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sábado, setembro 13, 2014

O design como mantenedor da autenticidade das marcas



Autenticidade como principal busca das marcas
Assistindo este video do Wally Olins falando sobre Nation Branding (fazer branding para países, cidades, regiões) ele ressalva a importância que devemos dar para a nossa personalidade cultural para transformá-la em um ativo estratégico, aumentando o seu valor de percepção e transacional. 

Wally, comenta que países têm que acordar para além de investir nas importâncias internas que lhe dão competitividade comercial como impulsionadores para reforçar sua natureza genuína e sua personalidade cultural, como identificatório e valiosa.

Curiosamente, estou lendo o seu último livro (infelizmente Olins morreu este ano nos deixando seus vários pensamentos) Brand New: The Shape of Brands to Come, nele já em suas primeiras palavras ele reforça a necessidade de entendermos o que é Autenticidade e o que isso significa socialmente e o quanto empresas podem se valer desta qualidade.

Ele nos entrega definições e pensamentos sobre o que seria Autenticidade, desde "fazer o que é certo", quanto a idéia de olhar a produção de um produto pela ótica de sua localização e do "artesanal". Que cria um maior grau de identificação àquele produto, caso da L´Occitane que produz e se referencia totalmente na região da Provence. 

Mesmo quando hoje em dia a principal estratégia das empresas hoje têm sido Fusões e Aquisições, devemos ficar atentos à nossa capacidade de manter esta autenticidade. Desde o fato da marca de automóveis Jaguar não ser mais genuínamente britânica e pertencer a Tata Motors, indiana. Desde saber que na Slovákia é o lugar no mundo que mais se produz carros de várias marcas. De perceber que um produto tecnológico, como um iPhone ser inteiramente produzido na China. A busca por manter a identificação tem sido uma das maiores preocupações das empresas.

Ser autêntico, me faz pensar ser um misto entre manter valores e uma tradição muito bem identificáveis. Um fato que pulou na minha tela hoje foi uma história sobre a Elizabeth II, rainha da Inglaterra, que mostra um pouco desta sensação de autenticidade de reforço de valores através de atos:
"Londres, 1940, 2° Guerra Mundial.
Os bombardeios são diários, e uma invasão aeronaval alemã sobre a Inglaterra é iminente. 
A Inglaterra estava perto de perder a guerra e ser conquistada.
O primeiro-ministro Churchill pede ao rei George VI que vá para o Canadá com a família.
Tranquilo, o rei avisa que não deixará o país.
Churchill insiste: então que, ao menos, vá a rainha com as filhas.
Elas não aceitam e a filha mais velha entra no exército britânico, como tenente-enfermeira. Sua função é recolher e cuidar dos feridos em meio aos bombardeios.
Eles poderiam ter ido para o Canadá em segurança e viverem tranquilos.
Hoje a filha mais velha é a rainha Elizabeth II, empossada em 1952, depois da morte do Rei.
Essa postura da família real mostrou a todos os ingleses que a liderança do país e o povo estavam todos juntos. Com certeza isso motivou extremamente os soldados nos campos de batalha."
Autenticidade tem a ver com nossas raízes. Isto me faz lembrar sobre estes tempos tão confusos onde alçamos a pedestais pessoas cujas obras e valores são fluídos e sem profundidade. Alçamos mais celebridades do que ícones e talvez este seja um indício da nossa confusão em entender sobre autenticidade. Já não se fazem pessoas, (ou empresas) como antigamente. 

Os tempos hoje são outros. A busca pela transparência tem sido importante para a evolução social. Tanto quanto o emprego em real-time da sustentabilidade. Onde nossas angústias e expectativas estão cada vez maiores, mas empresas estão vivendo numa época cada vez mais difícil, hostil e complexa fazendo com que suas ações diante da complexidade crescente, sejam as vezes vistas como frias e puramente racionais. 

O HSBC nos últimos tempos comprou 18 bancos, o Santander tomou o mesmo caminho. Facebook vem fazendo o mesmo; sem falar do Google e a Totvs. Como manter culturalmente a mesma qualidade (não apenas vista pelo lado operacional e aproveitamento de recursos à lá Lean), mas manter sua autenticidade na maneira de se comportar com o consumidor? Pelo Customer Experience (experiência do cliente) e pelo Customer Service (atendimento ao cliente). Daí a importâncias das marcas terem Customer-Centricity (centradas no consumidor/usuário).

