fiz isso, naquela empresa legal, com gente bacana." Este sentimento utópico passa pelo acreditar, pelo buy-in do Board, que precisa imergir e sentir que fazer parte de um mundo conectado, voltado ao usuário, responsável e social, não é discurso efêmero e de 'gente boa'. Política ganha-ganha-ganha, pode ser uma realidade. Por que não sentamos todos para fazer com que ganhemos todos muito dinheiro?

Nesta linha que surgem novos tipos de abordagens de pesquisa como as etnográficas, entrevistas contextuais, co-criação, prototipação entre tantas outras que buscam entender verdades, sejam em produtos ou serviços e porque não em culturas?! 

Ressurgimento
Quando fazemos projeções ao passado, desde as mais simples "ah, no passado era assim...", revisitamos sensações do passado que estão esquecidas e fazer isso puramente é um exercício para valorizar coisas do passado no presente - me abstendo de qualquer juízo de valor para essas lembranças, a gente volta ao passado. Parece história de regressão, mas é apenas uma das maneiras de entender a história da empresa.

Ao fazer essa reflexão aqueles que decidem projetam, lembram de histórias, de sensações, de acontecimentos, de comentários, de recomendações... etc que ajudaram criar aquela mini-startup se tornar a mega empresa hoje, enxergam que podem dar continuidade mais claramente quando confrontados coma realidade, àquele sonho. Muitas vezes observar isso é mais claramente em empresas familiares.

Enfim, o que quero de uma certa maneira levantar é que muitas vezes, entramos e saímos de lugares, quando as vezes sabemos apenas apertar aquele botão, sem saber o porquê de estarmos ali. Somos apenas movidos por: "Preciso pagar as contas", "estou endividado", "preciso fazer aquela viagem", não que estas sensações são ruins, são bons estimulantes, mas que exista algo mais profundo, de querer pertencer. Incutir a idéia de que caso a pessoa seja demitida, ela leve no seu 'pacote de percepções' além do "eu fiz o que estava ao meu alcance", também o "foi bom trabalhar naquela empresa". Essa gratificação é o reconhecimento de que você produziu coisas importantes ao lado de pessoas com compaixão, competentes e resilientes. 

Conclusão
Por isso que acredito muito em UX (user experience), design thinking, service design e branding, como disciplinas de estudo do usuário como instrumento de construção de novos usuários. Analisar, Idear e Prototipar o hoje para construir melhores betas amanhã. A evolução só surge quando revisitamos o presente, com experiências e conhecimento do passado, para projetar e executar futuros.

Assim, levar a riqueza espiritual e financeira (meio piegas né), passa por ao resgatar experiências, sensações do passado, possamos incutir no presente (e ao longo do aprendizado da empresa) melhores percepções condutoras de inovações, de produtos, de serviços ou pessoais/de superação. Porém, passando pelo ambientes de trabalho. 

"Ajudar empresas a se enxergarem para construir melhores futuros significativos, sociais e inovadores.", se fosse arriscar seria algo assim. Certamente isso vai mudar daqui a alguns anos, mas o conceito geral seria isso. No fundo é re-enxergar o que tem de melhor, que toda empresa tem, mas processos, mercado, rotina, ambiente pouco criativo, pobreza de líderes, impedem de chegar a este núcleo. Se chegar pelo menos a 20% do que penso, já sentirei realizado.

imagens: google images

quarta-feira, março 21, 2012

Conteúdo não é rei


"Content’s not king. If you were going to a desert island & you had the choice of taking your friends or your DVDs, you’d take your friends. If you didn’t, we’d call you a sociopath. Content isn’t king, content is just something to talk about."  Cory Doctorow 

sexta-feira, março 09, 2012

KONY 2012 - A força de uma postura pessoal pode mudar o mundo

Definitivamente uma das melhores demonstrações de amor por uma causa que já vi. Usar a força do crowd para expor de forma estratégica um dos assassinos procurados no mundo, pelo Facebook. Simplesmente EMOCIONANTE e inspirador.  

Foque não apenas na força das Mídias sociais, mas de uma postura pessoal. Da liderança e da causa. A força da coletividade utilizando a tecnologia, a bondade e o poder político (até o Obama apoiou) podem mudar destinos e mindsets em todo o mundo, basta você ter uma causa verdadeira. 

Acho que é uma lição de vida que o Jason traz para o mundo. Pequenas ações apoiadas por grandes (e pequenos) cidadãos podem surtir efeito não apenas localmente. É a mudança de um paradigma. Agir Localmente para mudar Globalmente. Um novo mundo surge. 
A transparência e a visibilidade à favor do ser humano.
Em resumo, é a história de um cidadão americano comum que viajou para Uganda e descobriu a história de Jacob que vivia sobre a égide de Joseph Kony, um ditador que através da violência recrutou centenas de jovens para serem escravos, assassinos e fazerem atrocidades à famílias e espalhar o medo em Uganda. Puramente sem ter um motivo claro. Sensibilizado pela história de Jacob, ele - Jason, criou um movimento utilizando o Facebook como plataforma principal para capturar esta espécie de ditador (nem sei como nomeá-lo). Detalhe: ele era um dos mais procurados no mundo, mas ninguém conhecia ele. Então, "promoveram" ele (kony2012.com), conseguindo apoio em comunidades locais e fazendo com que o governo (Obama, senadores...), artistas (Shepard Fairley, Bono Vox, George Clooney, Bill Clinton...) e opinião pública forçassem enviar tropas para prender este genocida e parar a matança e o cárcere que Kony promovia.

Reserve 30 minutos da sua vida para ver este filme! É um relato emocionante de uma postura pessoal-social que uma(s) pessoa tomou e que mudou a vida de inúmeras. Assista! Valeu @isnard



-Tem um post que você pode gostar, 
Precisamos mudar as perspectivas de como criamos as marcas? que reflete sobre o poder que as marcas e causas sociais.

sábado, março 03, 2012

O problema é de todos

"Para algo ser bom para o consumidor ele não precisa ser bom para nós (comunicadores)." @crisdias
Conversando com um amigo @isnardgurgel pelo Facebook, a partir de um post muito bom do @crisdias no Brasintorm 9, sobre o Pinterest. Levantamos diversas questões, que não são necessariamente novas, mas que permeam e se acentuam no dia-dia da cadeia de comunicação. Como resolver problemas que não sejam apenas através de campanhas ?

