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quarta-feira, agosto 27, 2014

Curiosidade é o gatilho para melhorar a interpretação do contexto

Ter um propósito é fazer as pessoas quererem ser melhores: socialmente, profissionalmente e espiritualmente. Isto é o princípio básico da Economia do Propósito. Mantendo a curiosidade em aprender ou apenas melhorar da melhor maneira o que já faz. 

Lendo este post do The best leaders are pattern thinkers, me deparei com este lembrete, que me fez pensar no teor com que as pessoas definem que outras e empresas têm propósito.
"we (MUST-HAVE) are fascinated with anything that has the potential to impact our life. And if we are not curious about those things, then we’ll have no clue what its impact might be on someone else’s life. Passionate curiosity is indispensable, no matter what the job is. People who are passionately curious are alert, awake and engaged with the world and wanting to know more. People with this quality are sponges for information, for insights, wherever they are, whatever they’re doing."
Fala-se sobre potencial, mas o que penso é que o impacto tem que surgir primeiro em você. Nâo venho me convencendo que pessoas e empresas que apenas dizem, comunicam o que são seus propósito realmente o fazem. Se não o estimulam internamente seus funcionários a descobrirem seu próprio propósito como vão criar uma cultura de marca que construa, entrega e atraia um sentimento de propósito nas pessoas? 

Talvez a maior dificuldade do nosso tempo, pós-crise, de incerteza e instabilidade, de falta de confiança (até em nós mesmos), de buscar a segurança apenas no ROI e de responder ao mercado o que ele pede. Isto, irá dividir as empresas paulatinamente em Empresas de Reputação e Empresas de Compromisso. As pessoas vão perceber isso? Nem todas. 

Tudo é interpretação?
Quando leio trabalhos como Great Place to Work, eu imagino o quão aqueles dados representam os funcionários fielmente, a ponto de compreendermos que aquelas pessoas ali trabalham para manter uma cultura boa e saudável entre elas, ou trabalham por um compromisso maior e mais forte do que a sustentabilidade do negócio. Não é uma crítica, mas uma reflexão que me fez pensar que ambos os casos são buscas por um propósito, porém com orientações diferentes, motivações diferentes e lucros diferentes. E aqui não quero confundir propósito com objetivo: 


1-Uma empresa que se dedica a fazer mais e melhor o que faz;
ou,
2-Uma empresa que se dedica a fazer melhor, mas com compromisso social coletivo.

Ambos são empresas com valores. Ambos são empresas que buscam serem melhores. Ambos são empresas que querem crescer de forma sustentada e com sustentabilidade (mesmo que em teoria). Qual a diferença que vejo em cada uma?

Fazer com que as pessoas sejam despertadas intimamente. Como imagino que as motivações são tênues entre ambas, como significados entre "esperança" e "fé". Ou como "religiosidade" e "religião". Entender qual o compromisso cada assume não desmerece uma que tem mais ou menos propósito. Porque uma pode ser calcada em causa e outra em propósito. O que é perfeitamente normal. Ambas têm impacto social, mas com diferentes alcances e objetivos. Porém, desmistifica a idéia de que todo propósito precisa ser social. A empresa do primeiro item pensa o impacto social como consequência, a do segundo pensa o impacto social como principal condutor. De uma certa maneira é uma leve orientação entre e relação e transformação respectivamente.

A curiosidade, o ter e o ser
O ser humano sempre foi um curioso por necessidade ou por hobby. A diferença é que estes dois motivos estão cada vez mais entrelaçados e sem dúvida nenhuma a internet potencializou a possibilidade de escolhermos vivermos o que queremos viver e trabalhar ampliando as possibilidades de se viver plenamente. Como a curiosidade faz despertar uma ramificação em algum momento para buscarmos o poder e a vaidade (ilusão da posse), quanto a realidade do ser (autoconsciência de se sentir-se bem em seu limite).

Então, (quero acreditar que) certamente sua empresa tem um propósito, mas que tipo de interpretação e orientação você tem dele? Ou seja, aqueles que usam mindsets como o design thinking hoje podem ter até duas observações sobre o "uso" dele: 'Mudar como melhoria' e 'mudar para transformar'. Você deixa sobressair a engenharia/tecnologia sobre a arte sempre? Você deixa sempre sobressair o volume sobre o lucro?

Interpretação
Ao meu ver interpretar hoje em dia tem sido uma das mais difíceis tarefas do nosso tempo diante do excesso de opiniões, de certezas públicas e de falta de confiança que temos. Como sobreviver em uma cultura (social ou empresarial) sem confiança? Pela sua auto-capacidade em ser criativo e empreendedor buscando a sua parcimoniosa verdade. Mesmo que ela seja temporária. 