Desenhar serviços hoje vem ganhando sua importância, pela necessidade das empresas em manter operacionalmente uma máquina funcionando 'redondinha', mas também pela necessidade - através de uma ótica centrada no ser humana - de entregar serviços memoráveis e propor experiências que sejam prazerosas para ambas as partes. Acho que apenas assim é possível manter sua autenticidade e pensar "este é o jeito de atender da empresa X".

Óbvio, desenhar serviços não é a principal coisa, mas também desenhar uma cultura que compre a idéia e acredite na "idéia da marca". Percebemos isso no mercado de luxo onde vendedores precisam conhecer inteiramente o universo e a história da marca para trazer sua atmosfera mais autêntica e crível para o consumidor. Por isso é fascinante comprar coisas que carregam histórias e significados. Como sobre a produção das guitarras Fender, onde só uma pessoa - uma mulher, que manualmente grava o nome de registro, série e seu nome (pule o video para 19:00min) em cada captador para todas as guitarras produzidas na empresa. Ela faz isso há décadas.


Manter as características fundamentais da marca, sua essência, neste ambiente globalizado tem um desafio e tanto, quando entendemos que de um lado as empresas estão nascendo para serem globais ou serem compradas (vemos isso no mercado de Startups) e manter uma raíz, uma tradição parece ser algo importante quando estamos perdendo ou nos esquecendo de nossas origens neste mundo líquido, rápido, desgastante e efêmero que estamos vivendo e sendo postos. Não estão matando um leão por dia, estamos matando uma matilha globalmente diariamente. Daí a importância do termo Glocalização.

Isto tudo nos abre a possibilidade de voltar as origens sempre. Quando nem na função do Estado somos representados, buscamos marcas para nos entender e diminuir a dificuldade em se viver. Como neste caso interessante, onde o design tem contribuído para as pessoas andarem mais de bicicletas em Nova Iorque. 

Ter um alinhamento claro de sua identidade favorece as pessoas se identificarem com sua marca. O design sendo processo, estética, gestão ou produto ajuda a tangibilizar isto. A autenticidade depende do design (do como funciona e para quem), mais do que a forma em si, para manter quem você é. Propor experiências e agir com seus valores, é uma maneira de manter sua autenticidade e reforçar seus valores.

quarta-feira, maio 08, 2013

Você acha realmente que entrega valor para o seu cliente?

Nós somos programados a linkar valor de produtos ao dinheiro, e essa é uma perspectiva industrial de produção de bens, cujo a indústria, favorecida pela lógica do marketing, produziu padrões de pensamento que nos fizeram perceber que valor pode ser produzido pela empresa. Na verdade não pode. Como valor é diferente de preço/dinheiro. Empresas apenas podem propor valor, mas não criar valor.



Criação de Valor
O valor é sempre criado-no-uso do produto.
O que a empresa faz é propor um conjunto de entregas (leia-se produtos ou serviços ou experiências), ditas pela Promessa de Marca, e vendidas como Proposição de Valor (Value proposition).


Um mundo onde o valor não é alguma coisa que está incorporado dentro dos produtos ou serviços que as empresas desenham ou oferecem, mas sim, o valor é criado pelos consumidores no uso. O ato de usar determinará se aquilo tem valor ou não. A empresa não pode vender valor, ela não vende valor, ela apenas pode oferecer um pacote de supostos significados e experiências "evidenciados" pelo preço, pela praça, pela imagem etc. Terreno no qual a publicidade trabalha procurando vender valor via novos features e atributos no produto/serviço. Daí importância de olhá-los (os produtos) pela ótica da empatia, enxergando o mundo pela ótica dos seus sapatos. 


Se nós separarmos valor do produto e reconhecer que o valor é alguma que pode apenas ser definido pelo seu beneficiário e deste modo, esse valor é experiencial e efetivamente um estado da mente, entendemos que devemos olhar o desenho de produtos e serviços pela ótica da experiência e da produção de significados se torna mais efetivo. Afinal, quando damos um presente a alguém na verdade queremos transferir significado que nós interpretamos, por meio de uma percepção ou experiência prévia. 
"Os indivíduos compram as coisas não só pelo que elas fazem, mas também pelo que significam." Sidney Levy, (1959)
Por isso, que se olharmos a competitividade hoje batemos em um degrau alto de entendimento de que as empresas não se preocupam com a experiência, mas com a entrega e a mensuração financeira da venda. E quando acham que se preocupam elas ou coletam as informações de forma pouco profunda, ou de achismo (sem inserir realmente o consumidor no processo) como em "eles vão adorar", ou até de forma autoritária. É a Lógica industrial focada em produção e falsa-criação de valor por parte da empresa. O famigerado "valor agregado". 