O que vivemos hoje é uma profusão de (bons) exemplos de idéias que estão se tornando lucrativas. Antes as idéias eram anúncios (comunicação), hoje as idéias estão se tornando negócios. E aí que a coisa pega. Ao meu ver o Brasil sempre foi excelente em idéias - leia-se prêmios em Cannes, mas pouco inventivo na área de negócios. Temos poucos exemplos notórios que podemos (você pode conhecer algumas aqui e aqui), e que ganharam mídia, como o Mike Krieger do Instagram, o Eduardo Savarin do Facebook e a Isabel Pesce da Lemon, Boo-box, Camiseteria...(Existem mais eu sei, mas digo para grande massa).

Acho que a falta de grandes exemplos é um problema da cadeia de inovação no país, que nos EUA vêm afetando de forma crucial o modelo de negócios e de verba de mídia há tempos.

Nos EUA, a média de idade para ser um empreendedor é bem baixa. Os jovens já tentam ser empresários desde cedo, (empresário de qualquer ramo, não necessariamente "criar uma startup"). É uma cultura instituída de buscar sozinho o seu sustento, de 'empreiteiro', diante de uma forma de educação que estimula o "faça você mesmo e ande com suas pernas" desde cedo. Aqui no Brasil a coisa é diferente, temos uma tradição de educação e criança familiar mais paternalista e protetora, que adia este estímulo para lá para os 35 anos mais ou menos, em média .Mas isso vem mudando para melhor. Estamos andando a base de pitch, que talvez ainda sejam  poucos os investidores. Falta o governo e políticas públicas fortes e cargas tributárias.

No Brasil, por diversas questões históricas, desde da falta de investimento em Inovação - afinal ainda temos grande carga de exportação de produtos de bens de consumo não duráveis grande e, incubadora e instituto de pesquisas que geram conhecimento. Entrando aí a participação do Governo. Certamente temos muitos gênios esquecidos e/ou desestimulados Brasil a fora.

Temos "poucos" exemplos no Brasil - digo na área de business, de escolas que pensem e repensem negócio e sua atuação social, como a Stanford e Harvard. Eles são ícones. Ou seja, sem uma geração de conhecimento muito própria, somos replicadores de modelos e não repensamos-os. Estou sendo drástico ? Talvez. É um palpite apenas.

Quando falo em modificar a maneira de pensarmos em "business model" é enxergar o extraodinário case da Magazine Luiza, modificando e criando um ecossistema novo de geração de negócios e valor novo, usando a tecnologia a favor da venda. Totalmente fora da curva. podeira dizer que ações do Itaú, com as bicicletas no Rio de Janeiro também poderia ser algo fora da curva.
"Campanha não torna a vida da Dona Maria melhor depois dos 3 segundos de risada que ela deu com o filme engraçadinho. Com sorte o produto anunciado vai resolver a vida dela, mas não a campanha."@crisdias
E o que as agências têm haver com isso? Existe uma discussão cada vez mais forte nos EUA de que as agências - muito levada pelo modelo de compra de mídia (lá a mídia é fora das agências), têm que se comportar como startups (veja aquiaqui e aqui), adicionando o componente da tecnologia (cultura digital mais madura que aqui) como importante para geração de riqueza. Daí que vimos uma reestruturação em agências como a RGA, do Bob Greenberg que propõe repensar o modelo.


Aqui para o Brasil, pode demorar ainda este modelo ser aplicado, porque para alguns, ainda fazemos campanhas, ainda fazemos comunicação. Isso somos muito bons! Mas transformar estas idéias em dinheiro e em negócios, e ainda mais, em negócios sustentáveis é mais complicado. Temos pouca autonomia, mas muita vontade. Você percebe pelo gráfico abaixo que existe a preocupação do empresariado:


Somos pagos para resolver os problemas, mas me arrisco a dizer que durante muito tempo a solução se baseava na capacidade-autonomia-visibilidade-importância que o marketing tem dentro da empresas. Por que somos um país de criativos, porém podemos estar sendo apenas replicadores de modelos que os proprios clientes adotam dos americanos, com os mesmas soluções focadas em marketing da década de 80. Coisa que se junta a incapacidade as vezes de lutar contra mercados como a China e a capacidade deles de copiarem uma inovação tão rápido. Daí surgem as perguntas: Como se diferenciar, se tudo acaba no preço? Resposta: Inovação e Marca.


Para esta resposta existe uma frase do Diretor de Inovação da KLM (empresa aérea) e uma das mais invoadoras do mundo pela Wired:
"Nenhuma vantagem competitiva em seu ambiente é de longo prazo, mas enquanto nós podemos fornecer continua inovação, nós podemos ganhar." Ignaas Caryn, Director of Innovation and Venturing da KLM
Gareth Kay, renomado Chief Strategy Officer, Associate Partner at Goodby, Silverstein & Partners, já dizia sobre essa necessidade de se reinventar desde 2008. Clayton Christensen - o Peter Drucker da inovação, também já diz isso há anos - inclusive em sua aparição recente na ExpoManagement 2012. Outro que diz sobre isso é Henry Chesbrough.
Portanto, o que acho que temos que pensar hoje é: Como podemos alinhar prazos curtos, com exigências de mercado e um cliente aberto a inovação, para gerar mais valor e mais entrega para o consumidor? Dando a autonomia para a agência e seus braços (ou escritório de inovação) para atuar como orquestradores para essa entrega. Foco a agência aqui, como puramente "alguém" hoje que detém informação de mercado e de consumidor mais avançado, nesta imensidão de fornecedores. Pode ser ainda - para alguns empresários, o fornecedor que detém maior "credibilidade" dentre os outros. Contudo, é importante que estas agências (de marca, de pesquisa, de inovação) estejam preparadas para estas demandas, coisa que acho que algumas já estão, falta apenas o mercado se abrir a estas possibilidades.
"O segredo da tal da nova comunicação passa por aqui: usar a comunicação para resolver problemas para as pessoas e, de carona, resolver os problemas de marca. É construir coisas que ficam na fronteira entre produto e peça de comunicação."@crisdias
Pedir comunicação e entregar negócios. Não é fácil, mas é necessário uma autonomia e transparência de ambas as partes, cliente e agência/escritório/consultoria. Para isso acontecer, precisamos arriscar mais e ter humildade de perceber que o cliente pode precisar mudar a forma de decidir ou criar produtos. Temos que mudar uma cadeia inteira para mudar este paradigma. Desde remuneração até do conhecimento. Por isso que acredito tanto na especialidade como branding, design thinking, service design que vêm surgindo (ou renascendo) e de uma certa maneira vem propondo repensar valores e atitudes das empresas, para como o Cris falou: .
"Uma empresa nasceu com dois propósitos: marketing e invoação." Peter Drucker
A idéia do post não é provocar nem reclamar, mas observar os movimentos que vêm acontecendo e que temos que ficar atentos.


