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segunda-feira, setembro 10, 2012

The Conversation Prism, por Brian Sollis



Mais um exercício de paciência do sempre bom Brian Solis, com o JESS3. 
The Conversation Prism gives you a whole view of the social media universe, categorized and also organized by how people use each network.

sábado, agosto 18, 2012

A transparência é boa demais para ser verdade... o que há por trás deste mundo transparente?


"Twitter e Facebook estão acabando com os segredos das pessoas"

Recomendo a leitura da entrevista da Veja com Andrew Keen que está lançando no Brasil o livro Vertigem Digital e tirar suas próprias conclusões. 

“A transparência é boa demais para ser verdade... o que há por trás deste mundo transparente?” Jean Baudrillard
Separei algumas partes.
O que há de errado com as redes sociais?
 Temo que a 
palavra "social" seja transformada em ideologia. Todas as últimas inovações digitais – de recursos musicais a soluções criativas – recebem obrigatoriamente o carimbo de social. Isso é preocupante. A internet deve sempre preservar a autonomia do indivíduo, atributo que não é respeitado por diversas plataformas. Os pensamentos originais só aparecerão quando as pessoas rejeitarem essa doutrina da multidão.

Em seu livro, o senhor diz que as pessoas estão abrindo mão de suas informações pessoais. Por quê? Vivemos a era do exibicionismo. Estamos desistindo dos nossos segredos. Chegamos ao mundo da transparência radical. Nossos perfis no Facebook, Twitter e Google+ são nossas vitrines. Hoje, riqueza corresponde a conectividade. Com esse comportamento extremamente narcísico, estamos virando marcas

As redes sociais podem realmente acabar com os segredos das pessoas? Conseguimos saber os gostos e os anseios das pessoas só visitando seus perfis nessas redes. Podemos ter uma geração de pessoas sem mistérios. Meu conselho aos usuários da rede é mentir. Eu mesmo nunca digo a verdade em meu perfil no microblog. Se você me segue no Twitter, confesso: não terá condições de saber muitas coisas sobre mim.

Qual é o futuro do conhecimento na internet? O conhecimento será restrito e estará presente em ambientes fechados com sistemas de pagamento, como o do The New York Times, onde sei que a informação é confiável. Ambientes digitais em que exista livre acesso de distribuição e compartilhamento de conteúdo como a Wikipédia ficarão comprometidos. A elite (pessoas como eu) sempre terá acesso às informações mais confiáveis, mas as massas vão se submeter à 'ditadura da ignorância'. É como voltar à Idade Média – e isso não é uma perspectiva muito atraente.

terça-feira, julho 03, 2012

Variedade é o que atrai o consumidor on line

"A oferta ampla de produtos é um dos pilares das empresas bem-sucedidas no mercado on line. É a variedade que cativa o consumidor e o atrai de volta ao site." Paul Zwillenberg - Boston Consulting Group

sexta-feira, junho 01, 2012

Somos escritores de nossas próprias marcas

Com o aparecimento da categoria Brand Content em Cannes, nunca um redator, jornalista e/ou até um social media tiveram tanto destaque na vida das marcas. Criar conteúdo hoje se tornou uma moeda de valor imprescindível e indispensável para construção de um relacionamento com o consumidor. Descobrir o que é relevante é cada vez mais difícil. É preciso muito feeling e estudo de tendências.

Como Faris Yakob escreveu, cada um pode ser um potencial ghostwriter de uma marca. Tendo boa escrita e conteúdo coerente, pode-se (até) "pegar emprestado" o conteúdo de um usuário comum e colá-lo à sua marca, campanha etc. O mais importante acho, não é necessariamente criar apenas conteúdo relevante, mas também que eles tenham um pouco de ligação entre conteúdos (ou campanhas) para criar uma coerência.

