Nos EUA a 'pequena empresa' é vista com mais confiança do que o próprio Presidente, segundo a Gallup. Em "How Competition Destroys Confidence" nos dá um insight interessante: em ambientes com menos competição o grau de confiança nas instituições é maior do que em ambientes muito competitivos.
É o caso de Igrejas, o Exército, por exemplo, que tem altíssimos graus de confiabilidade nos EUA, frente a Bancos, Jornais, Sistemas Médicos etc. Curiosamente é o fato de que ser uma pequena empresa, é vista como inspira mais confiança do que grandes empresas.
Isto me faz lembrar dois textos Quem disse que ser autentico é bom? onde exploro um pouco da crise de autenticidade em que vivemos que causa uam deterioração de uma confiança social.
Blog c/ pensamentos sobre: branding, planejamento, marketing, gestão e o dia-dia. ...Significado de abrandar: v.t. Tornar brando. Fig. Suavizar: abrandar mágoas. Serenar. V. i. Tornar-se brando, menos intenso
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terça-feira, dezembro 02, 2014
quinta-feira, janeiro 09, 2014
Megatrends ainda faz sentido?
Faz sentido ainda estudar megatrends, cuja duração e aparecimento pode ocorrer a partir de 10 anos, quando os ciclos de inovação dos produtos estão cada vez mais curtos (sendo muitas vezes criados com base em microtrends)?
quarta-feira, setembro 18, 2013
Inovação no Brasil é incremental e só vem diminuindo o investimento
Segundo a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) em relatório Sondagem de Inovação com mais 1.650 empresas, sobre inovação no Brasil. Apontou que vem havendo um declínio gradual e constante nos níveis de inovação entre as empresas pesquisadas de 2010 para cá. E segundo: a constatação que inovação tecnológica no Brasil tem um caráter incremental de melhoria ou de lançamento de novidades que trazem retorno apenas para a empresa, e não para o mercado ou para o mundo. É o que chamamos de inovação com foco no retrovisor: a busca é por sustentar as condições competitivas da empresa, e não por gerar novas oportunidades de ganho ou reposicionamento da marca em seu mercado ou no mundo.
fonte FDC
segunda-feira, abril 22, 2013
Empresas inovadoras têm ganhos 20% maiores que as não inovadoras
Estudos do Ipea mostram que empresas inovadoras apresentam
indicadores de produtividade pelo menos 20% maiores que os das não
inovadoras. Além disso, empresas inovadoras tendem a ser mais
produtivas e mais competitivas no mercado internacional, além de
demandarem mão de obra mais qualificada e mais bem remunerada.
As Pesquisas de Inovação Tecnológica do IBGE têm mostrado um paulatino crescimento das taxas de inovação na indústria brasileira, com alguma aceleração entre 2005 e 2008. Essa taxa passou de 31,5% em 2000 para 38,1% em 2008. O mesmo movimento aconteceu com os investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em relação ao PIB, que passaram de 0,97% do PIB em 2005 para 1,16% do PIB em 2010. No que diz respeito ao investimento empresarial em P&D, passamos de 0,49% para 0,54% do PIB entre 2005 e 2008. Esse indicador, na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é 1,63% do PIB.
Esse crescimento de 10% no indicador P&D empresarial/PIB, no caso brasileiro, está muito abaixo daquele verificado na China, e nos países desenvolvidos.
via
As Pesquisas de Inovação Tecnológica do IBGE têm mostrado um paulatino crescimento das taxas de inovação na indústria brasileira, com alguma aceleração entre 2005 e 2008. Essa taxa passou de 31,5% em 2000 para 38,1% em 2008. O mesmo movimento aconteceu com os investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em relação ao PIB, que passaram de 0,97% do PIB em 2005 para 1,16% do PIB em 2010. No que diz respeito ao investimento empresarial em P&D, passamos de 0,49% para 0,54% do PIB entre 2005 e 2008. Esse indicador, na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é 1,63% do PIB.
Esse crescimento de 10% no indicador P&D empresarial/PIB, no caso brasileiro, está muito abaixo daquele verificado na China, e nos países desenvolvidos.
via
segunda-feira, dezembro 10, 2012
"We tend to spend a lot of time looking at the landscape and understanding our customers, but there’s..."