Mais info: 
http://edsaiani.posterous.com/seu-problema-nossa-especialidade-ajudamos-sua
Start-up não é para jovens: mitos
Empreendedorismo no Brasil

quinta-feira, novembro 03, 2011

Precisamos mudar a perspectiva de como construímos as marcas?


Em um post interessante acendeu o pensamento de que as empresas querem se comportar como pessoas, mas não conseguem transmitir de forma visceral o que quer ser passado. 

@lacreid teve uma atitude ousada, com o objetivo de diminuir a falta de alimento que as pessoas sofrem na África. Ele se propôs a comer durante 50 dias ração animal, pra sensibilizar as pessoas e captar esforços para os necessitados na África.

É uma atitude individual. Neste caso, até extremo, mas é um posicionamento claro sobre um problema premente que ocorre dia após dia no continente.

@lacreid criou o projeto Don’t Feed the Planner Project (Projeto Não Alimente um Planejamento) juntamente com a @MadebyMany para angariar recursos. A idéia é puramente sensibilizar pessoas sobre reais problemas, através de uma atitude.

Se formos ver, o Morgan Spurlock do SuperSize-Me fez um dos maiores serviços sociais e pode ter afetado a saúde das pessoas de varias gerações. Ele acendeu o alerta para a ingestão continuada de alimentos como McDonalds pode provocar nas pessoas. Mudando o cardápio da maior rede de Fast-food do mundo. Claro que o intuito aqui é outro, mas partiu de uma atitude individual e que hoje pode ser levada até com humor. Sem falar o que Jamie Oliver fez pelas alimentação nas escolas públicas em UK.

No entanto, fiquei pensando o quanto uma atitude individual pode fazer diferença e quanto demonstrar "Empatia Pela Mudança" pode ser uma moeda de compartilhamento importante no dia-dia das pessoas e das marcas.

As pessoas precisam sentir a mudança, precisam não apenas entender. Hoje as marcas têm um poder de mobilização imenso. (Lembra-se do caso da Zara no programa A Liga? É um programa de relativa baixa audiência, mas é ciceroneado por alguém influente @rafinhabastos.) As pessoas precisam de desafios, precisam de metas, mas estas precisam ter sido alimentadas por líderes culturais. A partir de atitudes que sejam sentidas. Isso tornará parte da vida delas.

Conforme o esquema abaixo, de forma simples, nasce uma cultura. Parte-se sempre de uma atitude individual:

atitude individual < atitude coletiva < comportamento grupal < cultura

@uberblond uma das apoiadoras indica mais ou menos isso quando diz:  
"our culture will increasingly demand that brands, if they want success, show their guts more and not be afraid to be a bit emotional, a bit more curious, have a sense of humor, less “know it all”, more thoughtful, more provocative… more human. " (nossa cultura cada vez mais exige que as marcas, se elas querem sucesso, mostre a eles mais coragem e não tenha medo de ser um pouco emocional, um pouco mais curiosa, ter um senso de humor, menos "sabe tudo", mais pensativa, mais provocante ... mais humana.)

Ser humano nos dá a possibilidade de desafiar e de ter e encarar (novos) desafios. Quais marcas tomam uma causa para si e embarcam emocionalmente numa causa que não seja puramente de oportunidade?

As marcas não devem apenas nos fazer mais sexies, mais cômodos e mais auto-expressivos.
Diante disso deixo algumas (humilde) dicas junto com as quais @uberblond estimula:
  • Crie e promova uma mudança contínua da experiência.
  • Observe, tenha empatia pela mudança de comportamento e divulgue isso para muitas pessoas.
  • Ofereça uma linguagem,
  • Falar com eles e entre na experiência com eles
  • Assuma a responsabilidade junto com as pessoas
  • Pergunte, crie uma rede para entender suas dificuldades
  • Faça com que você melhore sua luta.
  • Peça sugestões

         A idéia aqui é, não fazer com que pessoas comecem a adotar posturas radicais, mas perceber que diante de um movimento de 'Centrado no Ser-Humano' que estamos vivendo, observar que criar serviços, como produtos, tem que ir além de ter fazer diferença no mundo, precisamos observar quais problemas temos que resolver HOJE no mundo e não apenas quando o serviço/produto estiver as ruas.
         Nós como planejadores, gerentes de marketing ou simplesmente líderes observar que existem pessoas que tomam uma postura e lutam diante das adiversidades, movidas pelas bondade ou necessidade. Estas que demoram muito tempo para serem apoiadas são importantes elos de construção social e ética da sociedade. Personagens que muitas vezes são negligenciados pelos poderes públicos e fazem reais diferenças na vida de muitos.
         Observar (e garimpar) estes casos contribui de forma imediata a problemas mais urgentes do que muitas vezes muitas empresas optam por ‘adotar’ uma postura sócio-ambiental - algo extremamente importante e irreversível, mas que hoje o discurso deveria ser para o HOJE e não apenas o amanhã.