Como um tempo de verdades temporárias em que vivemos, isto me fez lembrar uma frase do Krishnamurti que li dias passados que me arriscaria a adaptá-la:

Quando condenamos ou justificamos, não podemos ver com clareza, e também não podemos fazê-lo quando nossa mente está a tagarelar incessantemente; não observamos então o que é; só olhamos nossas próprias "projeções". Temos, cada um de nós, uma imagem do que pensamos ser ou deveríamos ser, e essa imagem, esse retrato, nos impede inteiramente de vermos a nós mesmos como realmente somos.”

Para
“Algumas vezes quando decidimos inovar, não podemos ver com clareza, e também não podemos fazê-lo quando o mercado está a tagarelar incessantemente; não observamos então o que é; só olhamos nossas próprias "projeções". Temos, cada um de nós, uma imagem do que pensamos ser ou deveríamos fazer, e essa imagem, esse retrato, nos impede inteiramente de vermos o impacto gerado quando realmente somos essa imagem.”
Então quando leio do - Nas Mohamed, que para termos criatividade temos que nos separar um pouco do contexto "There's no wrong in creativity which means there's no boundary to what should inspire you. Sometimes pulling yourself away from the context of your work helps you find inspiration. Sometimes it turns out to be something simple." Na verdade, nos distanciamos para exercitar nossa empatia, tão bem quanto para enxergar padrões.

"Se as marcas têm o poder de mudar as vidas das pessoas" que tipo de mudanças você quer que elas façam? Se "somos aquilo que possuímos. É preciso atenção ao que possuímos." mesmo que sejam apenas interpretações.

quarta-feira, maio 22, 2013

Promova o incentivo


"Se tem uma única coisa que você poderia começar a fazer AGORA para melhorar o mundo ao seu redor é triplicar o número de vezes que você incentiva as pessoas a melhorar.
Incentive o maridão ou a esposa a fazer uma academia ao invés de culpa-lo por não chegar cedo em casa.
Incentive o seu filho a ir atrás dos seus sonhos ao invés de dizer a ele que ser músico ou fazer artes plásticas não dá dinheiro.
Forneça feedbacks freqüentes e consistentes sobre o seu trabalho para o seu chefe, ao invés de culpá-lo por não entender o que você faz.
Inaugure a biblioteca da sua empresa doando os livros que você tem na sua casa; empreste as revistas que você assina para os colegas do escritório, faça buscas na internet pensando nas pessoas que você conhece, e encaminhe pelo menos cinco artigos por dia para diferentes pessoas que possam se interessar.
Porque não existe essa conversa sobre pessoas que não querem se desenvolver; o que existe são pessoas que ainda não foram tocadas pela história correta. Se você não desistir dessas pessoas e continuar a contar diferentes histórias, um dia a história correta vai fazer o cara sorrir, chorar, pensar, se engajar; e quando isso acontecer o cara nunca mais será o mesmo. "
Ótimo texto do Ricardo Guimarães da Biz Revolution. Leia completo aqui
Acho que sou o único que envia artigos respectivos para as outras pessoas. Pior, a recíproca (quase) não é verdadeira.

Mulheres andam perdendo suas identidades?


"...o que todas essas crianças em nossas páginas do Facebook dizem sobre “a construção da identidade de mulher” nesse momento específico?
Muitas dessas mulheres trabalham. Muitas fazem parte de clubes de leitura. Muitas são militantes de determinada causa ou têm interesses que vão além de suas casas. Mas é assim que elas preferem se representar. 

Essas fotos do Facebook sinalizam um autoapagamento mais amplo e ameaçador, um estreitamento de horizonte. Lembre de um jantar ao qual você foi há pouco tempo, e de sua amiga, que na faculdade escreveu um trabalho de conclusão de curso sobre Proust, a mesma que aos 20 anos bebia até as cinco da manhã, uma mulher brilhante e bem-sucedida. Lembre de como, durante todo o jantar, das azeitonas à musse de chocolate, ela só falou dos filhos. Você foi paciente, e porque você ama essa mulher ficou esperando que ela conversasse sobre… o quê? Um livro? Um filme? O noticiário? É verdade que ela fala sobre os filhos com riqueza de detalhes e impressiona pelo rigor, profundidade analítica e graça com que trata o tema...

É claro que o Facebook passa pelo exibicionismo: é uma forma de transformar em espetáculo a sua vida, ou pelo menos a parte dela que você escolhe para mostrar ao mundo lá fora. Os filhos são uma importante realização na vida de alguém e, indiscutivelmente, a mais importante realização – o que não significa que eles sejam quem você é

...essa forma específica de narcisismo, a exposição destes querubins para criar uma imagem do eu, é para mim mais perturbadora pela verdade que revela. A mensagem subliminar é clara: Eu sou os meus filhos."