“We tend to spend a lot of time looking at the landscape and understanding our customers, but there’s always an opportunity to better understand the people around us. We sort of do it with reviews and goals inside organizations, but this seems like a different lens on the idea of management and leadership. Instead of just trying to look at people and understand how to help them grow, you look at how competition would exploit your team and use that to try to identity your blind spots.”- Noah Brier
quarta-feira, outubro 17, 2012
TEDxCampos - Paulo Roberto Al-Assal - Desejo Humano
Reserve 18 minutos do seu tempo e veja esta palestra de um dos caras que conheço e que recomendo muito acompanhar: Paulo Al-Assal, da Voltage.
terça-feira, setembro 11, 2012
Classe C é classe mais fiel que a elite
O que me chamou a atenção hoje foi uma pesquisa "Marcas do Coração da Nova Classe Média Brasileira" realizada pelo Data Popular com 22 mil consumidores em 153 cidades.
Alguns dados que vi no site Administradores
Alguns dados que vi no site Administradores
- 79% dos consumidores da Classe C afirmam confiar mais na indicação de uma marca feita por amigos ou parentes do que na propaganda da TV;
- 65% dos adultos emergentes afirma fazer propaganda boca-a-boca contra 19% na elite. Do público entrevistado, 84% são fiéis a marcas.
- No Ranking geral são Nestlé (4,1%), Samsung (3,9%), Adidas e Nike (3,7%); (Uma marca de tecnologia e outra de calçados esportivos, como as marcas mais preferidas, uma mudança total no que a Classe vem buscando)
- A Classe C consome 44,3% e teve 228,3% nos gastos com produtos e serviços; (é coisa pra caramba)
- A Classe C tem dado hoje mais importância a marcas de alimentos (54%), computadores (47%), automóveis (45%), eletrônicos (41%), celulares (39%), eletrodomésticos (38%), produtos de beleza (36%), roupas (32%), sapatos (37%).
segunda-feira, abril 02, 2012
Profissionais de Marketing têm dificuldade de transformar dados em estatégia
Saiu uma pesquisa do Center on Global Brand Leadership e do New York American Marketing Association analisando três dimensões:
As principais descobertas foram:
Conclusão
- coleta de dados e uso,
- Mensuração do marketing e ROI e,
- Integração do digital e marketing tradicional.
As principais descobertas foram:
- A falha de excesso de dados, o “Big Data” para o marketing
- Profissionais de Marketing estão rapidamente adotando as mais novas ferramentas, mas enfrentam o desafio de mensurar elas
- ROI – profissionais de marketing sabem que é necessário, mas não conseguem concordar e implementar os resultados
Algumas informações:
- 39% dos marketeiros dizem que seus dados são coletados sem frequência ou não são real-time suficientes,
- 57% não estão baseando seu "marketing budgets" em qualquer análise de ROI,
- 28% estão baseando seus "marketing budgets" no instinto.
- 31% dizem que acreditam simplismente que medir a audiência é alcançar o ROI.
- 51% dizem que usem mobile ads (in-app, or SMS);
- 85% usam contas em mídias sociais (brand accounts on Facebook, Twitter, Google+, e Foursquare).
- 60% das empresas relatam que comparar a efetividade do marketing através de suas diferentes mídias digitais é “um grande desafio".
Para ler o relatório completo:
http://j.mp/MarketingROIstudy
Após a análise do ambiente dinâmico e desafiador para marketing de hoje, o relatório recomenda que diretores de marketing CMO - Chief Marketing Officer devam se concentrar em cinco imperativos de liderança fundamentais:
- definir objectivos primeiros;
- métricas de projeto para garantir a comercialização estar ligada a estes objectivos;
- Reúna os dados corretos para essas métricas ;
- Comunique-se com toda a organização - quais são seus objetivos e como eles estão sendo medidos,
- avaliar e recompensar os funcionários, em parte, em quão bem os objectivos são atingidos.
quarta-feira, março 21, 2012
Quando o #fail é visto e quantificado
#fail 2011
Pesquisa interessante da E.Life que coletou durante 1 ano todas as menções #fail no Brasil e as classificou em 14 categorias. Vale ver os slides.