Fonte imagem: 
blog.imaginaryfoundation.com

quarta-feira, outubro 05, 2011

Bob Greenberg-R/GA: a integração e a interatividade

"Nesta nova era de engajamento, o consumidor assume o controle das mensagens de marketing que eles querem receber, bem como as maneiras como eles se engajam com as marcas...As agências que focam no modelo antigo se tornaram comoditizadas, enquanto as agências que criam experiências transformacionais que mudem o comportamento dos consumidores estão em ascensão."
"Assumimos (nós da R/GA) um novo papel. Costumeiramente, somos chamados para criar novos modelos de negócios e serviços que podem ser entregues por meio de tecnologias digitais, às quais chamamos de plataformas. Uma plataforma nada mais é do que algo que está amparado na tecnologia e que existe através de todo o percurso, independente de uma campanha particular que esteja em veiculação no mercado. O papel destas plataformas é criar um canal de mídia que é de propriedade de nossos clientes..."
"O mais importante é encontrar clientes que acreditem que a publicidade evoluiu e se tornou um lugar onde as agências estão aptas a fornecer um valor real aos clientes. E este valor se torna uma diferencial para eles em seus mercados."
Em tempo de MaxiMidia. Vale ler a entrevista com o Bob Greenberg-R/GA, um dos caras que mais respeito na atualidade.

sexta-feira, setembro 23, 2011

Focado no Cliente ou na experiência dele? Design Thinking como tema

Design Thinking pensa diferente a sua estratégia


O Design Thinking coloca o cliente no centro do processo, mas acredito que a maior contribuição do DT é promover essa visão pela ótica da experiência, não puramente da satisfação (eu pergunto o que o cliente quer e ele me responde. volto para a empresa e faço o produto/serviço). Será pela experiência que ele terá a satisfação e não (apenas) pelo preço. E quando se valoriza a experiência promove-se e mexe-se com os sentidos, e como tudo que mexe com os sentidos torna-se memorável, você tem melhor awareness e facilita muito o share of heart.

Assim, usando-se a ferramenta de forma aplicada a cada problema, é possível que se encontre bons resultados e marcantes, do que (apenas) campanhas. Que sim fazem efeito, que sim funcionam especialmente em segmentos mercados como varejo, agronegócio, etc, mas o que levanto aqui é a busca por um aprofundamento diferente. Não é jogar fora o que tá dando certo, mas adicionar novos músculos a idéia, ao negócio, ao business.

Muitas vezes ter um pensamento "Centrado no Cliente" é importante, mas não suficiente, porque corremos o risco a médio-longo prazo de realizar as mesmas pesquisas, os mesmos insights, os mesmos tipos de pensamentos, entrarmos na mesma Brandwagon que a categoria navega (a não ser que esta seja sua estratégia.  Porém a longo prazo você pode incorrer no perigoso baixo preço-penetração de mercado).

Olhar o cliente - ou a pessoa, pela ótica da experiência lhe permite observar mais do que a criação do produto em si, mas observar questões mais profundas do comportamento social, ambiental, emocional e visceral do uso e da relação dele com o produto/serviço/marca. Abrindo margem para a co-criação. (Afinal, não sabemos de tudo.)

Não basta entregar (o que supostamente) eles querem. É importante promove a experiência. Obviamente, é necessário no DT, perguntar ao consumidor in loco, mas não ficar apenas nesta análise, você adiciona outros fatores dentro do processo.

O que acho interessante na abordagem do Design Thinking - e que publicitários cada vez mais bebem dessa fonte, é perceber que estudar, propor, investigar, testar e apresentar uma idéia pode ser feitas de outras formas. O que acende um alerta a partir de uma nova maneira de estudar o Objeto-Consumidor, é se elas permitirão mudar seus processos (e prazos) a fim de uma análise assim, dentro de um mundo tão escasso de tempo que é o publicitário.

Não quero aqui me aprofundar no tema de Design Thinking, apesar de ser um entusiasta dele, mas deixarei que quem estiver mais interessado que vasculhe IDEO, FUSEPROJECT, LIVE|WORK, GADinnovation que são bons exemplos do uso do DT. Como escolas como a de Stanford que tem dois nucleos grandes de estudo sobre a disciplina.



Relato do curso com um dos maiores especialistas do Brasil, o Tennyson Pinheiro. Perceba que tem vários publicitários (e carinhas famosas).


Aqui uma opinião de ums profissional que respeito muito, a @ligiafascioni

sexta-feira, setembro 09, 2011

Palavras de planejadores

Alguns videos excelentes sobre planejamento, que encontrei no GPRS, que apesar de ter sido de um post antigo, vale assistí-los.
Conheça-os e leia-os.





Adiciono mais este, agora em versão em português:


quinta-feira, setembro 01, 2011

Resolvedores de problemas digitais

I can see how 'Head of Digital' works as an internal role, but as external title!!? Any problem is then assumed to be solved digitally, no?

- Frederik Sarnblad - Diretor de Planejamento da BBH de Cingapura

terça-feira, agosto 16, 2011

A vida e o poder aprender com nossos clientes


A busca pela essência de uma empresa - e até de uma pessoa, é uma busca extremamente complicada e ate mesmo dolorosa. Em alguns casos demora-se anos ou gerações para se descobrir "Quem realmente você é e qual o seu propósito de vida (da sua empresa existir)."

Perceber quem você é no mundo de hoje está cada vez mais difícil e como digo as vezes, embaçado. Porque o dia-dia nos retira a auto-reflexao. É trabalho que você leva para casa, é o tempo que você não tem com sua namorada/esposa/família. É aquele tempo que você gostaria de ter para um lazer ou uma atividade física ou ate mesmo aquele tempo que você gostaria para um projeto paralelo. O trabalho nos consome a reflexão dos detalhes e são os momentos de exílio ou de estar fora destes ambientes que ajuda a gente pensar no sentido da vida, nas ferias, no que fará o final de semana, enfim, em pequenas (ou grandes) metas da sua vida.


O importante dizer é que quando você tem um bom ambiente de trabalho, saudável, com pessoas prestativas, e um ambiente que a informação compartilhada. Esses pensamentos fluem de forma mais natural e espontânea, desafogando um pouco o stress. Sem dúvida que o contexto influencia a velocidade da sua mente, e o conteúdo processado ganha conexões de acordo com o local.

Venho lendo cada vez mais sobre empresas que procuram "entregar felicidade", entregar resultados sustentados por uma  trabalho a 8 mãos: da empresa, do empregado, do consumidor e da comunidade. Não é fácil porque existe sempre cobrança por resultados que unam o share of market, mas também o share of heart.

Tony Hsieh, CEO da Zappos (autor de Satisfação Garantida - altamente recomendável) empresa que se tornou conhecida por criar métodos internos de valorizar, reconhecimento e geração de resultado via uma melhor relação empresa-funcionário,  disponibilizando até o seu Book Culture - que recomendo muito a leitura. É um bom exemplo de como a preocupação primeira com a "casa" para depois com o cliente é importante. Que inserem uma cultura 'humana' e no ambiente toma outros ares.