Faris disse algo importante que vive na atmosfera dos produtores de conteúdo. Somos o que criamos, e o fato de criar conteúdo, diz ao mundo quem nós somos - é um processo de afirmação:
"Now the peo­ple for­mer­ly called the audi­ence are churn­ing out con­tent as a func­tion of liv­ing, as com­mu­ni­ca­tion, as a way of cre­at­ing them­selves. This gen­er­a­tion is defined by the media it cre­ates, by what con­tent is shares, which pro­vides an ongo­ing role for brands – peo­ple need things to talk about, to share, and that con­tent will earn us a place in their streams, sup­ple­ment­ing the posi­tions we can buy.

If con­tent was once king online, it is now a repub­lic, and all con­tent com­petes to attract atten­tion, to adver­tise, in a live mar­ket that dynam­i­cal­ly allo­cates atten­tion to what­ev­er it most inter­est­ing right now."
Salta-se cada vez mais produtores de conteúdo bons que estão competindo com a qualidade de outros. Isto é ótimo! Produzirão melhores informações, com mais força e visibilidade. Quem ganha com isso são as marcas e as agencias, que terão que ter em em suas equipes pessoas com conhecimento com um pézinho publicitário, mas mais, de "quase-jornalistas".

Conforme a geração de conteúdo surja, a co-criação dele deve existir no mesmo grau. Favorecendo o fomento de uma relação com o consumidor, sendo um termômetro e gerador de informação de pesquisa para produção de novos conteúdos e do que o consumidor gosta. 

Curiosamente se formos perceber já existem ghostwriters há bastante  tempo, nas empresas, porém para o publico interno - nas intranets corporativas. O "pessoal da comunicação" são pessoas as vezes desconhecidas que produzem conteúdo para a própria empresa e que tem papel fundamental na comunicação, de valores, ações, idéias, sugestões, comunicados e ativações, mas sobretudo com as redes sociais internas, com a que acontece com a Totvs, é possível disseminar informações relevantes e de acordo com o contexto para um público interno e também gerem negócios. Assim, sim, existe (?) Brand Content (ou deveria existir) para dentro, (Por quê não?).

imagem: mediosenlared.es

quinta-feira, maio 10, 2012

@neto e sua verdade ácida (?)


Transcrevendo um texto do @neto muito interessante e verdadeiramente ácido para entendermos a internet e seus fenômenos.

Revolução é o cacete.


Existe um mito no ar.
O mito da revolução 2.0.
Querem convencer você que agora, finalmente, qualquer um pode participar de uma suposta mudança da mídia e da produção/venda da Cultura Pop.

“Agora, qualquer criança pode fazer um vídeo em casa e ficar famoso”, é o mote dessa gente.
Essa é a bobagem 2.0 difundida por todo canto.

A ideia sugere que foi aberta uma janela para o mundo que estava fechada no passado.
É bonito mas essa é só uma meia verdade.
Segundo essa teoria, Justin Bieber, por exemplo, só surgiu porque um produtor descobriu o garoto prodígio quando encontrou seu vídeo no YouTube.
Como se não tivesse existido nenhuma Boy Band, nenhuma estrela-mirim antes do Bieber.
Bobagem.
Um talento como Justin Bieber (talento tão questionável quanto qualquer outra Boy Band) teria estourado com ou sem YouTube. E se não fosse ele, seria outro, mas não se deixe convencer. Não acredite no mito de que agora ficou mais “fácil” conquistar a mídia. 
Alias, falar mal dessa democratização é politicamente incorreto, porque muita gente ganha dinheiro iludindo agências e clientes. 
Muita gente vive exatamente de superestimar a força das redes sociais e do 2.0.
Mas a real é que o fenômeno é muito mais simples do que se vende por aí.

No passado existia apenas um punhado de “geradores de conteúdo”. 
Ninguém pensava em quanta informação o público poderia receber, porque não existia nenhuma possibilidade de sobrecarregar os canais existentes, com os poucos geradores de conteúdo da época.
Nego lia um livro, via um noticiário, assinava um jornal, lia algumas revistas e vivia a vida-lá-fora no resto do tempo que lhe sobrava.

