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quinta-feira, setembro 01, 2011

Passivos Intangíveis você sabe o que é?


Certamente você já deve ter ouvido o que é Ativo Intangível, e todo discurso que a marca (ativo intangível) da Coca-cola vale mais do que os ativos intangíveis (prédios, estruturas, ...)... Enfim, mas e passivo intangível? 

Carmem Migueles, especialista no estudo de intangíveis da Symballein, esclarece numa lista abaixo. Para mim os passivos intangíveis: são digamos, pequenos muros invísíveis e formados dia-a-dia dentro das empresas. Sedimentando aspectos perniciosos na cultura, desengrenando o progresso da empresa. Perniciosos porque nascem do medo. Meio que é o princípio de uma autocracia.

O que muda é a mentalidade. Estes passivos, continuam a existir e vão continuar sempre. É inerente em empresas, mercados e ao progresso econômico. É reflexo de modelos de negócios que existiam, existem e que hoje (ainda) dão lucro. 

Não entro no mérito de estar certo ou errado, mas é apenas uma constatação do que acontece em toda empresa, agência, funcionárismo público etc. Vale dar uma olhada e perceber se você está promovendo um intagível (e sendo) passivo dentro da empresa onde trabalha. Veja a lista:
  • As relações pessoais, e a lealdade pessoal devem determinar a distribuição de oportunidade e recursos.
  • Conformidade e obediência aos chefes são sinônimos de adequação à empresa.
  • Aceitação dos limites da tarefa é prova de que o empregado conhece o seu lugar.
  • As possibilidades de produção de riqueza são limitadas, por isso concorrer a todo custo no mesmo nicho e no mesmo segmento de mercado é fundamental para o crescimento.
  • Inovação e geração de valores intangíveis é coisa para grandes empresas e para multinacionais.
  • Gestão estratégica de pessoas é pura teoria; na prática, o importante é pressionar as pessoas para que dêem resultado.
  • Teoria é o oposto de prática, portanto o importante é colocar todos os esforços na solução de problemas de curto prazo que um dia teremos dinheiro para pensar e planejar nosso modelo de desenvolvimento organizacional.
  • Planejar é perda de tempo, o importante é agir.
  • Esforços de comunicação também são perda de tempo: se as pessoas não sabem o que se espera delas e não fazem esforço para corresponder, houve um erro de contratação.
  • Para crescer, é preciso investir em ativos tangíveis e acumular capital para alavancagem. 
  • Informação é poder, é preciso resguarda-la.
  • Mudança organizacional e capacidade competitiva se conseguem com pressão por resultados e forte competição interna entre os indivíduos.
Quem quiser conhecer mais sobre o assunto tem uns links: aqui aqui e aqui

 - Autora Carmem Migueles –  Autora de Liderança Baseada em Valor

segunda-feira, agosto 29, 2011

Inovar e ser criativo começa pela sua atitude



Um video que reúne algumas sugestões de ações que podem ser feitas para melhorar a criatividade no ambiente de trabalho (e na vida).

Isso me lembra um pouco um livro que estou começando a ler (ainda no início): Disciplined Dreaming do Josh Linkner (ePrize). Uma agência promoções digitais e foi listada como uma das 500 empresas mais inovadoras dos EUA. Ele foi um cara que pensou:
 "Todo profissional de marketing ou todo homem de negócios cria métodos para tudo que faz. Por que não criar um método para a criatividade?"
Ainda estou no início, mas vem me chamando a atenção. A idéia que ele quer mostrar é que podemos criar métodos no dia-dia para nos mantermos: rápidos, fluídos e criativos

Ao longo do livro ele vai passando diversas dicas que podem ser úteis para o dia-dia:
  1. Qual a porcentagem de tempo que eu gasto criando algo novo, em oposição ao trabalho operacional que você desenvolve? Será que você nao está apenas protegendo o passado?
  2. Liste 5 maneiras que você pode acabar com os competidores. Como você faria? Liste!
  3. Se você fosse entrar em no seu mecado como uma startup, quais barreiras você romperia?
  4. Quais elementos (ou estratégias) do passado você se agarra? Será que não é hora de revê-las?
  5. Liste 5 meio de sua empresa estagnar. Para cada uma dê duas idéias para sair a estagnação.
Deixo uma última frase dele: 
A única vantagem competitiva sustentável, para indivíduos e companhias, é a criatividade.
    Bem, conforme for avançando no livro, vou postando coisas interessantes que achei.

    terça-feira, agosto 16, 2011

    A vida e o poder aprender com nossos clientes


    A busca pela essência de uma empresa - e até de uma pessoa, é uma busca extremamente complicada e ate mesmo dolorosa. Em alguns casos demora-se anos ou gerações para se descobrir "Quem realmente você é e qual o seu propósito de vida (da sua empresa existir)."