Existem outros exemplos como do Santander, pelas mãos do Fabio Barbosa, da Osklen, pelo Oskar. A Jonhson & Jonhson. A cadeia de hotéis Marriot. Enfim, diversos casos de empresas que tem culturas que nos fazem perceber como membros maiores de uma causa.

Agência (ou em alguma empresa)
Quando se trabalha em uma agencia de publicidade você lida com todo tipo de pessoa (de verdade), desde daquele que faz questão de te prejudicar, até o cara que não bate bem dos pinos, (isso lembrou algo?) independente disso, no ambiente impera geralmente é criatividade e produtividade.

Teimo em dizer: "Agencia teima em não querer ser empresa." Onde eu quero chegar? De que nós damos sangue, e as vezes temos que buscar respostas para nossas buscas dentro de nós, nossas atuações, ou as vezes em referenciais externos mais sitantes - fora do trabalho. Porque muitas vezes a agencia (empresa) não presa ou não tem um posicionamento de valor ou muito menos não a pratica há anos.


Ou seja, vendemos sonhos, planejamentos sensacionais, quando muitas vezes na nossa casa não existem bons exemplos. Por isso somos guerreiros. Somos apaixonados mesmo. Servindo isso não apenas à publicidade, mas a qualquer segmento, ou fornecedor. A pior coisa é saber que você está ali apenas temos que pagar as contas. Cadê sua causa? Cadê o seu propósito?

Não quero generalizar aqui. Nem fazer mimimi. Não tenho tanta experiência em agencias para determinar nada, apenas quero levantar a reflexão sobre como algumas empresas (agências ou não) são geridas, mas é o que observo pelo mercado, aqui em Natal e com alguns amigos em São Paulo.

É uma simples observação que faço: Será que podemos aprender com o anunciante? Por que nossas agencias procuram entregar o que as vezes internamente não praticam? O que falta?

fonte:
http://underconstructed.tumblr.com
ffffound.com

sábado, agosto 06, 2011

O cuidado da criatividade demais sem orientação

Quando uma campanha é demais para a marca.
Lendo este post no LivingBrands, me fez refletir sobre como a publicidade pode oferecer mais do que desejamos. E quando digo mais, é ficar tão bom, mas inadequado ao posicionamento da marca.

O que eu quero dizer? Que as vezes uma agência cria algo simplesmente fantástico. Efeitos, linguagem sensacional. trabalho de câmera, casting impecável, mas o conceito está desalinhado ao briefing. Ou pior: conceito foge do que a marca realmente é. E isso é um terreno perigoso em alguns casos.



Conhecer o universo da marca. Mapear seu ecossistema de atuação pode ser um caminho.
Seu composto de significados, é muito importante para compreender mais e orientar numa execução publicitária. Papel super importante de um Profissional de Marketing ou um Gestor de Marca ou até mesmo um Planejador da Conta.

Criatividade demais pode ser um erro. Execução sem orientação pode sair um: "É, gostei, mas não parece com a nossa marca." Portanto, sempre exigir bons briefings do cliente e/ou ter estudos e pesquisa que criem um histórico, para o profissional entender seu core e propor caminhos e conceitos, é super importante.

A marca em questão é a KFC (Kentucky Fried Chicken), tradicional empresa que faz fast food, de frango frito. Uma empresa puro varejo. Não quero aqui levantar a ideia se está correto ou não. (Veja o canal no Youtube deles) ou alinhado ou não, mas alertar para a importância de ter mais substância antes de deixar a área da criação desenvolver a campanha.

terça-feira, julho 19, 2011

Saber Fazer x Saber Pensar. Poder do Mindset.

Este post foi inspirado num texto do Fernand Alphen, um dos caras mais bacanas e reflexivos que leio, do mercado publicitário brasileiro. Ele é Head de Planejamento da JWT.

O post faz uma reflexão da habilidade x execução, da mentalidade x execução. Dois lados da moeda que se complementam. Ando pensando muito sobre a nossa busca (e me incluo) por mensurações, fórmulas que entreguem, mostrem nosso resultado. Coisa que o mercado inteiro busca. Lembra-me uma corrida, como antigamente (pouco tempo atrás) e ainda hoje tem quando falamos de tutoriais. Enquanto que o planejamento (ou qualquer profissional de marketing) procura fórmulas o diretor de arte procura tutoriais. Parece grosseiro? Pode ser.

Penso que nem sempre temos respostas para as perguntas que nós ouvimos, mas é mais correto "É melhor estar vagamente certo do que precisamente errado. (Donald Lehmann). Ou seja, apesar das minhas buscas por mostrar soluções quantificáveis, o importante é ter o "mindset". É ter a mentalidade sobre aquilo em que se tá trabalhando. o Resultado é uma consequência. A mensuração, as fórmulas para este tipo de profissional é a experiência e a movimentação do mercado. Lembre-se há 20 anos já se fazia propaganda, talvez (mais provável que não), não se mensurava (da forma de hoje). Os critérios eram outros, mas cada um sabia(?) quando cada campanha tinha sucesso. O gosto da surpresa era maior. Hoje acho que perdemos a surpresa e trocamos pelo Google Analytics ou as métricas ou KPYs e os famiferados ROIs. Resumindo em números. Produção

Ter mindset é algo que é importante ser buscado. Entender o contexto, entender o conteúdo! Mesmo que você chute, chute pelo menos no gol, mesmo que o goleiro agarre. O importante é o embasamento. O estudo aprofundado sobre o SEU PROBLEMA. O fazer? Bem, é importante. A Execução é primordial. Ram Charam, Harspt, Kaplan já enfatizam isso. Mas execução sem ideia, para mim é padaria. É operação.

Você pode não saber de tudo, mas até o "especialista (deve) ser aquele que admite a incerteza." Parafraseando o @alphen. Não quero aqui botar mea culpa em possíveis erros, mas alertar que a procura por uma melhor execução me causa medo, quando não colocamos emoção, não colocamos "pensamento criativo", mas apenas "pensamento execucional" na tarefa.