Vale a leitura do texto http://www.revistaserrote.com.br/2013/04/a-derrota-do-feminismo-no-facebook-por-katie-roiphe/ via @brunoscarto


sexta-feira, fevereiro 15, 2013

A realidade do nosso tempo pode nos esconder todos os dias

Li este artigo We’re Marketers, Not Soldiers: How Combative Competition Is Killing Creativity hoje e fiquei abismado do quão interessante ele soa claro quanto ao tempo que vivemos (que me lembra também o nosso VUCA World): 
Nos escondemos atrás de números para sobreviver ao amanhã e às novas metas do amanhã. Pior quando estes números são inatingíveis. Nossas vidas se tornam um inferno e nossas realidades insuperáveis e abismos distantes hierárquicamente. Daí a importância de rever nosso sistema de recompensa e design organizacional, para equilibrar metas e rendimento, baseado-se em novos padrões organizacionais.
O excesso de dados nos conduz a uma realidade 'do sempre atrasado'-como no mercado de tecnologias e a falta de tempo não nos permite retirar insights dos números. Daí nossa angústia permanente de não conseguir criar um processo para absorver valor dos números e dos sinais. Ficamos distraídos com o externo. Então para onde olhar? Para dentro.
When you inspire someone to look inward, it becomes their vision, not yours--and the difference between intrinsic motivation and external manipulation. It’s why the book is often better than the movie.
Planejar está mais difícil, mas se nos olharmos como seres humanos e para nossas reais necessidades, e não os clientes como targets a serem atingidos. Esta visão pode ajudar a 'segmentar' nossa realidade. E ajudar a planejar ações menos (pensadas primeiramente) numéricas, do que resolver os problemas das pessoas. Utopia? Talvez para alguns segmentos. Por algum motivo me lembro de empresas com cultura de ownership se isto seria possível.

E como escrevi aqui:
"Uma meta numérica leva à distorção e ao fingimento - especialmente nas situações em que o sistema não tem condições de atingir a meta. Todo mundo sempre vai atingir a meta que lhe é determinada. Ninguém será jamais responsabilizado pelo prejuízo que isso causa." W. Edward Deming (o pai da gestão da qualidade).
Pois bem,

"The goal is to win the battle and live to fight another day, not to plan and build a brighter future. So we conduct huge segmentation studies trying to carve out brand territory and vigilantly monitor competitors in costly tracking studies. And we seek safety in numbers and data-driven solutions--the new weapons of digital economics. The data serves less to inspire new ideas and more to protect us and cover our backside. These efforts kill time and short-change creative development, resulting in even more pressure. So we live and die by daily fire drills..."
...
We need to shift from a competitive stance to a creative mindset. We need to live in the conscious presence of the prefrontal cortex--the part of the mind that doesn’t fear that the other guy will steal our slice of the market share pie, but imagines ways to bake a bigger pie. By quieting the selfish aggressive instincts of the body, you’ll begin to evolve and engage the mind, which is “no body” and “beyond self.” You will create bigger and better outcomes.

So if you really want to beat your competitors, focus on your customers with wonder and curiosity; and as people, not targets. Lead their imagination. And stop trying to hurt everyone."

quinta-feira, janeiro 17, 2013

Pensamentos de Aaron Swartz

Pensamentos de Aaron Swarts, um revolucionário que morreu com 24 anos. Sobre o modelo educacional e a vontade do eu. Lembra-me Ken Robinson.

"Quando eu era criança, eu pensava muito sobre o que me fez diferente das outras crianças. Eu não acho que eu era mais inteligente do que eles e eu certamente não era mais talentoso. E eu definitivamente não poso afirmar que eu trabalhava mais duro - Eu nunca trabalhei particularmente duro, eu sempre tentei fazer apenas coisas que eu acho divertidas. Em vez disso, o que eu concluí foi que eu era mais curioso - mas não porque eu tivesse nascido assim. Se você assistir a crianças pequenas, eles são muito curioso, sempre explorando e tentando descobrir como as coisas funcionam. O problema é que a escola impulsiona toda a curiosidade ir embora. Em vez de deixá-lo explorar as coisas por si mesmo, ele diz que você tem que ler esses livros específicos e responder a estas questões particulares. E se você tentar fazer alguma outra coisa em vez disso, você vai ter problemas. Muito pouca criatividade das pessoas pode sobreviver a isso. Mas, devido a algum acidente, o meu fez. Eu continuei sendo curioso e apenas segui a minha curiosidade." via

sexta-feira, janeiro 04, 2013

O que é ser mais humano?