    Perceber quem você é no mundo de hoje está cada vez mais difícil e como digo as vezes, embaçado. Porque o dia-dia nos retira a auto-reflexao. É trabalho que você leva para casa, é o tempo que você não tem com sua namorada/esposa/família. É aquele tempo que você gostaria de ter para um lazer ou uma atividade física ou ate mesmo aquele tempo que você gostaria para um projeto paralelo. O trabalho nos consome a reflexão dos detalhes e são os momentos de exílio ou de estar fora destes ambientes que ajuda a gente pensar no sentido da vida, nas ferias, no que fará o final de semana, enfim, em pequenas (ou grandes) metas da sua vida.


    O importante dizer é que quando você tem um bom ambiente de trabalho, saudável, com pessoas prestativas, e um ambiente que a informação compartilhada. Esses pensamentos fluem de forma mais natural e espontânea, desafogando um pouco o stress. Sem dúvida que o contexto influencia a velocidade da sua mente, e o conteúdo processado ganha conexões de acordo com o local.

    Venho lendo cada vez mais sobre empresas que procuram "entregar felicidade", entregar resultados sustentados por uma  trabalho a 8 mãos: da empresa, do empregado, do consumidor e da comunidade. Não é fácil porque existe sempre cobrança por resultados que unam o share of market, mas também o share of heart.

    Tony Hsieh, CEO da Zappos (autor de Satisfação Garantida - altamente recomendável) empresa que se tornou conhecida por criar métodos internos de valorizar, reconhecimento e geração de resultado via uma melhor relação empresa-funcionário,  disponibilizando até o seu Book Culture - que recomendo muito a leitura. É um bom exemplo de como a preocupação primeira com a "casa" para depois com o cliente é importante. Que inserem uma cultura 'humana' e no ambiente toma outros ares.

    Existem outros exemplos como do Santander, pelas mãos do Fabio Barbosa, da Osklen, pelo Oskar. A Jonhson & Jonhson. A cadeia de hotéis Marriot. Enfim, diversos casos de empresas que tem culturas que nos fazem perceber como membros maiores de uma causa.

    Agência (ou em alguma empresa)
    Quando se trabalha em uma agencia de publicidade você lida com todo tipo de pessoa (de verdade), desde daquele que faz questão de te prejudicar, até o cara que não bate bem dos pinos, (isso lembrou algo?) independente disso, no ambiente impera geralmente é criatividade e produtividade.

    Teimo em dizer: "Agencia teima em não querer ser empresa." Onde eu quero chegar? De que nós damos sangue, e as vezes temos que buscar respostas para nossas buscas dentro de nós, nossas atuações, ou as vezes em referenciais externos mais sitantes - fora do trabalho. Porque muitas vezes a agencia (empresa) não presa ou não tem um posicionamento de valor ou muito menos não a pratica há anos.


    Ou seja, vendemos sonhos, planejamentos sensacionais, quando muitas vezes na nossa casa não existem bons exemplos. Por isso somos guerreiros. Somos apaixonados mesmo. Servindo isso não apenas à publicidade, mas a qualquer segmento, ou fornecedor. A pior coisa é saber que você está ali apenas temos que pagar as contas. Cadê sua causa? Cadê o seu propósito?

    Não quero generalizar aqui. Nem fazer mimimi. Não tenho tanta experiência em agencias para determinar nada, apenas quero levantar a reflexão sobre como algumas empresas (agências ou não) são geridas, mas é o que observo pelo mercado, aqui em Natal e com alguns amigos em São Paulo.

    É uma simples observação que faço: Será que podemos aprender com o anunciante? Por que nossas agencias procuram entregar o que as vezes internamente não praticam? O que falta?

    fonte:
    http://underconstructed.tumblr.com
    ffffound.com

    O poder invisível, mas sensível da internet

    Você desejaria o bem para uma pessoa que você nunca viu na vida?

    Vou refazer a pergunta: Você desejaria o bem para uma pessoa que você nunca viu, mas você segue-a no Twitter?

    Bem, mas você desejaria ao vivo?

    Essa pergunta eu me fiz depois de dois episódios que aconteceram comigo. O primeiro foi há uns 3 meses, Natal passava por um grave momento chuvas intensas de vários dias quase que ininterruptamente, na capital. E isso fez aparecer vários pontos de alagamento na cidade. Certo dia varias casas em um vários bairros foram inundadas subitamente. Uma enchente invadindo várias casas em vários bairros depois de uma noite longa de chuva.