Temos que ser especialistas no consumidor e ele não tem todas as respostas, e as vezes não sabe nem responder ou, se sabe se tem. Você não tem que responder por ele, mas sim, fazer as melhores perguntas. E fazer as melhores perguntas não necessariamente é saber as respostas. "Engana-se aquele que justifica uma ideia na execução assim como aquele que sacrifica a ideia para que seja exequível. complementa Alphen.

quarta-feira, junho 22, 2011

Frase do Dia: Howard Ruff

Frase que ajuda a entender a necessidade do: planejamento, da analise/estudo, da adaptação e da velocidade de implantação.

"Quando Noé construiu a arca, ainda não havia começado a chover." - Howard Ruff

segunda-feira, junho 20, 2011

A cultura como aspecto estratégico - SapientNitro/Cannes

Numa sessão em Cannes este ano a SapientNitro, na figura de Nathaniel Perez, Director of Social Marketing, e Malcolm Poynton, Chief Creative Officer, falaram sobre um tema interessante: Cultura Capital em Cannes 2011.

Transcrevo uma parte do post do Beto Bina, que explica que diante deste termo devemos pensar em 3 critérios para uma estratégia:
Societal, pois o capital vive na sociedade e ela precisa ser entendida e interpretada. Objects, símbolos e signos que identificam comportamentos, ele deu o exemplo do Mini que não significa "mini", mas "sucesso". E celebrity, status e habilidades que distribuem e alavancam o propósito da marca. Todos esses critérios fazem parte de um contexto maior, um contexto de experiência, como definido por ele. Sendo que, nos últimos anos, esse contexto de experiência revolucionou a comunicação por causa do digital. Ou seja, o propósito da marca hoje está totalmente atrelado ao digital: purpose is about digital!

Malcolm trouxe uma metáfora muito interessante baseada no fogo. Desde muito pequeno, nós nos envolvemos, ouvimos histórias e celebramos momentos ao redor do fogo. Então ele questiona: do que é feito o fogo? Sua metáfora é em forma de triângulo e demonstra os 3 requisitos para que exista o fogo: calor, oxigênio e combustível. Sendo que calor representa a marca e seus produtos, oxigênio representa as mídias e sua audiência e o combustível é a cultura, onde existe a grande oportunidade de trabalhar o cultural capital e efetivamente termos fogos grandes e duradouros.

Se você quiser se aprofundar mais, o Beto Bina do CHMKT, deu uma boa explicação sobre o tema: aqui 

É interessante persarmos desta maneira. Independente do termo que possamos utilizar para designar nossa estratégia, essa síntese pode ser muito bem exercitada por estes três critérios.



Mais
Uma das frases interessantes que coletei durante a apresentação foi: "A real ROI of brands is not their profitability, is the way they change your life." Isso nos dá uma ideia de como o Return Over Investiment deve ser encarado. Como uma avaliação diante de uma mudança ocorrida. Da mesma forma que a máxima "Inovação só existe quando está nas ruas." Assim, a medida do sucesso de uma campanha deve(ria) ser medida pelo retorno de mudança que ela afeta(ou) no consumidor e targets.

Uma frase que me chamou atenção diante deste conceito foi:

Brands have begun re-inventing themselves to infiltrate an incredibly productive space between consumer and art, creating culture clubs that drive serious business.  Marcas têm começado a se autoreinventar para infiltrar-se em um incrível espaço entre consumidor e a arte, criando clubes de cultura que comandam negócios. (em tradução livre)
Nathaniel explora a ideia de que existem artistas que vem mantendo uma sinergia importante com marcas, redefinindo o futuro delas e criando uma aproximação maior com tecnologia e arte, ensinando as marcas a se comportarem como 'artistas'.

Não sei se podemos adicionar à discussão exemplos como o Will.I.am do Black Eye Peas que se tornou Diretor Criativo da Intel, que nas palavras da VP e CMO Deborah Conrad da Intel, o elogiou como um artista "limitless" (sem limites).

Claro que isto não deixa de ser uma jogada da própria Intel para rejuvenescer a marca - que tem uma cara muito tecnológia, além do fato de estar perdendo mercado para a AMD. Dando-a uma personalidade mais atual e emprestando essa personalidade aos milhares de computadores (de marcas que nunca ouvimos falar) que temos no mercado.

Movimentações essas são muito bacanas para entendermos mais que depois de um movimento começado muito nos idos de 1995 até pouco mais maide 2009, a psicologia se manteve no "mainstream" dos temas de marketing e publicidade. E hoje parece que a sociologia, com seus estudos de movimentos sociais e inserções culturais e mercadológicas das marcas na sociedade, vem aparecendo como destaque nessa relação de consumo entre pessoas e marcas.

No calor da imaginação, fico aqui pensando que hoje as personalidades/celebridades emprestam seu glamour e seu carisma para marcas. Isso é bom? Isso é ótimo. Mas quando encontramos artistas que podem contribuir como criadores, desenvolvedores de produtos, isso adiciona ainda mais características profundas nas marcas. Ivete Sangalo, Gloria Pires, Alex Atala, Toni Ramos, Antonios Fagundes entre tantos outros...Estas celebridades, poderiam ter um peso na melhoria social que as marcas fazem nos seus produtos/serviços, emprestando suas especialidades e modo de pensar. Atitude que se torna o princípio do Design Thinking. E não algo puramente "pagou-apoio".

Acho que isso serve como uma reflexão na próxima vez que fizermos nossas estratégias. Utilizemos o Societal, o Objects e o Celebrity como critérios de resultado.

Mais informações: aqui

quarta-feira, maio 11, 2011

Como usar a metáfora a favor da sua mensagem?

Nestes últimos tempos tenho lido e sem querer alguns insights surgem em minha cabeça. Como foi o caso de hoje. Que comprei o livro de Joseph Murphy, "Aumente o poder do seu Subconsciente" que me provocou algumas reflexões sobre o poder da mensagem e da auto-sugestão.


Primeiro para entender, Joseph Murphy é um cara que escreveu seu primeiro livro em 1963, O poder do subconsciente, onde chacoalhou os cristãos e religiosos, da forma de se pensar em fé, abrindo um movimento chamado: Novo Pensamento. Ele estimula que: "A fé é uma atitude da mente." Tudo envolve o pensamento e a mentalização, baseada na fé. A fé seria o input para desencadear qualquer objetivo na sua vida, diferente da religião ou religiosidade. Afinal é possível ter religião sem ter fé.