Roger Martin foi perguntado certa vez como devemos competir e ganhar no mercado atualmente, e ele respondeu: Clientes pagarão premium price? Temos um superior User Experience? Temos lower cost? Somos mais eficientes? 

Assim, faz sentido perguntarmos que tipo de consumidor a sua empresa quer criar. 

Na Publicidade
Percepção> Emoção> Experiência> Experiência Significativa> Dando Significado

Se percebermos nesse processo de formação da experiência, entendemos como a Publicidade ou Promo (e/as empresas) atuam e como a Experiência do Cliente hoje faz todo o sentido. Ela atráves da comunicação e design procura proporcionar uma percepção (terreno dos atributos), através de alguma estratégia de humor (emoção), para provocar alguma experiência (efeitos sonoros e visuais), para tentar ser significativa (gerar lembrança) e fazer com que o cliente fale espontaneamente "vamos comprar aquele produto/serviço que ele me deixa, me faz sentir bem". A relevância pode até existir, mas a recompra vai basear na capacidade e medida do valor do consumidor.

O grande problema que ocorre é a Promessa de Experiência feita, não ser entregue, não ser realizada. Não existir uma união de "entregas de experiências" iguais. Ou o call center não funciona, ou o produto é falho, ou a atendente nos tratou mal, ou faltou sinalização, ou o garçom demorou a nos atender, ou a usabilidade do site para eu que tenho 60 anos é ruim, ou a tampa do produto é muito difícil de abrir...Enfim, uma infinidade de situações. 

Agora você entende o porquê que se anda estudando tanto Neuromarketing ou Neurobranding? As novas disciplinas surgem, mas o padrões permanecem. Se continuarmos a olhar por esta perspectiva industrial de bens, ficaremos forçando novos neologismos e tendo pouca efetividade.
"Quando você olha para o ciclo de vida de um produto, as características mais competitivas no final de tal ciclo são muito parecidas. As empresas podem optar por um custo-liderança ou para o custo-diferenciação como sua estratégia competitiva. Mas com a escolha de uma dessas estratégias, eles acabam em uma espiral negativa. Empresas negligenciam o valor da psicologia [e da experiência] em torno do produto e, portanto, não conseguem fazer uso pleno do impacto psicológico de um produto pode ter [e da sensação que toda a jornada pode oferecer]. " Albert Boswjik
Experiência é o Next Thing
Por que a partir do momento que nos preocupamos com a experiência do outro, começamos a propor um relacionamento, cujo nos dará legitimidade e confiança numa próxima escolha, ou seja, lealdade de marca. E propor um conjunto de experiências favoráveis (medindo-as constantemente) ao consumidor, embaladas numa promessa de marca verdadeira, com conteúdo relevante (até mesmo co-criado com o consumidor), certamente será um caminho mais favorável do consumidor "criar o valor positivo" durante o "uso" do produto e serviço.

Valor é co-criado no uso quando alguém (um funcionário, consumidor ou parceiro) está usando suas competências para ajudar uma empresa a desenvolver um produto ou para colocar em outras palavras: quando pessoas estão co-criando novos produtos ou serviços. Isso faz elas se sentirem valiosas, úteis, felizes e orgulhosas.
"Você pode tentar vender todos os produto que você quer e servitizar eles, ou vender serviços que você produziu. Se você não pode ver valor como separados dos seus produtos ou serviços, se você não pode mudar [a perspectiva] do seu pensamento, você irá continuar a focar seus esforços em desenhar produtos e serviços  e experiências que servem para você, não aos seus consumidores." Wim Rampem
ref:
brandexperiencematters.blogspot.com

www.mymodernmet.com 

terça-feira, outubro 30, 2012

Solene ou Sério? Por Paula Scher



Inovador ou de Massa? 
Enquanto alguns buscam vender mais, outros buscam buscar mais. 
Enquanto que uns buscam se vender mais, outros buscam se compreender mais.
Enquanto que uns buscam novos conhecimentos, outros buscam conhecimento menos onerosos.
Como é a sua busca?

Em nossa vida profissional temos momentos que passamos de Sérios (propositores) para Solenes (conhecidos), depois Esquecidos, depois Mortos. E o ciclo se renova.