O mundo mudou, mas muita gente ainda continua olhando só para o lado do gerador de conteúdo, sem se dar conta que passou a ser importante olhar também para a outra ponta, a do receptor-espectador-usuário-internauta e de como você e eu gerenciamos nosso tempo para tanta oferta de informação/conteúdo.

Descobrir como cada um gerencia seu Tempo é, sim, a grande arma nessa Revolução. 
(E exatamente por isso, o Curador 2.0 ganhou importância, seja ele o sujeito que você segue no Twitter, seja uma marca que ajuda você na dura tarefa de filtrar o que é relevante)
Quando a oferta de conteúdo é ILIMITADA como a de hoje, a capacidade de absorção de informação não é mais irrelevante como era no passado. 

Quando a gente acredita que cada um, hoje, é um produtor de conteúdo, esquecemos que do outro lado, para dar conta de tanta informação, o receptor-espectador-usuário-internauta  tornou-se menos atento e muito, mas muito menos impressionável.
Por exemplo: se você, no passado, dava conta de descobrir, digamos, 5 bandas de rock por ano e agora descobre 56, uma a cada semana já que os canais se proliferaram, não se iluda. Sua atenção para cada banda foi reduzida a uma mera fração. 

Todo mundo pode ficar famoso por 15 minutos,  em 15 minutos. Do anonimato para a fama e da fama para o anonimato em apenas 15 minutos.
E essa é a pegadinha da Revolução 2.0

A família “Para Nossa Alegria” ficou famosa no YouTube, e com isso, não provou que os meios estão mais democráticos. 
Nada disso.
Eles apenas ocuparam o espaço de uma bobagem semelhante, que seria divulgada pelo Raul Gil há 20 anos. 
Só isso.
A possibilidade de você, que canta bem, gravar um YouTube e ser descoberto por um produtor, depois que seu vídeo tiver 2 milhões de acessos, parece realmente sugerir que você tem mais chance de explodir. 
Mas não tem. 
A chance de você conseguir dois milhões de likes dizendo que você canta bem é tão remota quanto era quando você mandava uma fita demo para 15 produtores, na esperança que algum “descobrisse” você.
Só que como todo mundo testemunhou o que aconteceu com os Para Nossa Alegria, ou com a Suzane Boyle, ficamos com essa sensação de que agora qualquer um de nós pode mudar o mundo.

Mas, infelizmente, não pode.
(Cabe aqui o parenteses do nicho. Este é um capitulo a parte e, sim, a democratização do online pode fazer a diferença. Taí o Jovem Nerd, por exemplo, que dificilmente teria encontrado sua audiência cativa há 20 anos. O problema é que, salvo honráveis exceções, como essa do exemplo, nem sempre é fácil ganhar dinheiro e sobreviver apenas com a receita gerada pelo nicho que você se dedicar)

O fato é que sua presença online não é mais relevante que sua presença offline.

A ilusão da importância deste alcance, desta cobertura, cria o tal mito da Revolução.
Veja meu caso, pobre de mim.
Tenho 168 mil followers no Twitter. 
Aí minha filha pediu que eu twitasse sobre a fanpage que ela criou, pedindo likes.
Twitei 3 vezes.
Sabe quantos likes vieram?
5.
Provavelmente de quem é meu amigo, no off.
Por que?
Porque esses 168 mil followers são uma abstração. O tempo que eles dedicam a mim ou a qualquer outro assunto é muito menos do que uma fração de segundo.
Só que a gente adora números.
Então a gente se impressiona.
E acredita mesmo que existe a tal revolução.
Os números de followers, likes, clicks são absolutamente ilusórios e essa suposta cobertura, é uma ENORME falácia.
E pior.
Esses números criam uma angustia nos clientes que agência nenhuma conseguiu resolver.
O que estão falando de nós online? 
Como monitorar e gerenciar esse discurso?
Que consequência terá tanto debate sobre minha marca?
Sinceramente?
Consequência quase nenhuma, quanto mais passa o tempo, mais me convenço.
Não é porque agora você testemunha que falam mal de você, que estão falandomais mal de você do que antes.
Exemplo:
Todo mundo sempre soube que boa parte das operadoras de celular são um lixo. 
Que o sinal cai. 
Que 3G não rola como deveria no Brasil.
Todo mundo sabe que sempre foram campeãs de reclamações no PROCON. 
Não é porque estão falando mal de operadoras no twitter que alguma coisa vai mudar.
Um problema não é mais grave porque é mais comentado. 
Poderia ser. Deveria ser. Mas não é.
Exatamente porque a crítica essa crítica 2.0 às operadoras - será diluída num caldo de para-nossa-alegria-fotos-da-famosa-pelada-críticas-a-provedores-fofocas-do-dia e etc. que levarão a tal crítica ao status de irrelevante aos olhos do usuário. 
É só mais uma crítica.
É só mais um twit.
Volátil e sem importância.
É a Regra da Diluição: quanto mais informação, menos importante é a informação.