Então, durante o livro ele cita diversas escritos da Biblia como forma de reforçar o pensamento de que a fé faz parte de uma Infinito poder (divino). Exemplo:  "Deus me protege com suas asas da bondade", ou, "O Senhor é meu pastor e nada..." etc.


E daí? O que me chama a atenção é que na Biblia existe inúmeras metáforas. E são repetidas de milhares de anos na cabeça das pessoas. Fazendo um paralelo, Dan e Chip Heath em seu livro Ideias que Colam, que o cérebro é formado por "alças mentais", onde "quanto mais ganchos uma idéia tiver, melhor será seus encaixe na memória". Isso reforça a ideia de usar metéforas, como também emoção e o contexto. (Veja mais sobre o livro aqui e aqui)


Metáfora não deixa de ser uma figura de linguagem que força algo primário que é contar histórias, respeitando o contexto do outro. Fazendo com que criemos significados usando um elemento de sua experiência para entender outro. Ela nos dá a oportunidade de elastecer nosso pensamento e aprofundar o entendimento, permitindo-nos ver as coisas de maneira novas e agir de maneiras novas. Ela ajuda a viajar sem se mover.


Bem, é uma intertextualidade interessante quando migramos isso para o universo da Comunicação quando vemos anúncios simulando cachorros-peixes, ou frases como "Red Bull te dá asas"; da Liderança quando precisamos passar mensagens mais claramente e críveis; do Design com suas embalagens que simulam corpos ou carros que simulam sorrisos, entre tantas outras formas. Caindo no funil das expressões: "É como se fosse...", "Olha, parece...", "O objetivo aqui foi...", em cada frases iniciais de cada discurso que ouvimos. Ou em anúncios como:


Enfim, a Bíblia, como qualquer outro livro pode ser apenas uma referência de estudo para analisar e perceber que há milhares de anos o homem tem a necessidade de contar histórias e de passar mensagens de forma mais clara. E passar seus pensamentos. Ou seja, a necessidade de ouvir e contar. Usemos a metáfora para que "O consumidor acredite que é o que o produto faz com que ele pareça."

É o que o Dr. Gerald Zaltman, professor de Harvard Business School e um dos pais do Neuromarketing, comenta neste filme (ative as legendas em português):



Portanto, quando for falar, escrever um texto ou um anúncio, ou até criar uma apresentação em PowerPoint, a metáfora pode ser um aliado na hora de exemplificar e testar a audiência do seu público.

Tem um post interessante aqui, e aqui.


Fontes: ccsp, ccsp

terça-feira, maio 10, 2011

O planejamento ainda não caiu na rede

Copio e colo um texto muito bacana sobre a funação do planejamento e estratégias digitais. Do consultor Adalberto Viviani.
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Nos últimos anos tem crescido entre empresas e agências a consciência de que é preciso estar na web e ter atuação expressiva nas redes sociais. Essa consciência tem provocado uma corrida maluca. Infelizmente com muitos acidentes de percurso, derrapadas nas curvas e acidentes com vítimas.

O raciocínio de estar nas redes sociais suplanta a pergunta dos motivos que levariam as empresas a isso. Todos dizem que a web é uma ferramenta. O que temos visto, na enorme maioria dos casos, é que estão vendendo ferramentas e não seus benefícios.

Ter uma estratégia para a web é antes de tudo ter uma estratégia. Isso significa ter um planejamento. Pasmem. Acham que o planejamento mudou com a chegada das redes sociais como se elas eliminassem a existência das pessoas. Uma ferramenta não muda o planejamento. Pode mudar o comportamento das pessoas e isso sim muda o planejamento.

Por isso a primeira necessidade básica dos está mantida: entender o que motiva e move as pessoas. O que move não é a ferramenta mas sim o que ela provoca. Por isso é preciso acabar com esta história de vender uma solução tecnológica e compra-la por ser avançada. A questão continua sendo como ela se encaixa na demanda estratégica apresentada.

Existem máximas que são ditas como definitivas. Sua empresa tem que estar no twitter. Tem que enviar muitas mensagens diariamente pois frequência é fundamental. Verdade. Mas dizendo o que? Fale sobre sua empresa.

Eu proponho amarrar as mãos do twitteiro de uma empresa que faça isso pois ninguém quer saber o que uma empresa está fazendo em 200 mensagens em um mês. O problema não é ter a ferramenta. É saber o que dizer para gerar interesse, relacionamento e compartilhamento.

Outra febre são os blogs. Temos blogs de empresas falando de tudo. Especialmente empresas falando de si. É uma coisa sensacional. No meu tempo (que coisa, cheguei à idade de falar no meu tempo!!!) se um garoto chegasse em uma menina e ficasse falando de si o tempo todo seria um chato. Os tempos mudaram? Não creio.

O exercício de egocentrismo de falar de si o tempo todo interessa a quem? A quem escreve e a seu psicanalista. Se tanto. Blogs são instrumentos que devem partir (novamente) do nível de interesse do público. Parece evidente. Mas não tem sido.

Vamos adiante. Os e mails com ofertas. Por um acaso do destino eu cai no mailing de duas redes de varejo. Uma americana e outra francesa. Senta que lá vem oferta. Recebo ofertas de tudo. Máquina de lavar, notebooks, geladeiras, mesinhas e jogo de chá. A única decisão que tomei foi a de nunca mais comprar em nenhuma das duas redes pois pedi a retirada de meu nome da lista, telefonei depois pedindo isso e parece que meu nome tem uma atração terrível para ambos.

Continuo recebendo os e mails de quem não faz ideia de meu perfil e o que poderia comprar. Enviar 10 milhões de e mails pode vender bem. Mas, creiam, o estrago será maior. Não é possível converter um ateu com um carro de som na porta da casa deste esbravejando a palavra de deus. Talvez por isso eu continue ateu. E sem comprar nas duas redes.

O planejamento não morreu. Conhecer o público continua sendo fundamental. Fazer as perguntas básicas sobre imagem, identidade de marca, estratégias e táticas de trade, análise da concorrência. É preciso planejar e utilizar para isso não os especialistas em web. Mas os especialistas em gente. Incorpore no grupo os profissionais de tecnologia e os criativos de web. Mas planeje se perguntando sempre o perfil, as metas, as motivações, o que se quer com está ação.