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segunda-feira, outubro 10, 2011
Onde a sua marca é mais falada?
Saiu uma pesquisa muito interessante pela eMarketer sobre como os jovens americanos discutem sobre produtos e serviços, em quais meios usam mais o buzz. É um dado interessante, para as marcas investigarem "Onde a maioria das pessoas fala mais da sua marca".
Existe pesquisa assim no Brasil? Não encontrei, caso sim, me avise via comentário. :)
Existe pesquisa assim no Brasil? Não encontrei, caso sim, me avise via comentário. :)
sexta-feira, setembro 16, 2011
Marketing: Fantasia vs Fatos
Marketing fact vs Marketing fantasy
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quinta-feira, agosto 04, 2011
10 coisas interessantes que li nos últimos dias
1 - 40% das pessoas que ficam se internet se sentem "sozinhas" - http://t.co/Dw4JTtJ
2 - Empreendedores parecem realmente pessoas diferentes das outras, do ponto de vista racional e biológico? http://t.co/Vi4aWwh
3 - Quanto custa você saber mais sobre seus consumidores? aqui
4 - Classe C consome mais turismo - http://goo.gl/fPVBD
5 - Conhece os vampiros do ambiente profissional? aqui
6 - 33 maneiras de se manter criativo aqui
7 - Como o Google, Bing e o IStock estão redefinindo o marketing, aqui
8 - Campanha interessante para a Fotoptica/SP - aqui
9 - Beluga dança ouvindo grupo de Mariacchi aqui
10 - Lula dança em festa de 15 anos (fazendo freela hein?! :D) aqui
2 - Empreendedores parecem realmente pessoas diferentes das outras, do ponto de vista racional e biológico? http://t.co/Vi4aWwh
3 - Quanto custa você saber mais sobre seus consumidores? aqui
4 - Classe C consome mais turismo - http://goo.gl/fPVBD
5 - Conhece os vampiros do ambiente profissional? aqui
6 - 33 maneiras de se manter criativo aqui
7 - Como o Google, Bing e o IStock estão redefinindo o marketing, aqui
8 - Campanha interessante para a Fotoptica/SP - aqui
9 - Beluga dança ouvindo grupo de Mariacchi aqui
10 - Lula dança em festa de 15 anos (fazendo freela hein?! :D) aqui
terça-feira, julho 26, 2011
O real valor é sua qualidade ou vice-versa?
Desenvolver um produto é fazer mais do que ele deve apresentar como desempenho, beleza e seu preço oferecido. O real valor de um produto é a soma da importância (ou significado) que você como cliente atribui a ele na sua vida, ou como Rabikar Chatterjee, professor de MBA da University of Pittsburgh
disse em entrevista à EXAME:
disse em entrevista à EXAME:
"A definição que os consumidores têm sobre a qualidade é o quanto ele atende as suas necessidades."Por isso pergunto, quando você analisa um produto você observa apenas os 4Ps dele ou você vai além na sua pesquisa (e análise)? Você analisar o valor (significado) que a marca tem para o consumidor do produto concorrente?
segunda-feira, julho 11, 2011
10 coisas que eu não sabia nos últimos dias (2)
- 59% dos brasileiros estão infelizes com o desequilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. - Relatório GFK
- Mais pessoas recomendam 'Sempre', marcas pelo Twitter do que pelo Facebook - Relatório Razofish.com
- Google deve "matar" o Blogger o Picasa - aqui
- 95% dos brasileiros tem o costume de beber café - e 14 vezes ao mês uma pessoa toma café expresso - aqui
- 52% das pessoas que usa internet interagem com uma marca - aqui
- Como é bom ver estes videos da MTV: aqui
- Se você está sem Instagram no Iphone, use este site para acessar ele e dar like, comment nas fotos das pessoas que você segue. - Instagre.at
- A apresentação sobre inovação no Fórum de Inovação da HSM, quem deveria representar bem o Brasil, parece que não foi tão bom. aqui
- Businees Week criou um guia simplificado para usar o Twitter. São dicas interessantes: aqui
- Dica de Andy Warhol - aqui
quinta-feira, maio 12, 2011
10 coisas que eu não sabia sobre a internet até ontem
- O Orkut é o terceiro site mais popular do Brasil. Facebook cresceu 20% de Janeiro para a Janeiro de 2011.