Pense nisso: o fato de todo mundo gerar conteúdo, não torna todo conteúdo criado importante. Pelo contrário. Torna cada um de nós um filtro mais e mais afiado, que não dá importância a quase nada.
Aí você dirá: mas as redes sociais criaram a possibilidade de uma Manifestação Articulada que mostre a força do consumidor.
É mesmo? Então cite um exemplo onde isso funcionou.
No churrasco de gente diferenciada? 
Sério?
Não me entenda mal.
Não estou negando a importância das redes sociais. 
Não estou querendo ignorar a importância do colaborativo, do conteúdo gerado por usuário, da mobilização online, do power to the people ao poder da segunda tela para as emissoras.
Estou apenas incomodado de ouvir um discurso que dá a entender que a Banda Mais Bonita da Cidade é filhote do 2.0, que - por consequência - o sucesso está ao alcance de qualquer um.
Não está.
A Banda Mais Bonita da Cidade não somou +1 na lista de sucessos da MPB. 
Apenas tirou o lugar de uma outra banda qualquer, mais feia, mas que teria ocupado esse espaço valendo-se dos meios antigos.
Você e sua banda continuam tendo uma chance mínima de se destacar.
E a propósito, seguindo a Regra da Diluição aí de cima, onde foi mesmo parar a Banda Mais Bonita da Cidade?
Em resumo: 

1. Entrar no radar da massa continua tão difícil quanto no passado. A cobertura democrática é só uma ilusão. 
2. A aparente democratização do acesso ao espectador, apenas sobrecarregou o próprio espectador e deixou qualquer mensagem mais volátil do que antes.
3. Se de um lado, qualquer mané tem cobertura mundial, 99.9% desses manés continua sem nada relevante para dizer.
4. Se você faz sucesso a partir deste mundo online, desconfio que você teria também feito sucesso no mundo offline.
5. Sucesso, hoje, dura muito menos tempo, porque todo dia tem alguém ocupando a atenção do consumidor.
6. Apesar de sua suposta “cobertura global”, sua chance aumenta quando você foca num nicho (e isso sim é novo: agora é possível focar em nichos que antes eram praticamente inacessíveis).
7. O resumo da ópera: não se deixe enganar. A Revolução 2.0 não torna o sucesso mais PROVÁVEL que no passado. Torna-o apenas POSSÍVEL. 
E finalmente, mais do que nunca, vale a regra universal: você não se preocuparia tanto com o que pensam de você, se soubesse como pensam pouco em você.

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Antes vendíamos produto, hoje vendemos (também) idéias (e propósitos)



Video interessante sobre a evolução da mídia e como a mensagem se tornou importante hoje. Ter uma causa. Ter uma mensagem...Com a internet se tornou muito mais importante vender a idéia/mensagem, do que mostrar puramente o produto pelos formatos das propagandas tradicionais. São quase pequenas epifanias diárias...úteis ou não, interessantes ou não, para nos atrair para a compra.