Li este post sobre 7 coisas que os marketeiros devem parar de fazer hoje e fiquei pensando: Ser mais humano é um caminho para termos melhores resultados, ou é apenas uma maneira de deixar o ambiente de trabalho (falando dentro da empresa) mais convivível?

Ele diz numa parte:  
Stop acting like an automaton. Read your website, your emails, or your latest campaign and ask yourself if the copy is written in the way you would write a personal email to a friend or if it is written by a computer for a machine. Get personal. Be human. Be interesting. Take a risk and tell a personal story or two. I often debate whether the difference between B2B Marketing and B2C Marketing still exists. The real answer is that to be successful in both, you have to simply relate to people and be more human.
E em outra parte:
Stop focusing on tasks and activities. Ask many marketers how they did last year and they will tell you how many campaigns they executed. But is the number of activities completed any real measure of success? We need to startfocusing on results. To be successful in marketing today, we need to contribute to the business using metrics the business uses. That’s why you need to be friends with sales, finance and the technologists. Make sure you have the tools you need and understand the process inside your company well enough to analyze what really works.
Relendo estes dias Confúcio vi uma passagem que ele cita o Decreto do Céu que deve ser uma abordagem pessoal - da visão de você mesmo diante o mundo. Cuja temos que ter para os problemas do mundo e das nossas relações humanas. Olhar-se de forma distante sem canalizar raiva ou ódio para os problemas e dificuldades, sem atribuir culpa ao céu ou aos homens. "Não culpo o céu, nem o homem." é quase um mantra para se abster do que somos atingidos.

Enfatiza ele sua importância em 'entender o outro', entender suas palavras. "O homem não pode...julgar...a menos que entenda suas palavras." (Anacletos, XX). Isso me faz pensar na forma como comunicamos e queremos comunicar. O texto acima, apesar de ser 'marketeiro' de início de ano, ele não levanta a reflexão de como nos comunicamos, como passamos nossas imagens e somos interpretados. Apenas diga 'seja mais humano' e 'seja amigo do pessoal de vendas, finanças e pessoal da tecnologia'. 

Agora, será que o outro quer se sentir mais íntimo de você? Será que a cultura favorece isso? Isto que eu vejo de errado na maioria dos livros de auto-ajuda e de marketing. Esquecem da realidade e se tornam apenas frases soltas.

Reflita sobre isso e pense se a sua empresa favorece que você seja mais humano. 

Imagem: www.gapingvoidart.com/daily

quarta-feira, dezembro 12, 2012

Manual para Jovens Sonhadores

Saiu um ebook Manual para Jovens Sonhadores da Nathalie Trutmann, com prefácio da Bel Pesce.

Copiei a Introdução e vou colar aqui para dar o gostinho de você baixar.


Imagine se você pudesse desenhar um mundo novo. 
Completamente novo. Esqueça todas as coisas como elas são. 
Escolas, trabalhos, profissões, regras, expectativas.

E se tudo estivesse ao contrário? E se houvesse uma maneira 
muito mais deliciosa, linda e recompensadora de viver nossas 
vidas? Imagine se todos os dias você pulasse da cama com uma 
vontade inexplicável de aprender e crescer.

A vida é um presente. Muitas vezes nos esquecemos disso, 
preocupados com pequenos problemas do dia a dia em uma 
sociedade cheia de regras e expectativas, em vez de lembrar que 
as escolhas são nossas, e de mais ninguém.

Uma das melhores coisas dessa vida é a capacidade que temos de 
sonhar. Jovens, essa habilidade que temos de sonhar e acreditar 
que tudo é possível é o maior bem que possuímos.

E sabe o que é o mais legal? Quando se trata de sonhos, o que 
mais conta não é alcançá-los. O que mais conta é a jornada. A 
jornada é, no final, a nossa vida.

Agarre-se em seus sonhos com toda a intensidade. Não se 
preocupe se ninguém os entender, o importante é que você não 
minta para si mesmo. Se os sonhos fizerem sentido para você, a 
jornada será deliciosa!

Mas qual é o segredo para realmente se agarrar aos seus sonhos sem 
se preocupar com um milhão de outras coisas? Ah, a solução é mais 
simples do que você imagina. Neste livro, a Nathalie vai lhe contar as 
verdades mais bem escondidas, verdades que lhe farão perceber que 
você pode desenhar um mundo completamente novo o seu mundo.

BEL PESCE, EMPREENDEDORA E AUTORA DO LIVRO A MENINA DO VALE

terça-feira, novembro 13, 2012

A inovação e a felicidade são mudanças, não estados

A inovação e a felicidade são mudanças, não estados.
Ironicamente uma das leituras que mais ando fazendo estes tempos é sobre como despertar e promover uma cultura de inovação dentro das pessoas e dentro das empresas. Por mais óbvio e até mesmo "piegas": Toda mudança começa por você. Este é o ponto que aqui quero levantar.