Retirado da @meioemensagem

terça-feira, abril 12, 2011

Teste sua estratégia

No artigo da Harvard Business Review de Novembro de 2010 existe um artigo, escrito por Robert Simons, professor da Harvard Business School, muito interessante sobre o possibilidade de se testar sua estratégia. Sim, testar sua estratégia.


O artigo me fez pensar sobre a capacidade enquanto desenvolvemos algo, de se distanciar da estratégia REAL,  quando você a percebe "pronta", na sua frente. O artigo tem mais cara de guia-reflexivo-com dicas, sendo um checklist para se perceber o quão você está atento ao seu core e competências adjencentes à sua estratégia.

"Os erros mais graves não são resultado de respostas erradas. O verdadeiro perigo está em fazer as perguntas erradas." Com esta citação de Peter Drucker começa a indagação sobre SETE PERGUNTAS que todo executivo deveria fazer - e ser capaz de responder para executar sua estratégia.

Apesar deste blog falar sobre marketing e ter como blogueiro um Planner, alguém que sempre viveu dentro de uma agência de publicidade. Acredito que ter uma abordagem mais ampla, bebendo em outras fontes complementares (por que não?) ajuda a construir um pensamento mais crítico sobre o negócio do cliente. Portanto, vamos às perguntas:

  1. Quem é o seu principal cliente?
  2. De que maneira seus valores centrais priorizam acionistas, trabalhadores, clientes?
  3. Que variáveis críticas de desempenho a empresa está monitorando?
  4. Que limites estratégicos foram adotados?
  5. O que está fazendo para gerar tensão criativa?
  6. Seus funcionários estão comprometidos em ajudar uns aos outros?
  7. Que incertezas tiram o seu sono?
_1. Descobrir quem é o seu principal cliente pode parecer óbvio, mas quando perguntamos (ou quando somos brifados) o cliente (ou executivo) tende a dizer vários clientes. A falta de um definição clara de quem é o PRINCIPAL cliente prejudica a diluição de verba para outros públicos.

_2. Quando criamos um produto ou serviço, ou quando nos deparamos numa situação em que a empresa erra, como devemos proceder? Esta é um questionamento importante para percebermos se a empresa tem (e segue fielmente) o que ela prega. A Merck (empresa de medicamentos) em 2004 em testes, percebeu que um dos seus medicamentos mais lucrativos poderia provocar problemas cardiovasculares nas pessoas. Existiam 3 caminhos para agir neste caso: pedir autorização a FDA para atualizar a bula de remédio informando sobre este alerta; prosseguir com o estudo até realmente ter a certeza de que o medicamento era totalmente prejudicial ou retirar o remédio do mercado. Ray Gilmartin, presidente da Merck olhou a essência da empresa (ou ideologia central neste caso) e comunicou a imprensa: Vamos recolher no mundo inteiro, todos as caixas." Abrindo mão assim de 2,5 Bilhões de dólares anuais.

_3. Hoje em dia cada vez mais executivos e (planejadores) têm que monitorar diversas variáveis para demonstrar efetividade da estratégia. O que é apontado aqui é o excesso de monitoramento e indicadores de desempenho que pode provocar desfocamento no que realmente é importante para a empresa, como a staisfação do cliente.

_4. Existe foco? Foco, como Steve Jobs disse é "abrir mão de centenas de ideias, para seguir uma." Resistir a novas abordagens ou novos produtos/serviços é uma maneira de manter-se fiel ao que se prega. Uma maneira é dizer "o que fazer" e "o que não fazer" para as pessoas.

_5. Criatividade é obtida através de esforço. Aqui Robert cita técnicas para gerar tensão criativa, como: Estipular metas ousadas, classificar pessoal segundo desempenho, definir esferas de responsabilidade maiores do que esferas de controle, alocar custos e criar equipes com gente de unidades distintas (gerar diversidade intelectual)

_6. Seus funcionários conseguem atingir suas metas? Sim? Ótimo, mas eles fazem isso com: "Orgulho?". Como anda a moral dele? Eles "têm identificação com o grupo"? Existe um ambiente interno que gere 'confiança'? A remuneração é justa para os envolvidos?

_7. Incertezas sempre existirão, mas o importante é provocar a execução 'cara-cara', focando o diálogo. Exponha suas preocupações e angústias. Mostre resultados anteriores ruins. Não camufle a realidade.

Acredito que são dicas interessantes que servem como checklist para qualquer processo de estratégia. Valendo para qualquer profissional envolvido intelectualmente no processo estratégico da empresa.

Ah, e monitore sua estratégia criando uma lista de comportamentos desejados para que a estratégia entregue. Leia mais aqui.

segunda-feira, março 28, 2011

Documentário como argumento do planejamento

Atualmente estamos cada vez mais inundados de informações, de dados, estatísticas e estudos. Pipocam cada vez mais informações sobre comportamentos, trends e todo o tipo de interação ou informação que possa ser adicionado a um planejamento estratégico. E nem sempre temos como confirmar estes dados ou apenas observar o simples ato do consumo do que produzimos. Ou as nossas próprias percepções.


Para suprir uma necessidade real de busca de informações o documentário filmado, aquele onde vamos à rua, vem para ser um compressor de informações: observadas, editadas e compiladas como um documento estratégico. Direto na fonte: o consumidor. E ainda me arrisco a dizer que vale muito a pena na hora da venda de uma ideia ou estratégia ou estudo que você tenha realizado.

A Limo Inc, uma agência especializada no estudo do comportamento do consumidor vem realizando este tipo de abordagem já há algum tempo. Servindo como ferramenta de planejamento estratégico para grandes agências e clientes, como F/Nazca, Fischer e África, para Nike, Heineken e Vivo....

Abrir os olhos para uma produção dessa é interessante pois "tangibiliza" percepções do papel. Ou apenas supre necessidades provenientes do planner. Acho que todo o planner deveria fazer ou encomendar um estudo para seus clientes. Quando possível.

Vale assistir um making of do que estou falando:

Making Of Limo Doc from Limo Inc on Vimeo.

E aqui tem outro que eles fizeram:

Breakonsumers - I from Limo Inc on Vimeo.