É a internet servindo de canal para mudar a forma de interação e venda. É a venda pela causa/idéia

Por que não dizer que um publicitário, ou um social media não seria um 'vendedor' também? 
A internet modificou totalmente a forma de criar interesse...buscamos a Big Idea e ainda convergente e que gere interação e relevante. É mole?!

terça-feira, janeiro 10, 2012

Social Media e o autoconhecimento

Sabe, de uns tempos para cá venho observando cada vez mais assuntos (muitas vezes desconsideráveis) que tomam proporções no ambiente digital e assim o nosso tempo diariamente quando entramos em mídias sociais. É corrente de animal morto, é de banda ruim, de sucesso de Michel Teló, de paródias sacanas, de mashups razos etc. Engraçado que me parece que isso tudo converge a uma só opinião: Precisamos de algum assunto, precisamos de algo para o que falar. Se não, criamos, mixamos assuntos e voilá, nos tornamos assunto ou provocamos um. Algumas pessoas são quase aquelas revistas sensacionalistas. (Sim, este post será ácido.)


Deixo claro, que salvo exceções não sou adepto a correntes, nem retransmito elas. Porém, tem algumas que surgiram ultimamente como a da CET, ou da PM na USP que são úteis de um certo modo. Mas ao ver a maioria se torna totalmente um profusão de assuntos desnecessários poluindo nossas timelines e diminuindo nosso tempo.


Minha impressão geral é (e isso se reflete muito no Trending Topics) que nós todos (queremos ou) precisamos de um "Cristo" para jogar pedras. Precisamos de assuntos para povoar nossas idas ao trabalho, quando estamos no metrô, no ônibus, no cabelereiro, nos almoços, nas procrastinações...Parece que a liberdade de compartilhar e de livre-conhecimento e acesso fácil à tudo disvitua a capacidade de fazer conjecturas mais profundas e reflexivas. Vide a Sandy e sua liberdade sexual, o caso da Gretchen sendo garçonete, de Michel Teló e seu sucesso, se Restart é uma banda boa ou não e se seus integrantes são homossexuais ou não, Belo Monte..... Exemplos bem mais sensacionalistas e típicos de pauta de revistas sensacionalistas - vide o video-sacana de Rafinha Bastos.


Bem, esse fenômeno da "maldade instantânea" ou da "irresponsabilidade sem consciência", da liberdade de expressão e a capacidade de produção de conteúdo livre, vem produzindo "pautas" que não sobrevivem no nosso intelecto. Hoje o que é que fica na história? Nossa história virou sucessão de tablóides?  Conteúdo efêmero e desnecessário. Assusta-me isso. Afinal, poucos destes assuntos levantas questões importantes para a sociedade: Lembra-se do video do menino (zangief) gordinho cansado de receber bullying?


Arriscando-me a incorrer a apontar desvios psicológicos das pessoas, ao obervar esses fenômenos diariamente na internet e nas mídias sociais só me vem à cabeça que isso tudo me parece uma raiva reprimida (ou inveja) interna de alguma coisa que precisamos de algo para "chutar", maltratar, falar mal, para nos sentirmos melhor ou sermos aceitos. Situação da economia, família desunida, problemas afetivos, desemprego, depressão? São inúmeras as possíveis causas.


A máxima: "Ninguém chuta cachorro morto", me parece bem atual, mas modificado. Hoje os cachorros mudam. Ou pior, nós criamos os cachorros para chutar. Posso estar profundamente enganado, mas prefiro me arriscar mesmo assim.


Esse início longo do post me levanta a lebre de que nós não nos conhecemos profundamente. Agimos pelo instinto da multidão. Defendemos sem profundidade. Ofendemos sem estudar. Lançamos assuntos sem motivo. Compartilhamos no automático. Falta-nos filtro? Pode ser. (Se tivéssemos um filtro no Facebook como o de anúncios indesejáveis só que para correntes?) Falta-nos personalidade? Pode ser. Opinião todos nós temos na internet. Expressamos livremente, mas será que buscamos estudar antes de opinar ou ficamos sabendo apenas pelas frase-títulos dos rss?