Muitos têm emprego, ou estão estudando para ter, ou já são grandes profissionais (ou serão) em suas empresas e profissões. Contudo, a maneira como você pensa hoje é a maneira como você gostaria de ser e trabalhar?

Este é um ponto que vivemos hoje. Um momento de transição onde o que desejamos ser em como a estrutura social, econômica e de trabalho nos fornece. Provocando uma tração dentro de nós.

Estive na HSM ExpoManagement este ano e tive o prazer de ouvir Sir. Ken Robinson, o cara que vem promovendo mudanças e despertando nas pessoas, através de seus livros e palestras, uma nova maneira de pensar sobre o modelo de educação vigente no mundo, cujo não estimula a criatividade, não desperta o senso do EU e promove, quando em alguns caso, repressões ao que você gosta ou tem mais habilidade de fazer. 

Pensando sobre isso, começo a refletir em como mudar este modelo tão enraizado hoje. 

Temos que mudar duas gerações: a de hoje, das empresas, dos profissionais Geração X; e a de amanhã, os profissionais Geração Y e os posteriores. O trabalho não é fácil porque o ambiente que fatores macro não permitem mudanças rápidas. Mas elas já estão acontecendo.

Despertar a criatividade tem haver com se sentir bem. Sentir-se bem não deve ser, como na criatividade e encapsulados em seus brainstorms, algo com tempo para acabar. E despertar o senso de engajamento tem haver com como me sinto hoje e como me sinto envolvido por esta causa, assunto, tema.

A questão é: Estamos bem? Andamos realmente bem com nossas vidas? 

Por que o que mais vejo são pessoas descontentes que reclamam das segundas-feiras, que alegram-se com as sextas, que oprimem sentimentos e que descabam e pedem demissão em busca de novos ares, reavivar paixões antigas ou sonhos.

Existem dois pontos aí: As pessoas se destimulam por não conseguirem mudar elas mesmas, ou elas estão desestimuladas por não conseguirem mudar seus ambientes de trabalho?

Diante do fato que mais 70% da população vivem nas cidades, as empresas se tornam produtores, sejam de riqueza, alimentos, subsistência. Por isso, modificar a qualidade dessa produção certamente afetaria toda a cadeia de relacionamento da empresa e da sociedade.


Cal Newport, autor de So Good They Can't Ignore You: Why Skills Trump Passion in the Quest for Work You Lovefalou na Época Negócios este mês: 
"Não siga sua paixão. Em vez disso, desenvolva habilidades raras e valiosas, com estudo e disciplina e repetição. Elas permitirão controle e autonomia. E a paixão aflorará."
Não tenho uma opinião formada sobre esta declaração, mas suspeito ser um modelo-mental realista que perpetua mais a racionalidade do que o aspiracional e emocional. É algo como "não estou feliz onde estou, mas vou me superar e serei o melhor nisso que faço." Não sei, ainda não tenho uma opinião concreta, porém reflito sobre o quanto um pensamento que não inclui a paixão como drive inicial poderia ser real. Mas não deixa de ser uma visão pragmática e prática. Posso estar enganado.

O como estou me sentindo determina o nível de engajamento, que significa o quanto envolvido eu estou. Que determina o quanto de energia eu estou disposto a investir em alguma situação. Ela por sinal, determina minha motivação. Ou seja, estamos nos tornando uma sociedade que 'pede o final'. Todos queremos motivação, mas poucos querem saber como nos sentimos e como gostaríamos de nos sentir.

Despertar o senso de construtor, de self-made man, do espírito do empreendedor (criativo) e estimulado pelo que acredita (mesmo que seja uma crença que falhará) é o que anda faltando, como também o intra-empreendedorismo, diante de processos que podem estar engessando. Lembrando que não é apenas 'pedir' para serem mais empreendedores, mas entender e dar ferramentas para tal. Estes aliados a uma mudança de mindset que engloba disciplinas como design thinking, colaboração, open innovation, triple bottom, (win-win-win) e sustentabilidade. Poderia provocar uma mudança na maneira como produzimos hoje.

Ao falar lá em cima que ando buscando como despertar mais a criatividade e a inovação nas empresas - estudando e fazendo cursos de forma autodidata, percebo o quanto nossos sentimentos (nosso motor), crenças e valores (nossa roda) estão enfraquecidas. São momentos de oportunidade para novas empresas, pessoas e modelos e é um momento de reflexão.

Acredito que despertar e extrair a criatividade das pessoas, está sendo para algumas empresas e pessoas, um exercício de esquizofrenia diante do modelo que já estão acostumados a trabalhar.