- Em 2010 o número de celulares com 3G no Brasil cresceu 79%. De 10,5 milhões para 18,8 milhões.(Anatel)
- Audiência da internet no mundo cresce 8%, na América Latina 15% e apenas no Brasil cresce 20%, segundo a ComScore.
- O Sudeste corresponde a 68% da população on line no Brasil, com média 23,7 horas mensais - Ibope Nielsen
- 40% do público que está na internet brasileira, tem mais de 45 anos. Ou seja, internet não é (apenas) coisa de jovem.
- 75% do público brasileiro usa e-mail, no mundo é apenas 63%. Crescendo ainda 3% em 2010. - ComScore
- 71,1% dos brasileiros on line, acessam blogs, enquanto no restante do mundo apenas 50% - ComScore (refletindo algumas questões: o brasileiro gosta de se comunicar e gosta de notícia)
- O Brasil tem um dos maiores índices de penetração do Twitter no mundo, com 22%, contra 13% nos EUA. - ComScore
- Categorias que decolaram em 2010 (provavelmente por motivos do Google Adwords)
- Automóveis - subiu 32%
- Lazer - 56%
- Viagens - 49%
- As mulheres são as que mais assistem videos na internet. A maior fatia está das mulheres entre 45 e 54 anos no Brasil. (Youtube como extensão da TV)
O arquivo com a pesquisa completa (em inglês).
sábado, março 12, 2011
O segredo da Apple. Você escuta o seu consumidor?
Muito interessante o que o Guy Kawasaki - um ex-funcionário da Apple, comentou. (Leia o texto traduzido do video: aqui.)
Acho que ele esclarece de forma simples o que diversos autores comentam sobre desde a criaçao de necessidades, de "foco no cliente", de métodos eficazes (ou não) de focus group. Guy diz que a Apple usa a pesquisa como parâmetro. A pesquisa é o lado esquerdo do cérebro. O lado racional. O lado financeiro. Enquanto que deixa o "feelling", a experiência para o lado direito, justamente o lado Steve Jobs de ser.
Isso é uma dica que pode parecer óbvia, mas muito interessante quando estamos desenvolvendo um planejamento e necessitamos de informações de pesquisa. Nos abastecemos de percepções do consumidor, mas quando percebemos as vezes, através de uma análise de tendências, nem sempre essas percepções estão tão claras, ou "no caminho" do que realmente você (como planejador ou como estrategista de produtos/serviços) pensa.
segunda-feira, setembro 21, 2009
domingo, maio 10, 2009
Resenha do livro de Martin Lindstrom Buy-ologogy
Brain Scanning: o neuromarketing chegando a seu extremo
Resenha do Livro Buy-ology: Truth and Lies About Why we Buy, Martin Lindstrom. Ed. Doubleday, 2008 – NY, USA.
Professor Ricardo PastoreCoordenador do Núcleo de Estudos do Varejo - ESPM
Martin Lindstrom pareceu-me um super star. Assisti a sua palestra durante a última edição do NRF em janeiro (2009). O livro de Martin é interessante e gostoso de ler, pois atiça nossa curiosidade ao nos remeter ao centro do misterioso órgão que controla pensamentos e ações: o cérebro.O prefácio é de Paco Underhill, autor do famoso best seller “Vamos às Compras”. Paco esteve na ESPM em 2007, visitou o Retail Lab e gostou muito do que viu por aqui. Segundo Lindstrom, a formação de conhecimento em marketing a partir do uso de pesquisas quanti e qualitativas não é mais suficiente para entender pensamentos, sentimentos, motivações, desejos e necessidades dos consumidores. O neuromarketing é! Apesar de reconhecer que tratar-se de uma ciência ainda jovem e limitada ao pouco conhecimento que temos sobre o cérebro humano.O livro é organizado em 11 capítulos e registra experiências a partir de uma pesquisa iniciada em 2004 na Inglaterra que custou $ 7 milhões (não especificou a moeda) financiados por 8 multinacionais, envolveu 200 pesquisadores, 10 professores e doutores e um comitê de ética. Ao todo, foram 2.081 voluntários analisados vindos de vários países.Para observar as reações cerebrais a partir de estímulos de consumo, foram utilizados dois dos mais sofisticados aparelhos de brain scanning ou algo como ressonância magnética de crânio, incluindo uma avançada versão de aparelho de eletroencefalograma. O resultado alcançado com pesquisa de tal porte é, segundo o autor, a transformação do nosso modo de pensar em como e porque consumimos.Embalados pelos dados grandiosos do experimento iniciamos a leitura dos capítulos com a atenção concentrada e nos mantemos assim até