Paul Scher uma famosíssima designer fala de forma exuberante sobre sua vida e sobre os momentos Sérios - que criou e propôs coisas novas, e em momentos Solenes, onde seu trabalho ganhou notoriedade e ficou conhecido.

quarta-feira, agosto 15, 2012

Somos seres que valorizamos o possuir



Esta apresentação muito elucidativa, (ótimo para quem trabalha com varejo rs) é um compilado de experimentos realizados para mostrar o Endowment Effect (as pessoas valorizam mais um objeto se sua propriedade está claramente estabelecida) e o Loss Aversion (refere-se a pessoas tenderem fortemente a preferirem evitar perdas do que a terem ganhos) de forma clara e didática. Que mostra como fazemos escolhas e que no fundo somos seres que desejamos possuir ou manter algo. (O melhor experimento é o da caneca e do quadro!)

No experimento da caneca escolheram dois grupos de pesquisa (sem contato entre eles). Para um deles foi perguntado: Por quanto você venderia a sua caneca (deram uma caneca a eles)? e Para o segundo grupo foi perguntado: Por quanto você compraria esta caneca (mostrando-a)?

Descobriu-se que o primeiro grupo quis vender sua caneca por um preço bem elevado comparado ao que o segundo grupo que quis comprá-la. $ 4,50 (primeiro grupo), $ 2,25. Experimento óbvio? Talvez.

Seguindo outro experimento para testar o endowment effect (chamado também de status quo bias) ou em português livre "efeito da dotação". Também com uma caneca. No grupo A foi dada uma caneca e perguntado se gostariam de trocar por uma barra de chocolate 89% escolheram ficar com a caneca. No grupo B, foi inverso, eles tinham uma barra de chocolate e foi perguntado se trocariam por uma caneca, apenas 10% quiseram ficar com a caneca. Já no grupo C tiveram a chance de escolher entre a caneca ou uma barra de chocolate: 59% preferiram a caneca. 

Ambos experimentos provam o poder da "propriedade" ou ownership. O significado cognitivo é que levamos a posse como sinômino de aceitação, poder (eu já tenho!) e/ou conforto emocional (ganhei uma caneca!).
"...people value an object more if their ownership is clearly established..."/as pessoas valorizam mais um objeto se sua propriedade está claramente estabelecida
São experimentos que jogam uma luz na forma que fazemos escolhas hoje em dia. Pode ser encarado como produto científico, mas que ao mesmo tempo realça (isso que me fez pensar em fazer o post), no aspecto atual da colaboração, do colaborativo, da mudança social de "ter/possuir" para "usar/compartilhar" como contra-corrente. Questão essa que entra profundamente em aspectos de perda e de ganho. De entrar ou permanecer no status quo. Medo da aversão. Como também o medo de não ter, origem essa de algumas comportamentos compulsivos.

Economia do ter
Baseado muito na economia de serviços (Service-Logic Dominant) que hoje em dia ganha cada vez mais foco na sociedade e nas empresas. Esta, que pode ser encarada como uma oportunidade de mercado para empresas, puramente pela conveniência como no caso abaixo da Hilti. 


"Marketing has been sorely constrained by the value-in-exchange mindset. When marketers switch to a value-in-use perspective, customers today are revealed as both producers and consumers who determine what is of value. The strategic role of the supplier then is to support the customer’s value creating processes with both service activities and goods that render service" 

Outro caso clássico é o do purificadores da Brastemp que deixaram de serem vendidos como produtos e se tornaram serviços: você 'aluga' o produto e a manutenção se torna por conta da Whirlpool. Aspecto interessante que William McDonough arquiteto e designer defende que o "design determina previamente a produção, o consumo, o descarte e a possível reciclagem de produtos". Neste caso eu jogaria também uma responsabilidade na sociedade...Separei uma parte que vi no blog Usabilidoido: 
Uma solução para racionalizar o consumo de recursos naturais defendida por [William] McDonough e outros é a transição do design de produtos para o design de serviços. Ao invés de vender objetos, as indústrias devem vender os benefícios dos objetos. Sendo assim, o objeto pode ser constantemente reciclado pela indústria. Ao invés de comprar um purificador de água, você paga à Brastemp uma quantia mensal e recebe o serviço de purificação de água através de um produto que é mantido pela Brastemp em sua casa.
Ter hoje em dia, ainda continua sendo um grande motivador econômico, como ter um novo carro (quem não quer ter um? Eu quero!), ou ter uma furadeira, ou qualquer objeto de desejo. Propagamos durante séculos o comportamento de possuir, para então provocar o fenômeno oposto, o da escassez, onde poucos têm. De forma cíclica fomos ensinados assim. 