Curiosamente li este texto dias atrás do Francisco Albuquerque, da Agencia de Co-Criação que casa com o que estou dizendo. Ele dizia:

"...a cultura de colaboração é o único caminho para que o indivíduo se descubra e deixe o seu talento fluir com menos culpa de ser compreendido como uma carta fora do baralho.
O pensamento e a atuação em rede (colaboração entre pessoas) é o grande guia para essa nova geração de profissionais que estão em busca principalmente de descobrir-se em suas carreiras (valorização do eu), e de participarem de projetos alinhados àquilo que acreditam e compartilham."
Hoje a inovação saiu dos departamentos, antes encaixotada e começou a tomar um corpo mais fluído e interdependente com o ser humano, outros departamentos e a sociedade. 
Contudo, despertar a criatividade é refletir que errar é parte do processo, de que superar-se é colaborar, de que buscar gatilhos internos fica mais fácil quando somos 'boas pessoas'  treinamos nossa sensibilidade no(s) outro(s).

Além do mais, enxergar que precisamos de 3 perfis de pessoas para conduzir a inovação numa empresa: o evangelista, o gênio criativo e o líder inovador. Cada um terá seu papel ou as vezes faze-se os três papeis em pequenas empresas. Este é o desafio de equalizar, unir e somar partes que todas devem funcionar olhando pela ótica do ser-humano.


Assim, ser inovador hoje, e me arrisco a dizer, é ser mais feliz, primeiro com você para depois promover nos outros. Seja por serviços, projetos, processos ou produtos. É manter a paixão de Thomas Edson em querer produzir uma revolução e trabalhando em equipe, quanto a garra de Ayrton Senna em querer ser o melhor no que faz, quanto também ser um poeta para entender as  pessoas.
No fundo..."You are your most important relationship. – Happiness is when you feel good about yourself without feeling the need for anyone else’s approval.  You must first have a healthy relationship with yourself before you can have a healthy relationship with others.  You have to feel worthwhile and acceptable in your own eyes, so that you’ll be able to look confidently into the eyes of the people around you and connect with them."
Pois bem, se a mudança começa por você, o que você (Paulo!) numa posição de liderança ou não, está fazendo para mudar isso? Você sabe como fazer a mudança? Está buscando referências fora do comum?

(Nota mental: fazer o que escrevi no post.)

Ref: 

http://www.transitioning.org/2011/01/07/is-lack-of-creativity-to-be-blamed-for-our-poor-entrepreneurial-spirit/
http://www.marcandangel.com

terça-feira, outubro 30, 2012

Solene ou Sério? Por Paula Scher



Inovador ou de Massa? 
Enquanto alguns buscam vender mais, outros buscam buscar mais. 
Enquanto que uns buscam se vender mais, outros buscam se compreender mais.
Enquanto que uns buscam novos conhecimentos, outros buscam conhecimento menos onerosos.
Como é a sua busca?

Em nossa vida profissional temos momentos que passamos de Sérios (propositores) para Solenes (conhecidos), depois Esquecidos, depois Mortos. E o ciclo se renova.

Paul Scher uma famosíssima designer fala de forma exuberante sobre sua vida e sobre os momentos Sérios - que criou e propôs coisas novas, e em momentos Solenes, onde seu trabalho ganhou notoriedade e ficou conhecido.

sábado, outubro 27, 2012

Perda de foco, por Bel Pesce



O que você acha deste video? Resiliente?
É uma boa relfexão: Não se senta culpado se quando você estiver no meio de um trabalho, você "se distrair" com o que você REALMENTE gosta.
Vale a reflexão.

domingo, outubro 21, 2012

A arrogância do status quo

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver” Amyr Klink

quarta-feira, outubro 17, 2012

terça-feira, setembro 11, 2012

EPIFANIA SOBRE O PADRÃO E O TEMPO

Uma pequena reflexão que fiz durante a leitura de Sobre Deus e o Sempre. Livro de Nilton Bonder.

"A inexistência de um padrão que nos conforte, nos causa um desespero quando no dia-dia das nossas vidas. Em tudo! Pois já nascemos predestinados a seqüência natural do mundo, do antes, pelo agora e para o futuro. O ato e nascer ja é um atrito a realidade que vivemos e nos confortamos quando estamos na ventre. Onde nos sentimos protegidos, acolhidos. Nascer é romper o tempo do que imaginamos ser para sempre, que é o padrão, o padrão da certeza e do acolhimento e do imutável. O nascer nos entrega a outro padrao ambiental que é o nascer e o se por, do sol. Vivemos e nos agarramos aos padrões para vivermos e termos acalento em nossas decisoes, como se exercitassemos a atemporalidade em nao querermos pensar no tempo do amanha, mas apenas esperar pela certeza do dia seguinte, ja é uma tentativa de não sermos culpados por nossos pensamentos ou atos, mas encontrar o alibi no conforto do tempo.