o final do livro. Logo de inicio, a polêmica questão da publicidade em maços de cigarro que expõem fotos de pessoas com doenças graves causadas pelo fumo. A pesquisa conclui que esses anúncios provocam o aumento do desejo de fumar, pois estimulam uma determinada região cerebral que passa a exigir do corpo a satisfação deste desejo.Novas descobertas são dadas como num revelar de novidades que anulam boa parte do que conhecemos. Temas como a capacidade de retenção de anúncios veiculados durante programas de TV, a presença de marcas em cenas de filmes e sobre o porquê de certos modismos, neste caso, justificados pela presença em nossos cérebros dos mirror newrons.Porém o mais impressionante capítulo tratou do experimento sobre a fé, a religião e as marcas, o capítulo seis. A reação do cérebro é a mesma em pessoas religiosas diante de ícones ubíquos das religiões e de pessoas comuns diante de marcas consagradas.Vale salientar que a proposta do neuromarketing segundo o autor não é a de comandar a mente dos consumidores e influenciá-los a comprar ou não. O objetivo é saber o que há na cabeça das pessoas no momento em que decidem comprar um determinado objeto ou serviço.
Resenha do Livro Buy-ology: Truth and Lies About Why we Buy, Martin Lindstrom. Ed. Doubleday, 2008 – NY, USA.
Professor Ricardo PastoreCoordenador do Núcleo de Estudos do Varejo - ESPM
Martin Lindstrom pareceu-me um super star. Assisti a sua palestra durante a última edição do NRF em janeiro (2009). O livro de Martin é interessante e gostoso de ler, pois atiça nossa curiosidade ao nos remeter ao centro do misterioso órgão que controla pensamentos e ações: o cérebro.O prefácio é de Paco Underhill, autor do famoso best seller “Vamos às Compras”. Paco esteve na ESPM em 2007, visitou o Retail Lab e gostou muito do que viu por aqui. Segundo Lindstrom, a formação de conhecimento em marketing a partir do uso de pesquisas quanti e qualitativas não é mais suficiente para entender pensamentos, sentimentos, motivações, desejos e necessidades dos consumidores. O neuromarketing é! Apesar de reconhecer que tratar-se de uma ciência ainda jovem e limitada ao pouco conhecimento que temos sobre o cérebro humano.O livro é organizado em 11 capítulos e registra experiências a partir de uma pesquisa iniciada em 2004 na Inglaterra que custou $ 7 milhões (não especificou a moeda) financiados por 8 multinacionais, envolveu 200 pesquisadores, 10 professores e doutores e um comitê de ética. Ao todo, foram 2.081 voluntários analisados vindos de vários países.Para observar as reações cerebrais a partir de estímulos de consumo, foram utilizados dois dos mais sofisticados aparelhos de brain scanning ou algo como ressonância magnética de crânio, incluindo uma avançada versão de aparelho de eletroencefalograma. O resultado alcançado com pesquisa de tal porte é, segundo o autor, a transformação do nosso modo de pensar em como e porque consumimos.Embalados pelos dados grandiosos do experimento iniciamos a leitura dos capítulos com a atenção concentrada e nos mantemos assim até o final do livro. Logo de inicio, a polêmica questão da publicidade em maços de cigarro que expõem fotos de pessoas com doenças graves causadas pelo fumo. A pesquisa conclui que esses anúncios provocam o aumento do desejo de fumar, pois estimulam uma determinada região cerebral que passa a exigir do corpo a satisfação deste desejo.Novas descobertas são dadas como num revelar de novidades que anulam boa parte do que conhecemos. Temas como a capacidade de retenção de anúncios veiculados durante programas de TV, a presença de marcas em cenas de filmes e sobre o porquê de certos modismos, neste caso, justificados pela presença em nossos cérebros dos mirror newrons.Porém o mais impressionante capítulo tratou do experimento sobre a fé, a religião e as marcas, o capítulo seis. A reação do cérebro é a mesma em pessoas religiosas diante de ícones ubíquos das religiões e de pessoas comuns diante de marcas consagradas.Vale salientar que a proposta do neuromarketing segundo o autor não é a de comandar a mente dos consumidores e influenciá-los a comprar ou não. O objetivo é saber o que há na cabeça das pessoas no momento em que decidem comprar um determinado objeto ou serviço.