Levando pelo lado acadêmico Ken Robinson vem de forma disruptiva para quebrar isso na área da educação. O Nassim Taleb com seu Cisne Negro na área econômica. O Dan Ariely com seus experimentos psico-socio-economicos e o Martin Lindstrom e o G. Zaltman com comprovações neurocientíficas de como consumimos, mostram facetas padronizadas de como estamos nos comportando e promovendo alimentando a economia. Apresentando oportunidades com base em padrões repetitivos ou em mudanças da sociedade, e falhas, na forma como escolhemos e como nos comportamos com produtos e pessoas.

E aí será que somos seres ensinados a possuir? Ou possuir é puramente a única maneira (ou mais eficaz) da qual fomos ensinados a sermos/estarmos inseridos em um grupo social? Lembra-se do filme com Will Smith, Em Busca da Felicidade? Ele vê uma Ferrari na frente da bolsa de valores (?) e pergunta para o motorista que saiu dela: Como faço para possuir uma dessas? O gatilho foi um objeto (de desejo), não necessariamente as dificuldades econômicas. Curioso né?

Não quero levantar nenhuma postura pessoal. Eu mesmo não sou um exemplo de boas práticas de consumido (sou um consumista!) - compro alguns itens em excesso, mas são pequenos fragmentos que me fazem refletir sobre algumas decisões que faço. Se vou mudar? É uma questão de novos comportamentos.

Mais aqui, aqui e aqui.

Escrevi um post sobre a Eise onde comento isso também.

sábado, junho 30, 2012

Bom design é qualquer coisa que...[Joe Stewart]

"E se essa pessoa é feliz, se você resolveu alguma necessidade para eles e fez alguma pequena parte da sua vida um pouco mais fácil ou mais divertida, ou mais rápida, então você teve sucesso. E isso, para mim, é um bom design." Global Director Criative Joe Stewart/HUGE:

terça-feira, junho 26, 2012

Como aumentar o salário e reduzir os custos?

"In the automobile industry as well, profits depend on more than just costs. Profits also are affected by brand image and product design and quality, all of which affect how much people are willing to pay for a car. While General Motors whines about its cost disadvantage because of its health care expenditures and high, unionized wage rates, Toyota achieved almost $6,000 per vehicle more in net revenue in 2004, according to the 2005 Harbour Report. Toyota was able to get its customers to pay more for each car because it did not have to offer as many rebates, price concessions, and financing discounts..." Jeffrey Pfeffer - autor What Were They Thinking 
Via @luiguimoterani

terça-feira, maio 29, 2012

O design e a relação de objetos e sujeitos

"...a palavra objeto significa “algo que é atirado sobre/contra algo”. E que sujeito é a “coisa que fica sob o que é jogado”, tipo subjugado. Imagine um tijolo sendo atirado em uma pessoa: isso é um objeto atirado num sujeito. Tudo que machuca e oferece resistência é um objeto. Tudo que é machucado e sofre resistência é sujeito. Daí, ele pergunta: “Por que nós criamos objetos para nos machucar? Somos estupidos? Queremos ser machucados? Ou simplesmente é impossível evitar isso?” E por aí foi… Falou que um hamburguer não é um objeto, é um software. Que “máquinas que dão ordens a seres pensantes” deveriam ser destruídas (ele não possui GPS, por exemplo). Citando Heideger, Kant e Niztcshe, ele diz que projetar friendly objects (sejam eles tangíveis ou não) é uma bobagem sem tamanho. Pois para ele, viver é experimentar a “resistência de objetos” humanos ou não. " 


vi aqui

sexta-feira, setembro 30, 2011

quarta-feira, julho 01, 2009

terça-feira, março 17, 2009

A chuteira mudou de cara

Como parte da estratégia para internacionalizar a marca, a Topper muda seu visual e amplia seu portfólio para atuar no mercado de artigos esportivos

 Divulgação
Mudança no logotipo: Topper deixa de ser uma marca segmentada para ser unissex

Marca que se tornou sinônimo de futebol no Brasil, a Topper está passando pela maior transformação de sua história - e também pela mais visível. Seu logotipo, a tradicional letra "T" estilizada, em preto e vermelho, em uso desde a década de 70, será substituído por um novo símbolo. A partir da primeira semana de março, todos os produtos da marca passarão a ser identificados por uma linha curva. Explica Ana Couto, da Ana Couto Branding & Design, responsável pela repaginação: "O novo símbolo pode ser associado a toda modalidade de esporte. Ele remete tanto uma rede quanto a uma fita de linha de chegada."