Contudo o livre-arbítrio é o reflexo de um estresse a ordem natural da seqüência que cultivamos espitirualmente ja no ventre e é ela que convive paralelamente com a seqüência do sempre, do constante e do eterno em nossas vidas.  O que não muda pode ser apenas o simples ato de continuar, ou o simples ato de mudar diariamente, quando podemos adotar a possibilidade de sermos  e termos mais livre-arbítrio. Afinal nós somos artefatos criados por outros seres. Nem nossos genes são nossos.


Por isso a frase: "Quem espera sempre alcança", é uma ode a decisão de não entregar nossa vida à uma dimensão de tempo, muito menos do passado, nem do futuro, nem do presente. Mas sim, entregar a uma certeza invisível convicta que jogamos a esperança de que nós iremos encontrar, absorver e presenciar. Aqui o tempo não age, apenas a esperança. Esta que é atemporal, não precisa do tempo e não é composta de matéria, apenas da dimensão divina e inviolável de nossa convicção.


Portanto, o padrão é um conforto que nos é apresentado quando seres formados, mas que evitamos ela a todo custo, mas a aceitamos ao passar dos anos, como um ciclo natural em nossas vidas e espíritos.


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terça-feira, setembro 04, 2012

Roube como um escritor (Steal Like A Writer)




Apresentação do Austin Kleon, inspirada no excelente (!) livro dele mesmo Steal Like an Artist, mas na visão de um escritor. Tudo é Remix. Mas todo 'roubo' tem uma técnica. Para mim a melhor frase é esta abaixo:
"Don´t steal the style, steal the thinking behind the style." Austin Kleon

sábado, maio 19, 2012

Nossa essência é sustentável?


Reflexão
Venho pensando já há algum tempo sobre meu desejo e missão profissional, coisa que perpassa pela minha busca (sou de Natal e voltei para São Paulo para trabalhar com Branding) pessoal e profissional. A conclusão que chego, deverá sempre mudar ou evoluir, sendo que no fundo o que quero oferecer às pessoas e empresas é "riqueza espiritual e riqueza financeira". Sobretudo é:  propor e realmente construir significados positivos nas vidas das pessoas, da relação empresa-sociedade-funcionário.


Empresas são feitas de pessoas. Essas pessoas seguem ordens para produzirem para o mercado. O mercado devolve em forma de competitividade. Como você deve devolver? Através de inovação. Contudo a inovação por si só sem uma verdadeira "verdade" não causará impacto hoje, mas médio-longo prazo fazendo quedas de preços, perca de competitividade, estresses de trabalho, demissões. Então, contrata um consultor que faz um resizing, dá um  gás, demite uma galera e põe no eixo novamente a empresa. Para depois - se não for bem planejado e estudo, voltar a fazer isso daqui a 10,15 anos? 

A percepção aqui que quero levantar é que "quando criamos uma cultura que valoriza bombeiros, estimulamos a criação de ateadores-de-fogo" (Edgar Schein). Aprendemos a valorizar na dor, no sofrimento etc. É o que ocorre na vida inteira das pessoas, mas será que não poderíamos criar um guideline, ou um "mais ou menos por aqui" coerente com quem nós somos para casar expectativas do mercado, fazer comunicação menos efêmera e fazer produtos e serviços estudados e criados para o usuário?

Resgate
O processo de branding é puramente o resgate (ou escavação) do real significado, muitas vezes escondido no fundo do inconsciente do fundador, do board, das pessoas que ajudaram a construir uma organização, e como Dov Seidman fala "A missão e o propósito estão enraizados em significado e em valores sustentáveis.", qualquer tipo de resgate vai passar por um sentimento (o motivo daquele estalo principal), do qual deu o clique na mente do fundador para criar a empresa e ser um empreendedor. Aquilo lá no fundo tem um componente humano que sempre estará na sociedade e nas vidas das pessoas. É sustentável e se tornou rentável tangibilizado nos produtos e serviços. Lembra-se da frase: "O olho do dono que engorda o boi?", é por aí.

Agora, o estalo em si pode ser uma oportunidade naquele momento do empreendedor, mas o que está por trás é que é importante. E é isso que muitas vezes nas empresas foi esquecido. Pressões do mercado, decisões oportunistas, regulamentações, dívidas, falta de foco, 'respostas ao mercado com produtos com baixa inovação', baixa rentabilidade para os acionistas, essas e inúmeras questões afastam as empresas (e pessoas) do seu core, da sua essência. As vezes não dá para ser puramente essência, podemos incorrer desvios - como no ser humanos, mas se tivermos gravado será mais fácil 'voltar das tentações mercadológicas' ou solucionar os problemas.