quarta-feira, março 25, 2009
N Jovem: Ytrends
O N Jovem é um núcleo da Editora Abril e o mercado publicitário. Neste site voltado ao estudo do jovem existem várias pesquisas de acesso gratuito do Brasil e do Mundo.
O projeto em si é interessante para captar tendências e comportamento deste público com as novas mídias. Como ele interage, como procura conhecimento e como encara questões sociais.
O projeto em si é interessante para captar tendências e comportamento deste público com as novas mídias. Como ele interage, como procura conhecimento e como encara questões sociais.
segunda-feira, março 23, 2009
Ouça a voz do consumo. A Classe C.
A Classe C, diz: queremos comerciais que vendem sonho aos que mostram a realidade. Esta frase foi a que me chamou mais atenção na matéria na Meio & Mensagem de 16 de março (estou ainda lendo algumas que chegaram atrasadas aqui em casa) por conta da criação da McCann Bairro, uma unidade especializada no Consumidor Emergente. Acho a idéia sensacional. Ter uma divisão dentro de uma empresa que pense exclusivamente em uma classe que é a grande vedete hoje em todos os setores. Salve Lula (ou FHC).
Entender as várias classes C dentro de cada Classe C, é um trabalho rico e importante para o direcionamento de mídia.
“O objetivo da pesquisa é ampliar o conhecimento da McCann sobre a classe C brasileira, que representa o futuro do crescimento interno do País, ultrapassando o óbvio do que já se sabe sobre essa fatia para chegar além do que se vê. A pergunta é: qual é o horizonte?”, explica Aloísio Pinto, vice-presidente da McCann Erickson.
A classe C identifica diferenças claras de consumo entre sua classe, pobres, classe média alta e ricos. Tem ainda a consciência de que pode comprar, mas quer mais e melhor. Seu sentimento de exclusão deixa de estar ligado ao financeiro e atinge o comportamental. “O desejo prioritário da Classe C é hoje consumir sem preocupação e aprender a se comportar como classe média”, afirma Aloísio.
Pessoas de classe média baixa. É assim que parte considerável da amostra – 47% - define-se atualmente. Têm a necessidade de priorizar os gastos, carregam sempre alguma pendência financeira, mas não sofrem a falta de alimentos, condição restrita aos “pobres”, na visão do público pesquisado. Ainda assim, 68% sentem-se desprezados pelos ricos e 55% declaram ser avessos a produtos comercializados em lugares considerados “chiques”. “É curioso perceber que a classe C deseja consumir mais, mas não demonstra a preocupação em mudar de classe”, afirma Aloísio.
A proporção de poupadores entre a classe C ainda é minoritária: apenas 38% têm esse hábito. Fazer planos para o futuro não significa, necessariamente, poupar dinheiro. “Vivo com o que tenho e compro o que é possível” é afirmado com veemência por 59% dos entrevistados.
Outro dado importante apresentado pela pesquisa é que 46% dos entrevistados afirmam que uma propaganda de oferta não necessita de música e nem história; 44% também diz que um comercial bom não conta história, mas só mostra o produto; 42% prefere ver gente de bem com a vida em vez de gente batalhadora; e 34% prefere o comercial que vende sonho do que aquele que mostra a realidade.
Vale a leitura da matéria. Acredito que iniciativas como essa e como a da Lew,Lara em criar uma unidade especializada no setor automóveis, são atitudes ousadas que podem pagar o preço da experimentação, mas ganham em tentar oferecer um conteúdo mais personalizado para o consumidor. Vender sonhos a publicidade pode vender, mas vendamos o SEU sonho. Isto que importa.
*desculpem-me todos a ausência no blog, ando realmente meio ocupado
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