    Curiosamente algumas pessoas twittavam muito durante a chuva e uma pessoa que sigo retuitou mensagens de outra que havia sido atingida pelas chuva, em desespero depois de ver sua casa sendo inundada. Vi a RT, e me sensibilizei com a pessoa que foi prejudicada. Enviei várias mensagens de incentivo, prestando-me a qualquer ajuda.

    O momento foi emocionante. Ela me agradeceu e recebeu diversas mensagens de incentivo de várias pessoas e aos poucos a água baixou. Voltando ao normal, apesar das perdas momentâneas.

    Ontem, me deparei novamente fazendo o mesmo ato.
    Sigo diversas pessoas no Twitter, e me sensibilizei com o que ocorreu à Ana Carolina Rocha, a @tchulimtchulim. (ela foi atropelada brutalmente por um onibus em SP) E sem nem conhecer, muito menos ter trocado sequer mensagem com, deseje-a: força e melhoras.



    Fiquei pensamento no poder das redes sociais neste momento na capacidade de aproximar e oferecer oportunas expressões de solidariedade à pessoas em momentos difíceis. Como também na vontade destas em comentar algo tão particular com amigos ou conhecidos na rede. (coisa que seria bem diferente no G+ com seus círculos)


    Pode parecer piegas, mas passar uma simples mensagem pode fazer grande diferença às pessoas, mesmo que sejam curtas e simples. Não espero nada, apenas quis manifestar algo que me fez refletir sobre como o ser humano pode oferecer e ajudar (existe uma campanha de doação de sangue à Ana Carolina rolando pelo Twitter) pessoas, que procuram (ou não) de ajuda.

    Levanto aqui o poder invisível que a internet pode oferecer às pessoas, como o Crowdsourcing, como também o Crowdfunding como mecanismos sociais de ajuda e trabalho social. É invisível, mas pode ser sentido.

    Faço aqui a pergunta inicial do post: Você desejaria o bem para uma pessoa que você nunca viu na vida, ao vivo?

    Acho difícil, infelizmente. Você certamente pensaria que poderia estar invadindo a privacidade da outra pessoa. Ao mesmo tempo que a internet aproxima, ela nos esconde, blinda ou "faz o trabalho" de não nos fazermos presente. Essa é a maravilha e a desgraça da internet.

    O real é importante, mas o digital também se tornou. Não há vida na internet, mas nós precisamos dessas expressões da vida para nos alimentarmos.(assim como a arte)

    Deixo aqui um projeto muito bacana que vale a lembrança:


    Doe Palavras from RC Comunicação on Vimeo.

    domingo, agosto 14, 2011

    Zigmunt Bauman - Fronteiras do Pensamento



    Assista aqui um dos maiores sociólogos e pensadores do mundo, o polonês Zigmunt Baumam, para o Froteiras do Pensamento. Ele é uma pessoa que você deve destinar 30 minutos do seu precioso tempo para ouvi-lo falar sobre as mudanças da nossa era pós-industrial. Entender sua visão é se reconhecer como parte de uma sociedade em transformação ininterrupta. Uma descoberta que conheci através da @marianarrpp

    terça-feira, agosto 02, 2011

    A TIRANIA DO BOM (A vilania da perfeição)

    Sou um viciado em livros. Compro mais livros que meu tempo permite lê-los. Não é fácil gerenciar essa minha demanda interna por conhecimento. Sendo grande parte deles sao livros técnicos, de mentalismo e psicologia. E aqueles destinados a arte aumentam, mas em menor número. (infelizmente) Enfim...


    A busca por respostas é natural do nosso tempo, de incertezas diárias. Refletindo-se assim no aumento absurdo de títulos e opções que a cada ano deságuam no mercado editorial. De qalquer área. Diante disso, acabamos sempre procurando nos aperfeiçoar no que realmente somos (ou queremos ser) bons. Buscamos mapas.

    Neste contexto, buscamos na verdade a perfeição. Mas sera que a perfeição é realmente boa? Se colocarmos a perfeição como uma cadeia. Ela tem seu limite. Ela pode não ser mais aperfeiçoada e talvez nao consigamos enxergar ela quando encontrarmos.

    Porém penso uma coisa, encontrar a perfeição é de uma certa maneira uma busca por um controle. O controle absoluto do que você almeja, se você quer aumentar o seu controle, você o amplia, você o replica. E replicar é ter poder. Replicar é abrir para interpretações. Cada interpretação é única.