Voltando ao que andava pensando. Penso que o que eu quero mesmo é passar e ver lá na frente que ao mudar (ou resgatar) empresas e seus significados, consegui ressignificar a vida das pessoas. A minha preocupação é com o cara auxiliar do auxiliar, do gerente, do assistente, essas pessoas que muitas vezes não tem o poder da decisão dos decision makers, mas encontram forças para ir trabalhar todos os dias naquela empresa, pelos mais diversos motivos. Que muitas vezes se estressa no trabalho, desconta no filho que sei lá, o menino fica traumatizado...sabe. É loucura, mas é um ciclo de acontecimentos que se encadeiam, seja pelo trabalho, trânsito, dinheiro etc. Estas pessoas, como porquê não os decision makers, que podem estar sentindo falta de falar de pessoas quando se fala apenas em números. 

O que quero é mostrar para essas pessoas de forma imaginária ou não, é que a empresa que ela trabalha não é necessariamente "mais uma" (por mais que possam existir - e tem, no mercado), mas sim, incutir a mentalidade de que ele é parte de um projeto que lá na velhice ele possa dizer: "Puxa eu fiz isso, naquela empresa legal, com gente bacana." Este sentimento utópico passa pelo acreditar, pelo buy-in do Board, que precisa imergir e sentir que fazer parte de um mundo conectado, voltado ao usuário, responsável e social, não é discurso efêmero e de 'gente boa'. Política ganha-ganha-ganha, pode ser uma realidade. Por que não sentamos todos para fazer com que ganhemos todos muito dinheiro?

Nesta linha que surgem novos tipos de abordagens de pesquisa como as etnográficas, entrevistas contextuais, co-criação, prototipação entre tantas outras que buscam entender verdades, sejam em produtos ou serviços e porque não em culturas?! 

Ressurgimento
Quando fazemos projeções ao passado, desde as mais simples "ah, no passado era assim...", revisitamos sensações do passado que estão esquecidas e fazer isso puramente é um exercício para valorizar coisas do passado no presente - me abstendo de qualquer juízo de valor para essas lembranças, a gente volta ao passado. Parece história de regressão, mas é apenas uma das maneiras de entender a história da empresa.

Ao fazer essa reflexão aqueles que decidem projetam, lembram de histórias, de sensações, de acontecimentos, de comentários, de recomendações... etc que ajudaram criar aquela mini-startup se tornar a mega empresa hoje, enxergam que podem dar continuidade mais claramente quando confrontados coma realidade, àquele sonho. Muitas vezes observar isso é mais claramente em empresas familiares.

Enfim, o que quero de uma certa maneira levantar é que muitas vezes, entramos e saímos de lugares, quando as vezes sabemos apenas apertar aquele botão, sem saber o porquê de estarmos ali. Somos apenas movidos por: "Preciso pagar as contas", "estou endividado", "preciso fazer aquela viagem", não que estas sensações são ruins, são bons estimulantes, mas que exista algo mais profundo, de querer pertencer. Incutir a idéia de que caso a pessoa seja demitida, ela leve no seu 'pacote de percepções' além do "eu fiz o que estava ao meu alcance", também o "foi bom trabalhar naquela empresa". Essa gratificação é o reconhecimento de que você produziu coisas importantes ao lado de pessoas com compaixão, competentes e resilientes. 

Conclusão
Por isso que acredito muito em UX (user experience), design thinking, service design e branding, como disciplinas de estudo do usuário como instrumento de construção de novos usuários. Analisar, Idear e Prototipar o hoje para construir melhores betas amanhã. A evolução só surge quando revisitamos o presente, com experiências e conhecimento do passado, para projetar e executar futuros.

Assim, levar a riqueza espiritual e financeira (meio piegas né), passa por ao resgatar experiências, sensações do passado, possamos incutir no presente (e ao longo do aprendizado da empresa) melhores percepções condutoras de inovações, de produtos, de serviços ou pessoais/de superação. Porém, passando pelo ambientes de trabalho. 

"Ajudar empresas a se enxergarem para construir melhores futuros significativos, sociais e inovadores.", se fosse arriscar seria algo assim. Certamente isso vai mudar daqui a alguns anos, mas o conceito geral seria isso. No fundo é re-enxergar o que tem de melhor, que toda empresa tem, mas processos, mercado, rotina, ambiente pouco criativo, pobreza de líderes, impedem de chegar a este núcleo. Se chegar pelo menos a 20% do que penso, já sentirei realizado.

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