A mudança no logotipo da marca é o resultado de de duas mudanças cruciais que estão ocorrendo na estratégia da empresa. A primeira delas refere-se ao seu posicionamento no mercado. A Topper deixa de ser uma marca segmentada para os praticantes de futebol para se tornar poli esportiva e unissex, aumentando a oferta de produtos relacionados ao esporte - e consequentemente, ampliando o número de consumidores. "O segmento de corrida é o que mais cresce no mundo. Não temos como ficar alheios às tendências de um mercado onde temos condições de atuar com força", diz Fernando Beer, diretor de artigos esportivos da Alpargatas, fabricante da Topper.

A segunda mudança diz respeito à ampliação da Alpargatas. Em outubro do ano passado, a empresa comprou a unidade da Argentina, onde a marca Topper já detém 30% do mercado de material poliesportivo. A ideia é conseguir esse market share também no Brasil. A união tornou a empresa uma gigante no mercado de calçados esportivos, produzindo anualmente 250 milhões de pares de calçados e sandálias, com faturamento de 1 bilhão de dólares. Atuando em 80 países e com 150 mil pontos de vendas, a nova Alpargatas quer ter uma unidade em seus produtos e ações relacionadas à marca Topper. "Queremos que o cliente entre em qualquer loja do mundo e reconheça nossa marca", diz Beer.

Na Argentina, a atuação da marca era feita de maneira completamente separada, com logotipo e estratégias diferenciadas. Não será mais assim. Com a unidade nos negócios será possível padronizar ações de marketing e propaganda, permitindo a redução de custos. "Tudo isto nos possibilitará um salto qualitativo para assegurar um de nossos principais valores: o de criar marcas desejadas internacionalmente, algo que já temos experiência em fazer", diz o diretor-presidente da Alpargatas, Márcio Utsch, referindo-se às Havaianas, outra marca da empresa, comercializada em 80 países nos cinco continentes.

via Época Negócios

sábado, fevereiro 07, 2009

Manifesto Incompleto para o Crescimento - Bruce Mau

Escrito em 1998, o Manifesto é um Incompleta articulação das declarações exemplificando Bruce Mau's crenças, estratégias e motivações.
Bruce Mau é um designer muito envolvido em questões que ultrapassam o lado do design e entram nas relações humans e no contexto atual da sociedade. No entanto, em
dia 27 de Abril de 1999, Dia Mundial do Desenho Gráfico ele falou um manifesto inspirador. Separei alguns aqui:

3.Processo é mais importante do que resultados.

Quando o resultado leva o processo só vão para onde já esteve.

Se processo impulsiona resultado talvez não sabemos onde estamos indo, mas nós sabemos que queremos estar lá.


4.Ame suas experiências (como se fosse uma criança feia).

Alegria é o motor do crescimento.

Explorar a liberdade em seu trabalho como vazamento para belos experimentos, interações, tentativas, ensaios e erros. Pegue a longo prazo e permitir a si mesmo a diversão de uma falha a cada dia.


5. Ir fundo

O mais profundo que você vá o mais provável é que você vai descobrir algo de valor.

    41.Ria

    Pessoas visitam o estúdio frequentemente e comentam sobre o quanto nós rimos.


    Caso queira lê-lo por completo, encontrei uma versão traduzida, no DesignPuro.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Branding do El Banco Deuno




Belo trabalho de Branding desenvolvido pela famoso escritório de Branding Wolff Ollins, para o Banco Deuno. Aqui. O trabalho em si ficou bem interessante, deu um ar mais cultural ao banco, vsto pela linguagem e pela tipografia desenvolvida. A Imagem do banco ganhou muito com essa aproximação visual pela linguagem, cores e disposição dos elementos. Um banco com ar de Despojado é uma boa forma de conseguir atração dos jovens. Lembra-me estratégicamente a Oi (também desenvolvida pelo mesmo escritório). Algo curioso para um mercado de envolve bens de valores.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

domingo, janeiro 25, 2009

50 posters de Filmes de Terror

Vale conferir um showcase com 50 posters dos filmes de terror que marcaram época, aqui, na décadas de 40,50,60. Tem uns ótimos, e super macabros. Vale a pena ver a evolução e como eram bem em trabalhados em: perspectiva, sombra, cores, tipografia, que mesmo com recursos limitados, provocavam um mistério bem interessante e passavam o enredo do filme. Uma boa referência para os ilustradores e tipógrafos de hoje.