    O que eu quero dizer com isso? Que o trabalho em busca da perfeição pode ser apenas mais trabalho, e por isso corre-se o risco de nao ser notável, único e emocional. Mas sim execucional. O perfeito pode ser ruim porque nao pode ser melhorado, mas o que é notável, artístico e altera as regras do jogo é o que destaca diante do que é bom, do que ê perfeito. Perfeito pode ser apenas uma evolução da eficiência, mas será que temos humanidade suficiente para evoluir?

    Você gosta daquele artista porque ele é perfeito ou porque ele é notável, único? O único toca. O perfeito encosta. Isso me lembra uma frase do Picasso: "A arte nunca tem fim." Porque ela é única e emociona. Não existe perfeição para arte. Porque a arte emociona e a emoção é individual e hoje sentimos falta de emoção. Temos opções, mas não temos emoções. (Talvez tenhamos que ser artistas em cada uma de nossas especialidades.)


    A perfeição pode ser encarada como um aspecto industrial, repetitivo e possível de alcançar, mas difícil. Já a unicidade é única. Tirar 10 na prova de português, avalia o quão criativo voce é? Isso pode ser perfeito? E escrever uma história envolvente, e não tirar 10 pode ser considerado só bom?

    Diante disso, Pensamos que a maneira como avaliamos nossas tarefas e empregados tem uma perspectiva mais cartesiana e menos humana. Avaliamos o resultado, não o "como".

    Em tempo de termos como ROI, o profissional (ou artista) que arrisca ser único, pode esbarrar na maneira industrial de ser avaliado. No entanto, ser bom é necessário, mas ser notável é muito mais inesperado do que a perfeição.

    Assim, continuarei comprando livros, tentando equilibrar, apesar de tudo, a busca da perfeição, mas também em ser único. Porém, agora com uma estímulo à notoriedade (será?), mas primeiro (ainda) sendo bom. O ponto de virada é equalizar a "economia híbrida": Capitalismo: "Faça seu trabalho, e nao o demitirei.", com a Economia dos presentes: "Nossa, isso é incrível!".

    Ser único é aplicar a Cauda Longa em você em comparação aos outros.

    imagens: Google images

    segunda-feira, julho 11, 2011

    Importância de se saber onde você está e quem você é

    Escrevo hoje um post mais filosófico com palavras transcritas do livro "Confúcio, com Amor",  de Yu Dan. O livro em si é uma breve leitura sobre idéias e pensamentos do filosofo chinês Confúcio. Foi a figura histórica mais conhecida na China como mestre, filósofo e teórico político.

    O livro para mim reflete uma busca de auto-conhecimento que devemos manter durante toda a vida. Viver experiências por viver, não vale se nao levarmos como ensinamentos ou entendermos como sinais de um progresso. Fazendo assim parte de uma maneira de pensar e agir.

    A transcrição, do autor que faço abaixo é baseada na evolução de vida das pessoas ao longo de suas idades. Que não deixa de intimamente nos fazer refletir sobre nossas ações e a nossa relação com o consumo e o amadurecimento pessoal:

    Antes dos 30 anos, as pessoas vivem um processo de soma, constantemente adquirindo do mundo aquilo de que necessitam: experiência, riquezas, relacionamentos, boa reputação etc. Porém, quanto mais acumulamos bens materiais, mais perplexos e indecisos nos tornamos.Após os 30, temos de começar a aprender a viver um processo de subtração - é preciso aprender a abrir mão das coisas que sua alma realmente não precisa.

    Nosso coração é como uma casa nova: ao acabar de se muda, seus proprietários desejam enchê-la de móveis, cortinas e outras decorações. Como resultado, a casa fica atravancada...e nao temos qualquer espaço livre para nós mesmos. Tornamo-nos escravizados por nossos bens. 
    Aprender a viver subtraindo significa libertar-se das pessoas que nao desejamos como amigos; recusar-se a fazer o que não queremos fazer; e recusar o dinheiro que não desejamos ganhar. Somente quando ousamos abrir mão, e sabemos como abrir mão, podemos verdadeiramente nos considerar livres das duvidas.

    Diante disso entender que em cada etapa de nossas vidas nos comportamos de uma maneira (ou devemos), ajuda a termos como guia para realizar nossos sonhos. No entanto, o que mais gosto é que perceber isso é importante, mas transformar em ação é o mais difícil. Digo isso até para mim mesmo. Que há anos procuro me entender melhor e reagir a cada momento ruim e bom.

    Busca se entender, buscar entender as palavras e busca entender a sociedade juntando-se assim num processo de amadurecimento espiritual moto perpétuo. That´s the Key!

    Conheça mais sobre as ideias de Confúcio aqui.
    Boa semana a todos.