Bem, a ideia do post é apenas nos fazer refletir sobre como estamos vivendo e consumindo mídia. Mídia é tempo. Você é o que você lê (ou procura ler). Então, cuidado para não formar (e transformar) sua personalidade e seu jeito único de ser em alguém amargo, ruim, sem profundidade e que opta apenas em enviar "newsletter-negativas" e reclamar. Você pode ser alguém reprimido. Observe-se essa semana. A tecnologia muda, mas as pessoas e suas frustrações e angústias continuam as mesmas. Não alimente e nem crie os seus cachorros. Livre-se deles e dessasm pessoas. Conheça-se.

sexta-feira, setembro 09, 2011

Social Media Marketing - experts

Em um infográfico os maiores pensadores em Social Media Marketing reunidos pelo Awareness. No site do @telesjr tem mais alguns. Recomendo a leitura. Já li alguns, faltam outros, mas vale conhecer.

segunda-feira, agosto 29, 2011

Branding: a marca no contexto digital

Dias atrás tive o prazer de dar uma palestra na turma de Pós-Graduação em Planejamento Estratégico, na UnP (Universidade Potiguar), sobre Branding: Marca no Contexto digital. Foi desafiador e gostoso.

Recepção boa. Turma atenta e acredito que pude levar um pouco do que penso sobre Branding, no contexto digital.

Tivemos também a participação do José Junior do Diretor de Criação da Rits Comunicação e Tecnologia (agência digital), para comentar sua percepção do digital no mercado local.

Espero que gostem.
Qualquer dúvida ou comentário ou objeção é só me escrever (paulocomunica@gmail.com) ou comentar aí embaixo.

terça-feira, agosto 16, 2011

O poder invisível, mas sensível da internet

Você desejaria o bem para uma pessoa que você nunca viu na vida?

Vou refazer a pergunta: Você desejaria o bem para uma pessoa que você nunca viu, mas você segue-a no Twitter?

Bem, mas você desejaria ao vivo?

Essa pergunta eu me fiz depois de dois episódios que aconteceram comigo. O primeiro foi há uns 3 meses, Natal passava por um grave momento chuvas intensas de vários dias quase que ininterruptamente, na capital. E isso fez aparecer vários pontos de alagamento na cidade. Certo dia varias casas em um vários bairros foram inundadas subitamente. Uma enchente invadindo várias casas em vários bairros depois de uma noite longa de chuva.

Curiosamente algumas pessoas twittavam muito durante a chuva e uma pessoa que sigo retuitou mensagens de outra que havia sido atingida pelas chuva, em desespero depois de ver sua casa sendo inundada. Vi a RT, e me sensibilizei com a pessoa que foi prejudicada. Enviei várias mensagens de incentivo, prestando-me a qualquer ajuda.

O momento foi emocionante. Ela me agradeceu e recebeu diversas mensagens de incentivo de várias pessoas e aos poucos a água baixou. Voltando ao normal, apesar das perdas momentâneas.

Ontem, me deparei novamente fazendo o mesmo ato.
Sigo diversas pessoas no Twitter, e me sensibilizei com o que ocorreu à Ana Carolina Rocha, a @tchulimtchulim. (ela foi atropelada brutalmente por um onibus em SP) E sem nem conhecer, muito menos ter trocado sequer mensagem com, deseje-a: força e melhoras.



Fiquei pensamento no poder das redes sociais neste momento na capacidade de aproximar e oferecer oportunas expressões de solidariedade à pessoas em momentos difíceis. Como também na vontade destas em comentar algo tão particular com amigos ou conhecidos na rede. (coisa que seria bem diferente no G+ com seus círculos)


Pode parecer piegas, mas passar uma simples mensagem pode fazer grande diferença às pessoas, mesmo que sejam curtas e simples. Não espero nada, apenas quis manifestar algo que me fez refletir sobre como o ser humano pode oferecer e ajudar (existe uma campanha de doação de sangue à Ana Carolina rolando pelo Twitter) pessoas, que procuram (ou não) de ajuda.

Levanto aqui o poder invisível que a internet pode oferecer às pessoas, como o Crowdsourcing, como também o Crowdfunding como mecanismos sociais de ajuda e trabalho social. É invisível, mas pode ser sentido.

Faço aqui a pergunta inicial do post: Você desejaria o bem para uma pessoa que você nunca viu na vida, ao vivo?

Acho difícil, infelizmente. Você certamente pensaria que poderia estar invadindo a privacidade da outra pessoa. Ao mesmo tempo que a internet aproxima, ela nos esconde, blinda ou "faz o trabalho" de não nos fazermos presente. Essa é a maravilha e a desgraça da internet.

O real é importante, mas o digital também se tornou. Não há vida na internet, mas nós precisamos dessas expressões da vida para nos alimentarmos.(assim como a arte)

Deixo aqui um projeto muito bacana que vale a lembrança:


Doe Palavras from RC Comunicação on Vimeo.

quarta-feira, julho 27, 2011

Uma verdade ou uma reflexão sobre o Digital?

Li e me identifiquei muito com o pensamento do @renedepaula depois que vi este videocast dele. Recomendo que você guarde 22 min do seu tempo para assistir. Intuitivamente acho que andei sentindo isso, (e as vezes não, como bati muito na tecla em conversas nos bastidores do Social Media - veja mais aqui) mas que agora o Renè deu vida aos meus pensamentos. O video serve como um alerta ou uma reflexão sobre um momento de bitolamento e cegueira estratégica no digital. Pessimista? Assita ao video e tire suas conclusões. Aguardo seus comments.


procura-se uma agencia que... from renedepaula on Vimeo.

terça-feira, julho 05, 2011

Importância e crescimento do Inbound Marketing

Inbound Marketing (Inbound marketing is a style of marketing that focuses on getting found by customers.) é um termo que surgiu de uma percepção de quanto mais (e melhor trabalhados os) canais e conteúdos interessantes - fora o relacionamento, mais audiência e relevância você terá e poderá oferecer aos seus leitores. Atraindo-os. Ou seja, "cuidar da sua entrega" e "cuidar da sua imagem" ajudam a 'atrair' a audiência. (Além das questões de SEO etc.)

A MDG Advertising reuniu em um infográfico dados da Hubspot e da eMarketer, sobre o crescimento do uso de mídias e a redução do custo operacional, fazendo um paralelo com o uso do Outbound Marketing para "trazer" a audiência. Ou seja, não basta criar um video bacaninha, ou "ser notícia", é importante que aja uma adequação com os canais e uma orquestração deles.

Vamos ao infográfico que pode esclarecer melhor.

quinta-feira, maio 12, 2011

10 coisas que eu não sabia sobre a internet até ontem


A partir de um estudo The Digital Year in Review: Brazil, elaborado pela ComScore. De janeiro de 2010 a janeiro de 2011, o Brasil registrou crescimento de 20% em sua base de usuários. Saindo na Revista Proxxima em abril deste ano. O Brasil se revelou uma grande ebulição de oportunidades:

  1. O Orkut é o terceiro site mais popular do Brasil. Facebook cresceu 20% de Janeiro para a Janeiro de 2011. 
  2. Em 2010 o número de celulares com 3G no Brasil cresceu 79%. De 10,5 milhões para 18,8 milhões.(Anatel)
  3. Audiência da internet no mundo cresce 8%, na América Latina 15% e apenas no Brasil cresce 20%, segundo a ComScore.
  4. O Sudeste corresponde a 68% da população on line no Brasil, com média 23,7 horas mensais - Ibope Nielsen
  5. 40% do público que está na internet brasileira, tem mais de 45 anos. Ou seja, internet não é (apenas) coisa de jovem. 
  6. 75% do público brasileiro usa e-mail, no mundo é apenas 63%. Crescendo ainda 3% em 2010. - ComScore
  7. 71,1% dos brasileiros on line, acessam blogs, enquanto no restante do mundo apenas 50% - ComScore (refletindo algumas questões: o brasileiro gosta de se comunicar e gosta de notícia)
  8. O Brasil tem um dos maiores índices de penetração do Twitter no mundo, com 22%, contra 13% nos EUA. - ComScore
  9. Categorias que decolaram em 2010 (provavelmente por motivos do Google Adwords)
    1. Automóveis - subiu 32%
    2. Lazer - 56%
    3. Viagens - 49%
  10. As mulheres são as que mais assistem videos na internet. A maior fatia está das mulheres entre 45 e 54 anos no Brasil. (Youtube como extensão da TV) 

sexta-feira, abril 16, 2010

Clientes mudam mais rápido que empresas | 6 dicas da TESCO

São os clientes hoje que ditam o que as empresas devem fazer e não a concorrência.

Existe uma máxima no marketing, criada por Al Ries - que ainda hoje permanece viva, de que "Se você não se posicionar, o mercado vai te posicionar." trocando em miúdos seria: se você não disser quem você é o mercado fará isso por você. Pois bem, esta realidade está (e continua) em voga, porém o gerador da mudança é o hoje o consumidor e não a concorrência.

No World Business Forum 2008, organizado pela HSM Management, Sir Terry Leahy, Presidente da Tesco - maior varejista da Europa e terceiro maior grupo de varejo mundial, falou uma coisa que me chamou a atenção: "Clientes mudam mais rápido que empresas." Esta afirmação é extremamente relevante (já era) quando vivemos na era do acesso livre as informações, das redes sociais, da busca do compartilhamento, sobretudo do poder que hoje o consumidor tem - O PODER SAIU DAS MÃOS DAS EMPRESAS! Isso percebido, lhe traz de volta ao controle do negócio, como Terry fala.

Além disso, isso me recorda a necessidade das empesas terem processos e pensamentos cada vez mais voltados ao pensamento flexível e descentralizado, altamente voltada ao consumidor. Marco Zanini diz em seu texto: "Com o aumento da aplicação intensiva do conhecimento nos processo produtivos, criatividade, inovação, liderança e gestão de equipes de alto desempenho tornam-se tarefas atribuídas aos mais diversos níveis hierárquicos, o que pode representar um grande diferencial competitivo numa época em que a inovação organizacional deixa de ocorrer de forma centralizada...", só reforça o fenômeno atual de "analista de redes sociais", de ações que integrem o consumidor dentro do processo produtivo da empresa, de pesquisas cada vez mais constantes de satisfação e testes-de-conceito realizadas pelas agências de publicidade.



É um conceito que pode parecer óbvio, mas que precisa se integrar dentro do board da empresa e para isso, temos que trazer para a realidade da comunicação também. Temos - nós publicitários, criar planejamentos, criações, estratégias que envolvam o cliente e que sejam relevantes. Deixando-os participantes. Essa participação criará lealdade e por assim, o consumo e a indicação.


LEALDADE = INDICAÇÃO


Então, o Presidente da Tesco deixa dicas como:
  1. São os clientes que estabelecem as prioridades, a estratégia. E não a concorrência.
  2. Sempre faça as coisas simples - Não confunda "Simples" com "Fácil". Simplicidade sempre.
  3. Implementaçao é tão importante quanto estratégia - se sua estratégia estiver apenas no papel, ela sempre será um pedaço de papel.
  4. Pense Localmente
  5. Em tempos de mudança, nós (empresas) temos que mudar. - Não fique preso a planos, previsões e estimativas, baseadas no ano anterior. Pense no mundo como ele está ou como você gostaria que fosse.
  6. Confie nas pessoas. - Permita-lhes correr riscos, a inovar e experimentar. Dê a chance dele fazer parte da (sua) equipe.
Fonte: images aqui e HSM MANAGEMENT